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Donnerstag, 1. April 2010

seitens der Städte, Wien, Adele Bloch-Bauer


WIEN 2008
Photo:G.Ludovice

Adele Bloch-Bauer
(1882-1925), nee Bauer, came from a wealthy Austrian banking family. She married Ferdinand Bloch, a banker and industrialist, who was an important sponsor for Klimt and the Secession.

Adele had an affair with Klimt that started in 1899 and lasted for several years. As a result, she was the only society lady whom Klimt painted twice, and she also served as a model for his two depictions of Judith.

The Bloch-Bauers purchased 6 of the painter's works, including both portraits of Adele and four of Klimt's mood landscapes. In 1925, when Adele died, she requested that the paintings be given to the Austrian State Gallery. However, this was never done.
In 1938, when the Nazis invaded Austria, Adele's widowed husband Ferdinand had to flee abroad because of his Jewish roots, abandoning all his property, much of which was subsequently confiscated.
Adele Bloch-Bauer's request that the paintings be donated to the Austrian State Gallery were seen as justification for this action.
However, in his 1945 will, Ferdinand bequeathed his property to his nephews and nieces, having no children of his own, among them Maria Altmann.
For a long time, long after the war had ended, attempts to get the paintings returned were futile. It was only in 2006 that an Austrian court finally agreed that the Maria Altmann and the other heirs were the rightful owners of the painting, after a decision to the same effect carried out by the Supreme Court of the United States.
im:Wikipedia

Freitag, 19. Februar 2010

seitens der Städte.. WIEN: Heimito von Doderer

WIEN 2007
Foto:G.Ludovice
Heimito von Doderer
Foi um escritor austríaco.
Foi prisioneiro de guerra na
Sibéria (1916-1920), doutorou-se em Filosofia em Viena (1925).
Na sua narrativa apresenta personagens e caracteres demoníacos e fatalistas, utilizando traços característicos do grotesco e do humor negro. Mostra também influências proustianas nos romances, plenos de barroquismo, em que retrata a Áustria antes da I Guerra Mundial.

Um dos autores mais notáveis da literatura austríaca do século XX, Heimito von Doderer nasceu em 1896, em Viena, a cidade da sua vida, onde inicia o curso de Direito a partir de 1914. Um ano mais tarde interrompe os estudos para se alistar como voluntário no 3.º Regimento Real de Lanceiros.
Participa na campanha russa e em 1916 é capturado e feito prisioneiro de Guerra. Os quatro anos seguintes são passados na Sibéria em condições extremas, até que em 1920 regressa a Viena e aos estudos, desta vez de História e Psicologia.
Em 1923 publica pela primeira vez um pequeno volume de poemas.
Começa a publicar com alguma frequência, e escreve pequenos contos para jornais. Chegada a II Grande Guerra Mundial participa de novo, pelo lado dos Nazis, e é novamente encarcerado como prisioneiro de guerra, agora na Noruega, entre 1945 e 1946. Publica abundantemente nos anos que se seguem, conquistando o Grande Prémio do Estado Austríaco.
Ein Mord, den jeder begeht (romance) (1938)
Ein Umweg (novel) (1940)
Die Strudlhofstiege (romance) (1951)
Die Dämonen (novel) (1956) - a obra mais famosa.
Die Peinigung der Lederbeutelchen (stories) (1959)
Die Wasserfälle von Slunj (novel) (1963) - o seu último romance completo.
Schüsse ins Finstere.Zu Heimito von Doderers Kurzprosa (2001, Königshausen & Neumann - Hrsg. von Gerald Sommer und Kai Luehrs-Kaiser), obra póstuma
im:wikipedia/Assírio e Alvim

Donnerstag, 14. Januar 2010

seitens der Städte, WIEN

Viena- A cidade da Valsa

Uma vez Hugo von Hofmannsthal escreveu:"A Áustria se tornou primeiro "grande ou fascinante" pela sua música e desse forma conquistou o mundo".

Nesse clima cresce a arte de fazer poesia austríaca como uma criação própria,como uma criação que veio do povo como também dos seus maiores representantes,o poeta Grillparzer.
Muitos escritores da Áustria viam na segunda guerra mundial assim como seus colegas alemães,que a única saída nesse período estava na emigração.
Muitos escritores austríacos foram forçados por motivos políticos à deixar o próprio país.Robert Musil,Joseph Roth ,Stefan Zweig e Elias Canetti acabaram seus grandes romances no exílio.
Não apenas pelo facismo,mas também depois da segunda guerra mundial a Áustria se ajustou com os fatos políticos.
Na Áustria o trauma do regime nacional socialista e a questão da culpa na participação da guerra se resolveu mais rápidamente,sem problemas como na Alemanha .
Mas muitos autores austríacos mesmo assim publicavam primeiramente na República federativa da Alemanha,onde seus trabalhos daí,muito mais cêdo do que na própria Áustria, eram criticados e discutidos.
Para fazermos uma consideração melhor da literatura austríaca,deve-se primeiramente compreender ou sempre fazer uma ligação dela com a história e literatura alemã.Como capital da República federativa austríaca e da maior cidade universitária.
Viena é a cidade mais apropriada para falarmos dela. Pelo seu "glamour"por ser uma cidade rica em eventos, ela acolhe um número imenso de casas de hospedagens e locais .A mais são os lugares,espaços para descançar ou relaxar, onde não só têem pessoas da cidade.Lá se pode encontrar gente do mundo todo.
Viena é à cidade do reino e residência da capital no rio Donau pode com isso oferecer muitas coisas mais.
Famosa pela sua cultura,lá se encontra também a vida moderna com todas as suas comodidades, que uma pessoa desejaria para si.Mozart, Beethoven,o rei da Valsa Johann Strauß, Grillparzer,o Goethe austríaco e a cultura do final do século deram a cidade uma característica peculiar.
Nos variados Teatros (Teatro do cidadão, teatro acadêmico,o teatro em Josefstadt, teatro de Viena,teatro do povo,popular,teatro de Raimund) e os lugares de prazeres músicas (Ópera do Estado,a filarmônica vienense, Sinfônica de viena,ópera popular,casa de concertos) realizam-se recitais de nível internacional .
A cultura não se desenrola apenas lá.
A cultura das casas de café,as cafeterias também são mundialmente tão conhecidas assim como os bares que ficam perto de bosques,no cinturão verde,que circunda Viena, com suas canções vienenses e bons vinhos.

seitens der Städte, Wien, Joseph Roth

WIEN 2008
Photo: G. Ludovice

Joseph Roth
He was a writer Austrian. Moses Joseph Roth was born in 1894 in BrodyAt the end of Austro-Hungarian. Of Jewish origin, was a journalist and writer.
He studied at the University of Vienna and participated in WWIEssentially as a journalist.
After the war, he traveled throughout Europe. It was a great chronicler of the Republic of Weimar - Times of crisis that preceded the rise of Nazism in Germany.
In articles Berlin, Roth notes the spectacle of the old Prussian capital, stormed the refugee buses and skyscrapers, becoming the epicenter of the cruel history of Europe that would follow.

"Until feeling of honor is narcotic- "

"There nobility without generosity, There is the thirst for revenge without vulgarity.

Nostalgia critic Joseph Roth
Joseph Roth (1894-1939) was already a novelist known in German-speaking world and a famous journalist Job when it launched in 1930.
The work of this writer born in Brody, then in the Austro-Hungarian Galicia, now Ukraine, turns, especially to the irreversible changes that has affected the world of origin to the 1 st World War The size of this cataclysm is something that we , overshadowed by the even greater catastrophe that was the 2nd World War, we lost sight of.
But the war that marked the end of the Habsburg Empire was perceived by Roth and his contemporaries, as the end of the world whose citizens have become irreversibly exiles - even in homes where they were born. This is because the paradigms of society that were created became, the traditions were lost, the Europe of wars incited his swim in the fever of progress and individualism, and so buried what remained of the medieval conception of the world, static, in which supposed that the different social strata corresponded to a cosmic order, and therefore should be perpetuated, identical over time.
Stranger to this new world, Roth has spent most of their literature to a nostalgic recollection of that universe grounded in ancient certainties and formalized in an order that was lost with the ashes of the Empire, and the criticism, bitterly ironic, the folly of Europe the metropolises of the 20th century. The memory of Roth and his desire unachievable back to the lost world became a sort of old-utopia, which he contrasted the march Increasingly terrible history, which he conceived as a counterpoint to the bewilderment of his own time.
In this universe, disappeared and idealized, two competing traditions to human life and society as a transcendent meaning: on the one hand, the culture of Austria-Hungary, embodied in voluntary and austere Kaiser Franz Joseph, on the other, the Jewish tradition of the East Parliament, that Roth knew very well at home with his mother and his grandparents.
This dual universe appears to be lost as a home which had become impossible to return, while the world he lived in exile seemed meaningless, built "barracks and camps, even with the most modern comforts. This incurable Weltschmerz was nourished the work of one of the most interesting representatives of German literature of wars, and the same irremediable pain of the world led him to alcoholism, despair, and premature death in the hospital for the poor in Paris. Maybe it was good as well: how Roth refused to leave Europe , had lived longer, would probably turn into a gas chamber.
In Job, which was a huge literary success immediately translated into all European languages, and also for the Portuguese, now a forgotten issue of Martins, 1943, this contrast between two worlds is built on the trajectory of a poor family of Russian Jews, who emigrated from the village they live miserable for the United States.
Roth, remember, never traveled to America, but the United States were, in their imagination - indeed, in many of his contemporaries, also born within the Habsburg monarchy, and Egon Erwin Kisch and Franz Kafka - the embodiment of the distorted human and social deprivation: a flattened universe, where the symbolic and spiritual dimension wrecked, dissolving into a definitive petty materialism, the endless struggle for satisfaction of needs, which are increasing as the heads of Hydra.
Job therefore is the most Jewish of Roth's books, in which the assimilation of the Singer family to the reality of modern American is the greatest of all disasters: in his miserable village, victimized by the Cossacks as much by poverty, the exiled Singer, who dreamed, according to the tradition of the Jewish diaspora, with the coming of the Messiah and the miraculous return to their ancestral lands now under the absorbent character of extroversion total of American society, they become strangers even to own skin.
Divided into two parts, the book reproduces, in a modern perspective, the traditional topic of Jewish mystical thought, namely, the concept of Galut or Jewish exile to represent modernity as the top in this condition reaches a climax. Mixing social criticism and nostalgia, Roth does not, however, the romance-thesis: his narrative to this interpretation, but is much more than that. It is a treasure of German prose of the 20th century, whose stripped-down style and polish brims with irony as much as feeling. In phrases reminiscent of the brief nature of the sacred texts of Judaism, and extremely brief descriptions that go so far with the precision of an arrow, he deals with the look of amazement that is the privilege of foreigners and exiles, the paradoxes of their reality contemporary: the apparent freedom and slavery real, the illusory wealth and real misery, poverty and the apparent distortion of all values.
It is a great opportunity to learn more about this author, who spent decades forgotten, especially outside Germany, and in recent years has been experiencing an amazing posthumous glory in the Anglo-Saxon world, and now between us. Luis S. Krausz, Doctor of Literature and Culture Judaicapela University of São Paulo, is the author of Rituals Crepuscular: Joseph Roth and the Austro-Jewish Nostalgia (Edusp, 2008)

In 1932 publishes masterpiece Radetzky march.
Your life becomes Increasingly difficult to deliver to the alcohol and ends up dying in ParisIn 1939.
im: wikipedia

Donnerstag, 24. Dezember 2009

Samstag, 19. Dezember 2009

seitens der Städte, Wien, Imre Kertész

Imre Kertész
Budapeste, 9 de Novembro de 1929, é um escritor húngaro de religião judaica, sobrevivente do holocausto.
Descendente de uma família judaica, foi deportado em 1944 para Auschwitz e Buchenwald, sendo libertado em 1945 pelas tropas norte-americanas e regressando como único sobrevivente de uma família inteira dizimada pelos nazis. De volta a Budapeste trabalhou de 1948 a 1951 como jornalista na publicação Világosság, do qual foi despedido quando o jornal passou a órgão do Partido Comunista Húngaro.Autor foi deportado para Auschwitz aos 15 anos
Em 1944, aos 15 anos, Kertész foi deportado para Auschwitz, depois para Buchenwald e Zeitz. Conheceu os horrores dos campos de concentração nazistas e sobreviveu a eles. E, claro, como intelectual e escritor, questionou-se imensamente, após a guerra, sobre sua identidade: judeu? Húngaro? Judeu e húngaro, talvez, se isso fosse possível. Não é sem lamento, portanto, que constata que sua língua materna, „essa língua estrangeira”, o ajuda a entender seus próprios assassinos. Kertész morou em vários lugares, está sempre viajando, como atesta „Eu, um outro” (em ótima tradução de Sandra Nagy), e não consegue fazer seu ninho em lugar nenhum. Assume-se como um eterno exilado, como um estrangeiro em qualquer lugar onde esteja, na Hungria ou em Israel.
A idéia do escritor como um estrangeiro dentro da própria língua já foi muito explorada e discutida. Mesmo correndo o risco da repetição, porém, é inevitável voltar a esta analogia, pois a situação de Imre Kertész é justamente a de um escritor que não tem pátria, nem em seu próprio país. Um escritor que escreve numa língua ao mesmo tempo materna e estrangeira. Não é de se espantar portanto, que ao falar de suas inúmeras viagens, ele afirme viver como um exilado: „Nesse único aspecto vivo correctamente: sou um exilado”. Sobrevivente de Auschwitz, judeu numa Hungria anti-semita e, durante anos stalinista, escritor e viajante, Kertész vive o exílio tanto física quanto simbolicamente.

Quase todos os seus textos como a trilogia „Sem destino”, „Fiasco” e „Kadish”, tratam do Holocausto, seja de forma ficcional ou reflexiva. Mas seria um erro pensar que Kertész escreve porque viveu a experiência traumática dos campos. A lógica é outra: ele escreve e, como escritor que passou por essa experiência particular, não poderia deixar de abordá-la. Estaria mentindo para si mesmo se pretendesse esquecê-la, sem mencioná-la.
No entanto, a grandeza de sua literatura reside no fato de que ela ultrapassa os limites do estritamente pessoal e transforma o Holocausto num assunto referente a toda a Humanidade, não apenas ao povo judeu ou àqueles que sofreram tal atrocidade.
O escritor é levado, pela paixão de seu ofício, „a descrever a condição humana”, e, por esse motivo, precisa „abrir seu coração para a total miséria que reside nessa condição”. Isso não significa uma vida (ou uma obra) feita de lamentos. Ao contrário: a felicidade, afinal, só é possível para quem encara o mundo sem esquivar-se, mesmo guando a realidade alcança o insuportável, como no caso dos campos de concentração.
Em „Eu, um outro”, Kertész demonstra uma lucidez gritante, e sem dúvida, é essa lucidez que o torna feliz. Como ele nos lembra, felicidade no é esse sentimento pasteurizado que se vende por aí quase como obrigação, mas algo que se obtém quando se está disposto a fazer parte de mundo, aberto a tudo o que ele tem de belo e triste. É por isso que falar dos horrores do Holocausto torna-se inevitável para um escritor como Kertész. Afinal, como ressalta Nietzsche (aliás, um do filósofos traduzidos por ele para húngaro), é preciso lembrar para esquecer.
Former cinematographer Lajos Koltai stunned the Berlin Film Festival with this Second World War drama based on the 1975 Nobel Prize winning novel by Imre Kertész, a semi-autobiographical work about his experience as a 14-year-old deported to the concentration camps from Budapest
No entanto, lucidez não é, aqui, sinônimo de compreensão. „Não entendemos o mundo porque não é essa a nossa tarefa na terra”, diz o narrador de „Eu, um outro” Em vez de buscar uma explicação que encapsule o sentido de nossa existência, Kertész estende a mão ao leitor e convida-o para um passeio por seus pensamentos e sensações.
Há algo de leve e doce em suas palavras, mesmo quando tratam de temas duros, desde barbáries coletivas a dramas individuais, como a doença da esposa. Há também, e acima de tudo, uma generosidade rara. Nada é mais generoso do que enfrentar as intempéries e, sem perder a esperança, continuar acreditando na Humanidade. Nesse sentido a opção de Kertész pela vida e pela escrita é um verdadeiro dom, a dádiva de um „eu” aos outros.
Tatiana Salem Leví
Após ter cumprido serviço militar durante dois anos dedicou-se à escrita e à tradução para húngaro de autores alemães como Nietzsche, Hofmannsthal, Schnitzler, Freud e Wittgenstein, entre outros, o que influenciou fortemente a sua escrita. Escreveu ainda musicais e teatro de diversão.Durante cerca de 10 anos trabalhou no livro, Sem Destino, o seu primeiro romance.Da sua prestigiosa carreira literária fazem parte inúmeros prémios entre os quais se destacam o Brandenburger Literaturpreis em 1995, o Leipziger Buchpreis zur Europäischen Verständigung em 1997, o Herder-Preis e o Welt-Literaturpreis em 2000, o Ehrenpreis der Robert-Bosch-Stifung em 2001, o Hans Sahl-Preis em 2002 e o Prémio Nobel da Literatura 2002, "por escrita que confirma a frágil experiência do indivíduo face à arbitrariedade bárbara da história".
A obra mais conhecida de Kertész, Sem destino (Sorstalanság), descreve a experiência de um rapaz de quinze anos nos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau, Buchenwald e Zeitz. Foi interpretada por alguns críticos como quase-autobiográfica, mas o autor desmente uma forte ligação à sua biografia.
A partir de Sem destino foi rodado um filme na
Hungria, em 2005.

Obra
Sorstalanság (trad.
Sem destino)(1975)
A nyomkereső (
1977)
Detektívtörténet (
1977)
A kudarc (pt: A Recusa/ br:
O Fiasco)(1988)
Kaddis a meg nem született gyermekért (pt: Kaddish para uma Criança que não Vai Nascer)(
1990)
Az angol lobogó (
1991)
Gályanapló (
1992)
A holocaust mint kultúra : három előadás (
1993)
Jegyzőkönyv Imre Kertész; Élet és Irodalom / Esterházy Péter (
1993)
Valaki más: a változás krónikája (pt: Um Outro - Crónica de Uma Metamorfose)(1997)

Em „Eu, um outro”, Imre Kertész compartilha com o leitor reflexões sobre a identidade, a morte, a escrita e a existência. De 1991 a 1995, entre palestras e passeios por países como Áustria, Hungria, Israel e Alemanha, o escritor húngaro, quase sempre acompanhado da mulher (que ele chama apenas de A.), faz anotações sobre os factos à sua volta, mas, como ele mesmo diz, essas notas não se assemelham em nada aos factos.
Em vez da colecção de imagens e anedotas do turista habitual, trata-se aqui de uma viagem em busca de uma identidade. Mas uma identidade que se sabe estilhaçada, um „eu” sempre outro. Embora levante de vez em quando a questão „quem sou eu?”, Kertész não está exactamente preocupado em respondê-la, pois sabe que não existe resposta possível. O que lhe interessa, isso sim, é construir caminhos por onde esse „eu” possa se fazer e se desfazer. Diz já não estar mais a procura de sua pátria, nem de sua identidade.
Afirma-se, acima de tudo, como escritor: „Tenho uma unica identidade, a identidade do escrever”. Ao optar pela literatura, Kertész opta também pela alteridade, pela diferença, libertando-se do aprisionamento de certos estigmas em que ele próprio, pela sua condição de judeu húngaro, se encontra.

A gondolatnyi csend, amíg a kivégzőosztag újratölt (1998)
A száműzött nyelv (
2001)
Felszámolás (br: Liquidação) (
2003)
im:Wikipedia/youtube

Dienstag, 15. Dezember 2009

seitens der Städte.. WIEN: Gustav Mahler

Gustav Mahler 1909

Gustav Mahler

Gustav Mahler (Kaliště, Boêmia, 7 de Julho de 1860Viena, 18 de Maio de 1911) foi um dos mais conhecidos regentes austríacos e compositor.
Actualmente, Mahler costuma ser visto como um dos maiores compositores, lembrado por ligar a música do século XIX com o período moderno, e por suas grandes sinfonias e ciclo de canções sinfônicas, como, por exemplo, Das Lied von der Erde (A Canção da Terra). É considerado também um exímio orquestrador, por usar combinações de instrumentos e timbres que pudessem expressar suas intenções de forma extremamente criativa, original e profunda. Suas obras (principalmente as sinfonias) são geralmente extensas e com orquestração variada e numerosa. Mahler procura romper os limites da tonalidade, posto que em muitas de suas obras há longos trechos que parecem não estar em tom algum. Outra característica marcante das obras de Mahler é um certo caráter sombrio, algumas vezes ligado ao funesto.

Em 7 de Julho de 1860, no pequeno burgo de Kaliště, na região da Boêmia, numa região que não ficava muito longe da fronteira da Morávia, nasceu Gustav Mahler. Seus pais foram Marien Hermann (1837-1889) e Bernhard Mahler (1827-1889).
O primeiro filho dos Mahler, Isidor, nascido em 1858, sofreu um acidente ainda durante a infância e morreu. Gustav Mahler, o segundo, tornou-se, assim, o filho mais velho vivo. Os Mahler tiveram ao todo catorze filhos, contudo oito não chegaram a atingir a fase adulta.

Gustav e sua família eram judeus e faziam parte de uma minoria alemã que vivia na Boêmia. Anos mais tarde, Gustav Mahler lembraria essa condição: "Sou três vezes apátrida! Como natural da Boêmia, na Áustria; como austríaco, na Alemanha; como judeu, no mundo inteiro. Em toda parte um intruso, em nenhum lugar desejado!"
Bernhard, o pai, era estalajadeiro e comerciante de licores, desejava uma posição melhor na vida, e procurava estimular a ambição nos filhos. A mãe, Marie, manca, proveniente de uma família pobre, filha de um fabricante de sabão, havia sofrido várias decepções amorosas durante a juventude. Ela casou-se forçada com Bernhard e procurava contentar-se com aquilo que tinha.
O relacionamento entre os pais de Gustav não era muito bom e a atmosfera do lar era pesada, o que influenciou psicologicamente Gustav pelo resto da vida. O pai de Mahler tinha um caráter violento e costumava maltratar a esposa. Sobre eles, Mahler disse certa vez: "Meus pais se davam como o fogo e a água. Ele era um teimoso; ela, a própria candura. Sem essa aliança, nem eu, nem minha Terceira (sinfonia) existiríamos. Quando eu penso nisso, sempre experimento uma estranha sensação."
Em Dezembro de 1860, alguns meses após o nascimento de Gustav, a família mudou-se para Jihlava (Iglau) na Morávia, em busca de uma vida melhor.
Em Jihlava, o exército austríaco era uma presença constante. As marchas e toques de recolher dos soldados ouvidas pelo jovem Gustav marcaram-no bastante, a tal ponto de ele ter feito uso deles futuramente em suas composições.
Gustav Mahler teve suas primeiras lições musicais, de piano, em 1866, aos 6 anos de idade. Seu primeiro professor foi um mestre-capela do teatro de Jihlava, conhecido como Viktorin. Em 1869, ele passou a ter lições de piano com um pianista chamado Brosch.
Por essa época, o próprio Gustav começou a dar aulas para um outro garoto mais novo.
Em
13 de outubro de 1870, Gustav Mahler deu o seu primeiro recital em público, em Jihlava.
Em 1871, começou a estudar no Gymnasium de Praga e hospedou-se na casa dos pais de Alfred e Heinrich Grünfeld, futuros músicos. Gustav não foi bem tratado na casa dos Grünfeld. Ele era mal alimentado e foi obrigado a trocar suas roupas e sapatos por outros artigos de pior qualidade. Um dia, dentro da casa dos Grünfled, Gustav, inadvertidamente, presenciou uma cena amorosa brutal entre a criada e um dos filhos dos Grünfeld. Gustav tentou socorrer a moça, porque pensou que ela precisava de ajuda, todavia os dois amantes o xingaram e o maltrataram. Segundo Alma, esposa de Gustav Mahler, essa cena chocou-o muito e ele nunca teria perdoado o rapaz.
O pai de Mahler, depois de tomar conhecimento da situação ruim do filho na casa da família Grünfeld, resolveu trazê-lo de volta para Jihlava, em Março de 1872. Em Jihlava as lições musicais prosseguiram. Gustav também lia bastante e para isso contou com a ajuda do pai, que possuía uma boa biblioteca.
Em 1875, durante uma audição, o professor de piano do Conservatório de
Viena, Julius Epstein (1832-1926), exclamou: Gustav é um músico nato… É impossível que eu esteja errado. Em 20 de Setembro de 1875, aos 15 anos, Gustav Mahler ingressou no Conservatório de Viena, onde permaneceu por três anos. Por essa época, ele também começou a escrever uma ópera, chamada Herzog Ernst von Schwaben.
No conservatório, Gustav teve aulas de piano com Epstein, de composição com
Franz Krenn (1816-1897) e de harmonia com Robert Fuchs (1847-1925). O diretor do conservatório era Joseph Hellmesberger (1828-1893), 47 anos, regente, violonista, considerado personagem pitoresco, fundador de um famoso quarteto de cordas e anti-semita.
Entre os colegas de Mahler no conservatório estavam
Hugo Wolf, Hans Rott e Rudolf Krzyzanowski, o amigo mais íntimo. Todos eles eram pobres, contudo Mahler conseguia arrecadar um pouco mais de dinheiro porque trabalhava como professor de música e recebia mantimentos e roupas de seus pais. Mesmo assim, precisou pedir em 1876 ao conservatório uma isenção do pagamento da mensalidade anual. Julius Epstein apoiou Gustav e este pagou apenas metade do valor. Epstein continuou a ajudar Mahler e lhe arrumou mais alunos para piano, chegando inclusive a indicar o próprio filho.

Em
1876, Gustav recebeu vários prêmios de composição e piano. Em 10 de Julho, em Viena, executou o seu Quinteto para Piano e em 12 de Setembro apresentou a sua Sonata para Violino, em Jihlava.
Foto tirada em sua infância, (c.1866)


Por volta de 1876, Richard Wagner (1813-1883) encontrava-se em um dos pontos mais altos da carreira, e ao mesmo tempo Anton Bruckner (1824-1896) começava a chamar a atenção. Em evidência estava também a figura de Johannes Brahms (1833-1897) que era levada por seus fãs a chocar-se contra as outras duas personagens.

Gustav e seus amigos do conservatório tinham grande admiração por Bruckner. Bruckner, que na época tinha 52 anos, era receptivo aos jovens e costumava ir aos concertos com eles. A amizade e admiração que Mahler teve por Bruckner fez com que muitos tivessem imaginado que este teria sido aluno daquele na universidade, o que não ocorreu, ainda que Mahler tivesse se matriculado em vários cursos só para poder ouvir as conferências de Bruckner.
Sobre seu relacionamento com Bruckner, Mahler escreveu em
1902:
Nunca fui aluno de Bruckner. Todos pensavam que estudei com ele porque em meus dias de estudante em Viena era visto freqüentemente em sua companhia e por isso me incluíam entre seus primeiros discípulos. A disposição feliz de Bruckner e sua natureza infantil e confiante fizeram do nosso relacionamento uma amizade franca, espontânea. Naturalmente, a compreensão que obtive então de seus ideais não pode ter deixado de influenciar meu desenvolvimento como artista e como homem.
Em 16 de Dezembro de 1877 a Orquestra Filarmônica de Viena executou a segunda versão da Terceira Sinfonia de Bruckner, sob sua própria regência. A apresentação não foi bem recebida pelo público e muitas pessoas chegaram até a deixar o recinto antes do final. A admiração de Mahler e seu amigo Rudolf Krzyzanowski serviu de consolo para Bruckner, que lhes confiou depois o trabalho de escrever um arranjo da sinfonia para dois pianos. Julius Epstein supervisionou os estudantes, e em 1878 foi publicada por o trabalho deles. Bruckner ficou contente e em reconhecimento presenteou Mahler com o manuscrito da segunda versão.
[
editar] A carreira de regente
Em Julho de 1878, então com 18 anos, Gustav Mahler obteve o diploma do Conservatório de Viena, após um período que pode ser considerado bem sucedido, tendo em vista os prêmios que recebeu durante sua estada. No mesmo ano, matriculou-se em Jihlava. Dividiu seu tempo a dar aulas de piano, e começou a escrever a letra de uma
cantata chamada Das klagende Lied (A Canção do Lamento). No Outono de 1878 retornou à Viena para assistir a aulas de Filosofia e História da Pintura na universidade.
Em 1879, trabalhou como professor de piano na Hungria e em Viena.
Em Junho de
1880, Mahler decidiu trabalhar por três meses como maestro do teatro de Hall, estação de águas da Alta Áustria, onde dirigiu farsas e operetas. Mahler não tinha demonstrado anteriormente desejo em tornar-se regente. Alguns esperavam que ele se tornasse pianista, por causa de seu ótimo desempenho, principalmente em obras de Beethoven e Bach.
O trabalho no teatro Hall era modesto e a Mahler era confiada também outras tarefas, como por exemplo, fazer a faxina do fosso da orquestra, após o espetáculo.
Em Setembro ele saiu do emprego e foi para
Viena. Em 1 de Novembro, terminou sua cantata Das Klagende Lied.
Em 1881, com 21 anos, inscreveu-se para o Prêmio Beethoven, que oferecia 500 florins e fora instituído pela Sociedade dos Amigos da Música (Gesellshaft der Musikfreund). Podiam participar do concurso alunos e ex-alunos do Conservatória. O júri contava com Hans Richter, Carl Goldmark e Brahms. Mahler disputou com a cantata Das klagende Lied, uma obra dramática, influenciada pelo romantismo fantástico alemão, que tinha escrito com entusiasmo, mas perdeu.
Ainda em 1881, trabalhou como regente em Laibach e em
1882 em Jihlava. Em janeiro de 1883, recebeu um telegrama que convidou-o a reger em Olmültz, na Morávia, em substituição a um maestro que havia falecido. Em Olmültz inicia-se de fato a carreira de Mahler como maestro.
As condições de trabalho em Olmültz eram muito ruins e o jovem regente era obrigado a improvisar. Seu ótimo desempenho e peculiar forma em dirigir chamou a atenção.
Em Setembro de 1883 Gustav assumiu como regente substituto do Teatro da Corte em
Kassel. Ele ficou em Kassel até abril de 1885.
Em seguida ele foi regente em
Praga (1885-1886) e em Leipzig (outono de 1886 a maio de 1888). Enquanto esteve em Praga, notabilizou-se pela ótima interpretação das óperas de Mozart e Wagner.

Em Setembro de 1888, Mahler assumiu como diretor da Ópera Real de
Budapeste, onde teve grande liberdade para trabalhar, além da responsabilidade de salvar a companhia da falência.
Seu trabalho com a Ópera Real foi coroado de êxito e ele mostrou ser, além de grande regente, um excelente administrador. O público e o lucro da companhia aumentaram. Em Janeiro de
1891, Brahms teria assistido a uma apresentação de Don Giovanni, de Mozart e dito que nunca assistira antes a um espetáculo de nível tão elevado.
Por essa época Mahler estuda com afinco
Literatura e Filosofia para completar sua formação intelectual. Entre os autores lidos por ele estão Fiódor Dostoiévski, Jean Paul e Nietzsche. Ele também estudara a coleção de poemas folclóricos Des Knaben Whuderhorn (A Cornucópia do Menino).
Em 14 de Março de 1891, devido a diferenças no trabalho, Mahler pediu a demissão em Budapeste. Em 29 de Março do mesmo ano, assumiu como regente titular do Teatro Municipal de Hamburgo, onde permaneceu por seis anos. Durante a época em que esteve em Hamburgo, a partir de 1894, começou a ter como assistente um jovem chamado Bruno Walter, que anos mais tarde notabilizaria-se como um grande regente e um dos melhores intérpretes das suas obras.
Por essa época, Mahler planejava obter um emprego na Ópera da Corte de Viena. Visitava o influente
Brahms várias vezes em busca de apoio. Infelizmente, havia um sentimento de que não-católicos e, principalmente, judeus não deviam ocupar cargos na Ópera de Viena. Em 1897, Mahler, que não era um judeu praticante, converteu-se ao Catolicismo. Além de ser conveniente para sua ascensão profissional, o Cristianismo atraía Mahler pelo fato de oferecer uma promessa de redenção, após uma fase de sofrimentos.
Em 1 de Maio, com 37 anos, Gustav foi nomeado Kappellmeister da Ópera da Corte de Viena. Em 13 de Julho tornou-se subdiretor e em 8 de Outubro diretor. Em
Viena teve início a parte mais prestigiosa e mais importante da sua carreira.
[
editar] Da Europa para os Estados Unidos
Durante 10 anos, Mahler permaneceu em Viena onde passou a ser considerado um grande perfeccionista. Durante os ensaios, mesmo quando os músicos tinham desempenhos brilhantes, ele exigia mais, o que algumas vezes gerava tensão. Mahler costumava dizer: tradição é desordem… No plano humano faço todas as concessões; no plano artístico, nenhuma. Não posso suportar os que se desleixam, só os que exageram me interessam. Essa maneira de ser fez com que ganhasse tantos admiradores, quanto inimigos.
Ele dirigia a Ópera de Viena durante nove meses por ano, e passava as férias compondo, a maior parte em
Maiernigg, onde tinha uma pequena casa em Wörthersee. Nesse local ele compôs as sinfonias 4,5,6,7 e 8, mais as cinco canções do Rückert-Lieder, ou Kindertotenlieder (Canções das Crianças Mortas), e as últimas canções dos textos de Des Knaben Wunderhorn (A Cornucópia do Menino), intituladas Der Tambourg'sell.

Em 7 de Novembro de 1901, Mahler conheceu a filha do pintor Emil Schindler, Alma Schindler (1879-1964), que era cerca de 20 anos mais nova. Em 9 de Março de 1902 os dois se casaram.
O casal Mahler teve duas filhas, Anna (1904-1988) que depois se tornou escultora, e Maria Anna (1902-1907) que morreu de
difteria em 1907. Neste mesmo ano, Mahler descobriu que tinha uma doença cardíaca (infective endocarditis) e perdeu o emprego na Ópera.
Sua demissão foi em parte provocada pela reação da imprensa anti-semita, principalmente após uma tentativa fracassada de promover a sua música. Em sua época, a
Quarta Sinfonia chegou até a ser bem recebida por algumas pessoas, mesmo assim, Mahler nunca foi um grande sucesso. Ele teve um pouco mais de reconhecimento somente após a execução da Oitava Sinfonia, em 1910. As obras que escreveu depois não chegaram a ser executadas, enquanto esteve vivo.
Depois que saiu da Ópera de Viena, Mahler aceitou um convite para dirigir a
Ópera Metropolitana de Nova Iorque (Metropolitan Opera). Em 21 de Dezembro de 1907 ele chegou a Nova Iorque. Sua estreia na Metropolitana ocorreu em 1 de Janeiro de 1908 com "Tristão e Isolda". Nessa época Mahler tinha 48 anos.
Gustav Mahler dirigiu o Metropolitan durante a temporada de 1908 e só foi deixado de lado em favor de
Arturo Toscanini. Durante as férias, como de costume, ele trabalhava em suas composições. No verão de 1908, em Toblach Mahler terminou Das Lied von der Erde (A Canção da Terra).
Em 1909 Mahler desligou-se do Metropolitan e aceitou contrato de três anos com a recém-organizada Filarmônica de Nova Iorque (New York Philharmonic Orchestra). No verão, de volta à Europa, posou para o artista Rodin em Paris.
Em
1910 terminou a Nona Sinfonia (seu último trabalho completo) e começou a escrever a Décima.
Nesse ano, sua esposa Alma precipitou uma crise conjugal ao fazer amizade com
Walter Gropius. Em Leyden Mahler teve uma consulta com o psicanalista Sigmund Freud.
De volta à América, em Fevereiro de
1911, Mahler ficou extremamente doente. O médico da família, Joseph Fränkel, em Nova Iorque, diagnosticou uma infecção estreptocócica. Por sugestão do médico, no começo de Abril, Mahler partiu para Paris para consultar um bacteriologista. Nessa época Paris, em virtude das descobertas de Louis Pasteur era um centro de referência para o estudo de moléstias de origem bacteriológica.
Por um breve período, Mahler teve uma pequena melhora e chegou até a planejar uma viagem para o
Egipto. Contudo, ele não conseguiu se recuperar. Um médico especialista em hematologia sugeriu que Mahler fosse internado em Viena e para lá ele foi levado.

A 18 de Maio de
1911, com 50 anos e 46 semanas, Gustav Mahler morreu em Viena, então capital do Império Austro-Húngaro, de uma infecção estreptocócica do sangue. Suas últimas palavras foram: Minha Almschi (uma referência a sua esposa Alma, literalmente traduzido, Minha Alminha) e "Mozart". Como Beethoven, morreu durante uma trovoada. Ele foi sepultado em Viena, no Cemitério Grinzinger, ao lado da filha Maria, conforme revelou antes de partir.

Em certos aspectos Mahler foi para a música do século XX, aquilo que
Haydn representou para a geração de músicos que lhe sucederam. As composições de Mahler tiveram um grande impacto em compositores como Schönberg, Webern, e Berg, e em maestros como Bruno Walter e Otto Klemperer. Esses dois trabalharam com Mahler e foram ajudados por ele em suas carreiras, e mais tarde ajudaram a difundir a música de Mahler pela América, onde esta influenciaria a composição das músicas para os filmes de Hollywood.
Mahler também influenciou
Erich Korngold e Richard Strauss, e as primeiras sinfonias de Havergal Brian.
Entre as inovações introduzidas por Mahler estão o uso de melodias com grandes implicações para a harmonia, a combinação expressiva de instrumentos, em grande e pequena escala e combinação da voz e do coral à forma sinfônica.
Além de
compositor, Mahler foi também um grande maestro e suas técnicas de regência sobrevivem até os dias de hoje.
Em sua época Mahler encontrou dificuldades em ver seu trabalho aceito. Por bastante tempo ele ficou mais conhecido por suas excepcionais habilidades como maestro de orquestra do que como compositor. Porém, ele confiava em seu talento e dizia: Meu tempo há de chegar! E de fato, seu tempo chegou, na metade do
século XX, pelas mãos de uma geração de regentes e admiradores que o conheceram, como o norte-americano Leonard Bernstein. Em pouco tempo, ciclos completos das sinfonias de Gustav Mahler foram gravados e suas obras foram executadas por muitas orquestras importantes.
Actualmente entre os maiores e mais conhecidos intérpretes de Mahler estão:
Pierre Boulez, Riccardo Chailly, Claudio Abbado, Bernard Haitink, Simon Rattle, Michael Tilson Thomas, Zubin Mehta, Markus Stenz e Benjamin Zander.
[
editar] Conjunto da obra
Gustav Mahler inicialmente seguiu a tradição dos músicos alemães, encabeçada por
Johann Sebastian Bach e pela "Escola de Viena" de Haydn, Mozart, Beethoven e Schubert, e que ainda incoporaria uma geração de compositores românticos, tais como Schumann e Mendelssohn.. Entretanto, a influência decisiva em seu trabalho veio de Richard Wagner, quem, segundo suas palavras, era o único compositor que realmente tinha o desenvolvimento (ver forma-sonata) em suas músicas, depois de Beethoven.



O conjunto de seu trabalho artístico é formado basicamente de canções (ou lied), 9 sinfonias completas (Mahler chegou a trabalhar numa décima, mas não conseguiu terminá-la) e um poema sinfônico. As sinfonias são as obras que mais se destacam em sua produção artística.
A música de Mahler é bastante pessoal e reflete muito da personalidade e vida do autor. Suas sinfonias são temáticas e são influenciadas pela literatura. As sinfonias são complexas, enormes, tanto na duração, quanto na quantidade de músicos necessários para sua execução. Mahler costumava dizer que suas sinfonias deviam representar o mundo. De maneira parecida com a nona sinfonia de Beethoven, a voz humana é usada nas sinfonias números 2, 3, 4 e 8. Sua sinfonia número 8 requer mais de mil músicos, entre orquestra, solistas e um coral imenso.
Mahler costuma usar melodias folclóricas, marchas, e instrumentos, como trompete, que lembram a música militar, suas sinfonias são muito coloridas, com alternâncias rápidas e inesperadas de notas altas e baixas, sons fortes e fracos, momentos de tragédia, de triunfo, e de paz e extrema beleza. A
orquestração é original e o uso que faz dos instrumentos definem um som mahleriano inconfundível.

A morte é o tema presente em sua obra. Passagens alegres dão lugar a outras trágicas e de desespero, que refletem a vida atribulada do próprio compositor. Mahler não teve uma infância fácil, seu pai batia na mulher, viu o irmão querido morrer, seus pais morreram mais ou menos logo, e ele viu-se na condição de chefe da família e responsável pelo sustento dos outros irmãos mais novos. Mesmo após tornar-se adulto e ser independente, a vida não foi fácil. O espectro da morte pairava sobre Mahler, pois ele, da mesma forma como a mãe, sofria de problemas cardíacos; sua filha morreu em 1907; era apaixonado pela esposa, Alma, contudo esta o traía.
Apesar de a tragédia ou a morte estarem sempre presente, não se pode dizer que a obra de Mahler seja pessimista. De todas as suas sinfonias completas, apenas uma (a sexta) termina realmente mal, com a morte do herói sinfônico, e mesmo assim, de forma bastante heróica, no melhor estilo das grandes tragédias gregas. Algumas passagens, como o Adagietto da
sinfonia n.º 5, ou o tema Alma da sinfonia n.º 6 são muito belas.
Gustav Mahler foi também o prenúncio de uma nova era da história da música, em que as composições passariam a ser atonais. Músicos famosos, dessa nova era, e que lhe sucederam, como
Alban Berg e Arnold Schönberg mostrariam respeito e admiração pelo músico. Schönberg escreveu sobre Mahler: Em vez de perder-me em palavras, talvez fosse melhor dizer logo: acredito firmemente que Gustav Mahler foi um dos maiores homens e dos maiores artistas que jamais existiram.
As sinfonias de Mahler costumam ser divididas em três períodos. As sinfonias do primeiro período são conhecidas como sinfonias Wunderhorn e abrangem as sinfonias números 2, 3 e 4. Elas têm esse nome porque têm vínculos com a música feita por Mahler para os poemas conhecidos como Das Knaben Wunderhorn (A Maravilhosa Cornucópia do Rapaz). Pode-se dizer que elas representam a busca de Mahler por uma fé firme e ao mesmo tempo uma busca para suas respostas sobre a existência.

A
sinfonia n.º 1 usa elementos do Lieder Eines Fahrenden Gesellen (Canções de um Viajante Errante) e de Das Klagend Lied (A Canção da Lamentação). É puramente instrumental e também tem certa relação com Das Knaben Wunderhorn, ainda que de maneira mais indireta.
As sinfonias do segundo período: 5, 6 e 7, costumam ser chamadas de sinfonias Rückert. Elas têm esse nome porque a composição delas foi influenciada pela musicalização que Mahler fez para os poemas de
Friedrich Rückert (1788-1866). Elas são puramente instrumentais e as mais trágicas do ciclo sinfônico.
O último período não tem nome e abrange as últimas obras do artista: as sinfonias 8, 9 e a inacabada 10, além da sinfonia canção Das Lied von Der Erde (A Canção da Terra). A voz humana é usada em grande parte na sinfonia 8, e ela costuma ser chamada às vezes de sinfonia coral.
As sinfonias 9 e 10 são instrumentais, e o poema sinfônico Das Lied von Der Erde (A Canção da Terra) é cantado. Existe um certo mistério em torno dela. A princípio era para ser sinfonia número 9, mas por superstição Mahler preferiu que fosse conhecida como um poema sinfônico.

Sinfonias
Sinfonia n.º 1 (ré maior), Titã (18841888)
Sinfonia n.º 2 (dó menor, termina em mi bemol maior), Resurreição(18881894)
Sinfonia n.º 3 (ré menor) (18951896)
Sinfonia n.º 4 (sol maior, termina em mi maior), 18991901)
Sinfonia n.º 5 (dó#menor, termina em ré maior), (19011902)
Sinfonia n.º 6 (la menor), Trágica(19031904)
Sinfonia n.º 7 (mi menor, termina em dó maior), Canção da Noite(19041905) (Subtitle not by Mahler)
Sinfonia n.º 8 (mi bemol maior), Sinfonia dos Mil(1906) (subtítulo de que Mahler não gostava)
Sinfonia n.º 9 (ré maior, termina em ré bemol maior)19091910)
Sinfonia n.º 10 (fa#menor, termina em fa#maior)19101911, incompleta, Adagio e Purgatório preparados para apresentação por Ernst Krenek (1924), versões completas por Deryck Cooke (1960, 1964, 1975), Clinton Carpenter (1966), Joseph Wheeler (19481965), Remo Mazzetti, Jr. (1989), Rudolf Barshai (2000), e Nicola Samale/Giuseppe Mazzucca (2002). Muitos maestros célebres se recusaram a a interpretar a sinfonia completa, entre eles Bruno Walter e Leonard Bernstein.
[
editar] Ciclos de canções, coleções e outros trabalhos vocais
Das Klagende Lied 1880
Drei Lieder (três canções para ternor e piano,
1880)
Lieder und Gesänge aus der Jugendzeit (14 canções para piano com acompanhamento,
18801890)
Lieder eines fahrenden Gesellen (para voz com piano ou acompanhamento orquestral, 18831885)
Lieder aus "
Des Knaben Wunderhorn" (para voz e orquestra, 18921896, mais dois em 1899 e 1901)
Rückert Lieder (para voz com piano ou acompanhamento orquestralt, 19011902)
Kindertotenlieder (para voz e orquestra, 19011904)
Das Lied von der Erde, (19071909)
Filmes
Sobre o compositor
1974 - Mahler
[1][2]
2001 - Palavras ao vento (Bride of the Wind)
[3][4]
Trilha sonora
1992, 1993 - O óleo de Lorenzo (Lorenzo's Oil)
[5]
1974 - O Jogador (The Gambler)
IMDB
1971 - Morte em Veneza (Morte a Venezia)
[6][7]
1998 -
Star Trek: Voyager, episódio: Counterpoint
im.wikipedia