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Freitag, 28. September 2012

Wörter über Städte: LONDON

Dostoievski y las londinenses
Haymarket a medianoche. "Es un distrito que de noche frecuentan las prostitutas a millares (...) Es una experiencia aterradora estar en medio de esa gente, ¡Y qué amalgama! Hay mujeres viejas, y otras tan hermosas que le hacen detenerse a uno, boquiabierto. la verdad es que las inglesas son las mujeres mas bellas del mundo", (Fiodor Dostoievski, 'Notas de invierno sobre impresiones de verano', 1863).

“Pasé varias horas paseando por la Abadía de Westminster. En la lúgubre belleza de aquel antiguo edificio hay algo que conjuga bien con la estación y, al cruzar el umbral, sentí como si me hubiera trasladado de súbito a los parajes de la antigüedad y fuera a perderme entre las sombras de épocas pasadas”, (Washington Irving, Libro de apuntes de Geoffrey Crayon).

"Nunca comas bollo, ostras, bígaros o caramelos de menta en un autobús. Molesta a los demás pasajero. Evita trasnochar, el salmón encurtido, las reuniones públicas, los cruces abarrotados, las alcantarillas, los carros de agua y comer demasiado”, (Rudyard Kipling, Siete reglas para vivir en Londres, 1908).

"Piccadilly es lo más parecido a un bulevar parisino que tiene Londres", (Charles Dickens, Diccionario de Londres, 1879).

"Este cosmos circular del que el hombre es dios / posee soles y estrellas de verde, dorado y rojo, / y nubes de humo que sobrevuelan las alturas, ocultando su cielo de hierro", (Chesterton, 'La estación de King´s Cross').

"Escogí a una de las chicas del Strand y fui a un patio con intención de disfrutarla con condón, pero ella no tenía ninguno. Jugué un poco con ella. La muchacha se maravilló de mi tamaño, y me dijo que si alguna vez le arrebataba la virginidad a una chica, la haría gritar", (James Boswell, Diario de Londres, 1760).

“Cuando reflexiono sobre el pasado de esta enorme metrópolis me parece asistir al desarrollo de una espectacular obra de teatro en la que los actores son reyes, reinas, príncipes, nobles, prelados, genios, poetas filósofos, estadistas y soldados”, (Charles Dickens, Diccionario de Londres).

Otras citas de intelectuales sobre Londres:

"El hombre que puede dominar una conversación en Londres, puede dominar el mundo", (Oscar Wilde).

“En Londres no hay nada seguro excepto el gasto”, (William Shenstone).

“Cuando son las tres en Nueva York, en Londres todavía es 1938”, (Bette Midler).

“Quien está cansado de Londres, está cansado de la vida”, (Samuel Johnson).
 
in:Varios intelectuales hablan de Londres, son fragmentos literarios incluidos en el libro Guía literaria de Londres editado por Joan Eloi Roca.
in: http://apostillasnotas.blogspot.com.es/search/label/Citas%20literarias

Mittwoch, 30. Dezember 2009

Wörter über Städte

Budapeste. Janeiro de 1994.
Degradação interior sensível. Paixão estúpida pela leitura de jornais. Os factos odiosos, o ambiente destruidor, nas ruas, nos transportes, nas lojas: a agressão diária que se suporta em todo o lado e de toda a gente faz nascer afloramentos diários de ódio. Esta vida estúpida conserva-me a um só nível, o da instantânea reacção ao efémero. A minha alma eterna (deixem que fale assim), a minha alma eterna solta-se de mim, devagar, e já sinto a sua renúncia desencantada: em vão tentei construir um ninho nesta casa.
Imre Kertész

Freitag, 11. Dezember 2009

Wörter über Städte

Foto:G.Ludovice
Atear o impalpável dia. Partir, enfim.
Partir, sempre amando no sobretudo incerto,
a simples alma de tudo, como se nela houvesse a real estadia!
Um mimo à Múkua

Freitag, 4. Dezember 2009

Wörter über Städte

Quando chego a Nathal, pergunto a mim próprio o que é que faço em Nathal, chego a Viena e pergunto a mim próprio o que é que faço em Viena. E a verdade é que apenas sou feliz quando estou sentado no carro entre o lugar que acabei de deixar e o outro para onde me dirijo, apenas sou feliz no carro e durante a viagem, mas sou o mais o infeliz recém-chegado que se pode imaginar, onde quer que chegue, logo que chego sou infeliz.
Sou daquelas pessoas que no fundo não suportam nenhum lugar do mundo e só são felizes entre os lugares de que partiram e para onde se dirigem. Ainda há alguns anos eu acreditava que uma tal fatalidade mórbida teria de conduzir forçosamente, dentro de pouco tempo, a uma loucura total, mas não me conduziu a essa loucura total, preservou-me efectivamente de uma tal loucura, de que tive toda a minha vida o maior pavor.

Thomas Bernhard
O sobrinho de Wittgenstein, uma amizade, Assírio e Alvim, 2000

Mittwoch, 2. Dezember 2009

Wörter über Städte

Há sítios de onde temos de ser arrancados, para deles sermos distância.

Disso se encarregam as pequenas circunstâncias cujo efeito é comparável à leve mudança de agulha no carril do eléctrico que lá vem ou os estranhos tratados históricos que nos traçam direcções sob os pés, como se o chão fosse subitamente móvel e nunca escutasse as nossas vontades mais certas.
Nesse tabuleiro, somos jogados em jacto de dentro de nós para as ruas que sendo veias dos lugares, nos mancham de si ou com aparente mais sorte para dentro de casas, que se parecem a estômagos em constante digestão, enquanto escorre às carradas como chuva o tempo e morremos, como se isso fosse um regresso e não outra vez uma nova coisa apontada que nos espera e mais nos afasta.

Há sítios que como pessoas tão só são princípios.
G.Ludovice

Dienstag, 10. November 2009

Wörter über Städte

Além do que seja o mar ou as mãos que escrevem páginas cheias,
por serem de palavras poucas os lábios que beijam
nada mais me cativa, por vezes.
Parecem-se então a esse instante largo dos amantes,
que se não esvazia do vazio constante.
Incessantemente, repito a fuga a tudo o que não é isso.
G.Ludovice

Freitag, 6. November 2009

Wörter über Städte

Foi naquele ali que tudo intensamente começou, se nos perguntamos por quem somos nós e por que somos aqui.
A terra em que nascemos é o mais sagrado invólucro, albergou o corpo de nossa mãe, quando nos habituou a si estando nele tão redonda como o mundo.
É um colo longo que continua os maternais braços e lhes sobrevive mais tempo, de modo a que haja sempre um lugar onde não nos sintamos sós.
É a mãe que bem nos deverá um dia servir de pele, a não haver outro chão com o nosso verdadeiro nome.
G.Ludovice

Sonntag, 1. November 2009

Wörter über Städte

CAFÉ MATINAL

Con el café matinal el aroma a guisantes llena la casa entera
cada vez que respiro mi puerta se abre, mis amigos entran
aún los muertos entran en grupos, con cada sorbo.
La casa se llena de parla
aqui hay palabras que no han alcanzado una playa todavia
aqui hay silencio
aqui hay aquellos cuya risa brotó en sus ojos desde el café
aqui hay ciudades cuyas cafeterias visitamos y de los sueños bebimos.
aqui hay amigos cuyos nombres son confundidos
aqui hay un café amargo con cordomomo dorado
aqui hay café negro con leche aparte
aqui hay prisiones con puertas de barrotes
cerradas encima de un soñar con café
estar ebrio en la mañana estar ebrio en la salida
estoy en mi lugar con el café matinal
encuentro el universo entero en mi pocillo.

Zein El Abedin Fouad

Mittwoch, 28. Oktober 2009

Wörter über Städte

De las manos que se quedan alas de mariposa en una puerta

Verdaderamente no sabemos partir nos marchando ni partir nos quedando.
No existe una última palabra en una boca que se va a cerrar en atualidade, habería aún otra mas igual de importante o mas bella; la que hemos enumerado como siendo el último pensamiento constatado, fue tan sólo pisoteada en su percurso.
Jamás nos despedimos de alguién, aún que nuestro adiós tenga la consistência de una piedra.
Había camino mas largo en la orla del viento y lo que volar.
G.Ludovice

Montag, 26. Oktober 2009

Wörter über Städte

Nada de novo. O dinheiro não é uma invenção
Do ar livre: foi criado nas fábricas
Nos compartimentos espessos, nos grandes edifícios.
Na cidade o gosto a leite já lembra mais a máquina
Que a vaca. Entardece, e as meias que de manhã
Eram brancas são despidas em casa já negras.
O fumo baixo come lentamente os tornozelos
Ocupados. A cidade bebe vinho, e alguns pais
Distraídos cantam canções pornográficas
Para as crianças dormirem. Se alguém ouvir o galo
Pensará de imediato que começou a catástrofe.
(De uma viagem à índia)

im: Gonçalo M. Tavares, Um homem:Klaus Klump

Freitag, 23. Oktober 2009

Donnerstag, 22. Oktober 2009

Wörter über Städte

A Melhor Maneira de Viajar é Sentir
Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir. Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.
Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.
Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.
Sursum corda! Erguei as almas!
Toda a Matéria é Espírito,
Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos
Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo! Sursum corda!
Na noite acordo, o silêncio é grande,
As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam
Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos
Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra.
Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso. Todo o Mundo com a sua forma visível do costume Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso,
Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça. Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!
Mãe verde e florida todos os anos recente, Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal, Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adônis Num rito anterior a todas as significações, Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales!
Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões, Grande voz acordando em cataratas e mares, Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança,
Em cio de vegetação e florescência rompendo Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso A tua própria vontade transtornadora e eterna!
Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados, Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones, Mãe caprichosa que faz vegetar e secar,
Que perturba as próprias estações e confunde
Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos! Sursum corda!
Reparo para ti e todo eu sou um hino!
Tudo em mim como um satélite da tua dinâmica intima
Volteia serpenteando, ficando como um anel
Nevoento, de sensações reminescidas e vagas,
Em torno ao teu vulto interno, túrgido e fervoroso.
Ocupa de toda a tua força e de todo o teu poder quente Meu coração a ti aberto!
Como uma espada traspassando meu ser erguido e extático, Intersecciona com meu sangue, com a minha pele e os meus nervos,
Teu movimento contínuo, contíguo a ti própria sempre, Sou um monte confuso de forças cheias de infinito
Tendendo em todas as direções para todos os lados do espaço,
A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim Não passem de mim, nem quebrem meu ser, não partam meu corpo, Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estoira Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas,
Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos. Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo. Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,
No vasto chão supremo que não está em cima nem embaixo
Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos
Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais. Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima,
Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo De chamas explosivas buscando Deus e queimando
A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica,
A minha inteligência limitadora e gelada. Sou uma grande máquina movida por grandes correias De que só vejo a parte que pega nos meus tambores,
O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis,
E nunca parece chegar ao tambor donde parte...
Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito
Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si,
Cruzando-se em todas as direções com outros volantes,
Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus.
Dentro de mim estão presos e atados ao chao
Todos os movimentos que compõem o universo,
A fúria minuciosa e dos átomos,
A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,
A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam,
A chuva com pedras atiradas de catapultas
De enormes exércitos de anões escondidos no céu.
Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge, Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direções!

Álvaro de Campos, in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa

Wörter über Städte

Lisboa

Lisboa com suas casas De várias cores, Lisboa com suas casas De várias cores, Lisboa com suas casas De várias cores... À força de diferente, isto é monótono. Como à força de sentir, fico só a pensar. Se, de noite, deitado mas desperto, Na lucidez inútil de não poder dormir, Quero imaginar qualquer coisa E surge sempre outra (porque há sono, E, porque há sono, um bocado de sonho), Quero alongar a vista com que imagino Por grandes palmares fantásticos, Mas não vejo mais, Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras, Que Lisboa com suas casas De várias cores. Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa. A força de monótono, é diferente. E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo. Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo, Lisboa com suas casas De várias cores.
Álvaro de Campos, in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa

Montag, 19. Oktober 2009

Wörter über Städte

Três homens amarrotados
pelas estrelas e pelo sol
esperam
cada um o seu caixão.
Ninguém morre no meio
de uma cidade:
há sempre o nome de
uma rua ou uma sala
de estar. A família
é a única parte da cidade
que não nos estranha. De resto
o fumo sai da chaminé, as
fábricas prosseguem, o exército
protege-nos das invasões
e o trabalho do tempo livre. Afinal,
o teu coração é que não está intacto,
não é o mundo.

Gonçalo M. Tavares
A perna esquerda de Paris..

Freitag, 16. Oktober 2009

Wörter über Städte,

Do vento.. nas cidades

No bico deste vento que não sei se me está endereçado
há nadas que me tomam o colo todo
como se fossem a tua cabeça a descansar do mundo
sob as minhas mangas tão soltas.
Não sei o que fazer com eles
a não ser cobri-los também de dedos meus
até que fiquem alguma coisa
de que ainda assim se possa viver.
G.Ludovice

Freitag, 9. Oktober 2009

seitens der Städte, Wörter über Städte,

Los amantes

¿Quién los ve andar por la ciudad si todos están ciegos ?
Ellos se toman de la mano: algo habla entre sus dedos, lenguas dulces lamen la húmeda palma, corren por las falanges, y arriba está la noche llena de ojos.Son los amantes, su isla flota a la deriva hacia muertes de césped, hacia puertos que se abren entre sábanas. Todo se desordena a través de ellos, todo encuentra su cifra escamoteada; pero ellos ni siquiera sabenque mientras ruedan en su amarga arena hay una pausa en la obra de la nada, el tigre es un jardín que juega.Amanece en los carros de basura, empiezan a salir los ciegos, el ministerio abre sus puertas. Los amantes rendidos se miran y se tocan una vez más antes de oler el día.Ya están vestidos, ya se van por la calle.
Y es sólo entonces cuando están muertos, cuando están vestidos, que la ciudad los recupera hipócritay les impone los deberes cotidianos.

Sonntag, 27. September 2009

Wörter über Städte

Só na cidade é possível ter livros deitados no caixote do lixo.
No campo tal seria entendido como um gesto pecaminoso, rude, impróprio de seres humanos civilizados. Podes pensar que não, mas sim: o resto das costeletas de porco pode misturar-se no saco do lixo, com uma edição encadernada das «Investigações lógico-filosóficas» de Wittgenstein, por exemplo. é interessante assistir a isto, a linguagem num saco de plástico. Já vi um homem a levar num saco de lixo, livros que alguém deitou fora.Aprova de que a linguagem não é abstracta está na possibilidade de um livro ser deitado para o saco do lixo da cidade.

Gonçalo M. Tavares A perna esquerda de Paris seguido de Roland Barthes e Robert Musil , Relógio d´´agua

Mittwoch, 16. September 2009

Wörter über Städte

Lissabon 2009
Kino:G.Ludovice

Aveces los aviones sólo deberían volar para Lisboa

Sí, escribir sobre ti no es útil.
Útil es estar del otro lado de tus ojos a morder despacio tu cocinado de shrimps, tacteando el tiempo, como se fuera sedoso contigo y quedarme en rojo cuando cazas con ese azul, y no con red o armas.
No hay poema suficiente que sea ese momento ni esa brancura de lana pairando como un tope en ti, calentadora no sé bien de que modo de sentirte.
Escribir es mostrar que talvez en una ala para algures, quedas un punto.
Sólo eso.
Olvidaría todas las palabras si en un ejercício inverso.
Dejaría de pensar, hasta.
Sí, mi amor, escribir es haberes partido... y no ser Dios.

Freitag, 11. September 2009

Wörter über Städte

Fragen eines lesenden Arbeiters

Wer baute das siebentorige Theben?
In den Büchern stehen die Namen von Königen.
Haben die Könige die Felsbrocken herbeigeschleppt?
Und das mehrmals zerstörte Babylon,
Wer baute es soviele Male wieder auf? In welchen Häusern
Des goldstrahlenden Lima wohnten die Bauleute?
Wohin gingen an dem Abend, wo die chinesische Mauer fertig war,
Die Maurer? Das große Rom
Ist voll von Triumphbögen. Über wen
Triumphierten die Cäsaren? Hatte das vielbesungene Byzanz
Nur Paläste für seine Bewohner? Selbst in dem sagenhaften Atlantis
Brüllten doch in der Nacht, wo das Meer es verschlang,
Die Ersaufenden nach ihren Sklaven.
Der junge Alexander eroberte Indien.
Er allein?
Cäsar schlug die Gallier.
Hatte er nicht wenigstens einen Koch bei sich?
Philipp von Spanien weinte, als seine Flotte
Untergegangen war. Weinte sonst niemand?
Friedrich der Zweite siegte im Siebenjährigen Krieg. Wer
Siegte außer ihm?
Jede Seite ein Sieg.
Wer kochte den Siegesschmaus?
Alle zehn Jahre ein großer Mann.
Wer bezahlte die Spesen?
So viele Berichte,
So viele Fragen.

Bertolt Brecht, Poemas de Svendborg, 1939

Samstag, 29. August 2009

Wörter über Städte.. London

Tendría la luna se me encontraras esperándote en Parsons Green
y me llevaras en el tube hasta donde fuera por la mano,
me besaras sin tiempo por Piccadilly Street
y en Covent Garden me abrazaras fuerte,
me llevaras a comer a China Town,
luego aún nos fuéramos a Camden
y en Regent canal nos sentiéramos uno sólo mirando al agua.
La luna ha bajado a mis manos !!
No me digas adiós en Putney Bridge.