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Sonntag, 6. Dezember 2009

seitens der Städte.. BERLIN: Sándor Márai

BERLIN 2008 Sándor Márai vai viver para Berlim, em 1919
Foto:G.Ludovice

Sándor Márai

Sándor Márai (
Košice, 11 de abril de 1900San Diego, E.U.A, 22 de fevereiro de 1989), foi um escritor e jornalista húngaro (nascido no atual território da Eslováquia).
Sándor Márai nasceu em Kassa, uma pequena cidade da Hungria, hoje Eslováquia. Seu pai era advogado e sua mãe professora.
Poeta, Dramaturgo, um dos maiores escritores da língua húngara, Autor de mais de sessenta livros. Escreveu seu primeiro romance aos 24 anos. Alcançou grande sucesso na Hungria, foi um grande romancista, poeta e cronista das sutilezas da memória, escritor e jornalista. Sándor Márai pode ser definido como um verdadeiro amante dos valores morais e civis. Em 1919, vai viver em Berlim e depois em Frankfurt, Alemanha.

Começa a trabalhar como jornalista em1920. Em 1945, é eleito membro da Academia Húngara de Ciências. No ano de 1948 saí de Budapeste num auto-exílio, inconformado com as idéias do regime comunista em seu país e deseja tornar-se cidadão americano. Um liberal acima de tudo, Sándor Márai tinha a plena convicção de que jamais poderia experimentar seu ideal de liberdade numa sociedade dominada pelo comunismo. Márai sempre escreveu em húngaro e produziu a maior parte de suas obras no período entre 1928 e 1948. Pagou um alto preço por suas opiniões contrárias ao regime comunista. Durante toda a sua vida Sándor Márai teve sua sorte modificada e influenciada pela guerra e pelos conflitos políticos em seu país.
Num momento, em que era muito respeitado por todos em seu país e estimado, como um dos maiores escritores da Hungria, e da Europa, toda sua obra foi proibida e Sándor Márai, caíu no esquecimento, exceto na emigração húngara, no Ocidente, que continuou publicá-lo. Márai foi sempre um crítico inconformado com a ascensão do comunismo. Considerava a liberdade de pensamento fundamental, para que o homem possa conquistar respeito e conhecer a felicidade. Alguns críticos nunca aceitaram sua posição e por muito tempo desprezaram suas criações literárias, que traziam um retrato fiel da decadência da burguesia. Era considerado por muitos como um escritor de classe média. 1952, depois de morar na Suíça, Inglaterra, vive por algum tempo em Nova York. Ainda em 1952 trabalha na rádio Europa Livre, até 1967.

Em 1968 depois de passar um tempo em Salermo, Itália, muda-se para San Diego onde vive até suicidar-se em 1989, com um tiro na cabeça. O suicídio de Sándor Márai que partiu sem dizer por que, talvez possa ser compreendido se levar-se em conta todos os anos de esquecimento a que foi submetido pelo regime e pela falta de liberdade que tanto criticou a vida toda.
Sua literatura pode já foi comprada com a obra Thomas Mann, um dos maiores escritores alemães do século XX e a de Gyula Krúdy, autor húngaro de obra extensa e muito querido em toda Hungria e Europa. Em sua trajetória literária Sándor Márai, falou das armadilhas do amor, da paixão, da vida, da dor, da decadência e da morte.

Teve seu olhar sempre voltado para todas as aventuras emocionais do homem. A força da literatura de Sándor Márai sempre esteve em sua descrença e na aceitação de seu destino. Seu amor a linguagem e o cuidado para expressar corretamente o que quer nos mostrar, revelam ao seu leitor que mais do que tudo Sándor Márai estava predestinado a escrever e a revelar a seus leitores o caos e a imperiosa necessidade de mudança. Somente depois de muitos anos, com o fracasso do regime comunista, Márai pode ter seu trabalho novamente apreciado em seu país e ficou cada vez mais conhecido em todo o mundo.
Em 1990, recebe postumamente o Prêmio Kossuth.

“O húngaro Sándor Márai foi o cronista perspicaz de um mundo em colapso." – Le Monde

Estátua em sua homenagem, na sua terra natal.

Livros
AS BRASAS
Ed. Companhia das Letras, 1999 -Tradução - Rosa Freire d’Aguiar.
Sem dúvida este é o livro mais festejado de Sándor Márai, e o primeiro a ser lançado no Brasil.
Um romance, que fala de amizade, paixão e honra.
O romance trata da história de dois amigos, Henrik e Konrad, que não se vêem há 41 anos. Depois de serem grandes amigos na infância um deles desaparece em 1899.
Existe um segredo que ronda aquele dia que mudou irremediavelmente a vida dos dois e que agora eles irão compreender. Entre eles o fantasma de Kriztina a mulher por quem ambos estão dispostos a lutar.
O LEGADO DE ESZTER
Ed. Companhia das Letras -2001 – Tradução - Paulo Schiller.
Novela que conta a história de Eszter, que vê voltar à casa da família o único homem que amou Lajos. Mentiroso, sonhador, ladrão de corações e usurpador do patrimônio familiar, ele retorna após 20 anos de ausência para reivindicar os direitos dos filhos que teve com a irmã de Eszter. Ela não hesitará mesmo contra o conselho de todos, a entregar-lhe tudo o que lhe restou, na esperança de reviver esse amor.
Com sua escrita elegante e precisa Márai nos apresenta com grande sensibilidade um dos personagens mais marcantes da literatura universal.
VEREDICTO EM CANUDOS
Ed. Companhia das Letras – 2002 - Tradução de Paulo Schiller.
Romance cuja ação se passa no sertão da Bahia. Escrito em1960 depois de ler “Os Sertões” de Euclides da Cunha, foi lançado em 1970 no Canadá. A paisagem cheia de sol, a vegetação a secura e a miséria da caatinga. Sándor Márai retrata tudo isto com grande intimidade e verdade. Apenas alguém que tenha passado por lá saberia descrever tão bem as agruras do sertão da Bahia.
Como Márai conhece este universo?
A resposta que ao mesmo tempo nos orgulha e envergonha, é Euclides da Cunha. Para muitos brasileiros que não conhecem a obra de Euclides é espantoso que a leitura tenha causado tamanha impressão em Sándor Márai, a ponto de inspirar este livro que é quase uma homenagem a Euclides da cunha.
O romance conta a história de um ex- cabo do exército brasileiro, cinqüenta anos depois. O dia em que Antonio Conselheiro foi derrotado pelas topas do governo. O relato nos conta os acontecimentos do dia 5 de outubro de 1897, data da rendição final de Canudos.



DIVÓRCIO EM BUDA-
Ed. Companhia das Letras -2003 - Tradução - Ladislao Szabo.
Mais uma vez, Sándor Márai narra o reencontro de dois homens, depois de anos sem se falar, e que esperam por um acerto de contas. Entre eles uma mulher. Escrito em 1935, o livro tem como protagonista um austero juiz de direito que está prestes a oficializar a separação de um médico e a esposa, ambos foram seus amigos de juventude. Com riqueza de detalhes o romance mostra a decadência de uma sociedade burguesa diante da Segunda Guerra Mundial e desvenda os cantos mais obscuros da mente do ser humano.
REBELDES-
Ed. Companhia das Letras -2004 – Tradução Paulo Schiller.
Escrito nos anos 1930, o período mais produtivo da carreira do escritor húngaro Sándor Márai, o livro traz um relato fiel da burguesia de seu tempo. Mais do que tudo Sándor Márai nos ensina sobre as dores e dificuldades da passagem para a vida adulta.
No final de 1918, a pequena cidade de Kassa, fica profundamente marcada pela guerra que apesar de distante modifica a vida de seus moradores. Quatro rapazes, a princípio movidos apenas pela curiosidade inconseqüente da juventude, começam a cometer pequenos crimes. Jovens e ingênuos, aos poucos os quatro rebeldes, estendem suas pequenas ousadias e partem para o caminho dos prazeres e da transgressão dos jogos de azar, do fumo, do roubo e da bebida. São facilmente seduzidos por um ator que promete lhes desvendar os segredos da vida.
CONFIÇÕES DE UM BURGUÊS
Ed. Companhia das Letras -2006 – Tradução - Paulo Schiller.
Aos 34 anos depois de sair de sua cidade natal, decidir-se pela cidadania americana, sobreviver ao massacre do Comunismo em seu país. Depois de ver tudo o que mais prezava ser destruído por um regime castrador.
Sándor Márai escreveu as Confissões de um Burguês que são as suas memórias.
No romance o autor apresenta e analisa sua casa e sua família, os antepassados que o moldaram, a formação escolar, seu trabalho como jornalista e as diversas cidades em que viveu até resolver voltar. Mais que uma série de impressões de uma vida em tempos difíceis, Confissões de um burguês desvenda as bases da obra de ficção de Márai. É um retrato minucioso da formação autor, com descrições cuidadosas e detalhadas da casa onde nasceu até as auto-análises bastante ponderadas e feitas com muita lucidez por alguém que se encontrava num estado permanente de revolução interna. Aqui, Márai tem a revelação de que nada mais poderia fazer a não ser escrever e de que isso só poderia ser feito em sua língua materna.
Durante toda a vida Sándor Márai escreveu em seu idioma natal, depois de sair da Hungria, viveu no exílio e só voltou a ser publicado com o fim da guerra fria.
DE VERDADE
Ed. Companhia das Letras – 2008 – Tradução- Paulo Schiller.
Escrito ao longo de quatro décadas, e na voz de quatro narradores, De verdade, para alguns críticos é a obra máxima do escritor húngaro Sándor Márai. Numa linguagem elegante e minuciosa, Márai traz ao leitor todos os conflitos do amor e do casamento, além de mostrar com maestria, os bastidores da burguesia decadente na Europa Central no período das duas grandes guerras. Sándor Márai revela com grande inteligência e realismo a fronteira intransponível que separa as classes sociais, neste romance em que expõe as cicatrizes de uma capital agonizante, cercada pelas tropas comunistas.
AS VELEA ARDEM ATÉ O FIM- 1942
Portugal, Ed. Dom Quixote.
Teve sua primeira publicação em 1942, considerado uma das grandes obras da literatura Húngara do século XX foi lançado, em 2001.
Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde se celebravam elegantes saraus em salões decorados ao estilo francês ao som da música de Chopin, é o cenário decadente que retrata o fim de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se para jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles existe um segredo de uma força estranha que os liga de maneira singular.
A MULHER CERTA
Editor: Dom Quixote -
A Mulher Certa, o último livro de Sándor Márai. Em 1941 Márai publicou Az Igazi [A Mulher Certa], romance composto por dois longos monólogos. Na edição alemã de 1949 (Wandlungen der Ehe), o autor adicionou uma terceira parte, escrita durante o seu exílio em Itália; em 1980 Márai, reescreveu esta terceira parte, na qual adicionou um epílogo. A edição atual reúne as quatro partes que constituem o romance.
O romance começa em Budapeste onde uma mulher conta a uma amiga como descobriu o adultério do seu marido. Por outro lado, um homem confessa a um amigo como abandonou a sua mulher por outra, e uma terceira mulher revela ao seu amante como se casou com um homem cheio de dinheiro para sair da pobreza. Márai com seu domínio total da linguagem dá voz cada um desses três personagens. Apresenta-nos a esses três pontos de vista, essas três sensibilidades diferentes que desvendam uma história cheia de paixões, mentiras e crueldade.
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Freitag, 4. Dezember 2009

musik auf Städte

Wörter über Städte

Quando chego a Nathal, pergunto a mim próprio o que é que faço em Nathal, chego a Viena e pergunto a mim próprio o que é que faço em Viena. E a verdade é que apenas sou feliz quando estou sentado no carro entre o lugar que acabei de deixar e o outro para onde me dirijo, apenas sou feliz no carro e durante a viagem, mas sou o mais o infeliz recém-chegado que se pode imaginar, onde quer que chegue, logo que chego sou infeliz.
Sou daquelas pessoas que no fundo não suportam nenhum lugar do mundo e só são felizes entre os lugares de que partiram e para onde se dirigem. Ainda há alguns anos eu acreditava que uma tal fatalidade mórbida teria de conduzir forçosamente, dentro de pouco tempo, a uma loucura total, mas não me conduziu a essa loucura total, preservou-me efectivamente de uma tal loucura, de que tive toda a minha vida o maior pavor.

Thomas Bernhard
O sobrinho de Wittgenstein, uma amizade, Assírio e Alvim, 2000

Donnerstag, 3. Dezember 2009

seitens der Städte.. LISSABON: José Frederico Bravo de Drummond Ludovice

LISBOA - BELÉM 2009
Foto:G.Ludovice

José Frederico Bravo de Drummond Ludovice
3 Dec 1919 Belém- Lisboa / 19 Spt 2007 - Torres Vedras

ARCHITEKTURE - Sein eigenes Haus:
Lubango

Architektur und Musik
ENTREVISTA
Arquitectura e Música
Texto: Arquitecto José Manuel Fernandes
Recebe-me na sua habitação, com a família, em Sobral de Monte Agraço: é uma casa de amplas vistas sobre uma paisagem estremenha, com os seus característicos montes e vales onde agora os enormes geradores eólicos, substituem os antigos e castiços moinhos a vento.
José Frederico Bravo de Drummond Ludovice nasceu em Belém, Lisboa, a 3.12.1919 e viveu 17 anos na cidade do Lubango, Sul de Angola, onde construiu interessantes e originais obras.

É descendente do famoso arquitecto alemão *Johann Friedrich Ludwig conhecido em Portugal como João Frederico Ludovice (nascido na Baviera em 1670 e falecido em Lisboa em 1752), autor de importantes projectos da época joanina - Convento de Mafra, Palácio de S.Pedro de Alcântara (actual solar do Vinho do Porto), Capela Mor da Sé de Évora).

Formou-se em Arquitectura Escola de Belas Artes de Lisboa em 1953, com o mestre Cristino da Silva, recebendo a classificação de 18 valores com a Tese final sobre um complexo para um Seminário Maior, tema que escolheu por curiosidade e gosto por aprender temáticas diferentes, concebido com desenho moderno e ousado (torre, volumetrias abstractas).
Músico intuitivo, Ludovice concebeu em 1951 o hino "Europa em Marcha", cuja partitura foi adoptada pela NATO em 1952 como "Atlantic Hymn".
Trabalhou depois para a Câmara Municipal de Lisboa, construindo três elegantes pavilhões como equipamentos para parques (dois em Monsanto e dois no parque Silva Porto, em Benfica), com estrutura de betão e pérgolas, dentro do gosto leve e dinâmico dos anos de 1950. Construíu igualmente habitações em Sines, onde trabalhou no Plano de Urbanização da vila.

Com espírito de aventura, Ludovice partiu em 1958 para a cidade de Sá da Bandeira, actual Lubango, onde laborou como professor do Ensino Técnico e Liceal em Desenho, e na secção local da Universidade de Luanda, em matemática, entre 1970 e 1975.
Foi dos poucos arquitectos radicados na região, provendo à concepão de equipamentos e à concepção de planos de Urbanização. (Foi arquitecto privado da Câmara desde 1968).
Ludovice concebeu alguns dos mais originais objectos arquitectónicos do Lubango, os quais viriam a ser emblemáticos da urbe e de seus arredores.
Trata-se de um conjunto coerente de pequenos monumentos modernos, aos quais a sensibilidade fina e «musical» do seu autor, deu um sentido de leveza e alguma espiritualidade, como o Pórtico-Esplanada para a Senhora do Monte (topónimo de origem islenha, lembrando o monte funchalense), de 1962, cuja silhueta dinâmica, em viga de betão curva, nasce de uma geometria regrada em planta:

a entrada pórtico em betão, de sentido estrutural e expressão elegante, para o recinto da Feira, com o respectivo Pavilhão de Exposições – uma obra de conjunto, com desenho de amplo arco encastrado em pilares, que também porticam o Pavilhão;

os Arcos da cidade, no Parque da Senhora do Monte (cuja capelinha votiva também recuperou) e o Monumento ao general João de Almeida,1963:

Na cidade edificou ainda a sua casa própria (moradia onde desenhou tudo, até o mobiliário) e, nos arredores concebeu uma pequena obra mista em betão e madeira, o pavilhão restaurante da Pousada da Leba na Tundavala em 1962 –onde os construtores locais lhe ensinaram o uso dos pilares na resistente madeira regional, cuja seiva era auto-protectora contra os infestantes (utilizada na ampla varanda frontal do edifício).

Trabalhou igualmente em diversos equipamentos e conjuntos industriais e infra-estruturais, no Lubango e em Luanda, como as instalações da Casa Inglesa e as instalações fabris Lupral, ambas no Lubango e a fábrica de montagem de camiões Izuzu, em Luanda. Ainda de referir a concepção das instalações da Mercedes Benz e da Central de Camionagem EVA. No campo infra-estrutural, mencione-se a estação Gare de Serpa Pinto, actual Menonge e os apeadeiros e casas para trabalhadores na linha férrea para Moçâmedes, hoje Namibe.
A concepção, implementação e construção novos centros urbanos era um processo activo nas décadas de 1960-70 em Angola e Moçambique. Ludovice participou amplamente nesta gesta, como urbanista, tendo desenhado os planos urbanísticos para Vila de Santo António do Zaire, actual Soyo, (no extremo Norte do território),Caluquembe, Vila da Ponte, Porto Alexandre, actual Tombua, (na costa Sul de Angola), Quilenges, Matala (antes Vila Paiva Couceiro),Vila Roçadas, hoje Xangongo, (no Sul Interior) e Vila Pereira d´Eça ( actual N´giva ou Ondjiva, (perto da fronteira Sul),Nauila e Humbe – núcleos estes na sua maioria concretizados. Se analisarmos a sua localização geográfica, verificamos constituírem o gérmen de uma autêntica primeira rede proto-urbana em toda a área a Sul da cidade do Lubango, ao longo do Cunene e até ao Cuando-Cubango.
Hoje retirado, tendo escolhido a paisagem do Sobral para residência (ao que diz, pelo que lhe recorda África), Ludovice rememora-nos episódios, personalidades, amigos, toca-nos composições no seu piano. O filho, Leopoldo Ludovice, organizou cuidadosamente a documentação profissional do pai ( além de ter investigado toda a biografia e obra do ascendente, o arquitecto, setecentista) e prepara uma exposição evocativa, numa homenagem em vida que Frederico Ludovice, o afável arquitecto, poeta e músico, bem merece.
Texto:Arquitecto José Manuel Fernandes(Faculdade Belas Artes de Lisboa) 17 Dezembro 2005 Actual/Expresso

Mittwoch, 2. Dezember 2009

Wörter über Städte

Há sítios de onde temos de ser arrancados, para deles sermos distância.

Disso se encarregam as pequenas circunstâncias cujo efeito é comparável à leve mudança de agulha no carril do eléctrico que lá vem ou os estranhos tratados históricos que nos traçam direcções sob os pés, como se o chão fosse subitamente móvel e nunca escutasse as nossas vontades mais certas.
Nesse tabuleiro, somos jogados em jacto de dentro de nós para as ruas que sendo veias dos lugares, nos mancham de si ou com aparente mais sorte para dentro de casas, que se parecem a estômagos em constante digestão, enquanto escorre às carradas como chuva o tempo e morremos, como se isso fosse um regresso e não outra vez uma nova coisa apontada que nos espera e mais nos afasta.

Há sítios que como pessoas tão só são princípios.
G.Ludovice

seitens der Städte, WIEN

seitens der Städte.. LONDON: Thomas Gray

LONDON Covent Garden 2009
Foto:G.Ludovice
Thomas Gray


Fue un poeta inglés, erudito clásico y profesor de historia en la Universidad de Cambridge, uno de los poetas de cementerio.
Considerado uno de los hombres más eruditos de su época.
Su poesía no es muy abundante, pero sí selecta.
Durante 1741-1742 empezó a escribir poesía en inglés en lugar del latín, creando un fragmento de una tragedia raciniana, Agripina (1775), y sus primeras odas.
En 1750 terminó el poema que le dio la fama, Elegía escrita en un camposanto, y se lo envió a su amigo el escritor Horace Walpole quien insistió en que se publicara (1751). Mientras vivía en Cambridge, Gray escribió El progreso de la poesía (1754). En 1757 rechazó el nombramiento de poeta laureado y en 1768 empezó a dar clases en Cambridge como catedrático de historia y lenguas modernas.
EpitaphThomas Gray (Gran Bretaña, 1716-1771)
Here rests his head upon the lap of EarthA youth to fortune and to fame unknown.Fair Science frowned not on his humble birth.And Melancholy marked him for her own.Large was his bounty, and his soul sincere,Heav'n did a recompense as largely send:He gave to mis'ry all he had, a tear,he gained from Heav'n ('twas all he wished) a friend.No farther seek his merits to disclose,Or draw his frailties from their dread abode,(There they alike in trembling hope repose,)The bosom of his Father and his God.
Entre sus poemas se encuentran Oda a un paisaje lejano de Eton collage (1747), Soneto a la muerte de Richard West (1775) y El bardo (1757).
Cuando sus deberes escolares se lo permitían, viajaba por toda Inglaterra en busca de paisajes pintorescos y monumentos antiguos, quedando plasmadas sus impresiones en Diario (1775). Thomas Gray está considerado como precursor de los poetas del romanticismo.
Su obra más conocida es Elegía sobre un cementerio de aldea (Elegy Written in a Country Churchyard, 1751), que se cree que escribió en el cementerio de Stoke Poges, Buckinghamshire. Otras obras: El bardo y Progreso de la poesía
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Dienstag, 1. Dezember 2009

seitens der Städte, LISSABON: Besondere Foto

LISSABON, 1995 . Besondere Foto
foto:G.Ludovice

musik auf Städte

British Humor

Words you need.. Sorry?

musik auf Städte

seitens der Städte.. PRAHA: Josef Jungmann

PRAHA 2009
Foto:G.Ludovice
Josef Jungmann


Was a Bohemian poet and linguist, and a leading figure of the Czech National Revival. Together with Josef Dobrovský, he is considered to be a creator of the modern Czech language.

Jungmann was the sixth child of a cobbler. In his youth, he wanted to become a priest. After he completed grammar school in 1788-1792 however, he went on to study Philosophy and Law. Beginning in 1799, he started teaching at a high school ("Gymnasium") in Litoměřice (Leitmeritz), which had a German majority at that time. In 1815, he moved to Prague, where he worked until 1845 in Old Town Academic Grammar School as a teacher of Czech. He earned a doctorate in Philosophy and Mathematics in 1817; he was a dean of the Faculty of Arts in 1827 and 1838. In 1840, he became a rector of the Charles University of Prague.

Jungmann was a rigorous advocate of the rebirth of written Czech language. In contrast to his teacher, Josef Dobrovský, he also wrote his works in Czech. In 1805, he published a translation of Chateaubriand's "Atala". By this, he intended to prove, that the Czech language is suitable for complicated artistic texts. Later, he published translations of Johann Wolfgang Goethe, Friedrich Schiller and John Milton. Jungmann’s original poems are few, but include two early Revival sonnets and the short narrative poem Oldřich a Božena.
In following years, he published a series of polemic texts, most notably the "Talks on Czech Language". In 1820, he published "Slovesnost", which was a kind of a stylistic textbook. In 1825, a "History of Czech literature" followed.
His most important work is the Czech-German dictionary in five volumes (1834-39). In this dictionary, he laid out the basis for the modern Czech vocabulary. In order to achieve the stylistic range of vocabulary he desired, for poetic effect, and in order to expand the lexical resources of Czech, Jungmann revived archaic words, for which he studied historical documents, or borrowed from other Slavic languages, and created neologisms. Many of his words became a permanent part of the language.


Literature
Antibohemia, 1814
Historie literatury české aneb Soustavný přehled spisů českých, s krátkou historií národu, osvícení a jazyka, 1825
Krok
Nepředsudečné mínění o české prozódii, 1804
O jazyku českém, 1806
O klasičnosti literatury a důležitosti její
Oldřich a Božena, 1806
Rozmlouvání o jazyku českém
Slovesnost aneb Sbírka příkladů s krátkým pojednáním o slohu, 1820
Slovník česko-německý, 1834-39 (5 dílů)
Slovo ke statečnému a blahovzdělanému Bohemariusovi, 1814
Zápisky, 1871
im:wikipedia

seitens der Städte, Free Hugs