Lx Verde - Parque Vitícola de Lisboa
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Verde, frio e sol no Parque Vitícola ou Vinícola (não consegui saber) de
Lisboa, explorado por uma adega privada, mesmo ao lado do aeroporto, não há
poluiç...
Montag, 6. Dezember 2010
Freitag, 3. Dezember 2010
seitens der Städte.. BERLIN : Balthus
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| En 1921 se trasladó con su familia a Berlín |
(París, 1908 - Rossiniere, 2001) Seudónimo de Balthazar Klossowski de Rola, pintor francés de origen polaco. Pintor figurativo, se mantuvo siempre al margen de los movimientos de su tiempo, como un auténtico independiente, aunque su obra se relaciona con el surrealismo, algo que desmintió uno de los prebostes del movimiento, Antonin Artaud, y de lo que, a pesar de su amistad con Giacometti y con Miró, se defendió él mismo como si de un estigma se tratara.
De familia noble, la casa paterna era visitada por los maestros de la pintura Pierre Bonnard y Maurice Denis, y por el poeta Rainer Maria Rilke, amigo de la madre que en 1919 hizo publicar y prologó los dibujos hechos por el niño, entonces de once años, a su gato Mitsou. En 1921 se trasladó con su familia a Berlín y regresó a París en 1924, donde siguió clases de dibujo en la Grande Chaumière; enseña sus trabajos a Marquet, Bonnard y Denis, quienes le aconsejaron que hiciera copias de Poussin. En 1926 viaja a Italia y hace copias de los maestros del primer renacimiento; al año siguiente realiza las pinturas murales a la témpera para la iglesia protestante de Beatenberg.
A finales de los años veinte comienza a retratar a sus amigos y hace su servicio militar de quince meses en Marruecos. En 1933 pinta La calle (La rue), donde inicia un estilo caracterizado por los contornos muy marcados y los colores planos; se relaciona con el grupo surrealista y entabla amistad con Giacometti; en 1934 hace su primera exposición individual en la galería Pierre con cinco cuadros cuyo contenido erótico y su ambigüedad causan un cierto escándalo, sobre todo La lección de guitarra, El arreglo de Cathy y Alice.
En 1935 elaboró los decorados para la obra de Artaud, Les Cenci, y en 1936 pintó el retrato de André Derain. En 1938 realiza su primera exposición individual en Nueva York, en la galería Pierre Matisse. Son de estos años algunas de sus obras más conocidas, como el retrato de Joan Miró y su hija Dolores y Thérèse soñando. En los años cuarenta diseña los decorados de diversas producciones teatrales y sus mejores amigos son poetas (Malraux, Paul Eluard).
En los años cincuenta realiza paisajes, vistas desde la ventana de su castillo del siglo XIV en Nièvre, y en 1956 el Museo de Arte Moderno de Nueva York le dedica una exposición. En 1961 es nombrado director de la Academia Francesa en Roma, y se trasladó por ello a la Villa Medici; en 1962 visita Japón, donde conoció a su mujer, la cual posa para varios cuadros de finales de los sesenta (Figura japonesa con espejo negro, 1967, o la Habitación turca, de 1963). En 1977 se retiró a Rossiniere.
Donnerstag, 2. Dezember 2010
Freitag, 26. November 2010
Mittwoch, 24. November 2010
Sonntag, 21. November 2010
Sonntag, 14. November 2010
Wortes uber Städte
Ônibus para o Leste
A sociedade tem boas intenções
A burocracia parece uma amiga
5 anos atrás – outras fúrias
outras perdas –
A América está tentando
controlar o
incontrolável
Incêndios em florestas,
Vícios
O sorriso essencial
No sono essencial
Das crianças
Da mente essencial
Eu estou cansado de fazer o papel
do americano
Agora eu vou levar
uma vida boa e tranquila.
Jack Kerouac
A sociedade tem boas intenções
A burocracia parece uma amiga
5 anos atrás – outras fúrias
outras perdas –
A América está tentando
controlar o
incontrolável
Incêndios em florestas,
Vícios
O sorriso essencial
No sono essencial
Das crianças
Da mente essencial
Eu estou cansado de fazer o papel
do americano
Agora eu vou levar
uma vida boa e tranquila.
Jack Kerouac
Samstag, 13. November 2010
Freitag, 12. November 2010
Wortes uber Städte
O homem atlântico
«Vais avançar. Vais andar como costumas quando estás sós e pensas que alguém está olhar para ti, Deus ou eu, ou este cão ao longo do mar, ou esta gaivota trágica face ao vento, tão só frente ao objecto atlântico.
És a extensão do mar, a extensão destas coisas seladas entre si pelo teu olhar.
O mar está à tua esquerda neste momento. Ouves o barulho dele misturado com o do vento.
Em lances intermináveis, avança em direcção a ti, em direcção às colinas da costa.
Tu e o mar, para mim são um todo, um só objecto, o do meu papel nesta aventura. Também eu olho para o mar. Tens de olhar como eu, como eu olho, o mais que posso, em vez de ti.
Saíste do campo da câmara.
Estás ausente.
(...)
Só a tua ausência fica, agora já sem nenhuma espessura, nenhuma possibilidade de nela abrir um caminho, de nela sucumbir de desejo.
(...)
Ontem à noite, depois da tua partida definitiva, fui para aquela sala do rés-do-chão que dá para o parque, fui para ali onde fico sempre no mês trágico de Junho, esse mês que inaugura o inverno.
Tinha varrido a casa, tinha limpo tudo como se fosse antes do meu funeral. Estava tudo limpo de vida, isento, vazio de sinais, e depois disse para comigo: vou começar a escrever para me curar da mentira de um amor que acaba.
(...)
E depois comecei a escrever.
(...)
Disse para mim que te teria amado. Pensava que já só me restava de ti uma recordação hesitante, mas não; enganava-me, havia ainda estas praias em volta dos olhos, onde beijar e deitar na areia ainda quente, e esse olhar centrado na morte.(...)
E depois o sol levantou-se. Um ave atravessou o terraço ao longo da parede da casa. Pensava que a casa estava vazia e chegou tão perto que esbarrou numa rosa, uma daquelas a que eu chamo de Versalhes. Foi brutalmente um movimento, o único do parque abaixo do nível da luz do céu. Ouvi a rosa amarfanhada pela ave no veludo do seu voo. E olhei para a rosa. Primeiro moveu-se, como se estivesse animada de vida, e depois a pouco e pouco voltou a ser uma rosa comum.
Ficaste no estado de teres partido. E fiz um filme da tua ausência.
(...)
Ao mesmo tempo que já não te amo não amo mais nada, só a ti, ainda.
Esta noite chove. Chove em volta da casa e sobre o mar também. O filme vai ficar assim, como está. Não tenho mais imagens para lhe ar. Já não sei onde estamos, em que fim de que amor, em que recomeço de que outro amor, em que história nos perdemos. Sei apenas quanto ao filme. Apenas quanto ao filme, sei, sei que nenhuma imagem mais poderia prolongá-lo.
O dia de hoje não amanheceu e não há o menos sopro no alto das florestas ou nos campos, nos vales. Não se sabe se é o verão ainda ou o fim do verão ou uma estação mentirosa, indecisa, horrível, sem nome.
Já não te amo como no primeiro dia. Já não te amo.
No entanto continuam a existir em volta dos teus olhos, sempre, estas imensidades que rodeiam o olhar e esta existência que te anima no sono.
Continua também esta exaltação que me vem por não saber o que fazer disto, deste conhecimento que tenho dos teus olhos, das imensidades que os teus olhos exploram, por não saber o que escrever sobre isso, o que dizer, e o que mostrar da sua insignificância original.
(...)
É assim que permaneces face a mim, na doçura, numa provocação constante, inocente, impenetrável.
E tu não sabes.»
Marguerite Duras
«Vais avançar. Vais andar como costumas quando estás sós e pensas que alguém está olhar para ti, Deus ou eu, ou este cão ao longo do mar, ou esta gaivota trágica face ao vento, tão só frente ao objecto atlântico.
És a extensão do mar, a extensão destas coisas seladas entre si pelo teu olhar.
O mar está à tua esquerda neste momento. Ouves o barulho dele misturado com o do vento.
Em lances intermináveis, avança em direcção a ti, em direcção às colinas da costa.
Tu e o mar, para mim são um todo, um só objecto, o do meu papel nesta aventura. Também eu olho para o mar. Tens de olhar como eu, como eu olho, o mais que posso, em vez de ti.
Saíste do campo da câmara.
Estás ausente.
(...)
Só a tua ausência fica, agora já sem nenhuma espessura, nenhuma possibilidade de nela abrir um caminho, de nela sucumbir de desejo.
(...)
Ontem à noite, depois da tua partida definitiva, fui para aquela sala do rés-do-chão que dá para o parque, fui para ali onde fico sempre no mês trágico de Junho, esse mês que inaugura o inverno.
Tinha varrido a casa, tinha limpo tudo como se fosse antes do meu funeral. Estava tudo limpo de vida, isento, vazio de sinais, e depois disse para comigo: vou começar a escrever para me curar da mentira de um amor que acaba.
(...)
E depois comecei a escrever.
(...)
Disse para mim que te teria amado. Pensava que já só me restava de ti uma recordação hesitante, mas não; enganava-me, havia ainda estas praias em volta dos olhos, onde beijar e deitar na areia ainda quente, e esse olhar centrado na morte.(...)
E depois o sol levantou-se. Um ave atravessou o terraço ao longo da parede da casa. Pensava que a casa estava vazia e chegou tão perto que esbarrou numa rosa, uma daquelas a que eu chamo de Versalhes. Foi brutalmente um movimento, o único do parque abaixo do nível da luz do céu. Ouvi a rosa amarfanhada pela ave no veludo do seu voo. E olhei para a rosa. Primeiro moveu-se, como se estivesse animada de vida, e depois a pouco e pouco voltou a ser uma rosa comum.
Ficaste no estado de teres partido. E fiz um filme da tua ausência.
(...)
Ao mesmo tempo que já não te amo não amo mais nada, só a ti, ainda.
Esta noite chove. Chove em volta da casa e sobre o mar também. O filme vai ficar assim, como está. Não tenho mais imagens para lhe ar. Já não sei onde estamos, em que fim de que amor, em que recomeço de que outro amor, em que história nos perdemos. Sei apenas quanto ao filme. Apenas quanto ao filme, sei, sei que nenhuma imagem mais poderia prolongá-lo.
O dia de hoje não amanheceu e não há o menos sopro no alto das florestas ou nos campos, nos vales. Não se sabe se é o verão ainda ou o fim do verão ou uma estação mentirosa, indecisa, horrível, sem nome.
Já não te amo como no primeiro dia. Já não te amo.
No entanto continuam a existir em volta dos teus olhos, sempre, estas imensidades que rodeiam o olhar e esta existência que te anima no sono.
Continua também esta exaltação que me vem por não saber o que fazer disto, deste conhecimento que tenho dos teus olhos, das imensidades que os teus olhos exploram, por não saber o que escrever sobre isso, o que dizer, e o que mostrar da sua insignificância original.
(...)
É assim que permaneces face a mim, na doçura, numa provocação constante, inocente, impenetrável.
E tu não sabes.»
Marguerite Duras
Mittwoch, 10. November 2010
Freitag, 5. November 2010
Dienstag, 2. November 2010
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