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Montag, 3. Mai 2010

seitens der Städte, Oxford, Robert Doisneau

OXFORD 2009  Foto:G.ludovice Na década de 1980 percorre a Ásia]], com exposições multitudinarias e esteve também no Museu de Arte Moderno de Oxford.

Robert Doisneau
 (Gentilly, cerca de Paris, 14 de abril de 1912 - Paris, 1 de abril de 1994). Fotógrafo francês.

Recebeu a formação de grabador litográfico e tipógrafo em Paris. Em 1929 começa a realizar suas primeiras fotografias aprendendo de forma autodidacta e lendo as instruções das caixas de emulsión para revelar. Começou a trabalhar em um estudo fotográfico que posteriormente compraria ao morrer seu dono. Em 1931 começa a trabalhar com o artista André Vigneau graças a seus conhecimentos como grabador, este lhe introduz no mundo da fotografia como arte.

Em uma entrevista com O País Semanal em 1991 contava "Quando eu comecei, ninguém conhecia a ninguém. Não tinha revistas que difundissem a obra dos fotógrafos mais interessantes. Por isso a única pessoa que me influiu foi Vigneau. Era formidable: escultor, pintor, fotógrafo". Nesta época também descobriria a Man Ray.

Inicialmente trabalhou como fotógrafo industrial e de publicidade na fábrica de Renault de Billancourt até ser despedido por suas repetidas ausências, segundo suas palavras "desobedecer parecia-me uma função vital e não me privei do fazer". Dos objectos inanimados passou às fotografias de gente em Paris e Gentilly.

O 25 de setembro de 1932, L'Excelsior publica sua primeira fotografia. A crise dos anos trinta afectou-lhe, devendo passar uma longa temporada sem encargos. Viveu em Montrouge desde 1937 até sua morte. O 25 de setembro de 1993. Doisneau tomou sua última foto. O 1 de abril de 1994, à idade de 81 anos, morreu.

Participou como soldado estando alistado na Resistência Francesa durante a II Guerra Mundial até que foi desmovilizado em 1940. São tempos penosos nos que realiza fotografias de cientistas por encarrego e não deixa de retratar a ocupação e a libertação de Paris.

Terminada a guerra, é contratado pela agência ADEP e trabalha junto com Henri Cartier-Bresson e Robert Capa, refletindo a alegria e a jovialidad da cidade de Paris depois da desgraça. Desde 1945 colabora com Lhe Point e integra-se de por vida na agência Rapho, retratando, entre outros, a Pablo Picasso.

Todo seu trabalho, fora dos encomendados, seguiu centrando na vida pública e situando a suas personagens em um âmbito quotidiano "Minha foto é a do mundo tal e como desejo que seja" [1].

Com Robert Giraud abre-se à vida nocturna da capital: jazz, cafés e a arte alternativa. Percorre Montparnasse e Saint-Germain-dês-Prés onde encontrar-se-á com Jean Paul Sartre, Albert Camus e Jean Cocteau entre outros. É seu modo de escapar do mundo artificial de 'Vogue'.

Em 1950, Doisneau procurava material para cumprir com um encarrego da revista estadounidense America´s Life, interessada nos apaixonados de Paris. Daí sairá a série Beijos e sua obra mais significativa: O beijo do Hôtel de Ville. A fotografia mostra de forma misteriosa um casal besándose em frente à prefeitura de Paris. Muitos pensaram que era uma fotografia espontánea que o autor tinha tomado nas ruas parisinas. No entanto, anos depois soube-se que o casal estava formado pelos estudantes de arte dramático, Françoise Bornet e Jacques Carteaud dos Cursos Simon.

O artista que fá-lhes-ia anonimamente famosos lhes descobriu em um café parisiense e ambos aceitaram posar adiante de seu objectivo se dando um apasionado beijo no meio do tumulto da cidade.

A foto converteu-se em um icono reconhecido em todo o planeta. O trabalho percorria toda a França]] e Estados Unidos com grande sucesso, e abrir-lhe-ia as portas no estrangeiro.

Em 1951 expõe no Museu de Arte Moderno de Nova York. É um beijo que simbolizou uma multidão de coisas: o amor, Paris como cidade romântica e representou uma época de exaltación do sentimento. Também se converteu em objecto que contribuiu jugosas ganhos: ainda hoje o famoso beijo vende centos de milhares de cópias anuais.

Em 1953 abandona Vogue, sofrendo o eclipse da fotografia e dos fotógrafos da posguerra na década de 1960.
Não será até 1979 quando Claude Nori resgate a Doisneau publicando uma retrospectiva de sua obra em Três segundos de eternidade.

Rehabilitado para o mundo da arte, na década de 1980 percorre a Ásia]], com exposições multitudinarias em Pequim, Tokio e Kioto, além de em Roma e no Museu de Arte Moderno de Oxford.

Em 1993 "O Beijo" foi levado a julgamento. Um casal afirmava ter-se reconhecido na imagem e reclamavam sua porção do pastel.

Por aquele então, começaram a aparecer mulheres e homens assegurando ser os amantes da obra e propondo demandas de direito de imagem, aquela mentira que fazia achar que era uma instantánea improvisada não pôde se manter.


O fotógrafo ganhou o julgamento ao apresentar como prova a série completa de fotos tomadas em diferentes pontos de Paris com o mesmo casal. Tinha-a encontrado em um café cerca da escola de teatro e tinha-lhes proposto posar para a foto. Françoise Bornet, a protagonista real da foto junto a seu noivo de então, Jacques Carteraud, decidiu descobrir seu segredo: queria uma percentagem dos ganhos.


Outra vez Doisneau ganhou nos estrados: pôde comprovar que tinha pago o trabalho de Bornet e seu colega. O casal vendeu a cópia de sua foto que lhe presenteou Doisneau a um coleccionista suíço que pagou por ela 155.000€ em 1992. Mais tarde, reconheceria o próprio autor: "Não é uma foto feia, mas se nota que é fruto de uma posta em cena, que se besan para minha câmara."


França tem feito de seu célebre Beijo um fetiche nacional. O retrato foi protagonista da campanha para os Jogos Olímpicos 2012 de Paris. Ao fotógrafo têm-se-lhe dedicado mais de uma centena de livros e vários filmes. Do cartaz do beijo venderam-se mais de 500.000 exemplares em todo mundo.




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