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Mittwoch, 30. November 2011

seitens der Städte: London, Jung Chang

LONDON 2011 Chang foi bolsista do governo, ficando em primeiro lugar no Soho, em Londres.-
Jung Chang

(chinês tradicional: 張戎; chinês simplificado: 张戎; Wade-Giles: Jung Chang, pinyin: Zhang Rong, nascida em 25 de março de 1952) é um escritora chinesa (embora seja considerada cidadã britânica) que vivi atualmente em Londres, conhecida pela sua autobiografia Wild Swans, sobre sua experiência na Revolução Cultural, que vendeu mais de 10 milhões de cópias mundialmente (mas foi proibida na China continental).
Sua biografia de Mao Tsé-Tung, Mao: A História desconhecida, escrito com o seu marido, o historiador britânico Jon Halliday, foi publicado em Junho de 2005 e é uma descrição muito crítica da vida de Mao e sua liderança.

Chang nasceu 25 março de 1952 em Yibin, Província de Sichuan, na China. Seus pais eram ambos funcionários do Partido Comunista da China, e seu pai estava muito interessado em literatura. Chang rapidamente desenvolveu interesse por leitura e escrita, compondo poesias quando era ainda criança.
Durante o Grande Salto Adiante, a vida de sua família era relativamente boa, seus pais trabalharam arduamente, e seu pai se tornou um sucesso como propagandista comunista a nível regional. Sua classificação foi formais como um "nível de 10 oficiais", significando que ele era um modo de 20000 ou mais importantes dirigentes, ou ganbu, no país. O Partido Comunista desde a sua família com um fogo em uma guardado, paredes compostas, uma empregada e motorista, bem como uma enfermeira e babá para as crianças. Este nível de privilégio na China, que era relativamente pobre em 1950 foi extraordinário.
Seu nome, Er-hong (二鸿"Segundo Cisne"), soa como a palavra chinesa para "o vermelho desvanecido". Como a cor vermelha estava profundamente associada ao comunismo, a jovem Er-hong, aos 12 anos de idade, pediu o pai para dar-lhe um novo nome. Ela queria um nome com conotação militar, então o pai sugeriu "Jung", que significa "assuntos marciais".

Como muitos de seus pares, Chang escolheu tornar-se uma Guarda Vermelha com 14 anos de idade, durante os primeiros anos da Revolução Cultural. Em Wild Swans ela disse que estava "empenhada em fazê-lo", "encantada pela minha braçadeira vermelha".[1] Nas suas memórias, Chang afirma que se recusou a participar nos ataques aos seus professores e outros chineses, e que depois de um curto período abandonou a Guarda Vermelha por achá-la muito violenta.
As falhas do Grande Salto Adiante levaram seus pais a opor-se às políticas de Mao Tsé-Tung, embora não o criticassem diretamente. Eles tornaram-se alvos durante a Revolução Cultural, como a maioria dos altos funcionários. Quando o seu pai criticou Mao diretamente (usando o seu nome), Chang escreveu em Wild Swans que este foi retaliado pelos apoiantes de Mao Tsé-Tung. Os seus pais foram publicamente humilhados - tinta foi derramada sobre as suas cabeças, foram obrigados a usar placas denunciando-os em torno de seus pescoços, ajoelharam-se no cascalho e dormiraram à chuva -, seguidos de prisão. O pai foi internado para tratamento por doenças mentais. As suas carreiras foram destruídas, e a família forçada a abandonar o seu lar.
Antes de os seus pais serem denunciados e presos, Chang tinha apoiado Mao e criticado as pessoas que tinham dúvidas sobre ele. Mas, no momento da sua morte, o seu respeito por Mao, ela escreve, tinha sido destruído. Ela escreveu que, quando ouviu que Mao tinha morrido, ela teve de enterrar a cabeça no ombro do outro estudante para fingir que estava em sofrimento.

A perturbação do sistema universitário pela Guarda Vermelha levou Chang, como a maioria de sua geração, à ficar longe da educação acadêmica. Em vez disso, passou vários anos como uma camponesa, posteriormente com médica e operária em uma usina siderúrgica e eletricista (embora ela não tenha recebido nenhuma educação formal) uma vez que naquela época não era exigido instrução formal como uma condição para estes trabalhos.
Quando as universidades foram reabertas, Chang ganhou uma bolsa na Universidade de Sichuan para estudar Inglês, e mais tarde se tornaria uma professora assistente lá. Após a morte de Mao, ela passou em um exame que permitiu a ela para estudar no Ocidente, e seu pedido para deixar a China foi aprovado uma vez seu pai foi reabilitado politicamente.

Chang saiu da China em 1978 para estudar na Grã-Bretanha, como bolsista do governo, ficando em primeiro lugar no Soho, em Londres. Ela mais tarde mudou-se para Yorkshire, estudando lingüística na Universidade de York com uma bolsa da universidade em si, vivendo no Colégio Derwent. Ela recebeu seu doutorado em Lingüística de York, em 1982, tornando-se a primeira pessoa da República Popular da China a conseguir um doutorado de uma universidade britânica.
À Chang também tem sido atribuído o grau de doutora honorária na Universidade de Buckingham, a Universidade de York, a Universidade de Warwick, e a Universidade de Aberta. Ela deu aulas por algum tempo na Escola de Estudos Orientais e Africano, em Londres, antes de se aposentar, na década de 1990 para se concentrar na sua escrita.

Em 2003, Jung Chang escreveu um novo prefácio para Wild Swans, descrevendo a sua vida na Grã-Bretanha e explicando porque é ela escreveu o livro. Tendo vivido na China durante os anos 1960 e 1970, ela achou a Bretanha excitante. Após o choque inicial da cultura, ela logo passou à "amar" o país, especialmente a sua diversidade de cultura, literatura e artes. Ela teve assistiu peças de Shakespeare em Londres e York. Porém Cang ainda possuía um "lugar especial para a China no seu coração", dizendo em uma entrevista com HarperCollins, "sinto que talvez o meu coração ainda esteja na China." [2]
Chang vive em West London com o seu marido, o historiador britânico Jon Halliday, que se especializa em história soviética. Ela regularmente visitava a China para ver a sua família e amigos lá, com a permissão das autoridades chinesas, apesar da realização de investigação sobre a sua biografia de Mao lá.
A publicação do primeiro livro de Chang Wild Swans fez dela uma celebridade. O estilo de Chang, que usava uma descrição pessoal da vida de três gerações de mulheres chinesas para destacar as muitas mudanças que o país passou, revelou-se altamente bem sucedido. O livro vendeu muito rapidamente, bem como a popularidade do livro levou a que fosse vendido em todo o mundo e traduzido em várias línguas.
Chang tornou-se uma figura popular, para conversações sobre a China comunista, ela percorreu toda a Grã-Bretanha, Europa, América, assim como o resto do mundo. Chang retornou à Universidade de York, em 14 de junho de 2005 para um debate sindical, sendo que ela falou para uma platéia de mais de 300 pessoas, a maioria dos quais eram estudantes.[3] A BBC convidou ela para um painel de perguntas, mais ela não pôde estar presente quando ela quebrou sua perna alguns dias antes.

O bestseller internacional é uma biografia de três gerações de mulheres chinesas no século XX na China - a avó, mãe, e a própria Chang. Chang retratou a política e militar da China neste período, a partir do casamento de sua avó com um guerreiro, a experiência da com a ocupação japonesa em Jinzhou durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, e sua própria experiência dos efeitos das políticas da Mao dos anos 1950 e 1960.

Wild Swans foi traduzido para 30 idiomas e vendeu 10 milhões de cópias, recebendo elogios de autores como J. G. Ballard. Este livro foi proibido na China continental, apesar de duas versões piratas estarem disponíveis, sendo traduções de Hong Kong e Taiwan. Kaz Ross da Universidade da Tasmânia considerou Wild Swans um género fictício, disse que à história é uma narrativa que usa meios ficcionais."[4]
O mais recente trabalho de Chang, é uma biografia de Mao, feita juntamente com o marido Jon Halliday e é muito crítica à política de Mao. O casal viajou todo o mundo para a pesquisa do livro, que foi escrito em 12 anos.[5] Eles entrevistaram centenas de pessoas que tinham conhecido Mao incluindo George Bush (e sua Irmã), Henry Kissinger e Tenzin Gyatso (o Dalai Lama).[5]
Entre as suas críticas de Mao, Chang e Halliday argumentam que, apesar de ter nascido em uma família camponesa, ele tinha pouca preocupação com o bem-estar dos camponeses chineses. Acusam Mao de ter sido o responsável pela fome resultante do Grande Salto Adiante e afirmam que ele agravou a fome, permitindo a exportação de grãos para promover o comunismo, quando a China não possuía sequer grãos suficientes para alimentar a sua população. Eles afirmam também que Mao teve muitos opositores políticos presos e assassinados, incluindo alguns de seus amigos pessoais, e alegam que ele era um líder mais tirânico do que se pensa.
Mao: A História Desconhecida recebeu comentários muito positivos nos jornais e mídia em geral e alcançou sucesso comercial e foi colocado na lista de bestsellers. No entanto, alguns especialistas relataram que o livro seria "uma grosseira distorção dos registros." [6][7]
  • Jung Chang e Jon Halliday, Madame Sun Yat-sen: Soong Ching-ling (Londres, 1986); Penguin, ISBN 0-14-008455-X
  • Jung Chang, Cisnes Selvagens: Três Filhas da China (Londres, 1992); 2004 Harper Perennial ed. ISBN 0-00-717615-5
  • Jung Chang, Lynn Pan e Henry Zhao (editado por Jessie Lim e Yan Li), Uma outra província: uma nova chinesa de Londres (Londres, 1994); ISBN 0-9522973-0-2.
  • Jung Chang e Jon Halliday, Mao: A História Desconhecida (Londres, 2005), Jonathan Cape, ISBN 0-679-42271-4
  • in:wikipedia

Donnerstag, 21. Oktober 2010

seitens der Städte.. LONDON: Louise Bourgeois


LONDON 2009  Foto:G.Ludovice

Louise Bourgeois
(Paris, 25 de Dezembro de 1911 - Nova Iorque, 31 de maio de 2010)
Foi uma artista plástica conhecida no Brasil por sua escultura Maman, uma enorme aranha que permanece em exposição no MAM-SP, na marquise do Parque Ibirapuera.

http://www.youtube.com/watch?v=bVSdl9iycVE

http://www.youtube.com/watch?v=qi2KhYQB1tk

http://www.youtube.com/watch?v=F2vvzSZYc9Y

Fortemente influenciada pelo surrealismo, pelo primitivismo e por escultores modernistas como Alberto Giacometti e Constantin Brancusi, seus trabalhos tendem a ser abstractos e altamente simbólicos, e estão presentes em vários espectáculos e colecções permanentes em museus ou galerias pelo mundo fora.
 A Tate Modern, um dos mais prestigiados museus do mundo, em Londres, inaugura nesta semana novas exposições, entre elas, com o título "TH.2058", a instalação consiste em 200 estruturas de camas dispostas debaixo de uma aranha gigante. A aranha é obra da artista Louise Bourgeois --há uma semelhante, mas em escala menor, exibida no MAM-SP, no parque Ibirapuera.
in:Wikipedia/youtube

Sonntag, 11. Juli 2010

seitens der Städte.. LONDON: Stevenson

Robert Louis Balfour Stevenson
(13 de novembro de 1850, Edimburgo – 3 de dezembro de 1894, Apia, Samoa)

Robert Louis (originalmente Lewis) Balfour Stevenson nasceu em Edimburgo, capital da Escócia. Filho de engenheiro civil, era pressionado pelo pai a seguir mesma carreira, mas a saúde debilitada e a fraca inclinação para a área fizeram com que decidisse por uma carreira alternativa. Em 1866 entrou para a faculdade de Direito em Edimburgo. Lá ele estuda e escreve durante 1871 e 1872 para o jornal universitário, o Edimburgh University Magazine, revelando seu gosto e talento para a literatura.

No ano de 1873, após concluir a faculdade, Robert muda-se para a cidade de Londres, Inglaterra, pois sentia-se deslocado no ambiente familiar, marcado por um clima coercitivo e pela inexorável moral e religiosidade puritanas. Em sua curta estadia na cidade passa a frequentar os salões literários para, algum tempo depois, partir por uma longa viagem pela Europa continental.

1876 é importante na vida particular, pois nesse ano conhece uma mulher norte-americana 10 anos mais velha, Fanny Vandergrift Osbourne, com a qual se iria casar em 1880, em São Francisco, Estados Unidos. Volta à Inglaterra e traz consigo esposa e um enteado, chamado Samuel Lloyd Osbourne. No ano seguinte é internado na cidade de Davos, Suíça, para tratar sua tuberculose, que há anos o vinha acompanhando. A carreira de engenheiro, jamais exercida, é preterida pela de escritor, que, a partir de 1882, é marcada por uma acentuada proficuidade.
Conhece a notoriedade artística ao escrever, em 1886 The Strange case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde, um de seus maiores sucessos literários. Com a morte do pai, em 1887, Stevenson retorna aos Estados Unidos, onde volta a tratar de sua tuberculose. No ano seguinte aventura-se num veleiro em diversos arquipélagos do Pacífico-Sul, junto com a esposa e o enteado. Apaixonado pela paisagem paradisíaca se estabelece definitivamente em Apia, nas Ilhas Samoa, em 1889. Morre prematuramente em 3 de dezembro de 1894 enquanto escrevia sua obra-prima inacabada Weir of Hermiston, vítima de uma hemorragia cerebral.

1879 - Travels with a Donkey in the Cévennes
1882 a 1883 - The New Arabian Nights, The Silverado Squatters e Treasure Island (A Ilha do Tesouro)
1884 a 1887 - A child Garden of Verses, Kidnapped (Raptado), "The Black Arrow" e "The Master of Ballantrae"
1886 - The Strange case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde (O Médico e o Monstro)
1894 - Island Nights' Entertainments e In the South Sea
im:wikipedia

Samstag, 3. April 2010

seitens der Städte.. LONDON: Marguerite Yourcenar

LONDON 2009
Photo:G.Ludovice
A visit to London in 1937 led her to Virginia Woolf


Marguerite Yourcenar

Marguerite Yourcenar, pseudônimo de Marguerite Cleenewerck de Crayencour (8 de junho de 1903, Bruxelas, Bélgica - 17 de dezembro de 1987, Mount Desert Island, Maine, EUA) foi uma escritora belga de língua francesa.

French novelist, poet, essayist, dramatist, world traveller, and translator Marguerite Yourcenar (1903-1987)was the first woman elected to the French Academy.
Marguerite Yourcenar was born on June 8, 1903, and baptized Marguerite Antoinette Ghislaine. Her father, Michel de Crayencour, was a native of Lille and a restless traveller, and it was by chance that she was born during her family's brief sojourn in Brussels. Her mother, Frenande de Cartier de Marchienne, a Belgian, died ten days after the birth of her daughter of puerperal fever. As a young girl Marguerite lived frequently with an aunt in Belgium and with family friends in northern France until 1912 when she and her father settled in Paris. She was educated by a professional teacher, but she was in large measure self-educated by visits to museums, the classical theaters, and extensive reading.

Her first trip beyond the continent was to England in 1914 where she spent a year learning English and visiting famous museums and historical sites. The remaining years of World War I she passed in Paris with her father, who began her instruction in ancient Greek, or in Provence where her father after suffering serious financial losses, attempted to recover his fortune by gambling at Monte Carlo and elsewhere. She continued her education with various private tutors and received a Baccalaureate degree in 1919. At this point her formal education ended.

Between the ages of 19 and 23 she began writing and, with a subsidy from her father, published two books of poems: Le Jardin des Chime‧res (1921) and Les Dieux ne sont pas morts (1922). Equally with the aid of her father she worked out the anagram that became Yourcenar, her pen-name, which became her legal name in 1947. She composed several hundred pages of manuscript during her early years, threw most of them away, yet preserved fragments that she would turn into complete books 30 or more years later. The lucubrations of her youth were seedbeds for her fertile, restless imagination. So were certain events: a visit to the Villa Adriana was the inspiration for her most famous novel, Mémoires d'Hadrien, which was not completed until 1951.
The 1920s were years of continuous travel. In Italy she witnessed Mussolini's march on Rome. Her knowledge of fascism derived from her acquaintance with Italian life and conversations with Italian intellectuals exiled in Switzerland and southern France. From these experiences she published her novel Denier du rêve (1934), revised in 1959. For Yourcenar, a republication became the occasion for rewriting her text, so a new edition was frequently a new book. She travelled extensively in Switzerland, Germany, and Eastern Europe where political transformations were having a degrading effect on the classical culture that had formed the basis of her education. She published several articles in prominent reviews deploring the decline of European culture; she also published several short stories, mostly in the classical style. However, her reading now included contemporary authors as well as the theories of socialism and anarchy, with the result that her outlook assumed a leftward orientation. She even published a story, thanks to Henri Barbusse, in L'Humanité, the French Communist Party's newspaper.
Politics, however, rarely made up the substance of her compositions. In these years she wrote a story - Alexis ou le traité du vain combat (1929) - about a young musician, married and father of a child, who renounced his family in order to follow his bent toward homosexuality. In the 1920s this was a delicate subject, also taken up by André Gide. Its use in fiction was still unusual and provoked perhaps more outrage than her novel Denier du rêve about a failed plot to assassinate Mussolini. Il Duce had many backers in France.
Yourcenar was remarkably prolific, finding time to think, read, and write while travelling extensively in Greece where she wrote the manuscript of Feux, a series of aphorisms and personal impressions on the subject of passion - above all, carnal passion. A visit to London in 1937 led her to Virginia Woolf, whose novel The Waves she translated into French. Two years later she translated What Maisie Knew by Henry James. Back in Paris she made the acquaintance of an American, Grace Frick, who became a life-time friend and the translator of her major novels. In September 1938 she left for the United States, settled in New Haven where Grace lived, and came to love New England. She also travelled extensively in the upper South, became aware of the condition of the African American population, and began collecting and translating African American spirituals in an anthology which she later published under the appropriate title Fleuve profond, sombre rivie‧re (1964).

In 1938 she settled in a villa on the Isle of Capri where she composed Le Coup de Grâce (1939), a novel based on an event that occurred during the civil war in Russia between the Reds and the Whites. She continued her travels in Europe, returning to the United States when war broke out. She established a residence there for 11 years, meanwhile travelling to Chicago and the Mid-West to lecture and accepting a part-time teaching job at Sarah Lawrence College from 1942 to 1949.
She undertook extensive reading in the libraries of Yale University and other research centers to expand her knowledge of classical antiquity and finally completed the original manuscript of Hadrian's Memoires, first sketched in 1937-1938 and published in 1951. Her second historical novel, L'Oeuvre au noir (1968), came to dominate the historical novel school in France. About her family's origins she published Souvenirs pieux (1974) and Archives du Nord (1977). Her writings represent a form of modern classicism. Her language shows a "favorable inclination toward the soft, fluid French of the century of Versailles that gives to the least word the retarded grace of a dead language."

Yourcenar was the recipient of many awards, including the Prix Femina-Vacaresco (1952) for Mémoires d'Hadrien, for which she was also honored by the French Academy; the page one award of the Newspaper Guild of New York in 1955 for Frick's translation of Hadrian's Memoires; the Prix Combat for Sous bénéfice d'inventaire in 1962; the Prix Femina for Oeuvre au noir in 1968; Legion of Honor and officer of the Order of Leopold of Belgium in 1971; the Grand prix national de la Culture in 1974; and the Grand prix de l'Académie Française and the Grande Médaille de Vermeil of the City of Paris in 1977. She received honorary doctorates from Smith College, Colby College, and Harvard University and was a member of the Belgian Academie Royale de Langue et de Littérature Française (1979), the Académie Française (1980), and the American Academy of Arts and Letters (1982).
Yourcenar died December 17, 1987, at Mount Desert Island Hospital of complications following a stroke. 



Qualquer felicidade é uma espécie de inocência

Obras
 Memórias de Adriano
"A felicidade é uma obra-prima: o menor erro falseia-a, a menor hesitação altera-a, a menor falta de delicadeza desfeia-a, a menor palermice embrutece-a"

A Obra em Negro
"- Para eles, você não passa de um ateu.
- O que não é como eles parece-lhes contra eles - comentou amargamente Zenon."
"Mas não há ninguém tão tolo que não seja um pouco sábio."
"No recinto impregnado de vinagre em que dissecamos aquele morto, o qual não era mais o filho ou o amigo, mas apenas um belo exemplar da máquina humana, experimentei pela primeira vez a sensação de que a mecânica, de um lado, e a Grande Arte, de outro, tratam apenas de aplicar ao estudo do universo as verdades que nos ensinam nossos corpos, nos quais se repete a estrutura do Todo. Não seria bastante toda uma vida para cotejar um com o outro este mundo em que estamos e este mundo que somos. Os pulmões eram o fole que reanima a brasa; o pênis, uma arma de arremesso; o sangue nos meandros do corpo era a água circulante das canaletas de um jardim oriental; o coração, conforme se adotasse esta ou aquela teoria, era a bomba ou o braseiro; o cérebro, o alambique em que se destila uma alma..."
"Este corpo, nosso reino, parece-me às vezes composto de um tecido grouxo e tão fugidio quanto uma sombra."
"Matei alguns de meus pacientes por um excesso de audácia que curou outros. Uma recaída ou uma melhora importavam-me sobretudo enquanto uma confirmação de um prognóstico ou prova da eficácia de um método terapêutico. Ciência e contemplação não são em absoluto suficientes, irmão Henrique, se não se transmudam em poder: o povo tem razão quando vê em nós os adeptos de uma magia branca ou negra. Fazer durar o que passa, adiantar ou atrasar a hora prescrita, apoderar-se dos segredos da morte para lutar contra ela, servi-se de fórmulas naturais para ajudar ou frustrar a natureza, dominar o mundo e o homem, fazê-los, talvez criá-los..."



Denário do Sonho
"Paolo Farina era um tabelião ainda jovem, bastante rico e tão honesto quanto se pode esperar de um homem que vive na intimidade da Lei."
“O amor não se compra: as mulheres que se vendem apenas se alugam aos homens; mas compra-se o sonho – substância impalpável que se transaciona sob várias formas.”
“Giulio iludira-se na esperança de que as manias da mulher se fossem atenuando com a idade; envelhecendo, os defeitos de Giuseppa, ao contrário, haviam crescido monstruosamente como os seus braços e a cintura; sob a garantia de trinta anos de intimidade conjugal, ela não os dissimulava mais do que as imperfeições físicas.”
“Começara por nutrir relativamente a Carlo este sentimento de que somos mais ricos, a indiferença, pois que o devotamos a cerca de dois bilhões de seres humanos.”
“O caráter de Giuseppa pioraria com a idade e a intensidade do seu reumatismo: nem a própria Virgem conseguiria mudar a natureza de uma mulher de sessenta anos. Vanna continuaria a levar aquela vida solitária para a qual não fora feita, e a entregar-se às tentações do desespero. Talvez arranjasse um amante; nesse caso, haveria de sofrer mais do que sofrera até agora, porque a vergonha se juntaria a seus males.”

Golpe de Misericórdia
“Eram cinco da manhã, chovia, e Eric von Lhomon, ferido em Saragoça, tratado a bordo de um navio-hospital italiano, esperava no café da estação de Pisa o trem que o levaria de volta à Alemanha.”
“Quem pretende se lembrar de uma conversa palavra por palavra não passa para mim de um mentiroso ou de um mitômano. De minha parte, só retenho fragmentos, um texto cheio de lacunas, como um documento roído pelos vermes. Não ouço minhas próprias palavras, mesmo no instante em que as pronuncio. As do outro me escapam, e não me lembro senão de um movimento de lábios à altura dos meus. O resto não passa de uma reconstituição arbitrária e falseada, e isso vale igualmente para outras conversas de que tenho aqui me recordar.”
“Minha estima por Conrad diminuiu com isso, até o dia que compreendi que fazer de Sofia uma Mata Hari de filme ou de romance popular era talvez para meu amigo uma maneira ingênua de glorificar a irmã, de emprestar ao seu rotos de grandes olhos vivos a beleza comovente que sua cegueira de irmão não lhe permitira reconhecer até então.”

Não é difícil alimentar pensamentos admiráveis quando as estrelas estão presentes
im:wikipedia/youtube

Mittwoch, 17. März 2010

seitens der Städte.. LONDON: Paula Rego

LONDON 2009
Foto:G.Ludovice


Maria Paula Figueiroa Rego  (Lisboa, 1935) é uma pintora portuguesa.

Depois de frequentar o Colégio Integrado Monte Maior, em Carcavelos, frequentou a Saint Julian's School onde os professores cedo lhe reconheceram talento para a pintura, partiu para Londres (em 1999). Até 1956 estudou na Slade School of Fine Art. Conhece o pintor (1950-1999), com quem viria a casar em 1959. Entre 1999 e 1962 vive na Ericeira.


 Numa ida a Londres conhece Jean Dubuffet (1901-1985), referência determinante na sua criação artística, usualmente definida como Arte Bruta. Ao longo da década de 1960 assina exposições colectivas em Inglaterra e, em 1966, entusiasma a crítica ao expôr, individualmente, na Galeria de Arte Moderna da então Escola de Belas-Artes de Lisboa

Na década de 1970, com a falência da empresa familiar, vende a quinta da Ericeira e radica-se em Londres. Torna-se bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian para fazer pesquisa sobre contos infantis (1975), figura com onze obras na exposição Arte Portuguesa desde 1910 (1978) e deixará as colagens para voltar à pintura: mais livre e mais directa. Retrata o mundo intimista e infantil, inspirado em dados reais ou imaginários, com figuras de um teatro de crianças de Victor Willing (o macaco, o leão e o urso), interpretando as histórias que Paula inventa.
A obra literária de George Orwell motiva-a na pintura do painel Muro dos Proles (1984), de mais de seis metros de comprimento, onde não ficam de fora, ao olhar sobre várias figuras, o paralelismo com as de Hieronymus Bosch.

Dá uma viragem radical na sua obra, com a série da menina e do cão. A figura feminina assume claramente a liderança na acção, enquanto o cão é subjugado e acarinhado.

A menina faz de mãe, de amiga, de enfermeira e de amante, num jogo de sedução e de dominação que continua em obras posteriores.

Tecnicamente as figuras ganham volume, o espaço ganha solidez e autonomia, a perspectiva cenográfica está montada. Em 1987, Paula Rego assina com a galeria Marlborough Fine Art, o passo que faltava para a divulgação internacional.

A morte do seu marido, também nesse ano, é assinalada em obras como O Cadete e a Irmã, A Partida, A Família ou A Dança, de 1988. A convite da National Gallery, em 1990, vai ocupar um ateliê no museu e pintar várias obras inspiradas na colecção. Desse período destaca-se Tempo – Passado e Presente (1990-1991).
Em 1994, realiza a série de pinturas a pastel intitulada Mulher Cão, que marca o início de um novo ciclo de mulheres simbólicas. Impõe a sua consciência cívica em Aborto (1997-1999), numa crítica ao referendo que em Portugal justificou a continuação da criminalização do aborto.

Paula Rego recebeu o prémio Celpa/Vieira da Silva - Consagração e o Grande Prémio Soquil. É, a par de Maria Helena Vieira da Silva, a pintora portuguesa mais aclamada internacionalmente. Em Portugal pode adquirir serigrafias da Paula Rego na Galeria de Arte Portuguesa ou na Loja da Fundação de Serralves.


Im:Wikipedia

Freitag, 26. Februar 2010

seitens der Städte, William de Ockham, London

LONDON 2009
Foto:G.Ludovice
William de Ockham

William de Ockham, ou Guilherme de Occam (nasceu na vila de Ockham, nos arredores de Londres, na Inglaterra, em 1285 - morreu em 3 ou 4 de abril de 1349 (ou 1350), vítima da peste negra, em Munique).
Foi provavelmente o criador da teoria da Navalha de Occam, foi um filósofo da lógica e um teólogo escolástico inglês, considerado como o representante mais eminente da escola nominalista, principal corrente das escolas tomista e escotista.
William de Ockham, conhecido como o « doutor invencível » e o « iniciador venerável », nasceu na vila de
Ockham, nos arredores de Londres, na Inglaterra, em 1285, e dedicou seus últimos anos ao estudo e à meditação num convento de Munique, onde morreu em 9 de abril de 1347, vítima da peste negra.

Quando ainda em idade precoce, ingressou na Ordem Franciscana, onde estudou Filosofia.
Jovem ainda, foi para a
Universidade de Oxford ensinar ciências filosóficas e matemática, teve contato com outro franciscano, o filósofo e teólogo, Duns Scot, do qual se tornou discípulo. Escreveu vários ensaios sobre as Sententiarum Libri (Sentenças) do teólogo Pedro Lombardo.
Um ponto drástico de sua vida ocorreu quando Occam chegou à conclusão de que o
papa João XXII estava defendendo uma heresia acerca da pobreza evangélica.[1] Em função da controvérsia que surgiu, Occam fugiu para Pisa, e, em seguida, acompanhou o imperador Luís da Baviera para Munique. Em Munique, continuou a atacar a figura do Papa, redigiu vários ensaios abordando a infalibilidade papal, defendendo a tese de que a autoridade do líder é limitada pelo direito natural e pela liberdade dos liderados, esta afirmada nos Evangelhos, deixando sua situação com a Igreja cada vez mais difícil. Um de seus argumentos mais fortes foi a afirmação categórica que um cristão não contraria os ensinamentos evangélicos ao se colocar ao lado do poder temporal em disputa com o poder papal.

http://www.youtube.com/watch#v=9XEA3k_QIKo&feature=related

Esboço de uma Summa logicae - Manuscrito de 1341 com a inscrição frater Occham iste
É um filósofo que deixa transparecer sua intensa luta pela liberdade e que ao longo de sua vida jamais permitiu que lha tirassem e, mais, buscou através de suas obras orientar para que os homens de sua época também não o permitissem.
Não é por acaso que seu pensamento ficou relegado nos compêndios e seu nome citado entre os adversários da Igreja juntamente com outros nomes bem conhecidos, tais como, Pelágio, Ario, Berengário e Lutero.
Para a ética a liberdade é o assunto por excelência.
A liberdade é muito importante para a ética, porque se ocupa do agir humano, da finalidade de nossa vida e existência.
Para Ockham, a liberdade apresenta-se como a possibilidade que se tem de escolher entre o sim ou o não, de poder escolher entre o que me convém ou não e decidir e dar conta da decisão tomada ou de simplesmente deixar acontecer.

A preocupação de Guilherme de Ockham é com o facto de que o poder tirânico é contrário a liberdade a nós concedida por Deus e a natureza. Isto não é admitido como verdade por todos os filósofos, mas para o pensamento medieval do qual Ockham é um representante, mesmo que tenha sido rejeitado ao romper com algumas questões medievais, isso é uma verdade, pois o filósofo medieval aceita a verdade revelada como verdade e a fé como critério de conhecimento.
Ockham denuncia aqueles que em nome da religião, passaram a usurpar a liberdade. E que tais usurpadores entendem, assim como ele, a liberdade como um dom de Deus da natureza. Ele pergunta-se, ao contrário dos pensadores do século XIII, pela validade do conhecimento universal enquanto aqueles perguntavam pelo conhecimento das coisas singulares. Ao fazer isso, chama a atenção para o mundo dos indivíduos.
Ockham situa a ação humana no indivíduo e suas escolhas reais e concretas, presentes não em verdade ou entes universais, mas nas coisas e situações particulares, singulares. Distingue faculdades humanas de faculdades animais, ou seja, o homem possui a capacidade de viver pela arte e pela razão, que no entendimento do filósofo seriam as faculdades humanas e é por elas que deve agir e não pelas faculdades animais (seus instintos). Pressupõe-se assim que é de nossa própria natureza a capacidade de escolha exercida por meio da liberdade, entendida como presente de Deus e da natureza.
Occam escreveu sua obra cognominada Ordinatio, esta discorria que todo conhecimento racional tem base na lógica, de acordo com os dados proporcionados pelos sentidos.
Uma vez que nós só conhecemos entidades palpáveis, concretas, os nossos conceitos não passam de meios lingüísticos para expressar uma idéia, portanto, precisam realidade física, para as comprovações.
Criou a máxima pluralidades não devem ser postas sem necessidade, ou (sic) pluralitas non est ponenda sine neccesitate, chamado de a Navalha de Ocam, no inglês, Occam's Razor.

Conceito bastante revolucionário para a época, a Navalha de Occam defende a intuição como ponto de partida para o conhecimento do universo.
Occam com destreza conseguiu demonstrar que o "Duns Scotus", princípio da economia, conhecido como "navalha de Occam" estabelece que "as entidades não devem ser multiplicadas além do necessário, a natureza é por si econômica e não se multiplica em vão".

Este é um princípio filosófico que reza o seguinte: existindo diversas
teorias e não havendo evidências que comprovem se é mais verdadeira alguma em relação a outras, vale a mais simples, ou se existirem dois caminhos que levem ao mesmo resultado, usa-se o mais curto, e que pode ser provado sensorialmente. Em outras palavras, não se deve aplicar a um fenômeno nenhuma causa que não seja logicamente dedutível da experiência sensorial. A regra, inspirada na economia medieval, foi usada pelo filósofo para eliminar muitas das entidades com que os pensadores escolásticos explicavam a realidade.

O simplismo aparente da Navalha de Occam, se mal aplicado, pode muitas vezes nos induzir a erros de avaliação em determinados momentos da lógica. Por exemplo, ao efetuarmos determinados experimentos, nem sempre a simplificação é correta, mesmo que o resultado seja muito próximo, ou até idêntico, porém é bastante útil quando o utilizamos em experimentos práticos para comprovar se teorias matemáticas num determinado campo são concordantes.

Nem sempre a simplicidade é a perfeição, mas a perfeição quase sempre é simples. Muitos autores usam a expressão de que, a simplicidade é a perfeição, quando se lida com experimentos que exigem um certo grau de complexidade. Ao utilizar soluções simplistas de análise, poder-se-á incorrer em erros que podem destruir muitas vezes um trabalho de anos. Simplicidade não é sinônimo de facilidade ou simplismo. Em geral obter uma visão ou uma explicação simples para temas complexos exige um esforço maior do que criar visões complexas, mesmo que corretas, sobre o mesmo tema.
O
Cálculo Diferencial e Integral, assim como grande parte das descobertas científicas da humanidade certamente passou, ao longo de sua história, por inúmeras reformulações decorrentes do aprendizado e realimentação pelas comunidades científicas (Em geral na física e na matemática) até chegar ao currículo básico de qualquer curso de matemática de nível superior. A simplicidade é consequência da experiência, da criatividade e da capacidade de sintetização, além de outros talentos.

Um dos mais importantes é a falta de dados para comprovar se a teoria A é mais correta que a teoria B, ambas tendo o mesmo resultado, porém os cálculos e argumentos da teoria A sendo muito mais complexos que para a teoria B. A comunidade científica escolherá sempre a segunda opção, a mais simples.
Provavelmente, quando escreveu que as teorias devem ser tão simples quanto possível, mas nem sempre devemos escolher as mais simples,
Albert Einstein estava se referindo ao princípio de Occam em sua Teoria da Relatividade, pois sabia que as hipóteses testadas muitas vezes caíam em contradições, apesar do resultado ser aparentemente perfeito. Daí pode ter sido a utilização do princípio de Occam em alguns pontos considerados contraditórios em seu postulado, pois em matemática, às vezes verdades claras à luz das deduções tornam-se contraditórias ao passar para a linguagem coloquial.
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Dienstag, 23. Februar 2010

seitens der Städte.. LONDON: Paul Verlaine

LONDON 2009
.FOTO:G.Ludovice

Paul Verlaine vai com Rimbaud para Londres em 1872


Paul Verlaine

Paul Marie Verlaine (30 de Março de 18448 de Janeiro de 1896) é considerado um dos maiores e mais populares poetas franceses.

Nascido em
Metz, ele foi educado no Liceu Bonaparte (atual Liceu Condorcet), em Paris e depois começou a trabalhar como funcionário público. ele começou a escrever poesia cedo, e foi inicialmente influenciado pelo parnasianismo e seu líder, Charles Leconte de Lisle. A primeira obra publicada de Verlaine, Poèmes saturniens (1866), apesar da crítica negativa de Sainte-Beuve, o estabeleceu como um poeta de originalidade e futuro promissor.

A vida particular de Verlaine invadiu seu trabalho, começando pelo seu amor por Mathilde Mauté. Mauté tornou-se sua esposa em 1870. Na proclamação da Terceira República no mesmo ano, Verlaine juntou-se ao 160º batalhão da Guarda nacional, e tornou-se Communard em 18 de março de 1871. Ele veio a ser chefe do escritório de imprensa do Comitê Central da Comuna de Paris. Verlaine escapou das mortais lutas de rua conhecidas como Semana Sangrenta, ou Semaine Sanglante, e foi esconder-se no Pas-de-Calais.
Verlaine voltou a Paris em agosto de 1871 e, em setembro, recebeu a primeira carta do poeta Arthur Rimbaud. Em 1872, ele já havia perdido interesse em Mathilde, e logo abandonou-a com seu filho, preferindo a companhia de seu novo amigo. A tempestuosa relação de amizade de Rimbaud e Verlaine os levou a Londres, em 1872.
Em julho de 1872 em uma crise de desespero Verlaine disparou dois tiros com uma pistola em Rimbaud, atingindo seu pulso, mas sem causar-lhe sérios danos.
Como resultado indirecto desse acidente, Verlaine foi preso e encarcerado em Mons, onde ele experimentou uma conversão à Igreja Católica, o que novamente influenciou suas obras e provocou críticas afiadas de Rimbaud. "Romances sans paroles" foi o resultado poético deste período.
Depois de sair da prisão, Verlaine viajou novamente à Inglaterra, onde trabalhou por alguns anos como professor e produziu outra obra de sucesso, Sagesse. Ele voltou à França em 1877 e, enquanto ensinava Inglês em uma escola em Rethel, apaixonou-se por um de seus alunos, Lucien Létinois, que foi quem o inspirou a escrever seus próximos poemas. Verlaine ficou devastado quando o garoto morreu de tifo em 1883.

Verlaine em um café.
Os últimos anos de Verlaine testemunharam dependência de drogas, alcoolismo e pobreza. Ele viveu em bairros pobres e hospitais públicos, e passava seus dias bebendo absinto em cafés parisienses.
Por sorte, o amor à arte dos franceses foi capaz de dar-lhe apoio e alguma ajuda financeira: suas poesias antigas foram redescobertas, seu estilo de vida e estranho comportamento em frente a platéias atraíram admiração, e em 1894 ele foi eleito "Príncipe dos Poetas" da França.

Sua poesia foi admirada e reconhecida como inovadora, servindo de fonte de inspiração para famosos compositores, como Gabriel Fauré, que transformou vários de seus poemas em música, incluindo La bonne chanson, e Claude Debussy, que tornou música cinco dos poemas de Fêtes galantes. Paul Verlaine morreu em Paris com 51 anos de idade, em 8 de janeiro de 1896, e foi enterrado no Cimetière des Batignolles.
Muito da poesia francesa produzida durante o fin de siècle (fim do século - movimento cultural francês que aconteceu entre 1880 e o começo da Primeira Guerra Mundial), que foi caracterizado como "decadente" por seu conteúdo chocante ou visão moral. Em uma veia parecida, Verlaine usou a expressão poète maudit("poeta maldito") em 1884 para se referir a um número de poetas como Stéphane Mallarmé e Arthur Rimbauld que haviam lutado contra convenções poéticas e reprimendas sociais sofridas ou foram ignorados pelos críticos.
Mas com a publicação do Manifesto Simbolista de Jean Moréas em 1886, foi o termo simbolismo que começou a ser mais aplicado ao novo ambiente literário. Juntamente com Verlaine, Mallarmé, Rimbauld, Paul Valéry, Albert Samain e muitos outros começaram a ser chamados de "Simbolistas".
Esses poetas iriam, de vez em quando, compartilhar temas correspondentes às estéticas de Schopenhauer e noções de desejo, fatalidade e forças inconscientes, e temas de sexo (como prostitutas), a cidade, fenômenos irracionais (delírios, sonhos, narcóticos e álcool), e às vezes um vago contexto medieval.

Na poesia, o procedimento simbolista era usar discretas sugestões ao invés de precisas declarações (a retórica foi banida) e evocar humores e sentimentos através da mágica de palavras e sons repetidos, da cadência do verso (musicalidade) e da inovação métrica.
Vários aristas pintaram seu retrato. Entre os mais ilustres estão Henri Fantin-Latour, Antonio de la Gándara, Eugène Carrière, Frédéric Cazalis, e Théophile-Alexandre Steinlen. O tempo em que Rimbauld e Verlaine passaram juntos foi o tema do filme Total Eclipse (1995), dirigido por Agnieszka Holland e com roteiro de Christopher Hampton, baseado em sua peça. Verlaine foi interpretado por David Thewlis.
Obra
Poèmes saturniens (1866)
Les Amies (1867)
Fêtes galantes (1869)
La Bonne chanson (1870)
Romances sans paroles (1874)
Sagesse (1880)
Les Poètes maudits (1884)
Jadis et naguère (1884)
Amour (1888)
Parallèlement (1889)
Dédicaces (1890)
Femmes (1890)
Hombres (1891)
Bonheur (1891)
Mes hôpitaux (1891)
Chansons pour elle (1891)
Liturgies intimes (1892)
Mes prisons (1893)
Élégies (1893)
Odes en son honneur (1893)
Dans les limbes (1894)
Épigrammes (1894)
Confessions (1895)
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Donnerstag, 4. Februar 2010

seitens der Städte.. LONDON: Níkos Kazantzákis


LONDRES 2009 Trabalhou em 1939 em Londres, nos primeiros meses da 2º guerra mundial. foto:G.Ludovice

Níkos Kazantzákis, em grego Νίκος Καζαντζάκης, (Iráklio, 8 de fevereiro de 1883Friburgo, 26 de outubro de 1957)

Kazantzakis nasce em Megalokastro (hoje Iráklio, Creta) em 1883. Em 1902, Kazantzakis se muda para Atenas (Grécia), onde estuda Leis na Universidade de Atenas e logo, em 1907, emigrou a Paris para estudar filosofia. Lá foi influenciado pelos ensinamentos de Henri Bergson. Ao regressar para Grécia, começa a traduzir obras de filosofia e em 1914 entra em contato com Ángelos Sikelianós. Juntos viajam durante anos pelos lugares que floresce a cultura greco-cristã, em grande medida influenciada pelo nacionalismo entusiasta de Sikelianós.
Viajou por todo o mundo, conhecendo e seguindo as doutrinas de Buda, Francisco de Assis e Lênin em períodos diversos. Autor de romances imortais que tratam de temas universais como o amor, a solidão, o pecado, a violência e a hipocrisia. Entre seus principais trabalhos com tradução para o português citamos: O Cristo Recrucificado,
A Última Tentação de Cristo, Zorba, o grego, Testamento para El Greco, Os irmãos inimigos, Toda Raba e O Pobre de Deus.
Para fugir da instabilidade política na ilha de Creta, os pais de Nikos Kazntzakis inscreveram-no numa escola de padres franceses na ilha de Naxos. Entre 1902 e 1906, ele estudou direito em Atenas.
Nessa época começou a publicar seus primeiros textos. Em 1907, sua peça "O Dia está Raiando" foi encenada em Atenas, em meio a grande controvérsia. Em outubro deste mesmo ano, Kazantzakis mudou-se para Paris, para estudar com seu tutor, o filósofo Henri Bergson. Na capital francesa, começou uma carreira de escritor e jornalista. Durante a década de 1930, Kazantzakis viajou por vários países da Europa, África e Ásia, como correspondente de imprensa. Escreveu muitos livros, incluindo poemas, reflexões filosóficas e comentários de viagens.

Foi correspondente estrangeiro na Espanha, cobrindo a Guerra Civil Espanhola para um jornal grego. Em 1938, depois de longa gestação, foi publicado seu poema épico "Odisséia", uma obra em mais de 30.000 versos, uma continuação da "Odisséia" de Homero.
Em 1939 foi convidado pelo Conselho Britânico para trabalhar em Londres, durante os primeiros meses da Segunda Guerra Mundial. Em 1940, Kazantzakis retornou à Grécia, onde viveu sob a ocupação alemã. Em 1946 passou a viver na Inglaterra e depois na França, onde finalmente instalou-se na cidade de Antibes. A fama e o reconhecimento literário vieram quando as obras de Nikos Kazantzakis foram traduzidas para outras línguas e ganharam as telas de cinema em adaptações de grande projeção. "Zorba, o Grego", foi publicado pela primeira vez em 1943 e recebeu uma versão cinematográfica em 1964, estrelada pelo ator Anthony Quinns. O filme fez um extraordinário sucesso e deu ao nome de Kazantzakis reconhecimento mundial. Outra obra de Kazantzakis adaptada para o cinema foi "A Última Tentação de Cristo".
Publicada em 1948, a obra foi levada às telas em 1998 por Martin Scorsese, causando grande polêmica pelo tratamento humano dado à figura de Cristo.
Na época de sua publicação, o romance causou a excomunhão de Kazantzakis. Em 1956 Nikos Kazantzakis recebeu o Prêmio Internacional da Paz.
O escritor foi também tradutor de Dante e Goethe e de outros autores clássicos para o grego moderno. Em 1957 fez uma viagem à China, onde adoeceu. Foi transferido para Copenhague e depois para um hospital em Freiburgo, na Alemanha, onde acabou falecendo. Seu corpo foi transladado para sua cidade natal, Heraclion, na Ilha de Creta.
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