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Freitag, 8. Mai 2009

seitens der Städte,.. Lissabon: Malhoa

LISSABON 2009
Kino:G.Ludovice


José Vital Branco Malhoa

(Caldas da Rainha, 28 de Abril de 1855Figueiró dos Vinhos, 26 de Outubro de 1933), pintor, desenhista e professor português, conhecido como José Malhoa.
José Malhoa nasceu nas Caldas da Rainha em 28 de Abril de 1855.
Com apenas 12 anos entrou para a escola de Belas Artes.
Em todos os anos ganhou o primeiro prémio, devido às suas enormes faculdades e qualidade artísticas.
Realizou inúmeras exposições, tanto em Portugal como no estrangeiro, designadamente em
Madrid, Paris e Rio de Janeiro. Foi pioneiro do Naturalismo em Portugal, tendo integrado o Grupo do Leão.
Destacou-se também por ser um dos pintores portugueses que mais se aproximou da corrente artística Impressionista.
Foi o primeiro presidente da
Sociedade Nacional de Belas Artes e foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago.


Em 1933, ano da sua morte, foi criado o Museu de José Malhoa nas Caldas da Rainha.
O Museu de José Malhoa, foi edificado no parque D. Carlos I , nas Caldas da Rainha em 1940.
Trata-se do primeiro
museu construído de raiz em Portugal, projectado pelos arquitectos Paulino Montês (1897-1962) e Eugénio Correia (1897-1985).
O Museu reúne colecções de
pintura, escultura, medalhística, desenho e cerâmica dos séculos XIX e XX.

O Ateliê do Artista(1893/4)
O Ateliê do Artista é um óleo sobre tela do pintor português José Malhoa, executado entre 1893 e 1894. A obra foi exposta no IV Salão do Grêmio Artístico de 1894, sob o título Antes da Sessão. Encontra-se atualmente conservada no Museu de Arte de São Paulo.[

Os Bêbados (1907)
Os Bêbados ou Festejando o São Martinho é um quadro do pintor português José Malhoa, criado em 1907. Pintura a óleo sobre tela, mede 150 cm de altura e 200 cm de largura.
O quadro está no Museu de José Malhoa das Caldas da Rainha.

O Fado (1910)

Praia das Maçãs(1918)
Praia das Maçãs é um quadro do pintor português José Malhoa, criado em 1918, retratando a estância balnear do mesmo nome. Pintura a óleo sobre madeira, mede 69 cm de altura e 87 cm de largura.
O quadro está no
Museu do Chiado de Lisboa.


Clara (1918)
Clara é um quadro do pintor português José Malhoa, criado em 1918. Pintura a óleo sobre tela, mede 244 cm de altura e 134 cm de largura.
O quadro está no
Museu do Chiado de Lisboa.


Outono (1919)
Outono é um quadro do pintor português José Malhoa, criado em 1919. Pintura a óleo sobre madeira, mede 46 cm de altura e 38 cm de largura.
O quadro está no Museu do Chiado de Lisboa.
Im:Wikipedia

musics auf Städte

Donnerstag, 7. Mai 2009

musics auf Städte

seitens der Städte.. BERLIN: Fichte

BERLIN 2008
kino:G.Ludovice



Johann Gottlieb Fichte
Rammenau, Saxônia, 19 de maio de 1762 -Berlim, 27 de janeiro de 1814, foi um filósofo alemão.

Era um dos 10 filhos de um artíficie modesto. Desde menino já se sobressaia por sua capacidade de resumir precisamente o sermão dominical do pastor. Um nobre da região decidiu finalmente cuidar da sua educação, na escola principesca de Pforta, onde passou seis anos muito difíceis, pois, Fichte sofria com a rígidez da hierarquia, tentando por vezes até fugir. Entretanto, neste mesmo período, Fichte começou a atualizar-se nas discussões mais importantes que estavam acontecendo nos meios filosóficos. Ocupou-se principalmente, da controvérsia entre
Lessing e o teólogo Goeze, pastor principal de Hamburgo, sobre a relação entre iluminismo e teologia.
Talvez não apenas por influência de seus pais, mas também por sua própria vontade, Fichte passa a estudar teologia, em
1780, em Jena. No embate que existia entre a liberdade e o determinismo, Fichte manifestava-se a favor do determinismo.
Devido à necessidade financeira e sem haver concluído seus estudos, Fichte passa a trabalhar como preceptor a partir de
1784, primeiramente em Leipzig, depois em Zurique, onde conhece Johana Rahn, uma sobrinha do poeta Klopstock (que mais tarde será sua esposa).

Fichte decidiu devotar sua vida à filosofia, depois de ler as três Críticas de
Immanuel Kant, publicadas em 1781, 1788 e 1790. Em 1790, ele volta para Leipzig, onde um pupilo seu pede para ter lições sobre a filosofia kantiana. Apesar de mal conhecer as obras de Kant, Fichte aceita o pedido e passa a estudar com afinco as obras de Kant, dando conta das três críticas em poucas semanas. A leitura das críticas foi muito importante para que Fichte superasse o determinismo, fazendo com que se evidenciasse que o "novo mundo" é o mundo da liberdade, que se evidenciava como a chave para entender toda a estrutura da razão.
Segundo diz o próprio Fichte em carta a Johana "a vontade humana é livre, e a felicidade não é o fim do nosso ser, mas a dignidade de ser feliz". São portanto, essas convicções que tornam Fichte um filósofo, aos 28 anos.
Sua investigação de uma crítica de toda a revelação obteve a aprovação de Kant, que pediu a seu próprio editor para publicar o manuscrito. O livro surgiu em
1792, sem o nome nem o prefácio do autor, e foi saudado amplamente como uma nova obra de Kant.
Quando Kant esclareceu o equívoco, Fichte tornou-se famoso da noite para o dia e foi convidado a lecionar na Universidade de Jena.
Fichte foi um conferencista popular, mas suas obras teóricas são difíceis. Acusado de
ateísmo, perdeu o emprego e mudou-se para Berlim.

Exerceu forte influência sobre os representantes do
nacionalismo alemão, assim como sobre as teorias filosóficas de Friedrich Schelling, G.W.F. Hegel e Arthur Schopenhauer. Os Discursos à nação alemã são sua obra mais conhecida.
Im:Wikipedia

Dienstag, 5. Mai 2009

musics auf Städte

seitens der Städte

seitens der Städte, LISSABON, Diário gráfico

LISSABON 2009
Kino:G.Ludovice

Diário gráfico, Partes de pessoas 2009
G.Ludovice

seitens der Städte

seitens der Städte, Saxónia, Novalis

Capital da Saxónia, Dresden 2008
kino:G.Ludovice


Georg Philipp Friedrich von Hardenberg

(Oberwiederstedt, Harz, 2 de Maio de 1772Weißenfels, 25 de Março de 1801), Freiherr (Barão) von Hardenberg, mais conhecido pelo pseudónimo Novalis, foi um dos mais importantes representantes do romantismo alemão de finais do século XVIII e o criador da flor azul, um dos símbolos mais duráveis do movimento romântico.


«estamos a sós com tudo aquilo que amamos»

Seu pseudónimo, Novalis, devém de um nome que a sua família teria usado. Por vezes chamado do profeta do Romantismo, tem como central imagem das suas visões uma flor azul, que mais tarde se transformou como símbolo de saudade entre os Românticos. A “Flor Azul” era inatingível e assim o continuará.
Nasceu em Oberwiederstedt, na
Saxónia Prussiana, numa família nobre de protestantes. Quando tinha 10 anos foi enviado para uma escola religiosa mas teve dificuldades em se ajustar. Foi entretanto viver com o seu tio que lhe abriu portas para o Racionalismo e cultura francesa. Mudou-se com os seu pai para Weissenfels e entre 1790 e 1791 estudou Direito, tal como Goethe, na Universidade de Jena onde conheceu Friedrich von Schiller e Friedrich Schlegel. Completou os estudos em Wittenberg em 1793. As idéias da recente Revolução Francesa rapidamente se espalharam por toda a Alemanha e Novalis sonhava com o tempo das “Muralhas de Jericó” derrubadas. Novalis, um romântico místico, inclinava-se por uma restauração da república cristã, desaparecida desde a reforma protestante, enquanto Kant, um homem do Iluminismo, antevia como solução para a Europa uma liga das nações, uma república secular, humana, constituída por uma federação mundial a ser acertada no devir.

«A Filosofia é no fundo saudade – instinto de estar por toda a parte em casa.»

O livro de Goethe “Wilhelm Meisters Lehrjahre” (Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meiste) influenciou-o profundamente, de tal modo que ele o considerou a bíblia da “Nova Era”. Por volta de 1796 estudou as obras de Johann Gottlieb Fichte.
Com 21 anos, muda-se para Tennstädt, perto de Langensalza, para trabalhar como Kreisamtmann(Administrador Civil), depois de o pai ter rejeitado o convite do ministro prussiano para um outro cargo governamental em Berlim, com receio das influências liberais. No ano seguinte foi nomeado Auditor da Direcção das minas de sal de Weißenfels, onde o pai trabalhava como Director.


A conselho de amigos, que pretendiam impedi-lo de sucumbir à forte e inexperimentada tentação da vida militar que sentira, havia-se mudado, no final de 1794, para Arnstadt, na Thuringia, para continuar no ramo de trabalho do pai. No entanto, um acontecimento na vizinha Grueningen, haveria de transformar toda a sua vida, como relata o seu futuro amigo e editor Ludwig Tieck:
“Não terá sido muito depois da sua chegada a Arnstadt, quando numa mansão senhorial nas redondezas, ele travou conhecimento com Sophie von K____. O primeiro vislumbre desta justa, maravilhosa e amável forma foi decisivo para toda a sua vida; não, podemos dizer que este sentimento, que agora o penetrou e inspirou, foi a substância e essência de toda a sua vida. Algumas vezes, no olhar e figura de uma criança, estampar-se-á uma expressão que é tão etérea e angelicamente bela, que somos forçados a chamar de não-terrestre ou celestial; e é voz comum, que, na visão de tais faces puras e quase transparentes, chega a nós um medo de que elas sejam excessivamente ternas e delicadas para serem moldadas para esta vida terrena; isso é a Morte, ou a Imortalidade, que nos olha de frente tão expressivamente com esses olhos deslumbrantes para a Certeza.

"O mundo é um pensamento encadeado. Quando algo se consolida, os pensamentos libertam-se. Quando algo se desfaz, os pensamentos encadeiam-se.

Ainda são mais intensas estas figuras quando o primeiro período é alegremente ultrapassado, e elas florescem na véspera de feminilidade. Todas as pessoas que conheceram esta maravilha amorosa do nosso Amigo, concordam em testemunhar que nenhuma descrição pode exprimir que graça e celeste harmonia a moviam, que beleza irradiava, que macio e majestoso era o halo que a rodeava. Novalis tornava-se um poeta sempre que tinha a possibilidade de falar sobre isso. Ela tinha concluído o seu décimo terceiro ano quando ele a viu; a Primavera e Verão de 1795 foram o desabrochar da sua vida. Cada hora que ele podia liberar-se do seu negócio, ele a passava em Gruningen: e no Outono desse mesmo ano ele obteve dos pais de Sophie, o tão aguardado consentimento para o noivado.”

Só há um templo no mundo e é o corpo humano. Nada é mais sagrado que esta forma sublime. Inclinar-se diante de um homem é fazer homenagem a esta revelação na carne. Toca-se o céu quando se toca um corpo humano.
Infelizmente, no entanto, estes dias de alegre tranquilidade foram de curta duração. Pouco depois, Sophie von Kühn ficou perigosamente doente, com febre. Pouco a pouco a sua febre foi diminuindo mas as dores ainda a atormentavam violentamente. Dito que eram sem importância pelo Físico, Novalis retornou para Weissenfels, para os seus pais. Na Primavera seguinte ele visitou a família e encontrou Sophie bem de aparência. Mas, de súbito, no Verão, as suas esperanças e ocupações foram interrompidas por avisos de que ela estava em Jena, e fora submetida a uma operação cirúrgica. A pequena donzela suportou tudo isto com inflexível coragem e alegre resignação. Em dezembro, por sua vontade retornou para casa, onde era evidente a sua fraqueza crescente. Novalis ia e vinha entre Gruningen e Weissenfels, que também se tinha tornado uma casa de mágoa, pois o seu irmão padecia de uma longa doença e aparentava morte certa. De novo, Tieck reconta:
“No dia 17 de Março era o décimo-quinto aniversário da sua Sophie; e no dia 19, por volta do meio-dia, ela partiu. Ninguém se atreveu a contar a Novalis estas tristes notícias; por fim, o seu irmão Carl tomou a iniciativa. O pobre jovem não se calava, e depois de três dias e três noites de choro e lamentos, partiu para Arnstadt, onde, com o seu verdadeiro amigo, poderia estar mais perto do lugar em que agora permaneciam os restos do que havia sido o de mais querido para ele. No dia 14 de Abril, morria o seu irmão Erasmus. Informa a seu irmão Carl:
‘Sê bom de coragem’, escrevia ele, ‘Erasmus prevalece; as flores do nosso justo ramalhete estão a cair aqui, uma por uma, para que possam ser unidas além, amavelmente e para sempre.’”

Em 1798, Novalis publica uma série de fragmentos filosóficos, “Fragmente.” No seu lamento, começou um diário contemplando suicídio e a escrever poemas.

"Ich habe zu Söphichen Religion, nich Liebe", escrevia ele. Começava a ver tudo na sua vida em relação ao seu amor perdido: "Meine Liebe ist zur Flamme geworden, die alles irdische nachgerade verzehrt. Zufrieden bin ich ganz; die Kraft, die über de Tod erhebt, habe ich ganz neu gewonnen.”
Oito meses depois da sua morte, Novalis começa a estudar Mineração na Academia de Feiberg. Ali ele torna-se amigo de Ludwig Tieck e outros Românticos. Em 1798, fica noivo de Julie von Charpentier, à qual nunca se juntará. Ele pensava que Julie tornava a presença de Sophie ainda mais aparente.
Em 1800, a sua única colecção acabada de poemas, ”
Hymnen an die Nacht” (Hinos à Noite), é a expressão do seu desgosto pela morte do seu primeiro grande amor. O conjunto de seis prosas e versos líricos foi publicado na Athenäum, uma revista literária editada por August Wilhelm Schlegel e por seu irmão Friedrich Schlegel.
Na sua viagem a Weimar, conhece Goethe,
Herder, e Jean Paul, e em Jena, os irmãos Schlegel. Começa a trabalhar na sua escrita com um novo entusiasmo, mas já nessa altura estava seriamente doente. Antes de poder casar-se com Julie, Novalis morre de tuberculose, em 1801 em Weissenfels.

Nunca nos compreendemos completamente, mas podemos e poderemos fazer muito melhor do que compreendermo-nos.

Os seus dois romances filosóficos, “Heinrich von Ofterdingen” e “Die Lehrlinge zu Sais”(Os Noviços em Sais) foram deixados incompletos. Em “Heinrich von Ofterdingen” um jovem poeta medieval procura uma misteriosa Flor Azul.
Em “Die Lehrlinge zu Sais”, um noviço adolescente argumenta que: “Nur Dichter sollten mit dem Flüssigen umgehn, und von ihm der glühenden Jugend erzählen dürfen.” (Só os poetas deviam ocupar-se do líquido e ter o direito de falar dele à juventude ardente).
Entre setembro de 1798 e março de 1799, ele escreveu fragmentos chamados de “Das Allgemeine Brouillon” que faziam parte da sua planeada enciclopédia, em que examinava a polaridade na Natureza.
Mais recentemente, a vida de Novalis inspirou Penelope Fitzgerald para o seu romance “The Blue Flower” (1995) Im:wikipedia

«O que amas, verdadeiramente, fica para ti.»

musics auf Städte

Montag, 4. Mai 2009

seitens der Städte, Lissabon, Vieira Portuense

Rua Vieira Portuense, Belém 2009
Kino:G.Ludovice
Francisco Vieira de Matos, que escolheu o nome artístico de Vieira Portuense


Foi um pintor português, um dos introdutores do neoclassicismo na pintura portuguesa. Foi um dos dois grandes pintores portugueses da sua geração, juntamente com Domingos Sequeira.
Iniciou os seus estudos em
Lisboa, continuando-os em Roma. Viajou por Itália, Alemanha, Áustria e Inglaterra antes de regressar a Portugal em 1800.

Contraiu tuberculose e mudou-se para a Madeira, onde morreu com apenas 39 anos.
Está representado no
Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa e Museu Nacional de Soares dos Reis no Porto.


The Spanish. Dollars makes the english sailors merry

Filippa de Vilhena armando seus filhos para a conjuração de 1640

Pintor histórico e de paisagem, lente de desenho na Academia do Porto. Era cognominado Vieira Portuense, por ter nascido nessa cidade, e para se diferençar doutro seu afamado contemporâneo, conhecido pelo nome de Vieira Lusitano, por ter nascido em Lisboa. N. portanto, no Porto a 13 da Maio de 1765, fal. na ilha da Madeira a 2 de Maio de 1805. Era filho de Domingos Francisco Vieira e de Maria Joaquina.
Seu pai reunia à profissão da arte da pintura, em que dizem não era dos de menos conta, segundo a frase tradicional.

Começando desde criança a dar mostras da grande vocação para o desenho e para a pintura, o pai logo que o viu instruído nas primeiras letras e tendo-o provavelmente iniciado nos rudimentos da arte, entregou-o à direcção de João Grama, celebre pintor, que se supõe de origem alemã, mas nascido em Portugal. Este artista foi quem primeiro guiou o jovem Vieira no estudo da pintura. Mais tarde, achando-se no Porto com outro notável pintor que primava no género das paisagens, João Pilenan ou Pillement, de nação francesa, recebeu também algumas lições o moço Vieira.

Este, porém, não se contentando com a instrução já adquirida e desejando aprofundá-la, resolveu em vez da frequentar a aula publica de desenho, que por essa tempo existia no Porto, vir para Lisboa em 1784 matricular-se na outra aula da mesma espécie, que pouco antes fora estabelecida pala rainha D. Maria I, e da que era director e professor Joaquim Manuel da Rocha. Esta escola de desenho de figura e história funcionava com outra de arquitectura civil, num pavimento baixo do convento dos Caetanos, onde está há muitos anos instalado o Conservatório. Provavelmente a ideia do moço estudante era obter lugar entre os alunos que por concessão do governo e como pensionistas do Estado deviam partir para Roma, mas ou porque lhe faltassem padrinhos ou porque já estivesse preenchida o numero dos escolhidos, Vieira não realizou como desejava aquele seu projecto.

O que não pôde alcançar em Lisboa, conseguiu-o porém, no Porto, e a junta da direcção da Companhia Geral das Vinhas do Alto Douro, tomando-o sob a sua protecção, mandou-lhe abonar, do seu cofre, a pensão anual de 300$000 reis para lhe ser paga durante o tempo que precisasse demorar-se em Roma até à conclusão dos seus estudos.




Em 1789 partiu para a Itália, e ao chegar àquela cidade, tratou de escolher mestre capaz de o guiar na carreira a que se destinava, e preferindo Domingos Corvi, desenhador de grande correcção mas de feio colorido, de cujas lições tirou grande proveito, e logo em 1791 obteve na academia romana um primeiro prémio em roupas.

Para aumentar mais os seus conhecimentos artísticos, percorreu as principais cidades da Itália, visitando os seus mais notáveis edifícios e galerias, copiando para exercício as obras que mais entusiasmo lhe causavam, e deste modo formou uma grande quantidade de livros que trouxe consigo quando recolheu a Portugal, e que eram evidentes provas do seu estudo e da sua aplicação.

Tinha ele adoptado de preferência, por mais conforme ao seu gosto, a maneira e estilo mimoso e delicado de Albano e de Guido Reni, mas querendo estudar também o colorido de Corregio, dirigiu-se a Parma para copiar o magnifico quadro de S. Jeronymo que existe na galeria publica da referida cidade, e que é considerado uma das melhores produções do exímio chefe da escola lombarda. A cópia feita por Vieira é qualificada de excelente, mereceu os melhores elogios de Taborda e do conde de Raczynski.

Depois de ter estado em casa do visconde de Balsemão, passou para a galeria dos duques de Palmela, de que faz parte há muitos anos.

Durante a sua permanência em Parma, recebeu dos membros da academia grandes provas de consideração pelo seu talento. Foi ali recebido pelas famílias da alta aristocracia, chegando a dar lições de desenho à filha do grão-duque, para quem naturalmente o jovem pintor português não foi indiferente, e tanto mais que chegou a retratá-la, e tão perfeito ficou o retrato, que lhe deu fama entre a primeira sociedade de Parma. Fez mais retratos, pelos quais auferiu bons proventos.

Voltando a Roma em 1791, demorou-se ali tres anos ocupado sempre no estudo dos grandes mestres. Em 1797 saiu de Roma, e na companhia de Bartolomeu António Calixto, pensionista na Casa Pia, que também ali fora aperfeiçoar-se, percorreram juntos parte da Alemanha, até que Calixto veio para Lisboa, e Vieira ficou em Dresda, fazendo estudos na notável galeria de pintura daquela cidade, da qual copiou os objectos que mais lhe prenderam a atenção.




LEDA E O CISNE 1798, óleo sobre tela 101 x 127 cm Museu Nacional de Arte Antiga Lisboa, Portugal

A Pintura 1800, óleo sobre tela 88 x 66 cm Palácio Nacional de Queluz Queluz, Portugal

Passou a Hamburgo e depois a Londres, onde se demorou até ao ano de 1801. Travou conhecimento nesta grande cidade com o insigne gravador Bartholozzi, tomando dele algumas lições de gravura; essas relações tornaram-se de íntima amizade, casando mais tarde com uma viúva italiana, moça e rica, que dizem pertencer à família de Bartholozzi. Fez o retrato deste artista, e começou então a gravar a água-forte um grande trabalho, que por embaraços posteriores não chegou a concluir.

Em Londres pintou o Viriato, quadro de notável execução, que ofereceu ao príncipe regente D. João, mais tarde el-rei D. João VI, e foi colocado na galeria do palácio da Ajuda. Desse quadro abriu Bartholozzi uma bela estampa, assim como outras de diversas composições do artista português. Para obsequiar o ministro de Portugal naquela corte, D. João de Almeida MeIo e Castro, depois conde das Galveias, a quem já conhecera em Roma, e lhe devera muitos favores, compôs também um primoroso quadro Nossa Senhora da Piedade ou do Descimento da Cruz, o qual era destinado à capela da embaixada portuguesa em Londres, mas depois foi colocado no oratório do paço das Necessidades.

Ou nos últimos tempos da sua estada em Londres ou logo que regressou à pátria, foi Francisco Vieira, por proposta da Companhia das Vinhas do Alto Douro, provido no lugar de lente na aula de desenho no Porto, vago por ter sido dispensado desse exercício o professor António Fernandes Jacome. tendo a nomeação a data de 20 de Setembro de 1800, mas parece, que se chegou a tomar posse da cadeira, pouco tempo se demorou na sua regência, porque vem para Lisboa no princípio de 1801.

Retrato de Desconhecido sem data, óleo sobre tela 76 x 63 cm Museu Nacional de Arte Antiga Lisboa, Portugal

D. Filipa de VilhenaArmando Seus Filhos Cavaleiros 1801, óleo sobre tela 150 x 212 cm Colecção Particular Lisboa
Portugal Súplica de D. Inês de Castro
Obra de 196 por 150 cm, executada para o
Palácio da Ajuda em 1802, o seu rasto perdeu-se desde 1807, altura em que foi levada para o Brasil pela Corte Portuguesa, tendo permanecido no Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, até à proclamação da república no país, altura em que regressou à Europa.

Reapareceu em 2008 em Paris, sendo vendido em leilão por Pierre Bergé & Associes.
Foi comprado pelo estado português e por um empresário português, em 25 de Junho de 2008 por 210 mil euros.
Vai ser exposto no
Museu de Arte Antiga, em Lisboa, podendo ao fim de um ano ser comprado pelo estado português.

Elements of Drawings...
Nessa época D. Rodrigo de Sonsa Coutinho, depois conde de Linhares, sendo transferido da pasta da marinha para a da fazenda e nomeado inspector da regia oficina tipográfica, ampliou este estabelecimento, que recebeu então o nome de Imprensa Regia, e por decreto de 7 de Dezembro do mesmo ano e pensou em fazer nela uma edição magnifica e luxuosa dos Lusíadas, ilustrada com estampas representativas dos passes mais notáveis do poema.

Esse pensamento não chegou a realizar-se por circunstâncias imprevistas; entretanto, Francisco Vieira foi encarregado de fazer as composições, motivo porque veio a Lisboa onde se encontrou com Bartholozzi, que devia de executar as gravuras. Francisco Vieira chegou a fazer 11 quadros ou esboços a óleo, de passes dos Lusíadas, que não chegaram a ser gravados, mas que foram adquiridos pelo duque de Palmela, passando a fazer parte da soberba galeria de pintura desta nobre casa. Estando o insigne artista em Lisboa em 1802, na ocasião em que tudo se preparava para solenizar com grandes festas a paz geral de Amiens, que fora assinada em 27 de Março daquele ano, o senado da câmara lhe encomendou um quadro alegórico para a sumptuosa festividade que devia realizar-se na igreja de S. Domingos.

Nesse quadro que Vieira executou com grande rapidez e que foi muito aplaudido, estava no centro a monarquia lusitana representada na figura duma gentil matrona com atributos adequados, tendo pendente sobre o peito o retrato do príncipe regente e servindo-lhe de cortejo outras figuras que representavam as virtudes e as artes igualmente caracterizados. Os ministros D. João de Almeida e visconde de Anadia, apreciando igualmente o mérito de Vieira, falaram a seu respeite ao príncipe regente, que a 28 de Junho de 1802 assinou um decreto nomeando o artista primeiro pintor da real câmara com a pensão anual de 2:000$000 reis, permitindo-se lhe a acumulação deste com o emprego de lente da aula do Porto, e sendo-lhe cometida a obrigação de dirigir e executar juntamente com o seu colega Domingos António de Sequeira, a quem ficava em tudo e para tudo equiparado, as obras de pintura que se haviam de fazer no paço da Ajuda. Para se mostrar digno do alto conceito em que era tido e das mercês que lhe conferiam, compôs e em breve concluiu para a galeria real dois formosos quadros que por si sós bastariam para dar ao autor a reputação de abalizado pintor, e que representam, um o Desembarque de Vasco da Gama na índia, e outro D. Ignez de Castro ajoelhada com os filhos perante o rei D. Affonso. Estes quadros foram depois levados com outras pinturas para e Rio de Janeiro, e dizem que ultimamente existiam numa sala do palácio de S. Cristóvão no chamado torreão de prata. Pelo mesmo tempo pintou ainda para o conde de Anadia um magnífico quadro, D. Filippa de Vilhena, que juntamente com outras produções de Vieira se admiraram naquela ilustre casa.
Demorando-se em Lisboa para atender a estes e outros trabalhos, não podia exercer o magistério no Porto, e por isso a regência da cadeira foi dada a seu pai Domingos Vieira, que desempenhou essas funções desde 1 de Novembro de 1802 até 30 de Junho de 1803, em que se reformaram os estudos na cidade do Porto, ceando-se a Academia de Marinha e Comercio e incorporando-se nela a antiga aula de desenho, que passou a denominar-se Academia de Desenho e Pintura.

A aula foi solenemente inaugurada por Vieira, em cujo acto pronunciou o seguinte discurso, que em 1803 se publicou em Lisboa: Discurso feito na abertura da Academia de desenho e pintura na cidade do Porto, por Francisco Vieira Junior, lente da mesma academia.

No resto desse ano e por todo o seguinte de 1804, foi, segundo parece, efectivo na regência da cadeira, dividindo porém o tempo entre os cuidados do ensino e a execução das obras de arte, a que por obrigação do serviço ou por encomendas particulares tinha de satisfazer, e ocupava-se na composição dum quadro em que representava Duarte Pacheco, Achilles Lusitano, defendendo contra o Comorim o Passo de Cambaldo destinado a ornar a casa das Descobertas no palácio de Mafra, quando foi acometido da grave enfermidade, que em breve o prostrou no tumulo. Esgotados todos os recursos da ciência para debelar aquele mal, os médicos lhe aconselharam o clima da Madeira, e obtendo para isso a necessária licença por aviso do 1º de Abril de 1805, empreendeu a viagem, mas em lugar das melhoras que esperava, piorou repentinamente, vindo a falecer pouco tempo depois.
Além dos quadros já citados, mencionaremos os seguintes: S. Sebastião, que se conservava na galeria do marquês de Borba; uma Saloia, de capa e lenço na cabeça, que pertencia à casa dós condes de Anadia; o esboceto a óleo do quadro Viriato que pertenceu a Silva Oeirense; e O Amor, que estava na casa dos condes de Anadia, e que Bartholozzi reproduziu pela gravura, e mais duas paisagens que pertenceram a António Ribeiro Neves e Joaquim Pedro Celestino Soares. Na capela da ordem terceira de S. Francisco do Porto há 4 quadros representando: Santa Margarida; Nossa Senhora da Conceição, Santa Isabel e S. Luís, rei de França.

No museu do Porto também de Vieira um Christo crucificado, um S. João, a Adoração do Santissimo, e duas belas paisagens, das quais uma representa Uma mulher com um menino, que parece defender do ataque dalguns malfeitores. Francisco Vieira falava com facilidade as principais línguas da Europa, e conhecia perfeitamente a historia das belas artes.

Em 1906 comemorou-se no Porto o centenário de Francisco Vieira, fazendo-se uma exposição das suas obras no salão nobre do teatro de S. João, a qual se inaugurou no dia 17 de Junho. Foi a Sociedade das Belas Artes que tomou a iniciativa desta comemoração, e conseguiu reunir para o seu intento uma boa porção de quadros, desenhos, esboços e gravuras de Vieira Portuense. Nesta exposição figuraram também algumas gravuras notáveis de Bartholozzi de desenhos de Vieira.
Transcrito por Manuel Amaral



Bacante

Freitag, 1. Mai 2009

seitens der Städte..

seitens der Städte.. SINTRA, Eça de Queiroz


Sintra 2009

José Maria de Eça de Queirós

(Póvoa de Varzim, 25 de Novembro de 1845Paris, 16 de Agosto de 1900) é por muitos considerado o melhor escritor realista português do século XIX.
Foi autor, entre outros romances de importância reconhecida, de Os Maias e O crime do Padre Amaro.

Os sentimentos mais genuinamente humanos logo se desumanizam na cidade

Estátua de Eça de Queirós, na Praça do Almada na Póvoa de Varzim.

José Maria de Eça de Queirós nasceu em Novermbro de 1845, numa casa da praça do Almada na Póvoa de Varzim, no centro da cidade; foi baptizado na Igreja Matriz de Vila do Conde. Filho de José Maria Teixeira de Queirós, nascido no Rio de Janeiro em 1820, e de Carolina Augusta Pereira d'Eça, nascida em Monção em 1826.
Eça de Queirós foi batizado como "filho natural de José Maria d'Almeida de Teixeira de Queiroz e de Mãe incógnita"[
carece de fontes?], fórmula comum[carece de fontes?] que traduzia a solução usada em caso similares nos registos de baptismo quando a mãe pertencia a estratos sociais elevados[carece de fontes?].

A arte é um resumo da natureza feito pela imaginação.

Uma das teses para tentar justificar o facto dos pais do escritor não se terem casado antes do nascimento deste sustenta que Carolina Augusta Pereira de Eça não teria obtido o necessário consentimento da parte de sua mãe[carece de fontes?], já viúva do coronel José Pereira de Eça.
De facto, seis dias após a morte da avó que a isso se oporia, casaram-se os pais de Eça de Queirós, quando o menino tinha quase quatro anos. Por via dessas contingências foi entregue a uma ama, aos cuidados de quem ficou até passar para a casa de Verdemilho em
Aradas, Aveiro, a casa da sua avó paterna que em 1855 morreu[carece de fontes?].
Nessa altura, foi internado no Colégio da Lapa, no Porto, de onde saiu em 1861, com dezasseis anos, para a
Universidade de Coimbra onde estudou direito.
Além do escritor, o casal teria mais seis filhos.

O amor eterno é o amor impossível.Os amores possíveis começam a morrer no dia em que se concretizam.

O pai era magistrado, formado em Direito por Coimbra. Foi juiz instrutor do célebre processo de Camilo Castelo Branco, juiz da Relação e do Supremo Tribunal de Lisboa, presidente do Tribunal do Comércio, deputado por Aveiro, fidalgo cavaleiro da Casa Real, par do Reino e do Conselho de Sua Majestade. Foi ainda escritor e poeta.
Em Coimbra, Eça foi amigo de
Antero de Quental. Os seus primeiros trabalhos, publicados avulso na revista "Gazeta de Portugal", foram depois coligidos em livro, publicado depois da sua morte sob o título Prosas Bárbaras.
Em
1869 e 1870, Eça de Queirós fez uma viagem de seis semanas ao Oriente[carece de fontes?] (de 23 de Outubro de 1869 a 3 de Janeiro de 1870), em companhia de D. Luís de Castro, 5.º Conde de Resende, irmão da sua futura mulher, Emília de Castro, tendo assistido no Egipto à inauguração do canal do Suez: os jornais do Cairo referem «Le Comte de Rezende, grand amiral de Portugal et chevalier de Queiroz». Visitaram, igualmente, a Palestina[carece de fontes?]. Aproveitou as notas de viagem para alguns dos seus trabalhos, o mais notável dos quais o O mistério da estrada de Sintra, em 1870, e A relíquia, publicado em 1887. Em 1871, foi um dos participantes das chamadas Conferências do Casino.

Quando naum se tem aquilo que se gosta é necessario gostar-se daquilo que se tem

Quando foi despachado mais tarde como administrador municipal de Leiria, escreveu a sua primeira novela realista, O Crime do Padre Amaro, que apareceu em 1875.
Tendo entrado na carreira diplomática, Eça de Queirós passou os anos mais produtivos de sua vida em
Inglaterra, como cônsul de Portugal em Newcastle e em Bristol[carece de fontes?]. Escreveu então alguns dos seus trabalhos mais importantes, A Capital, escrito numa prosa hábil, plena de realismo. Suas obras mais conhecidas, Os Maias e O Mandarim, foram escritas em Bristol e Paris, respectivamente.


O apreço exterior pela arte é a sobrecasaca da inteligência.

Seu último livro foi A Ilustre Casa de Ramires, sobre um fidalgo do séc XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem. É um romance imaginativo, entremeado com capítulos de uma aventura de vingança bárbara que se passa no século XII, escrita por Gonçalo Mendes Ramires, o protagonista. Trata-se de uma novela chamada A Torre de D. Ramires, em que antepassados de Gonçalo são retratados como torres de honra sanguínea, que contrastam com a lassidão moral e intelectual do rapaz.

Morreu em 16 de Agosto de 1900 em Paris. Teve funerais nacionais[carece de fontes?]. Está sepultado em Santa Cruz do Douro.

Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo.


Pensar e fumar são duas operações idênticas que consistem em atirar pequenas nuvens ao vento.

Seus trabalhos foram traduzidos em aproximadamente vinte línguas.
Foi também o autor da
Correspondência de Fradique Mendes e A Capital, obra cuja elaboração foi concluída pelo filho e publicada, postumamente, em 1925. Fradique Mendes, aventureiro fictício imaginado por Eça e Ramalho Ortigão, aparece também no Mistério da Estrada de Sintra.

Nas nossas democracias a ânsia da maioria dos mortais é alcançar em sete linhas o louvor do jornal. Para se conquistarem essas sete linhas benditas, os homens praticam todas as ações - mesmo as boas.



Obras
O mistério da estrada de Sintra (1870) (eBook)
O Crime do Padre Amaro (1875)
A tragédia da rua das flores (1877-78)
O Primo Basílio (1878)
O mandarim (1880) (eBook)
As minas de Salomão (1885) (eBook)
A relíquia (1887) (eBook)
Os Maias (1888)
Uma campanha alegre (1890-91)
Adão e Eva no paraíso (1897)
Correspondência de Fradique Mendes (1900)
A Ilustre Casa de Ramires (1900) (eBook)
A cidade e as serras (1901, Póstumo) (eBook)
Contos (1902, Póstumo)
A Aia (1894)
O tesouro (1893)
Prosas bárbaras (1903, Póstumo)
Cartas de Inglaterra (1905, Póstumo) (eBook)
Ecos de Paris (1905, Póstumo)
Cartas familiares e bilhetes de Paris (1907, Póstumo)
Notas contemporâneas (1909, Póstumo)
Últimas páginas (1912, Póstumo)
A capital (1925, Póstumo)
O conde de Abranhos (1925, Póstumo)
Alves & Companhia (1925, Póstumo)
Correspondência (1925, Póstumo)
O Egipto (1926, Póstumo)
Cartas inéditas de Fradique Mendes (1929, Póstumo)
Eça de Queirós entre os seus - Cartas íntimas (1949, Póstumo)

Hotel Lawrence
O Hotel Lawrence é um hotel de Sintra mencionado no romance Os Maias de Eça de Queirós.
Inaugurado em 1764 é o hotel mais antigo da
Península Ibérica.
Em 1961 foi encerrado, encontrando-se abandonado e à beira da ruína durante três décadas.
Foi adquirido por um casal holandês em 1989 e reconstruido mantendo o traçado original.
Lord Byron
No início do século XIX
Lord Byron instala-se no Lawrence's Hotel durante uma temporada e escreve uma parte do livro "Peregrinação de Childe Harold".
Os Maias
"Defronte do Hotel Lawrence, Carlos retardou o passo, mostrou-o ao Cruges.
- Tem o ar mais simpático - disse o maestro - Mas valeu muito a pena ir para o Nunes, só para ver aquele cena...
E então com quê o Sr. Carlos da Maia tem experiência de espanholas?"
Na obra literária, foi aqui que ocorreu o jantar para que
Carlos da Maia convidou o seu amigo Ega, aquando da visita a Sintra como pretexto para tentar encontrar-se com Maria Eduarda.
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