ops

Freitag, 30. Oktober 2009

seitens der Städte, Berlin,

BERLIN 2008
Foto:G.Ludovice

BERLIN

No início do século XX, a cidade atingia 1,9 milhão de habitantes, duplicando esse número volvidos 20 anos. A Primeira Guerra Mundial não teve um reflexo muito grande sobre a estrutura da cidade.
Em
30 de Janeiro de 1933, Adolf Hitler foi nomeado chanceler. Hitler desejava demolir e reconstruir Berlim, no projeto conhecido como Welthauptstadt Germania (Germânia, a capital do Mundo), o arquiteto proposto para esta nova cidade foi Albert Speer, porém o projeto nunca seria finalizado. Em 1939 com a invasão da Polônia, iniciava-se a Segunda Guerra Mundial que se estenderia até 1945, altura em que a Alemanha perde a contenda e Berlim é invadida pelo exército Vermelho. A partir de 1940, Berlim sofreu inúmeros bombardeamentos, especialmente no último ano da guerra, tendo a maioria dos edifícios ficado em ruínas.

As pessoas que atravessavam a chamada "faixa da morte" no lado oriental corriam o risco de serem baleadas.
Após o fim da guerra, as tropas americanas, britânicas, francesas e soviéticas, reunidas em
Potsdam, dividem a cidade em quatro setores. Berlim viu-se no centro da Guerra Fria e foi a protagonista de uma de suas maiores crises, conhecida como o Bloqueio de Berlim (24 de junho de 1948 - 11 de maio de 1949), desencadeada quando a União Soviética interrompeu o acesso ferroviário e rodoviário às zonas de ocupação americana, britânica e francesa. A crise arrefeceu ao ficar claro que a URSS não agiria para impedir a ponte aérea de alimentos e outros gêneros organizada e operada pelas três potências ocidentais (EUA, Reino Unido e França).

Em 1949 nasce, nos territórios controlados pelos soviéticos, a República Democrática Alemã, tendo por capital a zona oriental de Berlim. Os restantes sectores de Berlim ficam, assim, a constituir um enclave dentro do território da RDA. Para evitar a fuga dos berlinenses para os sectores ocidentais, o governo comunista construiu, em 1961, o muro de Berlim muro com cerca de 150 km de extensão, envolvendo os restantes sectores. Quem tentasse ultrapassá-lo era imediatamente morto.

A partir de
1989, as mudanças políticas que ocorrem na Europa Oriental levaram à queda do muro de Berlim e à abertura das fronteiras entre a RDA e o restante do território da Alemanha (RFA).
Em
1990, a Alemanha reunifica-se e Berlim volta a ser a capital, depois de Bonn ter sido capital provisória da parte ocidental da Alemanha desde os finais da Segunda Guerra Mundial. De então para cá, a cidade tem vindo a sofrer uma completa transformação urbanística, com a reconstrução e reabilitação de edifícios históricos e a edificação de novos bairros voltados para o século XXI, aproveitando, especialmente, as zonas anteriormente ocupadas pelo Muro.
im:wikipedia

Donnerstag, 29. Oktober 2009

seitens der Städte, Cambridge, Russel

CAMBRIDGE 2009
Foto:G.Ludovice
Bertrand Arthur William Russell

Medalha De Morgan (1932), Medalha Sylvester (1934), Nobel de Literatura (1950)
Bertrand Arthur William Russell, 3º Conde Russell (Ravenscroft, País de Gales, 18 de Maio de 1872Penrhyndeudraeth, País de Gales, 2 de Fevereiro de 1970) foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos e lógicos que viveram no século XX.

Um importante político liberal, activista e um popularizador da Filosofia. Milhões de pessoas respeitaram Russell como uma espécie de profeta da vida racional e da criatividade. A sua postura em vários temas foi controversa.
Russell nasceu em
1872, no auge do poderio económico e político do Reino Unido, tendo morrido em 1970, vítima de uma gripe, quando o império se tinha desmoronado e o seu poder drenado em duas guerras vitoriosas mas debilitantes. Até à sua morte, a sua voz deteve sempre autoridade moral, uma vez que ele foi um crítico influente das armas nucleares e da guerra estadunidense no Vietnã. Era inquieto.
Recebeu o
Nobel de Literatura de 1950, "em reconhecimento dos seus variados e significativos escritos, nos quais ele lutou por ideais humanitários e pela liberdade do pensamento".

Bertrand Russell pertenceu a uma família aristocrática inglesa. O seu avô paterno, Lord John Russell tinha sido primeiro-ministro nos anos 1840 e era ele próprio o segundo filho do sexto duque de Bedford, de uma família whig (partido liberal, que no século XIX foi muito influente e alternava no poder com os conservadores- "tories"). A sua mãe, viscondessa Amberley (que faleceu quando Bertrand tinha 2 anos de idade) pertencia a uma família aristocrática, era irmã de Rosalinda, condessa de Carlisle. Os seus pais eram extremamente radicais para o seu tempo. O seu pai, o visconde de Amberley, que faleceu quando Bertrand tinha 4 anos, era um ateísta que se resignou com o romance de sua mulher com o tutor de suas crianças. O padrinho de Bertrand foi o filósofo utilitarista John Stuart Mill.


Apesar dessa origem algo excêntrica, a infância de Russell leva um rumo relativamente convencional. Após a morte de seus pais, Russell e o seu irmão mais velho Frank (o futuro segundo conde) foram educados pelos avós, bem no espírito vitoriano - o conde Lord John Russell e a condessa Russell, sua segunda mulher, Lady Frances Elliott. Com a perspectiva do casamento, Russell despede-se definitivamente das expectativas dos seus avós.
Russell conheceu, inicialmente, a
Quaker americana Alys Pearsall Smith quando tinha 17 anos de idade. Apaixonou-se pela sua personalidade puritana e inteligente, ligada a vários activistas educacionais e religiosos, tendo casado com ela em Dezembro de 1894.
O casamento acabou com a separação em
1911. Russell nunca tinha sido fiel; teve vários casos com, entre outras, Lady Ottoline Morrell (meia-irmã do sexto duque de Portland) e a actriz Lady Constance Malleson Guilherme Amaral Beckert Matz.


Russell estudou Filosofia na Universidade de Cambridge, tendo iniciado os estudos em 1890. Tornou-se membro (fellow) do Trinity College em 1908. Pacifista, e recusando alistar-se durante a Primeira Guerra Mundial, perdeu a cátedra do Trinity College e esteve preso durante seis meses. Nesse período, escreveu a Introdução à filosofia matemática. Em 1920, Russell viajou até à Rússia, tendo posteriormente sido professor de Filosofia em Pequim por uma ano.
Em
1921, após a perda do professorado, divorciou-se de Alys e casou com Dora Russell, nascida Dora Black. Os seus filhos foram John Conrad Russell (que sucedeu brevemente ao seu pai como o quarto duque Russell) e Lady Katherine Russell, agora Lady Katherine Tait). Russell financiou-se durante esse tempo com a escrita de livros populares explicando matérias de Física, Ética e Educação para os leigos. Conjuntamente com Dora, fundou a escola experimental de Beacon Hill em 1927.
Com a morte do seu irmão mais velho em
1931, Russell tornou-se o terceiro conde Russell. Foi, no entanto, muito raro que alguém se lhe tenha referido por este nome.
Após o fim do casamento com Dora e o adultério dela com um jornalista americano, em
1936, ele casou pela terceira vez com uma estudante universitária de Oxford chamada Patricia ("Peter") Spence. Ela tinha sido a governante de suas crianças no verão de 1930. Russell e Peter tiveram um filho, Conrad.

Na primavera de
1939, Russell foi viver nos EUA, em Santa Barbara, para ensinar na Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Foi nomeado professor no City College de Nova Iorque pouco tempo depois, mas depois de controvérsia pública, a sua nomeação foi anulada por tribunal: as suas opiniões secularistas, como as encontradas em seu livro "Marriage and Morals", tornaram-no "moralmente impróprio" para o ensino no college. Seu livro "Why I Am Not a Christian" que foi uma pronunciação realizada nos anos 20 na seção sul da National Secular Society de Londres e o ensaio "Aquilo em que Creio" foram outros textos que causaram a confusão. (Existe uma pequena história da crise gerada pelo impedimento de Russell de lecionar no City College na introdução da edição brasileira da coletânia ensaios de Russell chamada: "Por que não sou cristão: e outros ensaios sobre religião e assuntos correlatos"). Regressou à Grã-Bretanha em 1944, tendo voltado a integrar a faculdade do Trinity College.
Em
1952, Russell divorciou-se de Patricia e casou-se, pela quarta vez, com Edith (Finch). Eles conheciam-se desde 1925. Ela tinha ensinado inglês no Bryn Mawr College, perto de Filadélfia, nos EUA.


Em
1962, já com 90 anos, mediou o conflito dos mísseis de Cuba para evitar que se desencadeasse um ataque militar. Organizou com Albert Einstein o movimento Pugwash que luta contra a proliferação de armas nucleares.
Bertrand Russell escreveu a sua autobiografia em três volumes nos finais dos
anos 60 e faleceu em 1970 no País de Gales. As suas cinzas foram dispersas sobre as montanhas galesas.

Foi sucedido nos seus títulos pelo seu filho do segundo casamento com Dora Russell Black, e, posteriormente, pelo seu filho mais novo (do seu casamento com Peter). Seu filho mais novo, Conrad (nome dado em homenagem ao seu amigo, Joseph Conrad), quinto duque Russell, é um membro da Câmara dos Lordes e um respeitado académico britânico.

Durante sua longa vida, Russell elaborou algumas das mais influentes teses filosóficas do
século XX, e, com elas, ajudou a fomentar uma das suas tradições filosóficas, a assim chamada Filosofia Analítica. Dentre essas teses, destacam-se a tese logicista, ou da lógica simbólica, de fundamentação da Matemática. Segundo Russell, todas as verdades matemáticas - e não apenas as da aritmética, como pensava Gottlob Frege- poderiam ser deduzidas a partir de umas poucas verdades lógicas, e todos os conceitos matemáticos reduzidos a uns poucos conceitos lógicos primitivos.
Um dos elementos impulsionadores desse projeto foi a descoberta, em
1901, de um paradoxo no sistema lógico de Frege: o chamado paradoxo de Russell. A solução de Russell - para esse e outros paradoxos - foi a teoria dos tipos (inicialmente, a teoria simples dos tipos; posteriormente, a teoria ramificada dos tipos), um dos pilares do seu logicismo. Trata-se, segundo Russell, de se imporem certas restrições à suposição de que qualquer propriedade que pode ser predicada de uma entidade de um tipo lógico possa ser predicada com significado de qualquer entidade de outro ou do mesmo tipo lógico. O tipo de uma propriedade deve ser de uma ordem superior ao tipo de qualquer entidade da qual a propriedade possa com significado ser predicada.

Como outro pilar desse projeto, Russell concebeu a teoria das
descrições definidas, apresentada em franca oposição a algumas de suas antigas idéias - em especial, as contidas em sua teoria do significado e da denotação defendida no seu livro The Principles of Mathematics - e à teoria do sentido e referência de Frege. Para Russell, a análise lógica precisa de frases declarativas contendo descrições definidas - expressões como p.ex. "o número primo par", "o atual rei da França", etc. - deve deixar clara que, contrariamente às aparências, essas frases não expressam proposições singulares - algumas vezes denominadas proposições russellianas -, mas proposições gerais. p.ex., a frase
(1) O número primo par é maior do que 1,
embora superficialmente tenha a mesma estrutura da frase
(2) Isto é vermelho,
ou seja, aparente como (2) representar uma
proposição singular, realmente representa uma proposição geral. Para Russell, (1) analisa-se assim:
(1') Existe pelo menos um número primo par, e existe no máximo um número primo par, e ele é maior do que 1.
Assim, tal
análise deixaria transparente que descrições definidas funcionam logicamente como quantificadores. Contrariamente à sua antiga teoria do significado e da denotação -- e à teoria do sentido e referência de Frege--, a teoria das descrições definidas de Russell não associa às descrições definidas significado e denotação -- sentido e referência. Segundo Russell, tais expressões desempenham um papel semântico bastante diferente, qual seja, o de denotar ( quando existe o objeto descrito pela descrição definida). Por outro lado, as expressões que desempenhariam o papel de referirem-se diretamente aos objetos seriam "nomes em sentido lógico" (nomes logicamente próprios), como chamou Russell. Um dos seus exemplos preferidos de nomes logicamente próprios são os pronomes demonstrativos: "isto", "este", etc. Russell também estendou a sua análise de frases contendo descrições definidas para frases contendo nomes próprios ordinários. Segundo ele, nomes próprios ordinários seriam, de fato, abreviações de descrições definidas que porventura se têm em mente quando se usam tais nomes. P.ex., "Aristóteles" poderia ser uma abreviação de uma descrição como "o maior discípulo de Platão". (Tal concepção a respeito de nomes próprios ordinários -- uma forma de descritivismo -- foi um dos alvos de Saul Kripke em Naming and Necessity, que ali defendeu uma forma de millianismo
.)
Em estreita harmonia com essas teses lógico-semânticas, Russell desenvolveu algumas teses de teoria do conhecimento, em particular, a distinção entre conhecimento direto (by acquaintance) e conhecimento por descrição. Assim, o conhecimento que se tem de uma mancha vermelha numa parede, para Russell, poderia ser expresso numa frase como (2); por outro lado, o conhecimeto que se tem dos números e de suas relações, p.ex., que 2 é maior do que 1, envolveria conceitos lógicos, e não o conhecimento direto dos números. Russell formulou a relação entre essas duas formas de conhecimento no seguinte princípio: todo o conhecimento envolve a relação direta do sujeito cognoscente com algum objeto (a relação de conhecer diretamente ou, conversamente, de apresentação de um objeto a um sujeito cognoscente), mesmo que esse conhecimento seja conhecimento por descrição de outro objeto.
Da volumosa obra de Russell, destacam-se o seu livro de 1903, The Principles of Mathematics (que consiste numa apresentação informal do projeto logicista de Russell); o clássico artigo de 1905, "On Denoting" (em que Russell apresenta pela primeira vez ao público sua teoria das descrições definidas); o livro em três volumes, em co-autoria com o A.N.Whitehead, publicados entre 1910 e 1913, intitulado Principia Mathematica (a segunda edição, de 1925, contem importantes modificações no projeto logicista de Russell-Whitehead); o seu artigo de 1910-11,"Knowledge by Acquaintance and Knowledge by Description"; e as conferências proferidas no inverno de 1917-18, reunidas sob o título The Philosophy of Logical Atomism.


Russell propôs, em sua autobiografia, um "código de conduta" liberal baseado em dez princípios, à maneira do decálogo cristão. "Não para substituir o antigo", diz Russell, "mas para complementá-lo". Os dez princípios são:
Não tenhas certeza absoluta de nada.
Não consideres que valha a pena proceder escondendo evidências, pois as evidências inevitavelmente virão à luz.
Nunca tentes desencorajar o pensamento, pois com certeza tu terás sucesso.
Quando encontrares oposição, mesmo que seja de teu cônjuge ou de tuas crianças, esforça-te para superá-la pelo argumento, e não pela autoridade, pois uma vitória dependente da autoridade é irreal e ilusória.
Não tenhas respeito pela autoridade dos outros, pois há sempre autoridades contrárias a serem achadas.
Não uses o poder para suprimir opiniões que consideres perniciosas, pois as opiniões irão suprimir-te.
Não tenhas medo de possuir opiniões excêntricas, pois todas as opiniões hoje aceitas foram um dia consideradas excêntricas.
Encontres mais prazer em desacordo inteligente do que em concordância passiva, pois, se valorizas a inteligência como deverias, o primeiro será um acordo mais profundo que a segunda.
Sê escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois será mais inconveniente se tentares escondê-la.
Não tenhas inveja daqueles que vivem num paraíso dos tolos, pois apenas um tolo o consideraria um paraíso.


Outubro de 1948. Quando o avião em que Bertrand Russell estava pousou em um fiorde em Oslo, houve um solavanco. Russell foi parar no chão, onde a água começava a subir, e achou que tinha sido apenas uma onda que tinha invadido o avião e exclamou "well, well" enquanto procurava seu chapéu. Abriram a porta e o puxaram para dentro d'água, só então ele começou a entender o que se passava e só pensava em proteger uma maleta, mas teve de deixá-la para nadar para o barco mais próximo. Metade dos passageiros morreu, houve mais sorte no compartimento traseiro para fumantes, onde o filósofo se encontrava.
Mais tarde um repórter lhe perguntou: "O que pensou quando pulou na água?"
Ele respondeu: "Que estava fria"
Repórter: "Não pensou em
misticismo e lógica?"
B.R.: "Não."


Bibliografia selecionada
1896, German Social Democracy, London: Longmans, Green.
1897, An Essay on the Foundations of Geometry, Cambridge: At the University Press.
1900, A Critical Exposition of the Philosophy of Leibniz, Cambridge: At the University Press.
1910, Philosophical Essays, London: Longmans, Green.
1910–1913, Principia Mathematica (com
Alfred North Whitehead), 3 vols., Cambridge: At the University Press.
1912, The Problems of Philosophy, London: Williams and Norgate.
(Os problemas da filosofia, trad. Jaimir Conte).
1914, Our Knowledge of the External World, Chicago and London: Open Court Publishing.
1916, Principles of Social Reconstruction, London: George Allen & Unwin.
1916, Justice in War-time, Chicago: Open Court.
1918, Mysticism and Logic and Other Essays, London: Longmans, Green.
1918, Roads to Freedom: Socialism, Anarchism, and Syndicalism, London: George Allen & Unwin.
1919, Introduction to Mathematical Philosophy, London: George Allen & Unwin,
1923, The Prospects of Industrial Civilization (em colaboração com Dora Russell), London: George Allen & Unwin.
1923, The ABC of Atoms, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
1924, Icarus, or the Future of Science, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
1925, The ABC of Relativity, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
1925, What I Believe, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
1926, On Education, Especially in Early Childhood, London: George Allen & Unwin.
1927, The Analysis of Matter, London: Kegan Paul, Trench, Trubner.
1927, An Outline of Philosophy, London: George Allen & Unwin.
1929, Marriage and Morals, London: George Allen & Unwin.
1930, The Conquest of Happiness, London: George Allen & Unwin.
1931, The Scientific Outlook, London: George Allen & Unwin.
1932, Education and the Social Order, London: George Allen & Unwin.
1934, Freedom and Organization, 1814–1914, London: George Allen & Unwin.
1935, In Praise of Idleness, London: George Allen & Unwin.
1935, Religion and Science, London: Thornton Butterworth.
1936, Which Way to Peace?, London: Jonathan Cape.
1937, The Amberley Papers: The Letters and Diaries of Lord and Lady Amberley (com Patricia Russell), 2 vols., London: Leonard & Virginia Woolf at the Hogarth Press.
1938, Power: A New Social Analysis, London: George Allen & Unwin.
1940, An Inquiry into Meaning and Truth, New York: W. W. Norton & Company.
1946, History of Western Philosophy, New York: Simon and Schuster.
1948, Human Knowledge: Its Scope and Limits, London: George Allen & Unwin.
1949, Authority and the Individual, London: George Allen & Unwin.
1950, Unpopular Essays, London: George Allen & Unwin.
1951, New Hopes for a Changing World, London: George Allen & Unwin.
1952, The Impact of Science on Society, London: George Allen & Unwin.
1953, Satan in the Suburbs and Other Stories(contos), London: George Allen & Unwin.
1954, Human Society in Ethics and Politics, London: George Allen & Unwin.
1954, Nightmares of Eminent Persons and Other Stories, London: George Allen & Unwin.
1956, Portraits from Memory and Other Essays, London: George Allen & Unwin.
1956, Logic and Knowledge: Essays 1901–1950, London: George Allen & Unwin.
1957,
Why I Am Not a Christian, London: George Allen & Unwin.
1958, Understanding History and Other Essays, New York: Philosophical Library.
1959, Common Sense and Nuclear Warfare, London: George Allen & Unwin.
1959, My Philosophical Development, London: George Allen & Unwin.
1959, Wisdom of the West, London: Macdonald.
1961, Fact and Fiction, London: George Allen & Unwin.
1961, Has Man a Future?, London: George Allen & Unwin.
1963, Essays in Skepticism, New York: Philosophical Library.
1963, Unarmed Victory, London: George Allen & Unwin.
1965, On the Philosophy of Science, Indianapolis: The Bobbs-Merrill Company.
1967, Russell's Peace Appeals, Japan: Eichosha's New Current Books.
1967, War Crimes in Vietnam, London: George Allen & Unwin.
1967–1969, The Autobiography of Bertrand Russell, 3 vols., London: George Allen & Unwin.
im:wikipedia

musik mit Teilen von Menschen,

Mittwoch, 28. Oktober 2009

Wörter über Städte

De las manos que se quedan alas de mariposa en una puerta

Verdaderamente no sabemos partir nos marchando ni partir nos quedando.
No existe una última palabra en una boca que se va a cerrar en atualidade, habería aún otra mas igual de importante o mas bella; la que hemos enumerado como siendo el último pensamiento constatado, fue tan sólo pisoteada en su percurso.
Jamás nos despedimos de alguién, aún que nuestro adiós tenga la consistência de una piedra.
Había camino mas largo en la orla del viento y lo que volar.
G.Ludovice

Dienstag, 27. Oktober 2009

Oberflächengrammatik

GRAMÁTICA DE SUPERFÍCIE

London 2009

seitens der Städte, London, Gotch

LONDON 2009
foto:G.Ludovice

Sketch for Betroth
The child entrhoned 1894


Thomas Cooper Gotch
(1854–1931) was an English Pre-Raphaelite painter and book illustrator, and brother of John Alfred Gotch the noted architect.

Thomas Gotch was born in 1854 in 13 Lower St, Kettering. He came from a middle-class business family who were also distinguished scholars and artists. His Father, Thomas Henry Gotch (born 1805) was a shoe manufacturer and his mother was Mary Ann Gotch (born 1817 in London Ivy Lane) who married Thomas Gotch in St Saviour Southwark in 1847.

He was sent to a local art school, went to Antwerp (Ecole des Beaux Arts) and Paris (J.P. Laurens), then studied at The Slade in London (1878-1880). In 1881 at age 26, after a long engagement, he married fellow art student Caroline Burland Yates (1854-1945).
After varied and energetic world travel, he became more and more involved with the fractious politics around the resistance to the domination of the
Royal Academy of Art, and was a founder member of the New English Art Club.

Death the bride 1894/5
Gotch and his wife settled at the Newlyn artists' colony in Cornwall, from around 1887, although they had previously visited as early as 1880. There he founded the Newlyn Industrial Classes, where the local youth could learn the arts & crafts. He also helped to set up the Newlyn Art Gallery, and served on its committee all his life. He founded (1887) and later served as President (1913-1928) of the Royal British Colonial Society of Artists. Among his friends in Newlyn were fellow artists Stanhope Forbes and Albert Chevallier Tayler.

My Crown and Sceptre 1892

















His beloved only daughter, Phyllis Marian Gotch (born France 1882), made the young Gotch family a mainstay of the Newlyn social-scene. She and her circle of friends (used by Gotch as models) inspired the stories of H.D. Lowry. Phyllis later became a writer and singer, and married around 1913.
He had an elder brother,
John Alfred Gotch, a successful architect, architecture scholar and antiquarian writer.
Thomas Cooper Gotch died in 1931 in
London, and appears to have been buried at Newlyn.

In Newlyn he worked first at painting local scenes in the then-fashionable realist manner. But even these often had a romantic edge, such as The Wizard or an obvious love of surface colour.
In 1891 a visit to
Florence, Italy, opened his eyes to the work of the romantic European symbolists. He took the brave step of changing his style, to make romantic decorative paintings, when the prevailing fashion was against him. His first work in this new style was My Crown and Sceptre (1892), which was the progenitor to his most well-known work The Child Enthroned (1894). The latter, on original exhibition, was hailed by The Times newspaper as the star of that year's Royal Academy show. Until that time, his new style of work had drawn much critical scorn.
He painted religious Christian scenes,
history painting, portraits, and a few landscapes. His best-known paintings, which form the bulk of his work, usually portray girl-children in ornate classical or medievalist dress. The appearance of the girls in his paintings is often noted as being very modern. Gotch was a close and lifelong friend of Henry Scott Tuke, whose work featured a parallel focus on the boy-child. Gotch's lifelong adoration of the beautiful girl-child was shared by other Victorian giants such as John Ruskin and Lewis Carroll.
His emotionally-charged work was immensely popular and critically acclaimed for most of his life, although interest in
neo-romanticism waned after the First World War and he turned to watercolours of flowers. He also illustrated books, such as Round About Wiltshire, The Land of Pardons (an early study of Breton folklore & Celtic Christianity), and contributed illustrations to school readers such as Highroads of Literature.
A retrospective show was held in
Newcastle in 1910, and a memorial exhibition in Kettering in 1931.

Much of his work has survived, and much is still in England; but has never been collected in a print edition. Manuscripts relating his life and work are in the care of the
Victoria and Albert Museum, London. The Alfred East Gallery in Kettering has a substantial collection of his work, but only a small part of it is on permanent display. The gallery sells a small 32-page booklet on Gotch.
There was a show in 2001, T.C. Gotch: The Last of the Pre-Raphaelites at the
Royal Cornwall Museum in Truro.

Incomplete list of paintings
Death the Bride (1894/5)
The Wizard (notable early work)
The Orchard (1887) (notable early work)
My Crown and Sceptre (1892)
The Child Enthroned (1894)
Death the Bride (1894/5)
Portrait of Phyllis Gotch in Blue (198?)
The Pageant of Children (1895)
Alleluia (1896)
Dawn of Womanhood (1900)
The Message (1903)
The Return From The Pageant (1907)
High Velt, South Africa (1910)
The Mother Enthroned (1912-1919)
Self Portrait (1912)
The Flag (191?)
The Nymph (1920)
The Vow (1920s?)
Crossing the Bar (1923)
It is an Ancient Mariner (1925)
The Madonna of the Mount (1926)
John Alfred Gotch (1926)
The Nymph and The Exile (1929-30)
The Birthday (1930)
The Clarinet Player
Young Girl Reading a Manuscript
Dalaphne
A Jest
A Golden Dream (1913)
The Awakening
Mental Arithmetic
The Story of the Money Pig
Fireside Story
Heir to All the Ages
The Dancing Lesson
The Exile
Study of a Young Woman
Portrait of a girl with eyes closed (charcoal)
im:wikipedia/posters

Montag, 26. Oktober 2009

musik auf Städte

Wörter über Städte

Nada de novo. O dinheiro não é uma invenção
Do ar livre: foi criado nas fábricas
Nos compartimentos espessos, nos grandes edifícios.
Na cidade o gosto a leite já lembra mais a máquina
Que a vaca. Entardece, e as meias que de manhã
Eram brancas são despidas em casa já negras.
O fumo baixo come lentamente os tornozelos
Ocupados. A cidade bebe vinho, e alguns pais
Distraídos cantam canções pornográficas
Para as crianças dormirem. Se alguém ouvir o galo
Pensará de imediato que começou a catástrofe.
(De uma viagem à índia)

im: Gonçalo M. Tavares, Um homem:Klaus Klump

Diário gráfico

Diário gráfico, Partes de pessoas, Paço de Arcos 2009

Freitag, 23. Oktober 2009

Donnerstag, 22. Oktober 2009

British Humor

How to pronounce the TH sound:
1.Place tip of tongue behind top teeth
2.Breathe out
3.Retract tongue
4.Vibrate air behind tongue and say:
5."The Smiths wear this clothes, throughout the winter months"
6.Consult dentist

Wörter über Städte

A Melhor Maneira de Viajar é Sentir
Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir. Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.
Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.
Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.
Sursum corda! Erguei as almas!
Toda a Matéria é Espírito,
Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos
Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo! Sursum corda!
Na noite acordo, o silêncio é grande,
As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam
Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos
Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra.
Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso. Todo o Mundo com a sua forma visível do costume Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso,
Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça. Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!
Mãe verde e florida todos os anos recente, Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal, Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adônis Num rito anterior a todas as significações, Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales!
Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões, Grande voz acordando em cataratas e mares, Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança,
Em cio de vegetação e florescência rompendo Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso A tua própria vontade transtornadora e eterna!
Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados, Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones, Mãe caprichosa que faz vegetar e secar,
Que perturba as próprias estações e confunde
Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos! Sursum corda!
Reparo para ti e todo eu sou um hino!
Tudo em mim como um satélite da tua dinâmica intima
Volteia serpenteando, ficando como um anel
Nevoento, de sensações reminescidas e vagas,
Em torno ao teu vulto interno, túrgido e fervoroso.
Ocupa de toda a tua força e de todo o teu poder quente Meu coração a ti aberto!
Como uma espada traspassando meu ser erguido e extático, Intersecciona com meu sangue, com a minha pele e os meus nervos,
Teu movimento contínuo, contíguo a ti própria sempre, Sou um monte confuso de forças cheias de infinito
Tendendo em todas as direções para todos os lados do espaço,
A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim Não passem de mim, nem quebrem meu ser, não partam meu corpo, Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estoira Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas,
Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos. Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo. Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,
No vasto chão supremo que não está em cima nem embaixo
Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos
Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais. Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima,
Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo De chamas explosivas buscando Deus e queimando
A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica,
A minha inteligência limitadora e gelada. Sou uma grande máquina movida por grandes correias De que só vejo a parte que pega nos meus tambores,
O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis,
E nunca parece chegar ao tambor donde parte...
Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito
Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si,
Cruzando-se em todas as direções com outros volantes,
Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus.
Dentro de mim estão presos e atados ao chao
Todos os movimentos que compõem o universo,
A fúria minuciosa e dos átomos,
A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,
A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam,
A chuva com pedras atiradas de catapultas
De enormes exércitos de anões escondidos no céu.
Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge, Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direções!

Álvaro de Campos, in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa

seitens der Städte.. LISSABON: Gabriela LLansol

LISSABON 2009
foto:G.Ludovice

Maria Gabriela Llansol

Maria Gabriela Llansol Nunes da Cunha Rodrigues Joaquim
(Lisboa, 24 de Novembro de 1931 - Sintra, 3 de Março de 2008), mais conhecida, simplesmente, como Maria Gabriela Llansol, foi uma escritora portuguesa.




“"_____ eu nasci em 1931, no decurso da leitura silenciosa de um poema". Lisboa, 24 de Novembro. A herança paterna, presente "na verticalidade e na maneira frontal de olhar", e o legado catalão que lhe vem dos bisavós maternos, darão corpo de escrita ao nome Llansol. Concluído o Curso de Direito em 1955 e o Curso de Ciências Pedagógicas em 1957, MGL inicia um trabalho de experiência pedagógica que terá continuidade na Bélgica, na chamada Escola da Rua de Namur, em Lovaina (1971-79), onde põe em prática uma experiência inovadora com a linguagem.

É já a busca de uma língua "nova", a "língua sem impostura", tão presente em Um Beijo dado Mais Tarde (1990), a que fará surgir um texto "novo". No meio dessa experiência escreverá O Livro das Comunidades (1977), o primeiro da Trilogia Geografia de Rebeldes.

A ida para a Bélgica traça um percurso de escrita que, apenas esboçado em Portugal (Os Pregos na Erva, 1962), será reconhecido como um caso singular na escrita portuguesa. MGL parte em 1965 e só em 1985 regressa a Portugal. Os anos da Bélgica têm nome de lugares — “Lovaina” (1965-75), “Jodoigne” (1975-80) e “Herbais” (1980-85).




Longe da sua língua, é nela que evolui, desconhecendo (como diz nos anos de Lovaina) "o texto surpreendente que me espera". Ao falar do seu "texto nascente", MGL lembra (“Bruxelas”, “Europália”, 1991) o modo como, na Bélgica, a "sobreimpressão" da paisagem com a língua que levara de Portugal fez surgir o "Locus/Logos" do texto — "Entre vós, na minha língua confrontada às vossas paisagens".

Dessa experiência surgirá a sobreimpressão, num mesmo tempo e lugar, de figuras arrancadas ao seu tempo histórico, que se transfiguram para que os "encontros inesperados" e "de confrontação" possam ter lugar — são figuras de beguinas, é Hadewijch, São João da Cruz, Eckhart, Espinosa, Camões, Copérnico, Giordano Bruno, Hölderlin, Bach, Nietzsche, Fernando Pessoa mudado em Aossê (AOSSEP), Jorge de Sena em Jorge Anés, Teresa de Lisieux, Emily Dickinson, Rimbaud e Maria Gabriela Llansol, entre outros. E Bach e Pessoa num lugar — Lisboaleipzig.

Figuras de escritores, de místicos, de rebeldes, uma linhagem de seres para quem a resignação não faz sentido, que não aceitaram "ver a sua vida amputada de vibração, de intensidade e amplitude", e que a espécie pudesse ser fundada "na posse de uns sobre os outros". Nessa recusa, tentaram abrir caminho à liberdade de consciência, ao direito à autonomia da sua vida, e ao dom poético, para que fosse possível uma nova paisagem humana.
É uma história que, ainda hoje, continua a fazer-se e, nesse sentido, esses seres do passado vêm do futuro, continuando "com a sua consciência livre, a criação do mundo". São muitas as linhas que mostram o percurso de MGL e a experiência que resultou em texto novo. Ao longo dos Diários — Um Falcão no Punho (1985), Finita (1987) e Inquérito às Quatro Confidências (1996) — que transmigram para os outros livros, desconstruindo assim questões de género, e em livros como Lisboaleipzig 1 e 2 (1994) ou Onde Vais, Drama-Poesia? (2000), MGL mostra como a experiência do real se transfigura em realidade no texto — "escrever é o duplo de viver".

Por que escreve? Não há um porquê. Há uma afirmação. Eu só posso dizer "eu escrevo".E por que é que não pode dizer "porquê"? Porque se eu respondesse 'porquê' criava uma relação de causa e efeito.Ora, eu não sinto em mim o porquê de escrever, como eu não sinto em mim o porquê de beber ou o porquê de olhar. Há a constatação de uma realidade: e nasci constitutivamente assim, escrevendo." Maria Gabriela Llansol in Jornal de Notícias(14 de Julho de 1991)
Obras
1962 - Os Pregos na Erva
1973 - Depois de Os Pregos na Erva
[
editar] Geografia de Rebeldes
1977 - O Livro das Comunidades.
1983 - A Restante Vida.
1984 - Na Casa de Julho e Agosto.
[
editar] O Litoral do Mundo
1984 - Causa Amante.
1986 - Contos do Mal Errante. Com posfácio de Manuel Gusmão
1988 - Da Sebe ao Ser.
1990 - Amar um Cão.
1990 - O Raio sobre o Lápis.
1990 - Um Beijo Dado mais tarde.
1993 - Hölder, de Hölderlin.
1994 - Lisboaleipzig I. O encontro inesperado do diverso.
1994 - Lisboaleipzig II. O ensaio de música.
1998 - A Terra Fora do Sítio.
1998 - Carta ao Legente.
1999 - Ardente Texto Joshua.
2000 - Onde Vais, Drama-Poesia?
2000 - Cantileno.
2001 - Parasceve. Puzzles e Ironias.
2002 - O Senhor de Herbais. Breves ensaios literários sobre a reprodução estética do mundo, e suas tentações.
2003 - O Começo de Um Livro é Precioso.
2003 - O Jogo da Liberdade da Alma.
2006 - Amigo e Amiga. Curso de silêncio de 2004.
[
editar] Diários
1985 - Um Falcão no Punho. Diário I.
1987 - Finita. Diário II.
1996 - Inquérito às Quatro Confidências. Diário III.
[
editar] Traduções
1995 -
Emily Dickinson, Bilhetinhos com Poemas (sob o pseudónimo de Ana Fontes)
1995 -
Paul Verlaine, Sageza.
1996 -
Rainer Maria Rilke, Frutos e Apontamentos.
1998 -
Rimbaud, O Rapaz Raro.
1999 -
Thérèse Martin, de Lisieux, O Alto Voo da Cotovia.
2001 -
Apollinaire, Mais Novembro do que Setembro.
2002 -
Paul Éluard, Últimos Poemas de Amor.
2003 -
Charles Baudelaire, As Flores do Mal.
[
editar] Prémios
Prémio Dom Dinis da Fundação Casa de Mateus do ano de 1985 - obra "Um Falcão no Punho"
Grande Prémio de Romance e Novela APE/IPLB da Associação Portuguesa de Escritores do ano de 1990 - obra "Um Beijo Dado Mais Tarde"
Grande Prémio de Romance e Novela APE/IPLB da Associação Portuguesa de Escritores do ano de 2006 - (Julho de 2007) - obra "Amigo e Amiga
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Oberflächengrammatik

GRAMÁTICA DE SUPERFÍCIE

LONDON 2009 foto-.G.Ludovice