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Mittwoch, 17. März 2010

seitens der Städte.. LONDON: Paula Rego

LONDON 2009
Foto:G.Ludovice


Maria Paula Figueiroa Rego  (Lisboa, 1935) é uma pintora portuguesa.

Depois de frequentar o Colégio Integrado Monte Maior, em Carcavelos, frequentou a Saint Julian's School onde os professores cedo lhe reconheceram talento para a pintura, partiu para Londres (em 1999). Até 1956 estudou na Slade School of Fine Art. Conhece o pintor (1950-1999), com quem viria a casar em 1959. Entre 1999 e 1962 vive na Ericeira.


 Numa ida a Londres conhece Jean Dubuffet (1901-1985), referência determinante na sua criação artística, usualmente definida como Arte Bruta. Ao longo da década de 1960 assina exposições colectivas em Inglaterra e, em 1966, entusiasma a crítica ao expôr, individualmente, na Galeria de Arte Moderna da então Escola de Belas-Artes de Lisboa

Na década de 1970, com a falência da empresa familiar, vende a quinta da Ericeira e radica-se em Londres. Torna-se bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian para fazer pesquisa sobre contos infantis (1975), figura com onze obras na exposição Arte Portuguesa desde 1910 (1978) e deixará as colagens para voltar à pintura: mais livre e mais directa. Retrata o mundo intimista e infantil, inspirado em dados reais ou imaginários, com figuras de um teatro de crianças de Victor Willing (o macaco, o leão e o urso), interpretando as histórias que Paula inventa.
A obra literária de George Orwell motiva-a na pintura do painel Muro dos Proles (1984), de mais de seis metros de comprimento, onde não ficam de fora, ao olhar sobre várias figuras, o paralelismo com as de Hieronymus Bosch.

Dá uma viragem radical na sua obra, com a série da menina e do cão. A figura feminina assume claramente a liderança na acção, enquanto o cão é subjugado e acarinhado.

A menina faz de mãe, de amiga, de enfermeira e de amante, num jogo de sedução e de dominação que continua em obras posteriores.

Tecnicamente as figuras ganham volume, o espaço ganha solidez e autonomia, a perspectiva cenográfica está montada. Em 1987, Paula Rego assina com a galeria Marlborough Fine Art, o passo que faltava para a divulgação internacional.

A morte do seu marido, também nesse ano, é assinalada em obras como O Cadete e a Irmã, A Partida, A Família ou A Dança, de 1988. A convite da National Gallery, em 1990, vai ocupar um ateliê no museu e pintar várias obras inspiradas na colecção. Desse período destaca-se Tempo – Passado e Presente (1990-1991).
Em 1994, realiza a série de pinturas a pastel intitulada Mulher Cão, que marca o início de um novo ciclo de mulheres simbólicas. Impõe a sua consciência cívica em Aborto (1997-1999), numa crítica ao referendo que em Portugal justificou a continuação da criminalização do aborto.

Paula Rego recebeu o prémio Celpa/Vieira da Silva - Consagração e o Grande Prémio Soquil. É, a par de Maria Helena Vieira da Silva, a pintora portuguesa mais aclamada internacionalmente. Em Portugal pode adquirir serigrafias da Paula Rego na Galeria de Arte Portuguesa ou na Loja da Fundação de Serralves.


Im:Wikipedia

Donnerstag, 11. März 2010

seitens der Städte, Belém


Lissabon 2010
Foto:G.Ludovice

Today ur voice were here ... so nice !!

Dienstag, 9. März 2010

seitens der Städte, LISSABON: Augusto Cabrita

LISSABON 2009
Foto:G.Ludovice
Da esquerda para a direita: José Ludovice, Freitas da SIlva, Mª de Luredes Resende, Jaime Magalhães Filpe, AUGUSTO CABRITA, Raul Viana e Lina Maria, em 1951.

Augusto Cabrita
(Barreiro, 16 de março de 1923 - 1 de fevereiro de 1993) foi um fotógrafo, diretor de fotografia e realizador cinematográfico português.
Como fotógrafo, foi o autor de capas de discos de
Amália Rodrigues, Simone de Oliveira, Carlos Paredes e Luís Góis. Realizou, ainda em 1957 a reportagem da visita da rainha Isabel II a Portugal, e continuou, na década de 1960, com documentários para a incipiente televisão portuguesa. A sua estreia no cinema foi como diretor de fotografia do filme Belarmino, que retrata um jogador de boxe português, Balarmino Fragoso.
Tem o seu nome numa escola secundária do
Barreiro, cidade onde ainda se encontra o seu estúdio, ainda operado pelo seu filho, Augusto Cabrita Junior.
Mestre de Fotógrafos e Narrador de Amigos
Talvez se possa definir o Augusto Cabrita (no que existe nele de definível) como um ser humano onde se combinam, com umafelicidade extremamente rara, a truculência, a generosidade e a arte do trabalho. Absorve a vida como se lhe fosse pouca - e depois distribui-a, caminheiro, pelas mãos dos outros...
Dinis Machado

Os Dizeres do Olhar...
Nas fotos de Augusto Cabrita, como nos filmes de Augusto Cabrita, não há espaços neutros, vazios, inertes. Está lá, sempre e sempre, essa maneira de olhar e de dizer as coisas que recusa o banimento da criatura humana, mesmo quando a criatura humana (aparentemente) não figura na foto ou no filme...
Baptista-Bastos

O Homem que Viveu para Além dos Sonhos
...Através da visão do Augusto Cabrita, nós começamos a compreender que, afinal, a maioria dos artistas não vai para além, mas, muito pelo contrário, fica bastante aquém da realidade - e por isso eu não hesito em considerar esse espantoso fotógrafo, que tive a dita de contar entre os meus melhores amigos, um revelador das verdades esquecidas, ignoradas e nem mesmo sonhadas.
A sua verdade transporta-nos para além dos sonhos.
António Vitorino d'Almeida

Cinema
Improviso sobre o Algarve (curta-metragem, 1960);
Macau (curta-metragem, 1961);
Viana e o seu Termo (curta-metragem, 1969);
Na Corrente (curta-metragem, 1970);
A Viagem (curta-metragem, 1970);
O Mar Transporta a Cidade (curta-metragem, 1977);
Uma História de Comboios - Uma Viagem de Hans-Christian Andersen (1978);
Lisboa (1979);
Açores, Ilhas do Atlântico (1979);
Livros fotográficos
50 Anos da CUF no Barreiro. Estudios Cor, Lisboa, 1958-59;
Portugal, um País que Importa Conhecer, Panorama, Lisboa, 1972;
SETENAVE - Estaleiros Navais de Setúbal (sem data);
Cozinha Tradicional Portuguesa, de Maria de Lurdes Modesto, fotos de Augusto Cabrita, Verbo, Lisboa, 1982;
Títulos honoríficos
1985 - Comendador da Ordem do Infante D. Henrique;
1986 - Medalhão "Barreiro Reconhecido" (área da Cultura, Artes e Letras);
1991 - Medalha de Mérito Distrital de Setúbal
[
editar] Prémios
Prémio Rizzoli (Prémio Internacional de Fotografia Publicitária), Itália;
1º Prémio de "Melhor Conjunto dos Expositores Nacionais" (1958);
Prémio da Crítica (1962);
Prémio Nacional de Cinema, pela fotografia do filme "Belarmino" (1964);
Troféu "Foca de Ouro - Prémio Laïca", 1º Prémio Internacional de Reportagem de TV, Estado de São Paulo, Brasil (1968);
Prémio da Imprensa «Televisão» (1970);
Prémio Nacional de Cinema «Aurélio Paz dos Reis», "Realização" (1971);
Im:Wikipedia