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Sonntag, 10. Januar 2010

seitens der Städte, Cambridge, Whitehead

CAMBRIDGE 2009
Foto:G.Ludovice
Alfred North Whitehead

Alfred North Whitehead (Ramsgate, 15 de fevereiro de 1861Cambridge, 30 de dezembro de 1947)

"É preciso ter uma mente muito fora do comum para analisar o óbvio."

"O primeiro homem que percebeu a analogia entre um grupo de sete peixes e um grupo de sete dias trouxe um notável avanço à história de pensamento."

Foi um filósofo e matemático britânico.
Renomado pesquisador na área da
filosofia da ciência, principalmente no que diz respeito aos fundamentos da matemática. Juntamente com Bertrand Russell, escreveu Principia Mathematica.
É também o desenvolvedor da chamada teologia do processo.
im:wikipedia

Freitag, 6. November 2009

seitens der Städte, CAMBRIDGE, Dorothy Emmet

CAMBRIDGE 2009 Dorothy settled in Cambridge in 1966
Foto:G.Ludovice
Dorothy Mary Emmet
(September 29, 1904 – September 20, 2000)

Was a British philosopher and head of Manchester University's philosophy department for over twenty years.
President of the Aristotelian Society in 1953-54.
In 1938, she was appointed lecturer in the philosophy of religion at Manchester, becoming reader in philosophy in 1945 and the
Sir Samuel Hall professor of philosophy in 1946.
Appointed lecturer in philosophy at Armstrong College,
Newcastle-upon-Tyne (now Newcastle University) in 1932 temporary teaching post at Somerville College, Oxford Commonwealth Fellowship at Radcliffe College

Dorothy borned in London in 1904, lived an extraordinary life, especially for a woman for her time.The daughter of a country vicar and Christian scholar who was appointed dean of university college at Oxford shortly before his premature death, Dorothy graduated at the top of her class at Oxford, with firsts in Classic and philosophy.
After listening to a speech in Parliament by R.H. Tawney supporting poor Welsh miners in the General Strike of 1926, she underwent "the nearest thing i ever had to a conversion experience", she said. It change her life.
She went to live in the Rhondda valley, where she worked in the poor mining communities as a tutor for the Workers Educational Association, teaching Plato´s Republic to unemployed miners and their families.
The experiene made her a socialistand, at same time, drew her more deeply into philosophy in a search for understanding the human condition and spirit.
When Dorothy was twenty two, she read a book by Alfred North Whitehead, a former Cambridge mathematician and philosopher who was teaching at Harvard University, and her life took a new direction. Tere, she worked with the eigthy-year-old Whitehead and becam a family friend.
Dorothy return to Britan in 1928 as a research fellow at Oxfrod and continued her work with miners. In 1932 she published her first book, Whitehead philosophy of organism.
In the summer of 1941, when Ilse told her that Kafka´s Dora was at the Isle of Man Women´s Internment Camp, and "couldn´t we have her there " Dorothy responded simply "i said, of course". "It was the time of air raids" Dorothy recalled almost sixty years later in an interview she gave for her nursing home in Cambridge in the summer of 2000, shortly before her death.
"I can still remeber the three of us, Dora, Marianne, and myself, crawling together underneath the big steel table in the living room during an air raid, and waiting there together until the sirens ended."
Dorothy Emmt had been involved in saving Jewish refugges from Nazi persecusions sice coming to Manchester three years earlier, in 1938, at the age of thirthy-four.
Unmarried, without a family to take care of, she was able to sponsor a number of German and Polish refugees, allowing them to emmigrate to Britain. She opened her home to Ilse and several others until they were able to find their own places. As many testified at a memorial service in Cambridge, in 2002, Profesor Emmet practiced what she taught. The philosophy she preferred, "connect to the real world and could make a difference."

Thomas Merton's Correspondence with: Emmet, Dorothy Mary, 1904-2000

Thomas Merton discussed articles with Emmett for Theoria to Theory about "death of God" theology, the ethics of the war in Vietnam, Christian consciousness, and the prophets. Merton's critical review of the book Two Leggings by Peter Nabokov drew counter-criticism from a reader of Theoria to Theory, Mary R. Glover, who sent a letter to Emmet which she passed on to Merton. Included is Merton's response in which he clarifies the respect he has and value he sees in Native American spirituality; however, he feels that Two Legging's "manipulation of the religious system... renders his entire religious experience suspect". He also replies to another point Glover makes about Hinduism.
Dorothy Emmet was the author of a number of books on philosophy and helped found the department of philosophy at the University of Manchester, where she served as head of the department. After retiring from her professor ship, she settled in Cambridge in 1966.

There she became the first editor of the journal Theoria to Theory, to which Merton was a contributor. She was interested in philosophy's application to political and social issues and "taught Plato to unemployed Welsh miners" (source: Obituary: Dorothy Emmet. 25 September 2000. The Guardian.
‹http://books.guardian.co.uk/news/articles/0,6109,373005,00.html›).

Publications
Whitehead's Philosophy of Organism (1932)
The Nature of Metaphysical Thinking (1945)
Annual philosophical lecture to the
British Academy (1949)
The
Stanton lectures in Cambridge (1950-53)
Function, Purpose and Powers (1958)
Rules, Roles and Relations (1966)
In The Moral Prism (1979)
The Effectiveness of Causes (1986)
The Passage of Nature (1992)
The Role of the Unrealisable (1994)
Philosophers and Friends: Reminiscences of 70 Years in Philosophy (1996)
Im.wikipedia/The Thomas Merton Centre/Kafka´s last love

Donnerstag, 29. Oktober 2009

seitens der Städte, Cambridge, Russel

CAMBRIDGE 2009
Foto:G.Ludovice
Bertrand Arthur William Russell

Medalha De Morgan (1932), Medalha Sylvester (1934), Nobel de Literatura (1950)
Bertrand Arthur William Russell, 3º Conde Russell (Ravenscroft, País de Gales, 18 de Maio de 1872Penrhyndeudraeth, País de Gales, 2 de Fevereiro de 1970) foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos e lógicos que viveram no século XX.

Um importante político liberal, activista e um popularizador da Filosofia. Milhões de pessoas respeitaram Russell como uma espécie de profeta da vida racional e da criatividade. A sua postura em vários temas foi controversa.
Russell nasceu em
1872, no auge do poderio económico e político do Reino Unido, tendo morrido em 1970, vítima de uma gripe, quando o império se tinha desmoronado e o seu poder drenado em duas guerras vitoriosas mas debilitantes. Até à sua morte, a sua voz deteve sempre autoridade moral, uma vez que ele foi um crítico influente das armas nucleares e da guerra estadunidense no Vietnã. Era inquieto.
Recebeu o
Nobel de Literatura de 1950, "em reconhecimento dos seus variados e significativos escritos, nos quais ele lutou por ideais humanitários e pela liberdade do pensamento".

Bertrand Russell pertenceu a uma família aristocrática inglesa. O seu avô paterno, Lord John Russell tinha sido primeiro-ministro nos anos 1840 e era ele próprio o segundo filho do sexto duque de Bedford, de uma família whig (partido liberal, que no século XIX foi muito influente e alternava no poder com os conservadores- "tories"). A sua mãe, viscondessa Amberley (que faleceu quando Bertrand tinha 2 anos de idade) pertencia a uma família aristocrática, era irmã de Rosalinda, condessa de Carlisle. Os seus pais eram extremamente radicais para o seu tempo. O seu pai, o visconde de Amberley, que faleceu quando Bertrand tinha 4 anos, era um ateísta que se resignou com o romance de sua mulher com o tutor de suas crianças. O padrinho de Bertrand foi o filósofo utilitarista John Stuart Mill.


Apesar dessa origem algo excêntrica, a infância de Russell leva um rumo relativamente convencional. Após a morte de seus pais, Russell e o seu irmão mais velho Frank (o futuro segundo conde) foram educados pelos avós, bem no espírito vitoriano - o conde Lord John Russell e a condessa Russell, sua segunda mulher, Lady Frances Elliott. Com a perspectiva do casamento, Russell despede-se definitivamente das expectativas dos seus avós.
Russell conheceu, inicialmente, a
Quaker americana Alys Pearsall Smith quando tinha 17 anos de idade. Apaixonou-se pela sua personalidade puritana e inteligente, ligada a vários activistas educacionais e religiosos, tendo casado com ela em Dezembro de 1894.
O casamento acabou com a separação em
1911. Russell nunca tinha sido fiel; teve vários casos com, entre outras, Lady Ottoline Morrell (meia-irmã do sexto duque de Portland) e a actriz Lady Constance Malleson Guilherme Amaral Beckert Matz.


Russell estudou Filosofia na Universidade de Cambridge, tendo iniciado os estudos em 1890. Tornou-se membro (fellow) do Trinity College em 1908. Pacifista, e recusando alistar-se durante a Primeira Guerra Mundial, perdeu a cátedra do Trinity College e esteve preso durante seis meses. Nesse período, escreveu a Introdução à filosofia matemática. Em 1920, Russell viajou até à Rússia, tendo posteriormente sido professor de Filosofia em Pequim por uma ano.
Em
1921, após a perda do professorado, divorciou-se de Alys e casou com Dora Russell, nascida Dora Black. Os seus filhos foram John Conrad Russell (que sucedeu brevemente ao seu pai como o quarto duque Russell) e Lady Katherine Russell, agora Lady Katherine Tait). Russell financiou-se durante esse tempo com a escrita de livros populares explicando matérias de Física, Ética e Educação para os leigos. Conjuntamente com Dora, fundou a escola experimental de Beacon Hill em 1927.
Com a morte do seu irmão mais velho em
1931, Russell tornou-se o terceiro conde Russell. Foi, no entanto, muito raro que alguém se lhe tenha referido por este nome.
Após o fim do casamento com Dora e o adultério dela com um jornalista americano, em
1936, ele casou pela terceira vez com uma estudante universitária de Oxford chamada Patricia ("Peter") Spence. Ela tinha sido a governante de suas crianças no verão de 1930. Russell e Peter tiveram um filho, Conrad.

Na primavera de
1939, Russell foi viver nos EUA, em Santa Barbara, para ensinar na Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Foi nomeado professor no City College de Nova Iorque pouco tempo depois, mas depois de controvérsia pública, a sua nomeação foi anulada por tribunal: as suas opiniões secularistas, como as encontradas em seu livro "Marriage and Morals", tornaram-no "moralmente impróprio" para o ensino no college. Seu livro "Why I Am Not a Christian" que foi uma pronunciação realizada nos anos 20 na seção sul da National Secular Society de Londres e o ensaio "Aquilo em que Creio" foram outros textos que causaram a confusão. (Existe uma pequena história da crise gerada pelo impedimento de Russell de lecionar no City College na introdução da edição brasileira da coletânia ensaios de Russell chamada: "Por que não sou cristão: e outros ensaios sobre religião e assuntos correlatos"). Regressou à Grã-Bretanha em 1944, tendo voltado a integrar a faculdade do Trinity College.
Em
1952, Russell divorciou-se de Patricia e casou-se, pela quarta vez, com Edith (Finch). Eles conheciam-se desde 1925. Ela tinha ensinado inglês no Bryn Mawr College, perto de Filadélfia, nos EUA.


Em
1962, já com 90 anos, mediou o conflito dos mísseis de Cuba para evitar que se desencadeasse um ataque militar. Organizou com Albert Einstein o movimento Pugwash que luta contra a proliferação de armas nucleares.
Bertrand Russell escreveu a sua autobiografia em três volumes nos finais dos
anos 60 e faleceu em 1970 no País de Gales. As suas cinzas foram dispersas sobre as montanhas galesas.

Foi sucedido nos seus títulos pelo seu filho do segundo casamento com Dora Russell Black, e, posteriormente, pelo seu filho mais novo (do seu casamento com Peter). Seu filho mais novo, Conrad (nome dado em homenagem ao seu amigo, Joseph Conrad), quinto duque Russell, é um membro da Câmara dos Lordes e um respeitado académico britânico.

Durante sua longa vida, Russell elaborou algumas das mais influentes teses filosóficas do
século XX, e, com elas, ajudou a fomentar uma das suas tradições filosóficas, a assim chamada Filosofia Analítica. Dentre essas teses, destacam-se a tese logicista, ou da lógica simbólica, de fundamentação da Matemática. Segundo Russell, todas as verdades matemáticas - e não apenas as da aritmética, como pensava Gottlob Frege- poderiam ser deduzidas a partir de umas poucas verdades lógicas, e todos os conceitos matemáticos reduzidos a uns poucos conceitos lógicos primitivos.
Um dos elementos impulsionadores desse projeto foi a descoberta, em
1901, de um paradoxo no sistema lógico de Frege: o chamado paradoxo de Russell. A solução de Russell - para esse e outros paradoxos - foi a teoria dos tipos (inicialmente, a teoria simples dos tipos; posteriormente, a teoria ramificada dos tipos), um dos pilares do seu logicismo. Trata-se, segundo Russell, de se imporem certas restrições à suposição de que qualquer propriedade que pode ser predicada de uma entidade de um tipo lógico possa ser predicada com significado de qualquer entidade de outro ou do mesmo tipo lógico. O tipo de uma propriedade deve ser de uma ordem superior ao tipo de qualquer entidade da qual a propriedade possa com significado ser predicada.

Como outro pilar desse projeto, Russell concebeu a teoria das
descrições definidas, apresentada em franca oposição a algumas de suas antigas idéias - em especial, as contidas em sua teoria do significado e da denotação defendida no seu livro The Principles of Mathematics - e à teoria do sentido e referência de Frege. Para Russell, a análise lógica precisa de frases declarativas contendo descrições definidas - expressões como p.ex. "o número primo par", "o atual rei da França", etc. - deve deixar clara que, contrariamente às aparências, essas frases não expressam proposições singulares - algumas vezes denominadas proposições russellianas -, mas proposições gerais. p.ex., a frase
(1) O número primo par é maior do que 1,
embora superficialmente tenha a mesma estrutura da frase
(2) Isto é vermelho,
ou seja, aparente como (2) representar uma
proposição singular, realmente representa uma proposição geral. Para Russell, (1) analisa-se assim:
(1') Existe pelo menos um número primo par, e existe no máximo um número primo par, e ele é maior do que 1.
Assim, tal
análise deixaria transparente que descrições definidas funcionam logicamente como quantificadores. Contrariamente à sua antiga teoria do significado e da denotação -- e à teoria do sentido e referência de Frege--, a teoria das descrições definidas de Russell não associa às descrições definidas significado e denotação -- sentido e referência. Segundo Russell, tais expressões desempenham um papel semântico bastante diferente, qual seja, o de denotar ( quando existe o objeto descrito pela descrição definida). Por outro lado, as expressões que desempenhariam o papel de referirem-se diretamente aos objetos seriam "nomes em sentido lógico" (nomes logicamente próprios), como chamou Russell. Um dos seus exemplos preferidos de nomes logicamente próprios são os pronomes demonstrativos: "isto", "este", etc. Russell também estendou a sua análise de frases contendo descrições definidas para frases contendo nomes próprios ordinários. Segundo ele, nomes próprios ordinários seriam, de fato, abreviações de descrições definidas que porventura se têm em mente quando se usam tais nomes. P.ex., "Aristóteles" poderia ser uma abreviação de uma descrição como "o maior discípulo de Platão". (Tal concepção a respeito de nomes próprios ordinários -- uma forma de descritivismo -- foi um dos alvos de Saul Kripke em Naming and Necessity, que ali defendeu uma forma de millianismo
.)
Em estreita harmonia com essas teses lógico-semânticas, Russell desenvolveu algumas teses de teoria do conhecimento, em particular, a distinção entre conhecimento direto (by acquaintance) e conhecimento por descrição. Assim, o conhecimento que se tem de uma mancha vermelha numa parede, para Russell, poderia ser expresso numa frase como (2); por outro lado, o conhecimeto que se tem dos números e de suas relações, p.ex., que 2 é maior do que 1, envolveria conceitos lógicos, e não o conhecimento direto dos números. Russell formulou a relação entre essas duas formas de conhecimento no seguinte princípio: todo o conhecimento envolve a relação direta do sujeito cognoscente com algum objeto (a relação de conhecer diretamente ou, conversamente, de apresentação de um objeto a um sujeito cognoscente), mesmo que esse conhecimento seja conhecimento por descrição de outro objeto.
Da volumosa obra de Russell, destacam-se o seu livro de 1903, The Principles of Mathematics (que consiste numa apresentação informal do projeto logicista de Russell); o clássico artigo de 1905, "On Denoting" (em que Russell apresenta pela primeira vez ao público sua teoria das descrições definidas); o livro em três volumes, em co-autoria com o A.N.Whitehead, publicados entre 1910 e 1913, intitulado Principia Mathematica (a segunda edição, de 1925, contem importantes modificações no projeto logicista de Russell-Whitehead); o seu artigo de 1910-11,"Knowledge by Acquaintance and Knowledge by Description"; e as conferências proferidas no inverno de 1917-18, reunidas sob o título The Philosophy of Logical Atomism.


Russell propôs, em sua autobiografia, um "código de conduta" liberal baseado em dez princípios, à maneira do decálogo cristão. "Não para substituir o antigo", diz Russell, "mas para complementá-lo". Os dez princípios são:
Não tenhas certeza absoluta de nada.
Não consideres que valha a pena proceder escondendo evidências, pois as evidências inevitavelmente virão à luz.
Nunca tentes desencorajar o pensamento, pois com certeza tu terás sucesso.
Quando encontrares oposição, mesmo que seja de teu cônjuge ou de tuas crianças, esforça-te para superá-la pelo argumento, e não pela autoridade, pois uma vitória dependente da autoridade é irreal e ilusória.
Não tenhas respeito pela autoridade dos outros, pois há sempre autoridades contrárias a serem achadas.
Não uses o poder para suprimir opiniões que consideres perniciosas, pois as opiniões irão suprimir-te.
Não tenhas medo de possuir opiniões excêntricas, pois todas as opiniões hoje aceitas foram um dia consideradas excêntricas.
Encontres mais prazer em desacordo inteligente do que em concordância passiva, pois, se valorizas a inteligência como deverias, o primeiro será um acordo mais profundo que a segunda.
Sê escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois será mais inconveniente se tentares escondê-la.
Não tenhas inveja daqueles que vivem num paraíso dos tolos, pois apenas um tolo o consideraria um paraíso.


Outubro de 1948. Quando o avião em que Bertrand Russell estava pousou em um fiorde em Oslo, houve um solavanco. Russell foi parar no chão, onde a água começava a subir, e achou que tinha sido apenas uma onda que tinha invadido o avião e exclamou "well, well" enquanto procurava seu chapéu. Abriram a porta e o puxaram para dentro d'água, só então ele começou a entender o que se passava e só pensava em proteger uma maleta, mas teve de deixá-la para nadar para o barco mais próximo. Metade dos passageiros morreu, houve mais sorte no compartimento traseiro para fumantes, onde o filósofo se encontrava.
Mais tarde um repórter lhe perguntou: "O que pensou quando pulou na água?"
Ele respondeu: "Que estava fria"
Repórter: "Não pensou em
misticismo e lógica?"
B.R.: "Não."


Bibliografia selecionada
1896, German Social Democracy, London: Longmans, Green.
1897, An Essay on the Foundations of Geometry, Cambridge: At the University Press.
1900, A Critical Exposition of the Philosophy of Leibniz, Cambridge: At the University Press.
1910, Philosophical Essays, London: Longmans, Green.
1910–1913, Principia Mathematica (com
Alfred North Whitehead), 3 vols., Cambridge: At the University Press.
1912, The Problems of Philosophy, London: Williams and Norgate.
(Os problemas da filosofia, trad. Jaimir Conte).
1914, Our Knowledge of the External World, Chicago and London: Open Court Publishing.
1916, Principles of Social Reconstruction, London: George Allen & Unwin.
1916, Justice in War-time, Chicago: Open Court.
1918, Mysticism and Logic and Other Essays, London: Longmans, Green.
1918, Roads to Freedom: Socialism, Anarchism, and Syndicalism, London: George Allen & Unwin.
1919, Introduction to Mathematical Philosophy, London: George Allen & Unwin,
1923, The Prospects of Industrial Civilization (em colaboração com Dora Russell), London: George Allen & Unwin.
1923, The ABC of Atoms, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
1924, Icarus, or the Future of Science, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
1925, The ABC of Relativity, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
1925, What I Believe, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
1926, On Education, Especially in Early Childhood, London: George Allen & Unwin.
1927, The Analysis of Matter, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
1927, An Outline of Philosophy, London: George Allen & Unwin.
1929, Marriage and Morals, London: George Allen & Unwin.
1930, The Conquest of Happiness, London: George Allen & Unwin.
1931, The Scientific Outlook, London: George Allen & Unwin.
1932, Education and the Social Order, London: George Allen & Unwin.
1934, Freedom and Organization, 1814–1914, London: George Allen & Unwin.
1935, In Praise of Idleness, London: George Allen & Unwin.
1935, Religion and Science, London: Thornton Butterworth.
1936, Which Way to Peace?, London: Jonathan Cape.
1937, The Amberley Papers: The Letters and Diaries of Lord and Lady Amberley (com Patricia Russell), 2 vols., London: Leonard & Virginia Woolf at the Hogarth Press.
1938, Power: A New Social Analysis, London: George Allen & Unwin.
1940, An Inquiry into Meaning and Truth, New York: W. W. Norton & Company.
1946, History of Western Philosophy, New York: Simon and Schuster.
1948, Human Knowledge: Its Scope and Limits, London: George Allen & Unwin.
1949, Authority and the Individual, London: George Allen & Unwin.
1950, Unpopular Essays, London: George Allen & Unwin.
1951, New Hopes for a Changing World, London: George Allen & Unwin.
1952, The Impact of Science on Society, London: George Allen & Unwin.
1953, Satan in the Suburbs and Other Stories(contos), London: George Allen & Unwin.
1954, Human Society in Ethics and Politics, London: George Allen & Unwin.
1954, Nightmares of Eminent Persons and Other Stories, London: George Allen & Unwin.
1956, Portraits from Memory and Other Essays, London: George Allen & Unwin.
1956, Logic and Knowledge: Essays 1901–1950, London: George Allen & Unwin.
1957,
Why I Am Not a Christian, London: George Allen & Unwin.
1958, Understanding History and Other Essays, New York: Philosophical Library.
1959, Common Sense and Nuclear Warfare, London: George Allen & Unwin.
1959, My Philosophical Development, London: George Allen & Unwin.
1959, Wisdom of the West, London: Macdonald.
1961, Fact and Fiction, London: George Allen & Unwin.
1961, Has Man a Future?, London: George Allen & Unwin.
1963, Essays in Skepticism, New York: Philosophical Library.
1963, Unarmed Victory, London: George Allen & Unwin.
1965, On the Philosophy of Science, Indianapolis: The Bobbs-Merrill Company.
1967, Russell's Peace Appeals, Japan: Eichosha's New Current Books.
1967, War Crimes in Vietnam, London: George Allen & Unwin.
1967–1969, The Autobiography of Bertrand Russell, 3 vols., London: George Allen & Unwin.
im:wikipedia

Freitag, 31. Juli 2009

seitens der Städte.. CAMBRIDGE: Erasmo

CAMBRIDGE 2009
Kino:G.Ludovice



Erasmo de Roterdão (retrato de Hans Holbein, o Jovem.

Desiderius Erasmus Roterodamus, conhecido como Erasmo de Roterdão (português europeu) ou Roterdã (português brasileiro) (27 de Outubro de 1466 Roterdão12 de Julho de 1536, Basiléia) foi um teólogo e um humanista neerlandês.


Nasceu em Geert Geertsen, em Roterdão, Holanda do Sul, Países Baixos. Acreditava (erroneamente) que a raiz da palavra Geert tivesse origem em begeren ("desejar") e traduziu isto para o latim e para o grego. A informação sobre a sua família e sobre a sua juventude é vagamente referida nos seus escritos. Ele era quase seguramente filho ilegítimo. O seu pai foi um padre chamado Gerard. Pouco se sabe sobre a sua mãe para além do nome: Margarete. Apesar de ilegítimo, os seus pais tomaram conta dele até às suas mortes prematuras, com a peste negra, em 1483. Nessa altura a sua educação ficou a cargo de uma série de mosteiros, e foi uma educação exemplar, a melhor possível a um jovem do seu tempo.

Erasmo, com efeito, cursou o seminário com os monges agostinianos e realizou os votos monásticos aos 25 anos, aproximadamente. Contudo, diz-se que nunca viveu como tal, sendo inclusive um grande crítico da vida monástica e das características que julgava negativas na Igreja Católica.

Frequentou o Collège Montaigu, em Paris, e continuou os seus estudos na Universidade de Paris, então o principal centro da escolástica, apesar da influência crescente do Renascimento da cultura clássica, que chegava de Itália. Erasmo optou por uma vida de académico independente, independente de país, independente de laços académicos, de lealdade religiosa, e de tudo que pudesse interferir com a sua liberdade intelectual e a sua expressão literária.

Os principais centros da sua actividade foram Paris, Louvain, Inglaterra e Basiléia. No entanto, nunca pertenceu firmemente a nenhum destes sítios. O seu tempo em Inglaterra foi frutuoso, tendo feito amizades para a vida com os líderes ingleses, mesmo nos dias tumultuosos do rei Henrique VIII: John Colet, Thomas More, John Fisher, Thomas Linacre e Willian Grocyn. Na Universidade de Cambridge foi o professor da divindade de Lady Margaret e teve a opção de passar o resto de sua vida como professor de inglês. Ele esteve no Queens' College, em Cambridge e é possível que tenha sido alumnus.

Foram-lhe oferecidas várias posições de honra e proveito através do mundo académico, mas ele declinou-as todas, preferindo a incerteza, tendo no entanto receitas suficientes da sua actividade literária independente.

Entre 1506 e 1509 esteve em Itália. Passou ali uma parte do seu tempo na casa editorial de Aldus Manatius em Veneza. Apesar disto, teve uma associação com académicos italianos menos activa do que se esperava.

A sua residência em Louvain expôs Erasmo a muitas críticas mesquinhas por parte daqueles que eram hostis aos princípios do progresso literário e religioso aos quais ele devotava a vida. Ele interpretava esta falta de simpatia como uma perseguição e procurou refúgio em Basiléia, onde, sob abrigo de hospitalidade suíça, pôde expressar-se livremente e onde estava rodeado de amigos. Foi lá que ele esteve associado por muitos anos com o grande editor Froben, e aonde uma multidão de admiradores de (quase) todos os cantos da Europa o vieram visitar.

A produtividade literária de Erasmo começou relativamente tarde na sua vida. Apenas quando ele dominou o Latim é que começou a escrever sobre grandes temas contemporâneos em Literatura e em Religião.

A sua revolta contra as formas de vida da igreja não resultou tanto de dúvidas quanto à verdade da doutrina tradicional, nem de alguma hostilidade para com a organização da Igreja. Sentiu antes a necessidade de aplicar os seus conhecimentos na purificação da doutrina e na liberalização das instituições do cristianismo.

Como académico, tentou libertar os métodos da Escolástica da rigidez e do formalismo das tradições medievais, mas não ficou satisfeito. Ele viu-se como o pregador da retidão. A sua convicção em toda a vida foi que o que era necessário para regenerar a Europa era uma aprendizagem sã, aplicada liberalmente e sem receios pela administração de assuntos públicos da Igreja e do Estado. Esta convicção confere unidade e consistência a uma vida que, de outra forma, pode parecer plena de contradições. Erasmo viu-se livre e distante de quaisquer obrigações comprometedoras; no entanto Erasmo foi, num sentido singularmente verdadeiro, o centro do movimento literário do seu tempo. Ele correspondeu com mais de quinhentos homens da maior importância no mundo da política e do pensamento, e o seu conselho em vários assuntos era procurado avidamente, se bem que nem sempre seguido.

Aquando da sua estadia em Inglaterra, Erasmo iniciou a examinação sistemática dos manuscritos do Novo Testamento, por forma a preparar uma nova edição e uma tradução para Latim. Esta edição foi publicada por Froben de Basiléia em 1516 e foi a base da maioria dos estudos científicos da Bíblia durante o período da Reforma. Erasmo também escreveu sobre o guerreiro frísio Pier Gerlofs Donia, embora com muito mais críticas do que elogios aos feitos dele, chamando-o de "bruto estúpido que preferia a força em vez da sabedoria".

Ele publicou uma edição crítica do Novo Testamento Grego em 1516 - Novum Instrumentum omne, diligenter ab Erasmo Rot. Recognitum et Emendatum. A edição incluiu uma tradução em Latim e anotações. Baseou-se também em manuscritos adicionais recentemente descobertos.

Na segunda edição, o termo mais familiar "Testamentum" foi usado em vez de "Instrumentum". Esta edição foi usada pelos tradutores da versão da Bíblia do Rei Jaime I de Inglaterra. O texto ficou conhecido mais tarde como o textus receptus. Erasmo publicou mais três edições - 1522, 1527 e 1535. Foi a primeira tentativa por parte de um académico competente e liberal de averiguar aquilo que os escritores do Novo Testamento tinham efectivamente dito. Erasmo dedicou o seu trabalho ao Papa Leão X, como patrono da aprendizagem, e considerou o seu trabalho como o seu principal serviço à causa do Cristianismo. Imediatamente depois, começou a publicação das suas paráfrases do Novo Testamento, uma apresentação popular do conteúdo de vários livros. Este, como todos os seus livros, foi publicado em Latim, mas as suas obras eram imediatamente traduzidas noutras línguas, com o seu encorajamento.

Erasmo por Holbein, o novo

O movimento de Martinho Lutero começou no ano seguinte à publicação do Novo Testamento, e foi um teste ao carácter de Erasmo. A discussão entre a sociedade europeia e a Igreja Católica Romana tinha-se tornado tão aberta que poucos se podiam furtar a um pedido de uma opinião. Erasmo, no auge da sua fama literária, foi inevitavelmente chamado a tomar partido por um dos lados, mas partidarismo era algo de estranho à sua natureza e hábitos.

Em toda a sua crítica às tolices clericais e aos abusos, ele tinha sempre afirmado que não estava a atacar as instituições da Igreja em si e não era um inimigo do clero. O mundo inteiro tinha rido com as suas sátiras, mas poucos interferiram com as suas actividades. Ele acreditava que o seu trabalho até então o recomendava às melhores mentes e aos poderes dominantes no mundo religioso.

Erasmo tinha uma simpatia pelos pontos principais da crítica luterana à Igreja. Tinha um grande respeito pessoal por Martinho Lutero e Lutero sempre falava de Erasmo com reverência pelo seu conhecimento. Lutero esperava obter a sua cooperação num trabalho que parecia o resultado natural do seu próprio. Na sua troca de correpondência inicial, Lutero expressou uma intensa admiração por tudo o que Erasmo tinha feito pela causa de um cristianismo saudável e razoável e encorajou-o a unir-se ao movimento.

Erasmo declinou qualquer compromisso, argumentando que ao o fazer estaria a colocar em risco a sua posição como líder de um movimento por uma sabedoria pura, o que ele via como o objectivo de sua vida. Apenas como um académico independente poderia ele aspirar a influenciar a reforma da religião. A obra de Lutero foi a de providenciar uma nova base doutrinal para as tentativas até então dispersas de iniciar uma reforma. Ao reavivar os princípios quase esquecidos da teologia de Agostinho, Lutero tinha fornecido o necessário impulso para o interesse pessoal na religião, o que é a essência da Reforma Protestante. Erasmo, no entanto, temia qualquer mudança na doutrina e acreditava que não havia espaço dentro das fórmulas existentes para o tipo de reforma que ele apreciava tanto.

Por duas vezes durante o debate, ele entrou no campo da controvérsia doutrinal, uma área que era estranha à sua natureza e prácticas prévias. Um dos tópicos com que lidou foi a liberdade da vontade, um ponto crucial. No seu "De libero arbitrio diatribe sive collatio" (1524), ele analisa com inteligência e bom humor os exageros Luteranos sobre as óbvias limitações da liberdade humana. Ele apresenta ambos os lados da discussão de forma imparcial. A sua posição foi de que o Homem estava obrigado a pecar, mas que tinha o direito à misericórdia de Deus apenas se ele a procurasse pelos meios que lhe eram oferecidos pela própria Igreja. Era um Semi-Peliagianismo relaxado, abrindo o caminho para o tipo de perversões que Erasmo e os reformadores combatiam. A "diatribe" não encorajava qualquer acção definida; este era o seu mérito aos olhos dos Erasmianos e o seu defeito aos olhos dos Luteranos.


Emblema da cidade de Basiléia

Quando Erasmo hesitou em apoiá-lo, isto pareceu aos olhos de Lutero, um homem directo, um evitar de responsabilidade que era devido ou a cobardice ou a falta de visão. No entanto, o lado Católico Romano, que pretendia igualmente manter o apoio de um homem que se tinha declarado tantas vezes como leal aos princípios da Igreja, viu na relutância de Erasmo em tomar partido um sinal de suspeita da deslealdade perante o Catolicismo. A atitude de Erasmo para com a Reforma Protestante pode no entanto ser vista como consistente.

Os males que ele combateu foram os de forma ou foram males de um tipo curável apenas por uma longa e lenta regeneração na moral e vida espiritual na Europa. O programa da "Reforma de Erasmo" era de usar a aprendizagem para remover os piores excessos. No entanto, falhou em oferecer qualquer método tangível para aplicar os seus princípios ao sistema da Igreja existente. Quando Erasmo foi acusado de ter "posto o ovo que Lutero chocou" ele admitiu parcialmente a verdade da acusação mas disse que tinha esperado uma outra espécie de pássaro completamente diferente.

À medida que a opinião pública começa a reagir às opiniões de Lutero, as desordens sociais que Erasmo temia começaram a aparecer. A Guerra dos Camponeses, os distúrbios do Anabaptistas na Alemanha e nos Países Baixos, iconoclastia e radicalismo por toda a parte, parecem confirmar as suas previsões mais obscuras. Se este era o resultado da reforma, ele preferia estar de fora. No entanto, ele começava a ser acusado cada vez mais pela "tragédia". Na Suíça, ele estava ainda mais exposto pela sua associação com homens que eram suspeitos de doutrinas extremamente racionalistas.

A questão-teste era a doutrina dos Sacramentos, e o cerne da questão a observância da Eucaristia. Em parte para livrar-se de suspeitas, Erasmo publicou em 1530 uma nova edição do tratado ortodoxo de Algerus contra o herético Berengar de Tours no século XI. Ele acrescentou uma dedicatória, afirmando acreditar na realidade do corpo de Jesus Cristo após a bênção na Eucaristia, mas admitia que a forma em que este mistério deveria ser expressa fosse matéria de debate. Era-lhe aceitável que a Igreja pregasse a doutrina à maioria dos cristãos e a especulação ficasse mais segura nas mãos dos filósofos. Aqui e acolá Erasmo aponta o princípio de que um homem pode ter duas opiniões sobre assuntos religiosos, uma para si mesmo e seus amigos mais íntimos e outra para o público. Aqueles que se opunham aos Sacramentos, liderados por Oecolampadius de Basiléia, estavam, como Erasmo diz, mencionando-o como alguém com ideias semelhantes. Ele nega isto, mas na sua negação traiu aquilo que em conversas particulares é tido como uma visão racional da doutrina da Eucaristia. Tal como no caso da vontade livre, não tinha aqui a aprovação da Igreja.


Erasmo por Hans Holbein, o novo

A sua obra mais conhecida, "Praise of Folly" ("Elogio da Loucura"), foi dedicada ao seu amigo Sir Thomas More. Em 1536 ele escreveu "De puritate ecclesiae christianae", na qual ele tentou reconciliar os diferentes partidos. Muito dos seus escritos apelam a uma grande audiência e lidam com assuntos do interesse humano geral; ele parece ter considerado estes como uma diversão, uma actividade de lazer. Os seus escritos mais sérios começaram cedo com a "Enchiridion Militis Christiani" , o "Manual (ou adaga) do cavalheiro cristão" (1503). Nesta breve obra, Erasmo esquematiza as perspectivas da vida cristã normal, uma tarefa que se lhe tornaria constante na sua vida. O principal mal dos seus dias, diz ele, é o formalismo, um respeito por tradições sem consideração pelo verdadeiro ensinamento de Cristo. O remédio é que cada homem se pergunte a cada ponto "Qual a coisa essencial?", fazendo-o sem receio. Formas podem esconder ou sufocar o espírito. Na sua examinação dos perigos do formalismo, Erasmo discute a vida monástica, a veneração dos santos, a guerra, o espírito de classe e as fraquezas da "sociedade", mas o "Enchiridion" é mais um sermão do que uma sátira. O seu texto acompanhante, o "Institutio Principis Christiani" (Basiléia, 1516), foi escrito como conselho ao jovem Rei Carlos de Espanha, mais tarde Carlos V, Sacro-Imperador Romano. Erasmo aplica os princípios gerais de honra e de sinceridade às especiais funções do Príncipe, quem ele apresenta como um servidor do povo.

Como resultado das suas actividades reformadoras, Erasmo viu-se em conflito com ambas as grandes posições. Os seus últimos anos de vida foram ofuscados por controvérsias amargas com pessoas para quem ele seria normalmente simpático. Notavelmente entre estes encontrava-se Ulrich von Hutten, um génio brilhante mas errático, que se entregara à causa de Lutero e tinha declarado que Erasmo, se tivesse uma faísca que fosse de honestidade, faria o mesmo. Na sua resposta "Spongia adversus aspergines Hutteni" (1523), Erasmo demonstra o seu pleno domínio da semântica. Ele acusa Hutten de ter interpretado mal o seu discurso sobre a reforma e reitera a sua determinação em não tomar partido nunca.


Placa comemorativa da estadia de Erasmo em Freiburg

Quando a cidade de Basiléia se tornou oficialmente "reformada" em 1529, Erasmo deixou de residir ali, tendo-se mudado para a cidade imperial de "Freiburg im Breisgau". Parece indicar que ele viu como mais fácil manter a sua neutralidade sob o domínio Católico Romano do que em condições protestantes. A sua actividade literária permaneceu inabalada, maioritariamente na composição religiosa e didáctica. A obra mais importante deste último período é a "Ecclesiastes", ou "Pregador do Evangelho" (Basiléia, 1535), na qual ele aponta a função de pregador como o serviço mais importante do padre cristão, uma ênfase protestante. O seu pequeno tratado de 1533, "Preparação para a Morte", no qual ele coloca ênfase na importância de uma boa vida como condição essencial para uma morte feliz, mostra outra tendência.

Erasmo retornou a Basiléia, a sua casa mais feliz, em 1535, após ausência de seis anos. Lá, de novo entre o grupo de académicos protestante que eram seus amigos de longa data, e sem ter qualquer contacto que seja conhecido com a Igreja Católica Romana, Erasmo faleceu. Durante a sua vida, as autoridades da Igreja Católica nunca o tinham chamado a justificar as suas opiniões. Os ataques à sua pessoa foram de pessoas privadas, e os seus protectores tinham sido pessoas em altas posições. Em 1535 o Papa Paulo III intentou eleva-lo à condição de Cardeal, mas Eramus alegou a sua avançada idade e estado de saúde para recusar. Após a sua morte, como reacção da Igreja Católica Romana, os seus escritos viriam a ser colocados no Index dos livros proibidos (ver Index Librorum Prohibitorum).

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