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Freitag, 17. April 2009

seitens der Städte.. WIEN :Adolf Loos

WIEN 2008
Kino:G.Ludovice



Adolf Loos foi um notável arquitecto, nascido a 10 de dezembro de 1870 em Brno, na República Checa, tendo exercido durante largos anos a sua profissão na Áustria, onde morreu, em Kalksburg(hoje pertencente a Viena), no dia 23 de agosto de 1933.
Célebre arquitecto e artista decorativo ou designer, cliente do Café Central-Viena, teve como seu primeiro projecto importante o Café Museum-Viena (1899). Também fez o Bar Americano.
Loos foi um dos pioneiros da arquitectura moderna. Após seus estudos em Dresden, passou três anos nos Estados Unidos, sofrendo influência sobretudo da escola de Chicago. Quando inaugurou seu ateliê de arquitectura em Viena, em 1896, aplicou suas idéias estéticas às formas de construção. Foi pioneiro na negação do papel da intuição artística na procura de um estilo, confiando mais nas formas fundamentais usadas pelo homem desde os seus primórdios. Precursor da nova objectividade, procurou sempre a solução mais simples para seus projectos e métodos de construção, empregando apenas ocasionalmente motivos ornamentais como elementos articuladores. Esta concepção arquitetónica baseada na funcionalidade entrou em conflito aberto com a "Secessão" de Viena.

Modernista, anti-secessionista, defendeu a tese da obsolescência do ornamento. O edifício mais célebre de Loos é o do gaveto da Michaelerplatz, em Viena, que data de 1911. Em 1922, participou no concurso do edifício Chicago Tribune com uma torre em forma de coluna dórica gigante.


Chicago Tribune, 1922

Dentre seus trabalhos, destaca-se o projecto para o Chicago Tribune, realizado em 1922, quando trabalhava com Louis Sullivan, e que consiste numa enorme coluna dórica assente sobre uma base cúbica.


Looshaus, em Viena - obra de Adolf Loos, 1909


Vila Mueller, Praga

Foi precursor do Raumplan, o desenvolvimento da planta em diferentes cotas. Através das variações de altura das divisões, bem como das proporções adotadas e das mudanças de materiais, é estabelecida uma hierarquia entre os diversos espaços; criam-se zonas dentro da casa, definindo também graus de intimidade de cada divisão."


Para Loos, arquitectura é composição espacial consolidada – planificação do espaço que poderá ser traduzida em planta. Embora não tenha desenvolvido esta ideia numa teoria formal, a direcção deste pensamento é clara: "A grande revolução em arquitectura é a solução de uma planificação no espaço."
Casa de Tristan Tzara, em Paris, construída em 1926.
Em 1908, escreveu o ensaio/manifesto intitulado "Ornamento e Crime", no qual criticava o uso abusivo da ornamentação na arquitetura européia do final do século XIX. Loos acreditava que "quando uma cultura evolui, ela gradativamente abandona o uso do ornamento em objectos utilitários". Segundo alguns críticos, "esta guerra contra o ornamento e a decoração esconde uma lacuna ideológica no modernismo: a falta de uma base cultural (...) O modernismo procurou deliberadamente destruir todos os vínculos e reminiscências da arquitectura histórica".

“The white room that Loos designed for Lina, his blonde, blue-eyed, nineteen-year-old wife, was the most intimate place in the house. The white walls, the white draperies and the white angora sheepskins created a sensual and delicate fluidity; every object in the room was white. Even the closets were concealed behind pale linen drapes. this was an architecture of silence, of a sentimental and erotic approach. Its contrast with the more public living spaces attests to a method of composition that was strictly governed by the psychological status of each room.” – Less Recent: Everybody must have projects all of the timeMore Recent: Vienna Diary 2: Adolf Loos Bar
Panayotis Tournikiotis, Adolf Loos, Princeton Architectural Press, 2002, p. 36.





Regras para Construir nas Montanhas” (Reglen für den, der in der Bergen baut

‘Do not build in a picturesque manner. Leave such effects to the walls, the mountains and the sun. A person who dresses to be picturesque is not picturesque but looks like an oaf. The farm labourer does not dress to be picturesque. But he is.Build as well as you can. No better. Do not outstretch yourself. And no worse. Do not deliberately express yourself on a more base level than the one with which you were brought up and educated. This also applies when you go into the mountains. Speak with the locals in your own language. The Viennese lawyer that speaks to the locals in a country bumpkin’s accent in beneath contempt.Pay attention to the forms in which the locals build. For they are the fruits of wisdom gleaned from the past. But look for the origin of the form. If technological advances made it possible to improve the form, then always use this improvement. The flail is being replaced by the threshing machine.Flatlands demand a vertical structural articulation; mountains, a horizontal one. The work of man must not attempt to compete with the hand of God. The Hapsburg watch tower disturbs the skyline of the Viennese Woods, but the Husarentempel harmonises will within it.Do not think about the roof, think about rain and snow. That’s how the locals think, and so they build the flattest roofs they can using the know-how they have. In the mountains the snow must not slide when it wants to but when the locals want it to. The roof should be safely accessible for shovelling away the snow. We also have to create the flattest roof possible using the know-how and experience at our disposal.Be true! Nature only tolerates truth. It copes well with iron truss bridges, but rejects Gothic arched bridges with turrets and defensive slits. Have no fear of being chastised as outdated. Changes in the old building techniques are only allowed when they mean an improvement on them, otherwise remain with the old. For even if it is hundreds of years old the truth has more connection with our innermost feelings than mendacity, which paces alongside us.’
(in 2G, n.14, 2000/II, “Rules for Building in the Mountains”, Adolf Loos)



Im:Wikipedia/Republica do café/Leisure Projects/Palavras da arquitectura

seitens der Städte.. WIEN: Lina Loos

WIEN 2008

Lina Loos e Peter Altenberg


Lina Loos (1884-1950), née Obertimpfler, actriz e escritora vienense, frequentadora dos cafés vienenses e do Café Central em particular.

Era originária de uma família bem conhecida de Viena, proprietária do Café 'Casa Piccola' no bairro central de Mariahilf.
Depois de estudar representação, tornou-se uma actriz e cantora de cabaret de sucesso em Berlim (Unter den Linden), Munique (Elf Scharfichter) e Viena (Nachtlicht, Fledermaus).
Depois de se divorciar do arquitecto Adolf Loos, com quem esteve casada entre 1902 e 1905, tentou a sua sorte como actriz nos EUA, onde triunfou. Regressou à Europa antes do começo da Grande Guerra. Rudolf Beer, director do Raimundtheater de Viena contratou-a em 1922. Sob a sua direcção, Lina actuou ainda no Deutsche Volkstheater de 1924 até 1938, quando se retirou do palco.

Lina, que também trabalhou como escritora, era tida na sua juventude por uma das mais belas mulheres de Viena. Esteve sempre em foco na vida cultural e intelectual da cidade. Ao seu círculo de amigos pertenciam celebridades como Peter Altenberg, Egon Friedell, Franz Theodor Csokor (poeta, dramaturgo e romancista, 1885-1969), Franz Werfel, G. Kaiser, Bertha Zuckerkandl and G. Wiesenthal.

Dienstag, 14. April 2009

seitens der Städte, Lissabon: Almada Negreiros


LISSABON 2009
Kino:G.Ludovice
Almada Negreiros na I Conferência Futurista, Abril de 1917

José Sobral de Almada Negreiros (Trindade, S. Tomé, 7 de Abril de 1893 — Lisboa, 15 de Junho de 1970) foi um artista multidisciplinar, pintor, escritor, poeta, ensaísta, dramaturgo e romancista português ligado ao grupo modernista.Também foi um dos principais colaboradores da Revista Orpheu.

Era filho de
António Lobo de Almada Negreiros, um tenente de cavalaria que foi administrador do Concelho de São Tomé e fundador de diversos jornais. Uma parte da sua infância foi passada em São Tomé e Príncipe, terra natal da mãe, Elvira Freire Sobral.
Depois da morte da mãe, em
1896, veio viver para Portugal; nesta altura, em 1900, o pai é nomeado encarregado do Pavilhão das Colónias na Exposição Universal de Paris, deixando os filhos José e António ao cuidado dos jesuítas no Colégio de Campolide.
Em
1911, após a extinção do Colégio de Campolide dos Jesuítas e uma breve passagem pelo Liceu de Coimbra, José entra para a Escola Internacional de Lisboa. Nesta escola, consegue um espaço onde irá desenvolver o seu trabalho, publicando, ainda nesse ano, o seu primeiro desenho na revista A Sátira. Publica também o jornal manuscrito A Paródia, onde é o único redactor e ilustrador.


Em 1913, apresenta, na Escola Internacional de Lisboa, a sua primeira exposição individual, composta de 90 desenhos; aqui trava conhecimento com Fernando Pessoa, com quem edita a Revista Orpheu, juntamente com Mário de Sá Carneiro.
Júlio Dantas, médico, poeta, jornalista e dramaturgo, é a maior figura da intelectualidade da época e afirma que a revista é feita por gente sem juízo. Irónico, mordaz, provocador mesmo, Almada responde com o Manifesto Anti-Dantas, onde escreve: “…uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o Dantas, morra! Pim!”



O manifesto teve algum impacto no meio artístico; é tempo de mudar as mentalidades e a sociedade, e Almada fá-lo como poucos, atacando a cultura burguesa instituída e os seus representantes ao mais alto nível.
Em
1917, escreve a novela A Engomadeira.
Em
1919, vai viver para Paris, onde exerce diversas actividades e escreve a Histoire du Portugal par coeur. Em Paris, fica apenas cerca de um ano e, quando regressa, vai colaborar com António Ferro, tendo inclusivamente desenhado a capa do livro deste, Arte de Bem Morrer. Faz também as capas da revista Presença, números 47 e 54.
Em
1927, volta a deixar Portugal, desta vez para Espanha, onde, além de colaborar com diversas revistas, escreve El Uno, Tragédia de la Unidad, obra dedicada à pintora Sarah Afonso, com quem viria a casar em 1934, já após o seu regresso a Portugal.
1930

Em
Portugal, vigora já o Estado Novo, e Almada, apoiante das ideias fascistas por influência do Futurismo italiano, começa a ser solicitado para colaborar com as grandes obras do Estado. O Secretariado da Propaganda Nacional – SPN, encomenda-lhe o cartaz de apelo ao voto na nova constituição; o mesmo SPN irá organizar mais tarde a exposição Almada – Trinta Anos de Desenho, convidando-o para se apresentar na exposição Artistas Portugueses, no Rio de Janeiro, em 1942.
Segundo refere
Fernando Dacosta na sua obra Máscaras de Salazar (Lisboa, 2002), Almada Negreiros venerava o ditador António de Oliveira Salazar, Presidente do Conselho. Num espectáculo a que este assistiu no Teatro de S. Carlos, em Lisboa, Almada fez questão de o cumprimentar em pessoa. Salazar, que não simpatizava particularmente com ele, limitou-se a perguntar, em tom enfadado: «É o Sr. Almada?», e Almada Negreiros respondia, subservientemente: «Sou sim, Senhor Presidente. Muita honra, Senhor Presidente.»
Para a apreciação da controversa figura de Almada Negreiros, é útil recordar o seu seguinte escrito, igualmente citado por Fernando Dacosta: «Portugal é um país de pretos [...]. Portugal, uma resultante de todas as raças do mundo, nunca conseguiu a vantagem de um cruzamento útil porque as raças belas isolaram-se por completo. É preciso criar a adoração dos músculos, é preciso educar a mulher portuguesa na sua verdadeira missão de fêmea para fazer homens. Fazei a Apoteose dos Vencedores, seja qual for o sentido, basta que sejam vencedores. Ajudai a morrer os vencidos. Portugal não tem ódios, ora uma raça sem ódios é uma raça desvirilizada.» Note-se que o autor destas afirmações – que, sem exagero, podemos considerar evocadoras do ideário
nazi – tinha sangue negro (por parte da mãe).
O SPN viria ainda a atribuir a Almada Negreiros o Prémio Columbano pela sua tela intitulada Mulher.

A partir daqui, Almada dedica-se principalmente ao desenho e à pintura: pinta os vitrais da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, que o público, agarrado às tradições, não aprecia; pinta o conhecido retrato de Fernando Pessoa, os painéis das gares marítimas de Alcântara e da Rocha Conde de Óbidos, pelas quais recebe o Prémio Domingos Sequeira; pinta o Edifício da Águas Livres e frescos na Escola Patrício Prazeres; pinta as fachadas dos edifícios da Cidade Universitária e faz tapeçarias para o Tribunal de Contas e para o Palácio da Justiça de Aveiro, entre muitos outros.
Tendo colaborado tanto com o
Estado Novo que a muita gente causou estranheza, Almada não deixaria de escrever: “As construções do Estado multiplicam-se, porém, as paredes estão nuas como os seus muros, como um livro aberto sem nenhuma história para o povo ver e fixar”.
Em
1954, pinta o célebre retrato de Fernando Pessoa.
Os seus últimos trabalhos, já com 75 anos, são o Painel Começar na
Fundação Calouste Gulbenkian e os frescos da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra.
Almada Negreiros morre em
14 de Junho de 1970, de falha cardíaca, no mesmo quarto do Hospital de São Luís dos Franceses em que também tinha morrido Fernando Pessoa.

Obras
1915 - A Cena do Ódio (poesia)
- A Engomadeira (novela)
- O Sonho da Rosa (bailado, realização)
-
Manifesto Anti-Dantas e Por Extenso
1916
- Exposição
Amadeo de Souza Cardoso - Liga Naval de Lisboa"
1917
- Ultimatum às Gerações Futuristas Portuguesas do Século XX (conferência, publicada na
Portugal Futurista)
- K4, O Quadrado Azul (novela)
1918
- O Jardim da Pierrette (bailado)
1919
-
Histoire du Portugal par Coeur
1921
- A Invenção do Corpo (conferência)
- A Invenção do Dia Claro
1924
- Pierrot e Arlequim (teatro)
1925
- Nome de Guerra (romance), só editado em
1938
1926
- A Questão dos Painéis (ensaio)


Im:Wikipedia

Mittwoch, 8. April 2009

seitens der Städte.. LISSABON: Diário gráfico

LISSABON 2009
Kino:G.Ludovice


Diário gráfico: Partes de pessoas
G.Ludovice Março 2009

seitens der Städte, Berlin, Brecht

BERLIN 2008
Kino:G.Ludovice

Bertolt Brecht


Foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX. Seus trabalhos artísticos e teóricos influenciaram profundamente o teatro contemporâneo, tornando-o mundialmente conhecido pelas apresentações de sua companhia o Berliner Ensemble realizadas em Paris durante os anos 1954 e 1955.
Ao final dos anos
1920 Brecht torna-se marxista, vivendo o intenso período das mobilizações da República de Weimar, desenvolvendo o seu 'teatro épico', que, de certa forma, sintetizava os experimentos políticos na Alemanha de Erwin Piscator e do russo Vsevolod Emilevitch Meyerhold, influenciado pelo teatro experimental da Rússia soviética, entre os anos 1917-1926. Explorava assim Brecht o teatro como um fórum de discussões das complicadas relações humanas dentro do sistema capitalista, criando sua versão de um drama épico, na perspectiva de uma estética marxista.
Nascido Eugen Berthold Friedrich Brecht na
Baviera, Brecht estudou Medicina e trabalhou como enfermeiro num hospital em Munique durante a Primeira Guerra Mundial. Filho da burguesia, sofreu, como todos em seu país, a sensação de desolamento de encarar um país completamente destruído pela guerra.
Depois da guerra mudou-se para
Berlim, onde o influente crítico, Herbert Ihering, chamou-lhe a atenção para a apetência do público pelo teatro moderno. Já em Munique, as suas primeiras peças (Baal (1918/1926) "Tambores na Noite" Trommeln in der Nacht(1918-1920) ) foram levadas ao palco e Brecht conheceu Erich Engel com quem veio a trabalhar até ao fim da sua vida. Em Berlim, a peça Im Dickicht der Städte, protagonizado por Fritz Kortner e dirigido por Engel, tornou-se o seu primeiro sucesso.
O
totalitarismo afirmava-se como a força renovadora que não só iria reerguer o país, como se outorgava a missão de reviver o Sacro Império Romano-Germânico. Mas, ao mesmo tempo, chegavam à Alemanha influências da recém formada União Soviética. É a este último grupo que Brecht vai se unir, na ânsia de debelar o seu desespero existencial. No entanto, depois de Hitler eleito em 1933 Brecht não estava totalmente seguro na Alemanha Nazista, exilando-se na Áustria, Suíça, Dinamarca, Finlândia, Suécia, Inglaterra, Rússia e finalmente nos Estados Unidos. Recebeu o Prêmio Lênin da Paz em 1954.

As suas principais influências foram
Constantin Stanislavski, Vsevolod Emilevitch Meyerhold e Erwin Piscator.
Algumas de suas principais obras são:
Um Homem É um Homem, em que cresce a idéia do homem como um ser transformável, Mãe Coragem e Seus Filhos, sobre a Guerra dos Trinta Anos, escrita no exílio no começo da Segunda Guerra Mundial, e A Vida de Galileu, drama biográfico com o qual Brecht encontra definitivamente o caminho do teatro dialético. Afirma Bernard Dort a respeito deste último:

... Galileu foi escrita, pelo menos originalmente, para servir de exemplo e de conselho aos sábios alemães tentados a abdicar seu saber nas mãos dos chefes nazistas.
Além dessas, escreveu Seu Puntila e seu Criado Matti, A Resistível Ascenção de Arturo Ui, O Círculo de Giz Caucasiano, A Boa Alma de Setzuan e A Ópera dos Três Vinténs.

Além de dramaturgo e director, Brecht foi responsável por aprofundar o método de interpretação do teatro épico, uma das grandes teorias de interpretação do século xx. Uma das grandes influências no desenvolvimento desta forma de interpretação foi a arte do ator Mei Lan-Fang, que Brecht acompanhou numa representação em Moscou. Descreve Brecht em Escritos sobre Teatro um relato deste ator chinês que informa muito sobre a forma de interpretação no teatro épico, ao representar papéis femininos. Mei Lan-Fang repetira várias vezes numa palestra, por seu tradutor, que ele representava personagens femininos em cena, mas que não era imitador de mulheres ". Continua Brecht, descrevendo uma demonstração das técnicas deste ator num encontro, que este ator, de terno, executava certos movimentos femininos, ressaltando sempre a presença de duas personagens, um que apresentava e outro que era apresentado. Brecht sublinha que o actor chinês não pretendia andar e chorar como uma mulher, mas como uma determinada mulher (pg40, vol2).

No início de sua carreira Brecht estabelece os elementos de uma nova forma de interpretação para o ator. Em, a propósito dos critérios de apreciação da arte dramática, defende o ator
Peter Lore de críticas negativas dizendo que uma interpretação gestual levará o público a exercer uma operação crítica do comportamento humano. Afirma que cada palavra deve encontrar um significado visual e através do gesto o espectador pode compreender as alternativas da cena (Peixoto, 1974, 2. edicão, pg; 68).
Peixoto descreve que para Brecht a interpretação gestual deve muito ao cinema mudo, principalmente a Chaplin, que elaborara uma nova forma de figuração do pensamento humano (Peixoto, 1974, 2. edicão, pg; 68). Esta preocupação levará a que Brecht defina o conceito de
gestus na interpretação e montagem de suas peças.

Conforme destaca
Jameson, algumas das inovações propostas pela cena brechtiana são similares àquelas propostas por importantes artistas modernistas no teatro ou em outras artes. Destacam-se entre eles a dramaturgia de Frank Wedekind, influência reconhecida pelo próprio Brecht, o romance Ulysses de James Joyce, as propostas cubo-futuristas ou construtivistas no cinema de Sergei Eisenstein, os procedimentos de colagem nos trabalhos de Picasso.
Willet reforça o aspecto da construção narrativa: Com Brecht os mesmos princípios de montagem espalham-se ao teatro pois a forma narrativa do teatro épico seria mais adequada para se lidar com temas sócio-econômicos, evidenciando Willet que a
montagem foi a técnica estrutural mais natural na prática artística brechtiana(1978, 110).


Peças de teatro
Entradas com nome da tradução ao português (quando houver), título original, ano da escrita / ano da produção.
Baal (Baal) 1918/1923
Tambores na Noite (Trommeln in der Nacht) 1918-20/1922
Os mendigos (Der Bettler oder Der tote Hund) 1919/?
O Casamento do Pequeno Burgues (Die Kleinbürgerhochzeit) 1919/1926
(Er treibt einen Teufel aus) 1919/?
Lux in Tenebris (Lux in Tenebris) 1919/?
(Der Fischzug) 1919?/?
(Mysterien eines Friseursalons) (roteiro para cinema) 1923
Na Selva das Cidades (Im Dickicht der Städte) 1921-24/1923
A Vida de Edward II da Inglaterra (Leben Eduards des Zweiten von England) 1924/1924
(Der Untergang des Egoisten Johnann Fatzer) (fragmentos) 1926-30/1974
O Homem é um Homem (Mann ist Mann) 1924-26/1926
O Elefante Calf (Das Elefantenkalb) 1924-6/1926
Mahagonny (Mahagonny-Songspiel) 1927/1927
A Ópera dos Três Vintêns (Die Dreigroschenoper) 1928/1928
O Vôo no Oceano (Der Ozeanflug; originally Lindbergh's Flight [(Lindberghflug]) 1928-29/1929
A Peça de Baden-Baden (Badener Lehrstück vom Einverständnis) 1929/1929
Happy End (Happy End) 1929/1929
Ascenção e Queda da Cidade de Mahagonny (Aufstieg und Fall der Stadt Mahagonny) 1927-29/1930
Aquele que diz Sim, Aquele que diz Não (Der Jasager; Der Neinsager) 1929-30/1930-?
A Decisão (Die Maßnahme) 1930/1930
Santa Joana do Matadouros (Die heilige Johanna der Schlachthöfe) 1929-31/1959

Stamp from the former East Germany depicting Brecht and a scene from his Life of Galileo.
A Exceção e a Regra (Die Ausnahme und die Regel) 1930/1938
A Mãe (Die Mutter) 1930-31/1932
Kuhle Wampe (roteiro para cinema) 1931/1932
Os Sete Pecados Capitais (Die sieben Todsünden der Kleinbürger) 1933/1933
Cabeças Redondas, Cabeças Pontudas (Die Rundköpfe und die Spitzköpfe) 1931-34/1936
Horácios e Curiácios (Die Horatier und die Kuriatier) 1933-34/1958
Terror e Miséria no Terceiro Reich (Furcht und Elend des Dritten Reiches) 1935-38/1938
Os Fuzis da Senhora Carrar (Die Gewehre der Frau Carrar) 1937/1937
Galileo Galilei (Leben des Galilei) 1937-9/1943
Quanto Custa o Ferro (Was kostet das Eisen?) 1939/1939
(Dansen) 1939/?
Mãe Coragem e seus Filhos (Mutter Courage und ihre Kinder) 1938-39/1941
O Julgamento de Lucullus (Das Verhör des Lukullus) 1938-39/1940
O Sr Puntila e seu criado Matti (Herr Puntila und sein Knecht Matti) 1940/1948
The Good Person of Szechwan (Der gute Mensch von Sezuan) 1939-42/1943
A Resistível Ascensão de Arturo Ui (Der aufhaltsame Aufstieg des Arturo Ui) 1941/1958
Hangmen Also Die (roteiro cinema) 1942/1943
As Visões de Simone Machard (Die Gesichte der Simone Machard ) 1942-43/1957
Schweik na Segunda Guerra Mundial (Schweyk im Zweiten Weltkrieg) 1941-43/1957
O Círculo de Giz Caucasiano (Der kaukasische Kreidekreis) 1943-45/1948
Antígone (Die Antigone des Sophokles) 1947/1948
Os Dias da Communa (Die Tage der Commune) 1948-49/1956
The Tutor (Der Hofmeister) 1950/1950
O Julgamento de Lucullus (Die Verurteilung des Lukullus) 1938-39/1951
(Herrnburger Bericht) 1951/1951
Coriolanus (Coriolan) 1951-53/1962
O Julgamento de Joana D'Arc, 1431 (Der Prozess der Jeanne D'Arc zu Rouen, 1431) 1952/1952
Turandot (Turandot oder Der Kongreß der Weißwäscher) 1953-54/1969
Don Juan (Don Juan) 1952/1954
Trumpetes e Tambores (Pauken und Trompeten) 1955/1955
Im:Wikipedia
German Lyrics:
Und der Haifisch, der hat ZähneUnd die trägt er im GesichtUnd Macheath, der hat ein MesserDoch das Messer sieht man nichtAn 'nem schönen blauen SonntagLiegt ein toter Mann am StrandUnd ein Mensch geht um die Ecke,Den man Mackie Messer nenntUnd Schmul Meier bleibt verschwundenUnd so mancher reiche MannUnd sein Geld hat Mackie MesserDem man nichts beweisen kannJenny Towler ward gefundenMit 'nem Messer in der BrustUnd am Kai geht Mackie Messer,Der von allem nichts gewußtUnd die minderjährige WitweDeren Namen jeder weißWachte auf und war geschändetMackie welches war dein Preis?RefrainUnd die einen sind im DunkelnUnd die anderen sind im LichtDoch man sieht nur die im LichteDie im Dunkeln sieht man nichtDoch man sieht nur die im LichteDie im Dunkeln sieht man nicht
Literal English Translation:
And the shark, he has teethAnd he wears them in his faceAnd Macheath, he has a knifeBut the knife you don't seeOn a beautiful blue SundayLies a dead man on the StrandAnd a man goes around the cornerWhom they call Mack the KnifeAnd Schmul Meier stays missingAs do some rich menAnd his money has Mack the Knife,On whom they can't pin anything.Jenny Towler was foundWith a knife in her chestAnd on the wharf walks Mack the Knife,Who knows nothing about all this.And the minor-aged widow,Whose name everyone knows,Woke up and was violatedMack, what was your price?And some are in the darknessAnd the others in the lightBut you only see those in the lightThose in the darkness you don't seeBut you only see those in the lightThose in the darkness you don't see

Samstag, 4. April 2009

seitens der Städte, Lissabon, Diário gráfico

LISSABON
Kino:G.Ludovice 2009



Diário gráfico: Partes de pessoas
G.Ludovice Março 2009

Mittwoch, 1. April 2009

seitens der Städte.. WIEN : Peter Altenberg

WIEN 2008
Kino:G.Ludovice
Altenberg, 1907

Peter Altenberg (1859-1919)
Um boémio escritor de origem judaica. Escreveu aforismos, poemas em prosa, esboços, pequenas peças, tudo reunido numa dúzia de volumes.

Tem um estátua de papier-mâché no próprio Café Central, em Viena, sentado a uma mesinha, perto da porta de entrada. De seu verdadeiro nome Richard Engländer, mudou de nome para se demarcar da cultura burguesa e convencional dos seus pais.
Ter-se-ia convertido ao catolicismo em 1900. Foi um campeão de todos os fracos e indefesos que via tratados de forma insensível, nomeadamente crianças, serviçais e mulheres casadas. Foi também um defensor da "superioridade" dos povos considerados "primitivos" em relação aos "civilizados".
Figura não convencional e extravagante, usava sandálias, vivia em hotéis, era senhor de uma gigantesca colecção de postais ilustrados (mais de 10.000) .
Recebia em Viena o seu correio pessoal no Café Central, mas também frequentava o Café Museum e o Café Landtmann.

Peter Altenberg (March 9, 1859 - January 8, 1919) was a writer and poet from Vienna, Austria. He was key to the genesis of early modernism in the city.

He was born Richard Engländer on March 9, 1859. The nom de plume, "Altenberg", came from a small town on the Danube River. Allegedly, he chose the "Peter" to honor a young girl whom he remembered as an unrequited love (it had been her nickname). Although he grew up in a middle class Jewish family, Altenberg eventually separated himself from his family of origin by dropping out of both law and medical school, and embracing Bohemianism as a permanent lifestyle choice. He cultivated a feminine appearance and feminine handwriting, wore a cape, sandals and a broad-brimmed hat, and despised 'macho' masculinity.

At the fin de siècle, when Vienna was a major crucible and center for modern arts and culture, Altenberg was a very influential part of a literary and artistic movement known as Jung Wien or "Young Vienna." Altenberg was a contemporary of Karl Kraus, Gustav Mahler, Arthur Schnitzler, Gustav Klimt, and Adolf Loos, with whom he had a very close relationship. He was somewhat older, in his early 30s, than the others. In addition to being a poet and prolific letter writer, he was an accomplished short story writer, prose writer, and essayist.
Altenberg com Adolf Loos

He became well known throughout Vienna after the publication of a book of his fragmentary observations of women and children in everyday street activities. Because most of his literary work was written while he frequented various Viennese bars and coffeehouses, Altenberg is sometimes referred to as a cabaret or coffee house poet. His favorite coffeehouse was the Cafe Central, to which he even had his mail delivered.

Altenberg's detractors (many of whom were anti-Semitic) said he was a drug addict and a womanizer. Altenberg was also rumored to have problems with alcoholism and mental illness. Yet his admirers considered him to be a highly creative individual with a great love for the aesthetic, for nature, and for young girls. He is certainly known to have made had a large collection of photographs and drawings of young girls, and those who knew him well (such as the daughter of his publisher) wrote of his adoration of young girls.

Altenburg was never a commercially successful writer, but he did enjoy most if not all of the benefits of fame in his lifetime. Some of the aphoristic poetry he wrote on the backs of postcards and scraps of paper were set to music by composer Alban Berg. In 1913, Berg's Five songs on picture postcard texts by Peter Altenberg were premiered in Vienna. The piece caused an uproar, and the performance had to be halted: a complete performance of the work was not given until 1952.

Altenberg, like many writers and artists, was constantly short of money, but he was adept at making friends, cultivating patrons, and convincing others to pay for his meals, his champagne, even his rent, with which he was frequently late. He repaid his debts with his talent, his wit, and his charm. Many academics consider him to have been a "bohemian's Bohemian."

Most of Altenberg's work is published in the German language and, outside of anthology pieces, is difficult to find. Much of it remains in university libraries or private collections. Two selections have been translated, Evocations of Love (1960) and Telegrams of the Soul: Selected Prose of Peter Altenberg (2005).
Altenberg, who never married, died January 8, 1919. He was 59 years old. He is buried at Central Cemetery in Vienna, Austria

* Art is life, life is life, but to lead life artistically is the art of life.
* People who are interested in something they are not interested in at all
* A happy couple: he does what she wants and she does what she wants
* Religion is a kind of ideal application of persecution complex on human nerves
* There is only one thing indecent with nakedness, and that is to find nakedness indecent.
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