ops

Montag, 12. Juli 2010

Wortes uber Städte

RUAS DEMASIADO VELHAS


Caminhei pelas ruas de uma velha cidade, e eram fracas as ruas como gargantas de peixes duros do mar, salgados e guardados em barris por muitos anos.

Que velhas, que velhas, que velhas que somos! – continuavam a dizer as paredes encostadas umas às outras como velhas da aldeia, como velhas comadres que estão cansadas e que fazem o indispensável.

O máximo que a cidade me podia oferecer a mim, um forasteiro, eram estátuas de reis, em cada esquina bronzes de reis, velhos reis barbudos que escreviam livros e falavam do amor de Deus para com todos os povos, e reis jovens que atravessaram com exércitos as fronteiras, partindo a cabeça dos adversários e aumentando os seus reinos.

O mais estranho de tudo para mim, um estranho nesta velha cidade, era o ruído do vento que serpenteava nas axilas e nos dedos dos reis de bronze: Não há evasão? Isto vai durar para sempre?

Bem cedo, numa rajada de neve, um dos reis gritou: “Deitem-me abaixo onde não me possam ver as comadres cansadas, atirem o meu bronze para um fogo feroz, e fundam-me em colares para crianças que dançam”.

Carl Sandburg

Sonntag, 11. Juli 2010

seitens der Städte.. LONDON: Stevenson

Robert Louis Balfour Stevenson
(13 de novembro de 1850, Edimburgo – 3 de dezembro de 1894, Apia, Samoa)

Robert Louis (originalmente Lewis) Balfour Stevenson nasceu em Edimburgo, capital da Escócia. Filho de engenheiro civil, era pressionado pelo pai a seguir mesma carreira, mas a saúde debilitada e a fraca inclinação para a área fizeram com que decidisse por uma carreira alternativa. Em 1866 entrou para a faculdade de Direito em Edimburgo. Lá ele estuda e escreve durante 1871 e 1872 para o jornal universitário, o Edimburgh University Magazine, revelando seu gosto e talento para a literatura.

No ano de 1873, após concluir a faculdade, Robert muda-se para a cidade de Londres, Inglaterra, pois sentia-se deslocado no ambiente familiar, marcado por um clima coercitivo e pela inexorável moral e religiosidade puritanas. Em sua curta estadia na cidade passa a frequentar os salões literários para, algum tempo depois, partir por uma longa viagem pela Europa continental.

1876 é importante na vida particular, pois nesse ano conhece uma mulher norte-americana 10 anos mais velha, Fanny Vandergrift Osbourne, com a qual se iria casar em 1880, em São Francisco, Estados Unidos. Volta à Inglaterra e traz consigo esposa e um enteado, chamado Samuel Lloyd Osbourne. No ano seguinte é internado na cidade de Davos, Suíça, para tratar sua tuberculose, que há anos o vinha acompanhando. A carreira de engenheiro, jamais exercida, é preterida pela de escritor, que, a partir de 1882, é marcada por uma acentuada proficuidade.
Conhece a notoriedade artística ao escrever, em 1886 The Strange case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde, um de seus maiores sucessos literários. Com a morte do pai, em 1887, Stevenson retorna aos Estados Unidos, onde volta a tratar de sua tuberculose. No ano seguinte aventura-se num veleiro em diversos arquipélagos do Pacífico-Sul, junto com a esposa e o enteado. Apaixonado pela paisagem paradisíaca se estabelece definitivamente em Apia, nas Ilhas Samoa, em 1889. Morre prematuramente em 3 de dezembro de 1894 enquanto escrevia sua obra-prima inacabada Weir of Hermiston, vítima de uma hemorragia cerebral.

1879 - Travels with a Donkey in the Cévennes
1882 a 1883 - The New Arabian Nights, The Silverado Squatters e Treasure Island (A Ilha do Tesouro)
1884 a 1887 - A child Garden of Verses, Kidnapped (Raptado), "The Black Arrow" e "The Master of Ballantrae"
1886 - The Strange case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde (O Médico e o Monstro)
1894 - Island Nights' Entertainments e In the South Sea
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