ops

Donnerstag, 7. Oktober 2010

Dienstag, 5. Oktober 2010

Fito Paez - London Town

Wortes uber Städte

Sagesse II - III - XVI



La " grande ville ". Un tas criard de pierres blanches

Où rage le soleil comme en pays conquis.

Tous les vices ont leur tanière, les exquis

Et les hideux, dans ce désert de pierres blanches.


Des odeurs ! Des bruits vains ! Où que vague le coeur,

Toujours ce poudroiement vertigineux de sable,

Toujours ce remuement de la chose coupable

Dans cette solitude où s'écœure le coeur !


De près, de loin, le Sage aura sa thébaïde

Parmi le fade ennui qui monte de ceci,

D'autant plus âpre et plus sanctifiante aussi,

Que deux parts de son âme y pleurent, dans ce vide !

Paul Verlaine

Samstag, 2. Oktober 2010

Freitag, 1. Oktober 2010

Wortes uber Städte

Poema de todas as manhãs

Mas que importa se auguro uma chegada?
Baixo a rota desses aviões encurvados sobre o Tejo como animais que seduzem as águas de todas as cidades
Só te vou esperar no conforto de meus pensamentos
Nesse encanto de sentir, sentir e sentir mais
Até parecer a montanha de outro lado, o que se sente
E já só se caber em casa
Junto à porta, a focinhar para o infinito.
GLudovice 2010

Samstag, 25. September 2010

seitens der Städte.. Lissabon: Clarice Lispector


LISSABON  Foto:G.Ludovice
Clarice Lispector esteve em Lisboa em 1944


Clarice Lispector
nascida Haia Lispector (Chechelnyk, 10 de dezembro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977)

De origem judaica, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. A família de Clarice sofreu a perseguição aos judeus, durante a Guerra Civil Russa de 1918-1921. Seu nascimento ocorreu em Chechelnyk, enquanto percorriam várias aldeias da Ucrânia, antes da viagem de emigração ao continente americano. Chegou no Brasil quando tinha dois anos de idade.
A família chegou a Maceió em março de 1922, sendo recebida por Zaina, irmã de Mania, e seu marido e primo José Rabin. Por iniciativa de seu pai, à exceção de Tania – irmã, todos mudaram de nome: o pai passou a se chamar Pedro; Mania, Marieta; Leia – irmã, Elisa; e Haia, Clarice. Pedro passou a trabalhar com Rabin, já um próspero comerciante.
Clarice Lispector começou a escrever logo que aprendeu a ler, na cidade do Recife, onde passou parte da infância. Falava vários idiomas, entre eles o francês e inglês. Cresceu ouvindo no âmbito domiciliar o idioma materno, o iídiche.
Foi hospitalizada pouco tempo depois da publicação do romance A Hora da Estrela com câncer inoperável no ovário, diagnóstico desconhecido por ela.[carece de fontes?] Faleceu no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57° aniversário. Foi inumada no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro.

"Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou por assim dizer vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior do que eu mesma, e não me alcanço. Além do quê: que faço dessa lucidez? Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o inferno humano — já me aconteceu antes. Pois sei que — em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade — essa clareza de realidade é um risco. Apagai, pois, minha flama, Deus, porque ela não me serve para viver os dias. Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis. Eu consisto, eu consisto, amém."

Capa da edição original de Paixão Segundo G.H.Em dezembro de 1943, publicou seu primeiro romance, Perto do coração selvagem. Escrito quando tinha 19 anos, o livro apresenta Joana como protagonista, a qual narra sua história em dois planos: a infância e o início da vida adulta. A literatura brasileira era nesta altura dominada por uma tendência essencialmente regionalista, com personagens contando as dificuldades da realidade social do país na época. Clarice Lispector surpreendeu a crítica com seu romance, seja pela problemática de caráter existencial, completamente inovadora, seja pelo estilo solto, elíptico e fragmentário. Este estilo de escrita se tornou marca característica da autora, como pode ser observado em seus trabalhos subsequentes.
Na época da publicação, muitos associaram o seu estilo literário introspectivo a Virginia Woolf ou James Joyce, embora ela afirme não ter lido nenhum destes autores antes de ter escrito seu romance inaugural. A epígrafe de Joyce e o título, inspirado em citação do livro de Joyce Retrato do Artista quando Jovem, foram sugeridos por Lúcio Cardoso após o livro ter sido escrito. Perto do coração selvagem ganhou o prêmio da Fundação Graça Aranha de melhor romance de estréia, em outubro de 1944.

A obra de Clarice ultrapassa qualquer tentativa de classificação. A escritora e filósofa francesa Hélène Cixous vai ao ponto de dizer que há uma literatura brasileira A.C. (Antes da Clarice) e D.C. (Depois da Clarice).
Além de escritora, Clarice foi colunista do Jornal do Brasil, do Correio da Manhã e Diário da Noite. As colunas, que foram publicadas entre as décadas de 60 e 70, eram destinadas ao público feminino, e abordavam assuntos como dicas de beleza, moda e comportamento. Em meados de 1970, Lispector começou a trabalhar no livro Um sopro de vida: pulsações, publicado postumamente. Este livro consiste de uma série de diálogos entre o "autor" e sua criação, Angela Pralini, personagem cujo nome foi emprestado de outro personagem de um conto publicado em Onde estivestes de noite. Esta abordagem fragmentada foi novamente utilizada no seu penúltimo e, talvez, mais famoso romance, A hora da estrela. No romance, Clarice conta a história de Macabéa, uma datilógrafa criada no estado de Alagoas que migra para o Rio de Janeiro e vai morar em uma pensão, tendo sua rotina narrada por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M. O livro descreve a pobreza e a marginalização no Brasil, temática que pouco aparece ao longo da sua obra. A história de Macabéa foi publicada poucos meses antes da morte de Clarice.

Clarice verteu para o português, em 1976, o livro Entrevista com o Vampiro, da autora americana Anne Rice.
Ainda jovem, à época esposa de diplomata brasileiro, serviu na campanha da Itália durante a II Guerra Mundial como assistente voluntária junto ao corpo de enfermagem da Força Expedicionária Brasileira.
A primeira edição de Onde estivestes de noite foi recolhida por ter sido colocado, erroneamente, um ponto de interrogação no título.
Em artigo publicado no jornal The New York Times, no dia 11/03/2005, a escritora foi descrita como o equivalente de Kafka na literatura latino-americana. A afirmação foi feita por Gregory Rabassa, tradutor para o inglês de Jorge Amado, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e de Clarice.

"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós"

im:wikipedia

Samstag, 11. September 2010

Wortes uber Städte

“(…) É o quê, a Europa?
Se eu fosse indiano, talvez to soubesse dizer.
Como europeu, torna-se-me difícil.
Então, imagina que és um indiano.
Como indiano, dir-te-ia: a Europa, aquele continente onde o homem está convencido de que existe e de que se encontra no centro do mundo, e onde o passado se chama história, e a acção é preferida à contemplação; a Europa, onde comummente se crê que a vida vale a pena ser vivida, e onde o sujeito e o objecto convivem em boa harmonia, e duas ilusões como a ciência e a política são levadas a sério, e no entanto, apesar disso, é nada; …)”


Im: Uma ideia da Índia, Alberto Moravia, ed. Tinta da china


Mittwoch, 25. August 2010

Franz Kafka 1992 Pt. 1/8

seitens der Städte.. FUNCHAL: Zarco

FUNCHAL 2010
Foto:G.Ludovice
João Gonçalves Zarco

(Portugal Continental, c. 1390 — Funchal, 21 de Novembro de 1471[1]]) foi um navegador português e cavaleiro fidalgo da Casa do Infante D. Henrique. Comandante de barcas, foi escolhido pelo Infante para organizar o povoamento e administrar por si a Ilha da Madeira, na parte do Funchal, a partir de cerca de 1425.
Pouco ou nada se sabe de concreto sobre os antecedentes de Zarco, sendo provável que tenha estado na conquista de Ceuta em 1415, e que os bons serviços prestados então tenham sido decisivos para a sua escolha pelo Infante D. Henrique para liderar o seu projecto de colonização do Arquipélago da Madeira, já conhecido desde meados do século XIV [2], mas até então despovoado e apenas usado esporadicamente para aguada e descanso das tripulações de navios que ali eventualmente chegavam. Zarco até 1460 aparece documentado como João Gonçalves Zargo, assinando Zargo.[3]
Monumento e estátua de João Gonçalves Zarco no centro do Funchal

Zarco usou o nome e sempre assinou por ele[3], pelo que é possível que fosse realmente o seu apelido de família. Em 1460 o Rei D. Afonso V atribui armas e o apelido de família Câmara de Lobos a João Gonçalves Zarco [4], que passa a partir de então a designar-se por João Gonçalves de Câmara, nunca usando, no entanto, o apelido na sua forma composta original. A troca, a partir de 1460, do nome "Zargo" pelo "de Câmara", é uma forte evidência de que Zargo seria, de facto, o seu nome de família.

José Freire Monterroio Mascarenhas elaborou uma hipótese genealógica segundo a qual João Gonçalves Zarco poderia ser filho de Gonçalo Esteves Zarco, Cavaleiro da casa d'El Rei D. João I, com moradia de 1950 libras, e de D. Beatriz, filha de João Afonso, de Santarém, vedor do mesmo rei e filho de Afonso Guilherme, também de Santarém. Gonçalo Esteves poderia ser filho de Estêvão Pires Zarco, Ministro e Procurador da Fazenda de D. Diniz, que se dizia Vogado da casa d'El-Rei, título com o qual assina uma escritura de doação feita em Santarém no último de Janeiro de 1323, assinando também a renovação das pazes com Castela em 1327. Estêvão Pires poderia ser filho de Afonso Zarco, Cavaleiro da Ordem de Santiago, Comendador de Ourique e um dos treze eleitores da mesma ordem no ano de 1311. Ainda segundo a mesma hipótese, Afonso Zarco poderia ser filho de Pedro Gonçalves Zarco, morador em Lisboa, neto de Estêvão Gonçalves Zarco, segundo parece morador na mesma cidade, o qual por sua vez poderia ser filho, dado o patronímico, apelido e cronologia, de Gonçalo Zarco, documentado em Tomar no reinado de D. Afonso Henriques.[5]

Terá participado na tomada de Ceuta em 1415, já ao serviço do Infante D. Henrique, após o que este o terá nomeado comandante de uma embarcação cuja missão era patrulhar a Costa Sul de Portugal, uma vez que eram frequentes, naquele litoral, as razias de piratas da Barbária. Assim, cedo se tornou mestre na arte de marear, reconhecendo, em 1418, a ilha de Porto Santo e, no ano seguinte (1419), a ilha principal do que é hoje o arquipélago da Madeira.

João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira reconheceram o arquipélago da Madeira em 1418, presumindo-se que terão sido arrastados para a ilha de Porto Santo quando se preparavam para explorar a costa da África e atingir a Guiné, numa viagem a mando do Infante. Regressados a Portugal, os navegadores persuadiram D. Henrique das vantagens de estabelecer na ilha recém-descoberta uma colónia permanente, e a ela regressaram, desta vez acompanhados de Bartolomeu Perestrelo, levando cereais e coelhos. Estes últimos proliferaram ao ponto de se tornarem uma praga.
De Porto Santo, o navegador passou à Ilha da Madeira, a cuja colonização o Infante D. Henrique deu início em 1425. Confirmando uma situação de facto, o Infante concedeu a João Gonçalves, em 1450, a Capitania do Funchal. Na qualidade de homem da casa do Infante, Zarco participou no cerco de Tânger, onde foi armado cavaleiro, em 1437.

A 4 de Julho de 1460, por concessão de D. Afonso V (1438-1481) em Santarém, Zarco passou a ostentar o apelido Câmara, derivado de Câmara de Lobos, designação atribuída pelo navegador a um local da Ilha da Madeira onde descobriu grande quantidade daqueles animais.

Casou-se com Constança Rodrigues, com quem teve sete descendentes (três varões e quatro damas).
Os seus descendentes mantiveram o sobrenome Câmara e aboliram o de Lobo. Diz o cronista que:
"...seguiu desde novo a carreira marítima, exercendo o comando das caravelas que vigiavam as costas do Algarve. Quando D. Henrique se lançou no caminho das explorações, foi o primeiro que se ofereceu para o coadjuvar. D. Henrique, em 1418, mandou preparar um barco, e entregando-o a João Gonçalves Zarco e a Tristão Vaz Teixeira, mandou-os demandar terras desconhecidas ou procurar ilhas que apareciam nos mapas, a que teriam aportado há 50 ou 60 anos outros navegadores port. Zarco chegou depois de dias de viagem à ilha que batizou Porto Santo, voltando a Portugal dar conta do resultado. O infante ficou satisfeito e tratou logo de colonizar a ilha. Ordenou a ele e a Vaz Teixeira voltar a Porto Santo, dando-lhes por companheiro outro criado da sua casa, Bartolomeu Perestrelo. Nessa viagem descobriram ou demandaram a ilha da Madeira, saindo Tristão Vaz e Gonçalves Zarco do Porto Santo no dia 1º de julho de 1419, e indo aportar à Madeira no ponto a que chamaram de São Lourenço, por ser «S. Lourenço» nome do navio que os conduzia. Fizeram ao redor da ilha viagem de circumnavegação, e foram pondo nomes aos diferentes acidentes da costa. A principal baía recebeu nome de Baía do Funchal; uma grande lapa onde se escondiam muitos lobos que caçaram, o nome de Câmara de Lobos, tomando desse sitio Zarco e os seus descendentes o apelido de Câmara. Voltando a Portugal, receberam o premio. O infante confirmou a Zarco o apelido de Câmara, e deu-lhe por armas um escudo em campo verde, e nele uma torre de menagem com cruz de ouro, e dois lobos encostados à torre com paquife e folhagens vermelhas e verdes; e por timbre outro lobo em cima do paquife. Além disso, dividindo a ilha em duas capitanias, fez mercê de uma, a do Funchal, a Zarco. Partiu este para a sua ilha, depois de ter casado, e se entregou à colonização da sua propriedade. Não se esqueceu dos deveres de cavaleiro, nem da gratidão que devia ao infante. Quando D. Henrique quis tentar a expedição de Tanger, veio pôr-se à disposição. No cerco de Tanger foi armado cavaleiro pelo infante, e tendo escapado com vida a essa desastrosa expedição, tornou para a Madeira, onde, aproveitando suas ricas matas, fez construir navios com que de vez em quando auxiliou o infante nas suas expedições de descobrimento além do cabo Bojador. Parece ter sido o 1o que pôs a artilharia a bordo. Esses instrumentos guerreiros eram imperfeitos e de bem pouco serviam. Os navios de Zarco figuraram nos descobrimentos para além do cabo Bojador. Um sobrinho, Álvaro Fernandes, foi dos descobridores mais audaciosos. O ramo principal da sua casa é hoje representado pelos descendentes dos condes e marqueses da Ribeira Grande."

Faleceu em idade avançada, sendo sepultado no Funchal, na Capela de Nossa Senhora da Conceição, que ele próprio mandara edificar em 1430, muito embora o mausoléu tenha sido demolido, por razões de espaço, em 1768, a pedido da abadessa do Convento de Santa Clara, no qual fora, entretanto, integrada a pequena capela quatrocentista.

Foi casado com Constança Rodrigues, de quem teve:
1.João Gonçalves da Câmara (?- Funchal, Madeira, 26 de março de 1501), Casado com D. Mécia de Noronha, filha de Dom João Henriques de Noronha, filho bastardo de Afonso, conde de Gijón e Noronha) E sua esposa Beatriz, a senhora de Mirabel e irmã de Dom Garcia Henriques, também filho bastardo de uma mãe desconhecida.
2.Rui Gonçalves da Câmara, 3.º capitão donatário da Ilha de São Miguel, Açores. Foi casado com Maria de Bettencourt, filha natural de Maciot de Bettencourt de Teguise. Teve um filho bastardo com Maria Rodrigues e mais três filhos com uma senhor desconhecida.
3.Garcia Rodrigues da Câmara, foi casado com Violante de Freitas, de quem teve filhos.
4.Beatriz Gonçalves da Câmara, foi casada com Diogo Cabral.
5.Isabel Gonçalves da Câmara, casada com Diogo Afonso de Aguiar, “o Velho”, filho de Pedro Afonso de Aguiar, fidalgo da Casa de Real de Household, E de Mécia de Sequeira.
6.Helena Gonçalves da Câmara, casada com Martim Mendes de Vasconcelos (descendente de Carlos Magno, Hugo Capeto e Fernando I de Castela), Filho de Martim Mendes de Vasconcelos e sua esposa Inês Martins de Alvarenga.
7.Catarina Gonçalves da Câmara, casado com Garcia Homem de Sousa
im:wikipedia

Freitag, 13. August 2010

seitens der Städte.. Madeira: Carlos I

Praça do Município, Funchal - Madeira 2010



Carlos I da Áustria

Carlos I da Áustria e IV da Hungria ou Carlos I de Habsburgo-Lorena nasceu no dia 17 de agosto de 1887 em Persenbeug (Baixa Áustria) e morreu no Funchal no dia 1º de abril de 1922. O seu nome de baptismo era Karl Franz Josef Ludwig Hubert Georg Maria von Habsburg-Lothringen. Foi o último Imperador da Áustria, Rei da Hungria e Boêmia, entre 1916 e 1918. Ficou conhecido como Carlos I da Áustria, IV da Hungria e III da Boémia. A Igreja Católica o designa como Beato Carlos da Áustria, Imperador.

Primogénito do Arquiduque Otto e da Princesa Josefa de Saxónia. Sucedeu seu tio avô Francisco José I. Antes de ascender ao trono prestou serviços no exército. Converteu-se em sucessor em 1914 após o assassinato do seu tio, o Arquiduque Francisco Ferdinando em Sarajevo, Bósnia, motivo para o início da Primeira Guerra Mundial.
Sem suficiente capacidade de manobra, durante o ano de 1917, manteve a revelia da Alemanha uns polêmicos contatos com o governo francês para tratar de alcançar a paz por separado com os aliados através de seu cunhado, o Príncipe Sexto de Borbón-Parma, que fracassaram. Com a derrota da Áustria-Hungria na guerra e iniciada a dissolução do Império, renunciou ao cargo de chefe de Estado em 11 de novembro de 1918 mas não aos seus direitos como chefe da dinastia e ao trono. Partiu para o exílio na Suíça.

Em 1921, com escasso apoio político, participou de uma conspiração para restaurar a monarquia na Hungria. Sem embargo, o almirante Miklós Horthy o traiu e conseguiu retirar-lhe o trono, expulsou de seu país e converteu-se em regente de uma Hungria que se definia como "reino com o trono vago".

O imperador Carlos morreu de pneumonia na ilha da Madeira no ano de 1922. Seus restos ainda permanecem na ilha, na Igreja de Nossa Senhora do Monte, com permissão dos seus sucessores.

Reinos e países da Áustria-Hungria.O Império Austro-Húngaro compreendia em 1914, 676.616 km2 e 52 milhões de habitantes, o que a convertia no segundo país mais extenso da Europa e o terceiro mais povoado. Incluía 12 milhões de alemães, 10 milhões de húngaros, 9 milhões de checos e eslovacos, 5 milhões de poloneses, outros tantos sérvios e croatas, 4 milhões de ruténios e 1 milhão de italianos. Havia 34 milhões de católicos romanos, 4,5 milhões de ortodoxos, outros tantos protestantes, 2,5 milhões de judeus e 700.000 muçulmanos, cuja coexistência pacífica era garantida pelo Império.
Se a situação balcânica havia sido até então sangrenta e problemática, a dissolução da Áustria-Hungria exacerbaria os problemas ao acrescentar novas fronteiras que criaram férreas barreiras alfandegárias, responsáveis por asfixiar o comércio e conduzir a crise económica e a miséria dos novos países balcânicos. Porém, apesar de tudo, a derrota do Império Austro-Húngaro na Primeira Guerra resultou na auto-determinação e independência das minorias étnicas dentro do território Habsburgo e na proclamação da República da Áustria.

Para Áustria, a conseqüência mais importante da dissolução do Império foi a sua degradação a um poder de terceira categoria, ao ponto de ser absorvida pela Alemanha em 1938. Nunca recuperaria seu status de grande potência. Viena, que havia sido uma das capitais do mundo, se converteu da noite para o dia a cabeça de um país diminuto. Em 2007 ainda está muito distante da população que tinha em 1916 (1,6 milhões em 2007, enquanto em 1916 era de 2,3 milhões).
Sua abdicação acabou com o poder da dinastia dos Habsburgo, família que havia dominado a Europa e o mundo inteiro desde o século XV, quando Alberto II de Habsburgo alcançou o poder do Sacro Império Romano Germânico em 1438. Desde esse momento, estenderam seus domínios por toda Europa e América, alcançando seu máximo esplendor no século XVI com Carlos I da Espanha e V da Alemanha, Imperador do Sacro Império Romano Germânico entre 1519 e 1556. Sem embargo, a decadência fez que perdessem possessões, reduzindo finalmente a um resquício de todo seu antigo poder: Áustria, Hungria e Boémia. Estes reinos formaram em princípio o Império da Áustria (1804-1867), mais tarde passaram a ser o Império Austro-Húngaro (1867-1918). O colapso do estado austro-húngaro em 1918 pôs fim ao poder da dinastia Habsburgo no mundo.
Carlos foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 3 de outubro de 2004.
Casou em 1911 com a princesa Zita de Borbón-Parma de quem teve oito filhos:
O príncipe herdeiro Otto (1912-, duque de Lorena e de Bar, casado com a princesa Regina de Saxônia-Meiningen e Hildburghausen
A Arquiduquesa Adelaida (1914-1971),O Arquiduque Roberto (1915-1996), casado com a Princesa Margarida de Savóia-Aosta
O Arquiduque Felix (1916-), casado com a Princesa casada Anna-Eugênia de Arenberg
O Arquiduque Carlos Luis (1918-), casado com a Princesa Yolanda de LigneO Arquiduque Rodolfo (1919-), casado em primeiro lugar com a Condessa Xenia Tschernyscheva-Besobrasova e em segundo lugar com a Princesa Ana de Wrede,
A Arquiduquesa Carlota (1921-1989), casada com o Duque Jorge de Mecklenburgo, chefe da casa dinástica de Mecklenburg-Strelitz
A Arquiduquesa Isabel (1922-1993), casada com o Príncipe Henrique de Liechtenstein
Sua Majestade Imperial, Real e Apostólica Carlos I, pela Graça de Deus, Imperador da Áustria, Rei Apostólico da Hungria, quarto de seu nome, Rei da Boêmia, Dalmácia, Croácia, Eslovénia e Galícia, Lodomeria e Ilíria; Rei de Jerusalém, etc... Arquiduque da Áustria, Grão Duque de Toscana e Cracóvia, Duque de Lorena e Salzburgo, de Estiria, Caríntia, Carniola e Bucovina; Grão Príncipe da Transilvânia; Margrave da Morávia; Duque da Alta e da Baixa Silésia, de Módena, Parma, Piacenza e Guastalla, de Auschwitz e Zator, de Teschen, Friuli, Ragusa e Zara; conde de Habsburgo e Tirol, de Kyburg, Gorízia e Gradisca; Príncipe de Trento e Brixen; Margrave da Alta e da Baixa Lusacia e da Ístria; Conde de Hohenems, Feldkirch, Bregenz, Sonnenberg, etc...; Senhor de Trieste, de Cattaro, e de Marca Wendia; Grão Voivoda da Sérvia, etc.
im.Wikipedia

Montag, 12. Juli 2010

Wortes uber Städte

RUAS DEMASIADO VELHAS


Caminhei pelas ruas de uma velha cidade, e eram fracas as ruas como gargantas de peixes duros do mar, salgados e guardados em barris por muitos anos.

Que velhas, que velhas, que velhas que somos! – continuavam a dizer as paredes encostadas umas às outras como velhas da aldeia, como velhas comadres que estão cansadas e que fazem o indispensável.

O máximo que a cidade me podia oferecer a mim, um forasteiro, eram estátuas de reis, em cada esquina bronzes de reis, velhos reis barbudos que escreviam livros e falavam do amor de Deus para com todos os povos, e reis jovens que atravessaram com exércitos as fronteiras, partindo a cabeça dos adversários e aumentando os seus reinos.

O mais estranho de tudo para mim, um estranho nesta velha cidade, era o ruído do vento que serpenteava nas axilas e nos dedos dos reis de bronze: Não há evasão? Isto vai durar para sempre?

Bem cedo, numa rajada de neve, um dos reis gritou: “Deitem-me abaixo onde não me possam ver as comadres cansadas, atirem o meu bronze para um fogo feroz, e fundam-me em colares para crianças que dançam”.

Carl Sandburg

Sonntag, 11. Juli 2010

seitens der Städte.. LONDON: Stevenson

Robert Louis Balfour Stevenson
(13 de novembro de 1850, Edimburgo – 3 de dezembro de 1894, Apia, Samoa)

Robert Louis (originalmente Lewis) Balfour Stevenson nasceu em Edimburgo, capital da Escócia. Filho de engenheiro civil, era pressionado pelo pai a seguir mesma carreira, mas a saúde debilitada e a fraca inclinação para a área fizeram com que decidisse por uma carreira alternativa. Em 1866 entrou para a faculdade de Direito em Edimburgo. Lá ele estuda e escreve durante 1871 e 1872 para o jornal universitário, o Edimburgh University Magazine, revelando seu gosto e talento para a literatura.

No ano de 1873, após concluir a faculdade, Robert muda-se para a cidade de Londres, Inglaterra, pois sentia-se deslocado no ambiente familiar, marcado por um clima coercitivo e pela inexorável moral e religiosidade puritanas. Em sua curta estadia na cidade passa a frequentar os salões literários para, algum tempo depois, partir por uma longa viagem pela Europa continental.

1876 é importante na vida particular, pois nesse ano conhece uma mulher norte-americana 10 anos mais velha, Fanny Vandergrift Osbourne, com a qual se iria casar em 1880, em São Francisco, Estados Unidos. Volta à Inglaterra e traz consigo esposa e um enteado, chamado Samuel Lloyd Osbourne. No ano seguinte é internado na cidade de Davos, Suíça, para tratar sua tuberculose, que há anos o vinha acompanhando. A carreira de engenheiro, jamais exercida, é preterida pela de escritor, que, a partir de 1882, é marcada por uma acentuada proficuidade.
Conhece a notoriedade artística ao escrever, em 1886 The Strange case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde, um de seus maiores sucessos literários. Com a morte do pai, em 1887, Stevenson retorna aos Estados Unidos, onde volta a tratar de sua tuberculose. No ano seguinte aventura-se num veleiro em diversos arquipélagos do Pacífico-Sul, junto com a esposa e o enteado. Apaixonado pela paisagem paradisíaca se estabelece definitivamente em Apia, nas Ilhas Samoa, em 1889. Morre prematuramente em 3 de dezembro de 1894 enquanto escrevia sua obra-prima inacabada Weir of Hermiston, vítima de uma hemorragia cerebral.

1879 - Travels with a Donkey in the Cévennes
1882 a 1883 - The New Arabian Nights, The Silverado Squatters e Treasure Island (A Ilha do Tesouro)
1884 a 1887 - A child Garden of Verses, Kidnapped (Raptado), "The Black Arrow" e "The Master of Ballantrae"
1886 - The Strange case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde (O Médico e o Monstro)
1894 - Island Nights' Entertainments e In the South Sea
im:wikipedia

Samstag, 3. Juli 2010