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Mittwoch, 22. April 2009

seitens der Städte.. POTSDAM

Kino:G.Ludovice 2008
Potsdam, a capital do Estado de Brandemburgo no Leste alemão.

O prédio responsável pela fama mundial de Potsdam é bem mais antigo do que a estação ferroviária central. Em 1744, Frederico II da Prússia mandou construir o castelo Sanssouci (em português: "sem preocupação") e o seu parque, que em 1990 passou a ser patrimônio mundial da Unesco.
Multidões de turistas de todo o mundo, bem como os moradores de Potsdam, passam pelo parque ou simplesmente descansam nas enormes áreas verdes.
Potsdam também é um importante cenário na história do cinema alemão: na década de 20 do século passado, Fritz Lang e Fritz Murnau entraram para a história com filmes como "Os Nibelungos" e "Fausto", produzidos nos estúdios de Potsdam-Babelsberg. Aqui, a atriz Marlene Dietrich fez o seu famoso filme "O Anjo Azul".Para quem gosta de cinema, vale a pena visitar o Museu do Filme (Filmmuseum) ou o Parque do Filme Babelsberg (Filmpark Babelsberg), o qual oferece um programa divertido com shows de dublês e outras atrações.

Potsdam oferece muito mais do que Sanssouci e Babelsberg aos seus visitantes. Três portões da cidade do século 16 testemunham a necessidade de segurança nos tempos antigos. O que era essencial para a sobrevivência dos cidadãos, asumiu hoje um ar pitoresco e romântico. Casas nobres e bonitas do século 19 contam sobre o estilo de vida das pessoas bem sucedidas neste tempo. Muitas dessas mansões, que sob o regime da antiga Alemanha Oriental enfrentaram um lento processo de declínio, neste meio tempo já foram cuidadosamente restauradas.

Cenário da conferência pós-guerra que dividiu a Alemanha e Berlim, Potsdam reúne o esplendor da arquitetura prussiana e a modernidade de uma capital em constante crescimento.Capital da resignação e do atraso econômico. Assim foi descrita a cidade de Potsdam no guia de turismo de uma editora alemã em 1998. Sete anos se passaram e o que a capital do Estado de Brandemburgo tem a oferecer, hoje, ultrapassa a obstinação prussiana e a falta de perspectivas. Indo contra todas as projeções negativas, Potsdam se transformou em uma cidade viva, que contrasta o moderno com o tradicional.Potsdam é uma cidade jovem e ativa, com 143 mil habitantes (dos quais mais de 16 mil são estudantes universitários) e que, contra a tendência de cidades do Leste alemão, se desenvolve. Prova disso é a população, que registra a cada ano um crescimento significativo de pessoas que vêm de Estados do Oeste do país e escolhem a cidade como moradia.

Residência de verão dos reis prussianos e imperadores alemães, Potsdam foi severamente atingida por bombas em 14 de abril de 1945.

Muitas ruínas do centro histórico foram demolidas, mais tarde, por urbanistas da então República Democrática Alemão (RDA). Não somente o militarismo prussiano foi vencido, mas também a arquitetura. Anos depois, a reunificação alemã trouxe para a região a possibilidade de renovação. E Potsdam se tornou capital do Estado de Brandemburgo. Mais uma vez, a cidade pôde ser repensada.O desenvolvimento de Potsdam nos últimos 15 anos atingiu todo o perímetro urbano. Um dos principais problemas encontrados foi a reintegração de áreas militares à paisagem local e a cuidadosa renovação de castelos, casas, jardins e monumentos.Desde 1991 grande parte de Potsdam é reconhecida pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.

Entre as construções principais está o Palácio de Sanssouci, construído em 1745-1747 por desejo de Frederico, o Grande, o rei da Prússia.Primeiro projetor alemão de 1895. Desde o início do século passado, Babelsberg (antigamente um subúrbio de Potsdam) é conhecida como pólo de produção de filmes. Especialmente na década de 20, quando alcançou o apogeu, a indústria cinematográfica alemã contava com um dos maiores estúdios europeus, onde trabalharam astros da época como Marlene Dietrich e Emil Jannings.Conforme a diretora do Museu do Cinema de Potsdam, o crescimento foi tão significativo, que metade da população de Babelsberg trabalhava no setor. "A tradição chegou a passar de pai para filho, formando gerações de profissionais que se ocupavam com áreas específicas da produção cinematográfica, como a marcenaria", explica Bärbel Dalichow. Investidores de Munique assumiram o estúdio recentemente, reduzindo o número de trabalhadores da empresa, que já empregou 2500 pessoas, a apenas 200 funcionários. De qualquer forma, turistas e interessados no assunto podem visitar diferentes cenários, entre eles o do filme O Gabinete do Doutor Caligari, clássico dos anos 20, dirigido por Robert Wiene.

Apreciadores da natureza e da arquitectura encontram em Potsdam um dos maiores exemplos do estilo rococó na Alemanha: o Palácio de Sanssouci. Construído sob a ordem do rei Frederico, o Grande, da Prússia, a obra tinha a função de residência de verão.

Também famosos no local são o jardim com sete níveis de terraços e a Orangerie. Líderes dos países aliados decidem o futuro da Alemanha. No Parque de Sanssouci, área verde com mais de 250 hectares e 70 km de trilhas, podem ser encontradas ainda, outras construções interessantes, como o Neues Palais, o pavilhão do chá e o castelo de Charlottenhof.Outro ponto de destaque na cidade é Cecilienhof, palco da conferência dos Aliados (Estados Unidos, Grã-Bretanha e União Soviética), ocorrida entre 17 de julho e 2 de agosto de 1945. No local, Harry Truman, Winston Churchill e Josef Stalin decidiram pela divisão da Alemanha e de Berlim em quatro setores. Estava plantada a semente da criação da RDA e da construção do Muro de Berlim.
im:Net



POTSDAM - Palácio Sanssouci 2008 Kino:G.Ludovice

Montag, 20. April 2009

seitens der Städte.. Dresden: Schiller


DRESDEN
Kino:G.Ludovice 2008

Johann Christoph Friedrich von Schiller (10 de Novembro de 1759 em Marbach am Neckar9 de Maio de 1805 em Weimar),


Foi um poeta, dramaturgo, filósofo e historiador alemão. Juntamente com Goethe, foi um dos grandes homens de letras da Alemanha do século XVIII. Uma de suas mais famosas poesias, a An die Freude (Ode à Alegria), inspirou Ludwig van Beethoven a escrever, em 1823, o quarto movimento de sua nona sinfonia.


Casa de Schiller, em Weimar

Filho de um cirurgião militar das tropas de Württemberg (na época, alinhadas contra o exército do rei da Prússia), Johann Kaspar Schiller (1723-1796) e de Elisabeth Dorothea Kodweis (1732-1702), Friedrich von Schiller nasceu em 1759, em Marbach am Neckar, onde vive seus quatro primeiros anos de vida.

Em 1762 seu pai é promovido a capitão e passa a exercer funções de oficial-recrutador na cidade livre de Schwäbisch Gmünd, fato que leva a família Schiller fixar residência na localidade de Lorch. É nesse vilarejo que Friedrich Schiller aprende as primeiras letras. Aos cinco anos inicia seus estudos do latim, sob a orientação do pastor Ulrich Moser.
Em
1767, um nova nomeação do pai de Schiller leva a família a instalar-se em Ludwigsburg, onde o poeta frequenta a escola latina. A intenção de Schiller é preparar-se para ser pastor. Mas em 1773 acaba por ingressar, contra a sua vontade, na Carlsschule - academia militar de Stuttgart, fundada por Carlos-Eugênio com a finalidade essencial de fabricar oficiais e funcionários para servi-lo.

Considerado incapaz para seguir o curso de Direito que lhe havia sido imposto, em 1775 Schiller ingressa na faculdade de Medicina. Durante esse período alimenta sua paixão pela literatura, lendo clássicos como Plutarco, Klopstock, Shakespeare e Lessing, Goethe, etc. É durante esse período na Faculdade de Medicina que Schiller escreve Os Bandoleiros.
Dia 14 de dezembro de
1780, Schiller deixa a Carlsschule e se decepciona com o trabalho que lhe é destinado: médico do regimento pobre do exército de Württemberg. Em 1781 publica Os Bandoleiros, peça que, por intermédio do empresário von Dalberg, é representada em 1782 no Teatro de Mannheim. O sucesso da peça anima Schiller. Numa noite de setembro de 1782, contrariando as ordens de Carlos Eugênio, Schiller foge junto com um amigo, sem dinheiro, sem ajuda, sem destino certo. Mas era o primeiro grande passo para dedicar-se exclusivamente as letras.
Monumento Goethe e Schiller, em Weimar

Em
1782 publica, com dinheiro próprio, A Conjura de Fiesco - a obra não rende muito lucro inicialmente. Em 1783, o empresário von Dalberg lê a peça Intriga e Amor e propõe a Schiller o emprego de 'poeta do Teatro de Mannheim'. Porém. Schiller não consegue cumprir com o contrato por problemas de saúde: 3 peças por ano.
O poeta se desvencilha das dificuldades econômicas com um gesto audacioso: confia seus problemas a um grupo desconhecido que lhe haviam escrito manifestando sua admiração e oferencendo-lhe hospitalidade em Leipzig.

O grupo é composto pelos futuros grandes amigos de Schiller: Gottfried Körner e Ferdinando Huber e suas respectivas noivas. Em seguida mudam-se para Dresden, e de 1785 a 1787 Schiller escreve Don Carlos.
No Verão de
1787, em parte para escapar de uma periogosa ligação amorosa, Schiller deixa Dresden e vai visistar Weimar. É quando torna-se amigo de Wieland, Herder e Goethe. Em 6 de Dezembro de 1787, conhece Charlotte von Lengefeld, sua futura esposa, com quem teve dois filhos e duas filhas.
Em dezembro de
1788, Schiller, que também sempre mantivera um grande e profundo interesse por História, é indicado, por Goethe, a ser professor de Filosofia e História na Universidade de Iena. A situação financeira começa a melhorar, e em 22 de Fevereiro de 1790 casa-se com Charlotte. Mas, infelizmente, no mesmo ano, o estado de saúde de Schiller se agrava, não vindo a se restabelecer até sua morte: broncopneumonia agravada por um peritonite e uma pleurite. Nos anos seguintes Schiller se dedica a cátedra na Universidade, à Filosofia e Estética.
Em
1791, depois de boatos sobre sua péssima saúde, intermediações e cartas, recebe uma ajuda do Príncipe de Augustenburg. Esse mecenato rendeu diversos textos e estudos importantes, como As Cartas Sobre Educação Estética, Sobre Graça e Dignidade, etc.
Em
1794 floresce uma forte amizade com Goethe. Em 1796, ano em que Goethe retoma seu Fausto, Schiller começa a escrever Wallestein. Nesse mesmo ano, os dois poetas publicam, juntamente, Xênias.
Estátua de Schiller, em Stuttgart

Em 1799, Schiller deixa Iena e fixa-se em Weimar. É quando produz a parte de maior sucesso de sua obra: no mesmo ano, Wallestein é representado; em 1800, publica Maria Stuart; em 1801, A Donzela de Orleans, representada em Leipzig; em 1803, publica a A Noiva de Messina; em 1804, Guilherme Tell.
À essa altura, sua extrema dedicação a criação abalara profundamente seu estado de saúde, que já era grave. Uma forte crise o acomete, vindo a falecer em 9 de Maio de
1805, deixando em sua escrivaninha a peça Demetrius inacabada.

Obras
Drama
Os Bandoleiros (1781)
A Conjura de Fiesco (1782)
Intriga e Amor (1783)
Don Carlos (1787/88)
Wallenstein(1799)
Maria Stuart (1800)
Turandot (1801)
A Donzela de Orleáns (1801)
A Noiva de Messina (1803)
Wilhelm Tell (1803/04)
Demetrius (inacabada[1805])

Poesias
Antologia (1782)
Os Artistas (1788)
Os Deuses da Grécia (1788)
Ode à Alegria (1785)
O Ideal e a Vida (1795)
Xénias (com Goethe) (1797)
A Luva (1797)
O Canto do Sino (1799)
A Canção da Campana(1800)
Im:Wikipedia

Freitag, 17. April 2009

seitens der Städte..

seitens der Städte.. WIEN :Adolf Loos

WIEN 2008
Kino:G.Ludovice



Adolf Loos foi um notável arquitecto, nascido a 10 de dezembro de 1870 em Brno, na República Checa, tendo exercido durante largos anos a sua profissão na Áustria, onde morreu, em Kalksburg(hoje pertencente a Viena), no dia 23 de agosto de 1933.
Célebre arquitecto e artista decorativo ou designer, cliente do Café Central-Viena, teve como seu primeiro projecto importante o Café Museum-Viena (1899). Também fez o Bar Americano.
Loos foi um dos pioneiros da arquitectura moderna. Após seus estudos em Dresden, passou três anos nos Estados Unidos, sofrendo influência sobretudo da escola de Chicago. Quando inaugurou seu ateliê de arquitectura em Viena, em 1896, aplicou suas idéias estéticas às formas de construção. Foi pioneiro na negação do papel da intuição artística na procura de um estilo, confiando mais nas formas fundamentais usadas pelo homem desde os seus primórdios. Precursor da nova objectividade, procurou sempre a solução mais simples para seus projectos e métodos de construção, empregando apenas ocasionalmente motivos ornamentais como elementos articuladores. Esta concepção arquitetónica baseada na funcionalidade entrou em conflito aberto com a "Secessão" de Viena.

Modernista, anti-secessionista, defendeu a tese da obsolescência do ornamento. O edifício mais célebre de Loos é o do gaveto da Michaelerplatz, em Viena, que data de 1911. Em 1922, participou no concurso do edifício Chicago Tribune com uma torre em forma de coluna dórica gigante.


Chicago Tribune, 1922

Dentre seus trabalhos, destaca-se o projecto para o Chicago Tribune, realizado em 1922, quando trabalhava com Louis Sullivan, e que consiste numa enorme coluna dórica assente sobre uma base cúbica.


Looshaus, em Viena - obra de Adolf Loos, 1909


Vila Mueller, Praga

Foi precursor do Raumplan, o desenvolvimento da planta em diferentes cotas. Através das variações de altura das divisões, bem como das proporções adotadas e das mudanças de materiais, é estabelecida uma hierarquia entre os diversos espaços; criam-se zonas dentro da casa, definindo também graus de intimidade de cada divisão."


Para Loos, arquitectura é composição espacial consolidada – planificação do espaço que poderá ser traduzida em planta. Embora não tenha desenvolvido esta ideia numa teoria formal, a direcção deste pensamento é clara: "A grande revolução em arquitectura é a solução de uma planificação no espaço."
Casa de Tristan Tzara, em Paris, construída em 1926.
Em 1908, escreveu o ensaio/manifesto intitulado "Ornamento e Crime", no qual criticava o uso abusivo da ornamentação na arquitetura européia do final do século XIX. Loos acreditava que "quando uma cultura evolui, ela gradativamente abandona o uso do ornamento em objectos utilitários". Segundo alguns críticos, "esta guerra contra o ornamento e a decoração esconde uma lacuna ideológica no modernismo: a falta de uma base cultural (...) O modernismo procurou deliberadamente destruir todos os vínculos e reminiscências da arquitectura histórica".

“The white room that Loos designed for Lina, his blonde, blue-eyed, nineteen-year-old wife, was the most intimate place in the house. The white walls, the white draperies and the white angora sheepskins created a sensual and delicate fluidity; every object in the room was white. Even the closets were concealed behind pale linen drapes. this was an architecture of silence, of a sentimental and erotic approach. Its contrast with the more public living spaces attests to a method of composition that was strictly governed by the psychological status of each room.” – Less Recent: Everybody must have projects all of the timeMore Recent: Vienna Diary 2: Adolf Loos Bar
Panayotis Tournikiotis, Adolf Loos, Princeton Architectural Press, 2002, p. 36.





Regras para Construir nas Montanhas” (Reglen für den, der in der Bergen baut

‘Do not build in a picturesque manner. Leave such effects to the walls, the mountains and the sun. A person who dresses to be picturesque is not picturesque but looks like an oaf. The farm labourer does not dress to be picturesque. But he is.Build as well as you can. No better. Do not outstretch yourself. And no worse. Do not deliberately express yourself on a more base level than the one with which you were brought up and educated. This also applies when you go into the mountains. Speak with the locals in your own language. The Viennese lawyer that speaks to the locals in a country bumpkin’s accent in beneath contempt.Pay attention to the forms in which the locals build. For they are the fruits of wisdom gleaned from the past. But look for the origin of the form. If technological advances made it possible to improve the form, then always use this improvement. The flail is being replaced by the threshing machine.Flatlands demand a vertical structural articulation; mountains, a horizontal one. The work of man must not attempt to compete with the hand of God. The Hapsburg watch tower disturbs the skyline of the Viennese Woods, but the Husarentempel harmonises will within it.Do not think about the roof, think about rain and snow. That’s how the locals think, and so they build the flattest roofs they can using the know-how they have. In the mountains the snow must not slide when it wants to but when the locals want it to. The roof should be safely accessible for shovelling away the snow. We also have to create the flattest roof possible using the know-how and experience at our disposal.Be true! Nature only tolerates truth. It copes well with iron truss bridges, but rejects Gothic arched bridges with turrets and defensive slits. Have no fear of being chastised as outdated. Changes in the old building techniques are only allowed when they mean an improvement on them, otherwise remain with the old. For even if it is hundreds of years old the truth has more connection with our innermost feelings than mendacity, which paces alongside us.’
(in 2G, n.14, 2000/II, “Rules for Building in the Mountains”, Adolf Loos)



Im:Wikipedia/Republica do café/Leisure Projects/Palavras da arquitectura

seitens der Städte.. WIEN: Lina Loos

WIEN 2008

Lina Loos e Peter Altenberg


Lina Loos (1884-1950), née Obertimpfler, actriz e escritora vienense, frequentadora dos cafés vienenses e do Café Central em particular.

Era originária de uma família bem conhecida de Viena, proprietária do Café 'Casa Piccola' no bairro central de Mariahilf.
Depois de estudar representação, tornou-se uma actriz e cantora de cabaret de sucesso em Berlim (Unter den Linden), Munique (Elf Scharfichter) e Viena (Nachtlicht, Fledermaus).
Depois de se divorciar do arquitecto Adolf Loos, com quem esteve casada entre 1902 e 1905, tentou a sua sorte como actriz nos EUA, onde triunfou. Regressou à Europa antes do começo da Grande Guerra. Rudolf Beer, director do Raimundtheater de Viena contratou-a em 1922. Sob a sua direcção, Lina actuou ainda no Deutsche Volkstheater de 1924 até 1938, quando se retirou do palco.

Lina, que também trabalhou como escritora, era tida na sua juventude por uma das mais belas mulheres de Viena. Esteve sempre em foco na vida cultural e intelectual da cidade. Ao seu círculo de amigos pertenciam celebridades como Peter Altenberg, Egon Friedell, Franz Theodor Csokor (poeta, dramaturgo e romancista, 1885-1969), Franz Werfel, G. Kaiser, Bertha Zuckerkandl and G. Wiesenthal.

Dienstag, 14. April 2009

seitens der Städte, Lissabon: Almada Negreiros


LISSABON 2009
Kino:G.Ludovice
Almada Negreiros na I Conferência Futurista, Abril de 1917

José Sobral de Almada Negreiros (Trindade, S. Tomé, 7 de Abril de 1893Lisboa, 15 de Junho de 1970) foi um artista multidisciplinar, pintor, escritor, poeta, ensaísta, dramaturgo e romancista português ligado ao grupo modernista.Também foi um dos principais colaboradores da Revista Orpheu.

Era filho de
António Lobo de Almada Negreiros, um tenente de cavalaria que foi administrador do Concelho de São Tomé e fundador de diversos jornais. Uma parte da sua infância foi passada em São Tomé e Príncipe, terra natal da mãe, Elvira Freire Sobral.
Depois da morte da mãe, em
1896, veio viver para Portugal; nesta altura, em 1900, o pai é nomeado encarregado do Pavilhão das Colónias na Exposição Universal de Paris, deixando os filhos José e António ao cuidado dos jesuítas no Colégio de Campolide.
Em
1911, após a extinção do Colégio de Campolide dos Jesuítas e uma breve passagem pelo Liceu de Coimbra, José entra para a Escola Internacional de Lisboa. Nesta escola, consegue um espaço onde irá desenvolver o seu trabalho, publicando, ainda nesse ano, o seu primeiro desenho na revista A Sátira. Publica também o jornal manuscrito A Paródia, onde é o único redactor e ilustrador.


Em 1913, apresenta, na Escola Internacional de Lisboa, a sua primeira exposição individual, composta de 90 desenhos; aqui trava conhecimento com Fernando Pessoa, com quem edita a Revista Orpheu, juntamente com Mário de Sá Carneiro.
Júlio Dantas, médico, poeta, jornalista e dramaturgo, é a maior figura da intelectualidade da época e afirma que a revista é feita por gente sem juízo. Irónico, mordaz, provocador mesmo, Almada responde com o Manifesto Anti-Dantas, onde escreve: “…uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d’indigentes, d’indignos e de cegos, e só pode parir abaixo de zero! Abaixo a geração! Morra o Dantas, morra! Pim!”



O manifesto teve algum impacto no meio artístico; é tempo de mudar as mentalidades e a sociedade, e Almada fá-lo como poucos, atacando a cultura burguesa instituída e os seus representantes ao mais alto nível.
Em
1917, escreve a novela A Engomadeira.
Em
1919, vai viver para Paris, onde exerce diversas actividades e escreve a Histoire du Portugal par coeur. Em Paris, fica apenas cerca de um ano e, quando regressa, vai colaborar com António Ferro, tendo inclusivamente desenhado a capa do livro deste, Arte de Bem Morrer. Faz também as capas da revista Presença, números 47 e 54.
Em
1927, volta a deixar Portugal, desta vez para Espanha, onde, além de colaborar com diversas revistas, escreve El Uno, Tragédia de la Unidad, obra dedicada à pintora Sarah Afonso, com quem viria a casar em 1934, já após o seu regresso a Portugal.
1930

Em
Portugal, vigora já o Estado Novo, e Almada, apoiante das ideias fascistas por influência do Futurismo italiano, começa a ser solicitado para colaborar com as grandes obras do Estado. O Secretariado da Propaganda Nacional – SPN, encomenda-lhe o cartaz de apelo ao voto na nova constituição; o mesmo SPN irá organizar mais tarde a exposição Almada – Trinta Anos de Desenho, convidando-o para se apresentar na exposição Artistas Portugueses, no Rio de Janeiro, em 1942.
Segundo refere
Fernando Dacosta na sua obra Máscaras de Salazar (Lisboa, 2002), Almada Negreiros venerava o ditador António de Oliveira Salazar, Presidente do Conselho. Num espectáculo a que este assistiu no Teatro de S. Carlos, em Lisboa, Almada fez questão de o cumprimentar em pessoa. Salazar, que não simpatizava particularmente com ele, limitou-se a perguntar, em tom enfadado: «É o Sr. Almada?», e Almada Negreiros respondia, subservientemente: «Sou sim, Senhor Presidente. Muita honra, Senhor Presidente.»
Para a apreciação da controversa figura de Almada Negreiros, é útil recordar o seu seguinte escrito, igualmente citado por Fernando Dacosta: «Portugal é um país de pretos [...]. Portugal, uma resultante de todas as raças do mundo, nunca conseguiu a vantagem de um cruzamento útil porque as raças belas isolaram-se por completo. É preciso criar a adoração dos músculos, é preciso educar a mulher portuguesa na sua verdadeira missão de fêmea para fazer homens. Fazei a Apoteose dos Vencedores, seja qual for o sentido, basta que sejam vencedores. Ajudai a morrer os vencidos. Portugal não tem ódios, ora uma raça sem ódios é uma raça desvirilizada.» Note-se que o autor destas afirmações – que, sem exagero, podemos considerar evocadoras do ideário
nazi – tinha sangue negro (por parte da mãe).
O SPN viria ainda a atribuir a Almada Negreiros o Prémio Columbano pela sua tela intitulada Mulher.

A partir daqui, Almada dedica-se principalmente ao desenho e à pintura: pinta os vitrais da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, que o público, agarrado às tradições, não aprecia; pinta o conhecido retrato de Fernando Pessoa, os painéis das gares marítimas de Alcântara e da Rocha Conde de Óbidos, pelas quais recebe o Prémio Domingos Sequeira; pinta o Edifício da Águas Livres e frescos na Escola Patrício Prazeres; pinta as fachadas dos edifícios da Cidade Universitária e faz tapeçarias para o Tribunal de Contas e para o Palácio da Justiça de Aveiro, entre muitos outros.
Tendo colaborado tanto com o
Estado Novo que a muita gente causou estranheza, Almada não deixaria de escrever: “As construções do Estado multiplicam-se, porém, as paredes estão nuas como os seus muros, como um livro aberto sem nenhuma história para o povo ver e fixar”.
Em
1954, pinta o célebre retrato de Fernando Pessoa.
Os seus últimos trabalhos, já com 75 anos, são o Painel Começar na
Fundação Calouste Gulbenkian e os frescos da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra.
Almada Negreiros morre em
14 de Junho de 1970, de falha cardíaca, no mesmo quarto do Hospital de São Luís dos Franceses em que também tinha morrido Fernando Pessoa.

Obras
1915 - A Cena do Ódio (poesia)
- A Engomadeira (novela)
- O Sonho da Rosa (bailado, realização)
-
Manifesto Anti-Dantas e Por Extenso
1916
- Exposição
Amadeo de Souza Cardoso - Liga Naval de Lisboa"
1917
- Ultimatum às Gerações Futuristas Portuguesas do Século XX (conferência, publicada na
Portugal Futurista)
- K4, O Quadrado Azul (novela)
1918
- O Jardim da Pierrette (bailado)
1919
-
Histoire du Portugal par Coeur
1921
- A Invenção do Corpo (conferência)
- A Invenção do Dia Claro
1924
- Pierrot e Arlequim (teatro)
1925
- Nome de Guerra (romance), só editado em
1938
1926
- A Questão dos Painéis (ensaio)


Im:Wikipedia

Mittwoch, 8. April 2009

seitens der Städte.. LISSABON: Diário gráfico

LISSABON 2009
Kino:G.Ludovice


Diário gráfico: Partes de pessoas
G.Ludovice Março 2009

seitens der Städte, Berlin, Brecht

BERLIN 2008
Kino:G.Ludovice

Bertolt Brecht


Foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX. Seus trabalhos artísticos e teóricos influenciaram profundamente o teatro contemporâneo, tornando-o mundialmente conhecido pelas apresentações de sua companhia o Berliner Ensemble realizadas em Paris durante os anos 1954 e 1955.
Ao final dos anos
1920 Brecht torna-se marxista, vivendo o intenso período das mobilizações da República de Weimar, desenvolvendo o seu 'teatro épico', que, de certa forma, sintetizava os experimentos políticos na Alemanha de Erwin Piscator e do russo Vsevolod Emilevitch Meyerhold, influenciado pelo teatro experimental da Rússia soviética, entre os anos 1917-1926. Explorava assim Brecht o teatro como um fórum de discussões das complicadas relações humanas dentro do sistema capitalista, criando sua versão de um drama épico, na perspectiva de uma estética marxista.
Nascido Eugen Berthold Friedrich Brecht na
Baviera, Brecht estudou Medicina e trabalhou como enfermeiro num hospital em Munique durante a Primeira Guerra Mundial. Filho da burguesia, sofreu, como todos em seu país, a sensação de desolamento de encarar um país completamente destruído pela guerra.
Depois da guerra mudou-se para
Berlim, onde o influente crítico, Herbert Ihering, chamou-lhe a atenção para a apetência do público pelo teatro moderno. Já em Munique, as suas primeiras peças (Baal (1918/1926) "Tambores na Noite" Trommeln in der Nacht(1918-1920) ) foram levadas ao palco e Brecht conheceu Erich Engel com quem veio a trabalhar até ao fim da sua vida. Em Berlim, a peça Im Dickicht der Städte, protagonizado por Fritz Kortner e dirigido por Engel, tornou-se o seu primeiro sucesso.
O
totalitarismo afirmava-se como a força renovadora que não só iria reerguer o país, como se outorgava a missão de reviver o Sacro Império Romano-Germânico. Mas, ao mesmo tempo, chegavam à Alemanha influências da recém formada União Soviética. É a este último grupo que Brecht vai se unir, na ânsia de debelar o seu desespero existencial. No entanto, depois de Hitler eleito em 1933 Brecht não estava totalmente seguro na Alemanha Nazista, exilando-se na Áustria, Suíça, Dinamarca, Finlândia, Suécia, Inglaterra, Rússia e finalmente nos Estados Unidos. Recebeu o Prêmio Lênin da Paz em 1954.

As suas principais influências foram
Constantin Stanislavski, Vsevolod Emilevitch Meyerhold e Erwin Piscator.
Algumas de suas principais obras são:
Um Homem É um Homem, em que cresce a idéia do homem como um ser transformável, Mãe Coragem e Seus Filhos, sobre a Guerra dos Trinta Anos, escrita no exílio no começo da Segunda Guerra Mundial, e A Vida de Galileu, drama biográfico com o qual Brecht encontra definitivamente o caminho do teatro dialético. Afirma Bernard Dort a respeito deste último:

... Galileu foi escrita, pelo menos originalmente, para servir de exemplo e de conselho aos sábios alemães tentados a abdicar seu saber nas mãos dos chefes nazistas.
Além dessas, escreveu Seu Puntila e seu Criado Matti, A Resistível Ascenção de Arturo Ui, O Círculo de Giz Caucasiano, A Boa Alma de Setzuan e A Ópera dos Três Vinténs.

Além de dramaturgo e director, Brecht foi responsável por aprofundar o método de interpretação do teatro épico, uma das grandes teorias de interpretação do século xx. Uma das grandes influências no desenvolvimento desta forma de interpretação foi a arte do ator Mei Lan-Fang, que Brecht acompanhou numa representação em Moscou. Descreve Brecht em Escritos sobre Teatro um relato deste ator chinês que informa muito sobre a forma de interpretação no teatro épico, ao representar papéis femininos. Mei Lan-Fang repetira várias vezes numa palestra, por seu tradutor, que ele representava personagens femininos em cena, mas que não era imitador de mulheres ". Continua Brecht, descrevendo uma demonstração das técnicas deste ator num encontro, que este ator, de terno, executava certos movimentos femininos, ressaltando sempre a presença de duas personagens, um que apresentava e outro que era apresentado. Brecht sublinha que o actor chinês não pretendia andar e chorar como uma mulher, mas como uma determinada mulher (pg40, vol2).

No início de sua carreira Brecht estabelece os elementos de uma nova forma de interpretação para o ator. Em, a propósito dos critérios de apreciação da arte dramática, defende o ator
Peter Lore de críticas negativas dizendo que uma interpretação gestual levará o público a exercer uma operação crítica do comportamento humano. Afirma que cada palavra deve encontrar um significado visual e através do gesto o espectador pode compreender as alternativas da cena (Peixoto, 1974, 2. edicão, pg; 68).
Peixoto descreve que para Brecht a interpretação gestual deve muito ao cinema mudo, principalmente a Chaplin, que elaborara uma nova forma de figuração do pensamento humano (Peixoto, 1974, 2. edicão, pg; 68). Esta preocupação levará a que Brecht defina o conceito de
gestus na interpretação e montagem de suas peças.

Conforme destaca
Jameson, algumas das inovações propostas pela cena brechtiana são similares àquelas propostas por importantes artistas modernistas no teatro ou em outras artes. Destacam-se entre eles a dramaturgia de Frank Wedekind, influência reconhecida pelo próprio Brecht, o romance Ulysses de James Joyce, as propostas cubo-futuristas ou construtivistas no cinema de Sergei Eisenstein, os procedimentos de colagem nos trabalhos de Picasso.
Willet reforça o aspecto da construção narrativa: Com Brecht os mesmos princípios de montagem espalham-se ao teatro pois a forma narrativa do teatro épico seria mais adequada para se lidar com temas sócio-econômicos, evidenciando Willet que a
montagem foi a técnica estrutural mais natural na prática artística brechtiana(1978, 110).


Peças de teatro
Entradas com nome da tradução ao português (quando houver), título original, ano da escrita / ano da produção.
Baal (Baal) 1918/1923
Tambores na Noite (Trommeln in der Nacht) 1918-20/1922
Os mendigos (Der Bettler oder Der tote Hund) 1919/?
O Casamento do Pequeno Burgues (Die Kleinbürgerhochzeit) 1919/1926
(Er treibt einen Teufel aus) 1919/?
Lux in Tenebris (Lux in Tenebris) 1919/?
(Der Fischzug) 1919?/?
(Mysterien eines Friseursalons) (roteiro para cinema) 1923
Na Selva das Cidades (Im Dickicht der Städte) 1921-24/1923
A Vida de Edward II da Inglaterra (Leben Eduards des Zweiten von England) 1924/1924
(Der Untergang des Egoisten Johnann Fatzer) (fragmentos) 1926-30/1974
O Homem é um Homem (Mann ist Mann) 1924-26/1926
O Elefante Calf (Das Elefantenkalb) 1924-6/1926
Mahagonny (Mahagonny-Songspiel) 1927/1927
A Ópera dos Três Vintêns (Die Dreigroschenoper) 1928/1928
O Vôo no Oceano (Der Ozeanflug; originally Lindbergh's Flight [(Lindberghflug]) 1928-29/1929
A Peça de Baden-Baden (Badener Lehrstück vom Einverständnis) 1929/1929
Happy End (Happy End) 1929/1929
Ascenção e Queda da Cidade de Mahagonny (Aufstieg und Fall der Stadt Mahagonny) 1927-29/1930
Aquele que diz Sim, Aquele que diz Não (Der Jasager; Der Neinsager) 1929-30/1930-?
A Decisão (Die Maßnahme) 1930/1930
Santa Joana do Matadouros (Die heilige Johanna der Schlachthöfe) 1929-31/1959

Stamp from the former East Germany depicting Brecht and a scene from his Life of Galileo.
A Exceção e a Regra (Die Ausnahme und die Regel) 1930/1938
A Mãe (Die Mutter) 1930-31/1932
Kuhle Wampe (roteiro para cinema) 1931/1932
Os Sete Pecados Capitais (Die sieben Todsünden der Kleinbürger) 1933/1933
Cabeças Redondas, Cabeças Pontudas (Die Rundköpfe und die Spitzköpfe) 1931-34/1936
Horácios e Curiácios (Die Horatier und die Kuriatier) 1933-34/1958
Terror e Miséria no Terceiro Reich (Furcht und Elend des Dritten Reiches) 1935-38/1938
Os Fuzis da Senhora Carrar (Die Gewehre der Frau Carrar) 1937/1937
Galileo Galilei (Leben des Galilei) 1937-9/1943
Quanto Custa o Ferro (Was kostet das Eisen?) 1939/1939
(Dansen) 1939/?
Mãe Coragem e seus Filhos (Mutter Courage und ihre Kinder) 1938-39/1941
O Julgamento de Lucullus (Das Verhör des Lukullus) 1938-39/1940
O Sr Puntila e seu criado Matti (Herr Puntila und sein Knecht Matti) 1940/1948
The Good Person of Szechwan (Der gute Mensch von Sezuan) 1939-42/1943
A Resistível Ascensão de Arturo Ui (Der aufhaltsame Aufstieg des Arturo Ui) 1941/1958
Hangmen Also Die (roteiro cinema) 1942/1943
As Visões de Simone Machard (Die Gesichte der Simone Machard ) 1942-43/1957
Schweik na Segunda Guerra Mundial (Schweyk im Zweiten Weltkrieg) 1941-43/1957
O Círculo de Giz Caucasiano (Der kaukasische Kreidekreis) 1943-45/1948
Antígone (Die Antigone des Sophokles) 1947/1948
Os Dias da Communa (Die Tage der Commune) 1948-49/1956
The Tutor (Der Hofmeister) 1950/1950
O Julgamento de Lucullus (Die Verurteilung des Lukullus) 1938-39/1951
(Herrnburger Bericht) 1951/1951
Coriolanus (Coriolan) 1951-53/1962
O Julgamento de Joana D'Arc, 1431 (Der Prozess der Jeanne D'Arc zu Rouen, 1431) 1952/1952
Turandot (Turandot oder Der Kongreß der Weißwäscher) 1953-54/1969
Don Juan (Don Juan) 1952/1954
Trumpetes e Tambores (Pauken und Trompeten) 1955/1955
Im:Wikipedia
German Lyrics:
Und der Haifisch, der hat ZähneUnd die trägt er im GesichtUnd Macheath, der hat ein MesserDoch das Messer sieht man nichtAn 'nem schönen blauen SonntagLiegt ein toter Mann am StrandUnd ein Mensch geht um die Ecke,Den man Mackie Messer nenntUnd Schmul Meier bleibt verschwundenUnd so mancher reiche MannUnd sein Geld hat Mackie MesserDem man nichts beweisen kannJenny Towler ward gefundenMit 'nem Messer in der BrustUnd am Kai geht Mackie Messer,Der von allem nichts gewußtUnd die minderjährige WitweDeren Namen jeder weißWachte auf und war geschändetMackie welches war dein Preis?RefrainUnd die einen sind im DunkelnUnd die anderen sind im LichtDoch man sieht nur die im LichteDie im Dunkeln sieht man nichtDoch man sieht nur die im LichteDie im Dunkeln sieht man nicht
Literal English Translation:
And the shark, he has teethAnd he wears them in his faceAnd Macheath, he has a knifeBut the knife you don't seeOn a beautiful blue SundayLies a dead man on the StrandAnd a man goes around the cornerWhom they call Mack the KnifeAnd Schmul Meier stays missingAs do some rich menAnd his money has Mack the Knife,On whom they can't pin anything.Jenny Towler was foundWith a knife in her chestAnd on the wharf walks Mack the Knife,Who knows nothing about all this.And the minor-aged widow,Whose name everyone knows,Woke up and was violatedMack, what was your price?And some are in the darknessAnd the others in the lightBut you only see those in the lightThose in the darkness you don't seeBut you only see those in the lightThose in the darkness you don't see