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Mittwoch, 26. September 2012

Wortes uber Stadte: Berlin

"..Berlín es la metrópolis más musical del mundo. Es una de las principales razones de por qué vivo aquí desde hace ocho años. Cuando residía aún en Budapest, tenía que llevarme la radio al baño continuamente para poder escuchar música ya que era el único lugar donde la señal era buena. Aquí hay tres casas de la ópera a dónde puedo ir cuando me apetece, sin hablar de las maravillosas filarmónicas. Para un amante de la música esto es el paraiso. Y la atmósfera de la ciudad es agradable, urbana. Sobre todo aquí, en Charlottenburg. Es tan agradable ver como pasea la gente por la calle, como se sientan en las terrazas de las cafeterías. Leen, comen, beben e incluso flirtean. Berlín en verano es como un centro de descanso sin igual, ¿qué más podría decir?, como una sauna relajante. Todos hacen lo que quieren e incluso de la manera más natural del mundo. No hay estrés, no hay violencia. La gente es amistosa unos con otros, y también lo son conmigo. Esa es mi experiencia, desde el primer minuto que he pasado aquí hasta hoy."
Imre Kertész
in: http://apostillasnotas.blogspot.com.es/search/label/Escritores%20austro%2Fh%C3%BAngaros

Sonntag, 6. März 2011

seitens der Städte..BERLIN: Kurt Koffka


Kurt Koffka
(Berlim, 18 de março de 1886 - Northampton, Massachusetts, 22 de novembro de 1941)
Foi um psicólogo da Gestalt.
Em Frankfurt conheceu Köhler e Wertheimer com quem vai fundar uma corrente designada por Gestaltismo. Depois da Segunda Guerra Mundial vai para os Estados Unidos da América onde desenvolve intensa atividade em instituições do ensino superior. Com Köhler promove as conceções gestaltistas junto dos psicólogos americanos expondo-as na sua obra mais importante: Principles of Gestalt Psychology.


Em 1909 recebeu doutorado pela Universidade de Berlim. Junto com Wolfgang Köhler, tornou-se assistente na Universidade de Frankfurt, onde trabalhou com Max Wertheimer.
De 1911 a 1927 lecionou na Universidade de Giessen. Lá escreveu O Desenvolvimento da Mente (1921).
No ano seguinte ele introduziu o programa Gestalt com um artigo na Psychological Bulletin nos Estados Unidos. A partir de 1927, Kurt lecionou nos Estados Unidos no Smith College, publicando a obra Princípios da Psicologia da Gestalt (1935).

"Força da Gestalt
Köhler (1920/1938a) definiu dentro dos sistemas físicos a força da Gestalt como o grau de interdependência de suas partes. Uma Gestalt é fraca quando a energia de seu processo é pequena. Uma Gestalt é forte quando a energia do processo aumenta. Dentro dos vários sistemas físicos, há os constituídos por processos nervosos centrais de animais superiores. Através do isomorfismo psiconeural, os mesmos processos se aplicam aos processos neurais e aos fenomenológicos. Koffka (1935/1975) retomou essa diferenciação, devida a Köhler, e aplicou-a à realidade de grupos sociais.

Em 1924, Koffka apresenta num outro artigo o que se chamava de introspecção na época. É basicamente o método analítico. Contra esse método é necessário mudar a atitude do experimentador. A atitude nova é, de início, simplesmente perceber, idêntico à maneira de qualquer pessoa que não conheça a então psicologia. É o método fenomenológico. Entretanto, qualquer acontecimento que ocorra na consciência deve ser estudado. Há psicólogos que analisam o conteúdo em elementos sensitivos, isto é, nos sons, nas cores, nos olfatos, etc. Essa método analístico não leva a problemas reais, diz Koffka. Chamei-a de observar os perceptos em fragmentos (Engelmann, no prelo; Koffka, 1924.)
Podemos citar como exemplo, um ser humano sentado ante sua escrevaninha, em cima da qual há uma borracha e um livro. Podemos dizer que a borracha constitui uma Gestalt forte e o mesmo pode-se dizer com relação ao livro. A superfície da mesa com os dois objetos, borracha e livro, constitui também uma Gestalt. Entretanto, será uma Gestalt bem mais fraca do que as duas Gestalten anteriores, a borracha e o livro. Através do isomorfismo, na medida em que o ser humano olha para a mesa, os perceptos "borracha", "livro" e "alto da mesa contendo a borracha e o livro" são também Gestalten, com a seguinte diferença entre elas: "borracha" e "livro" apresentam mais força do que "alto da mesa contendo a borracha e o livro". Outro exemplo, seria o de duas pessoas carregando um sofá. As duas pessoas seriam cada um uma Gestalt, o sofá também. Além disso, as duas pessoas carregando o sofá seria uma terceira Gestalt, ainda que mais fraca do que as três Gestalten anteriores.
Para mim, ao se falar nos diversos graus de força da Gestalt, seria bem melhor utilizar um contínuo. Nesse contínuo seria possível colocar uma Gestalt muito forte, uma Gestalt medianamente forte, uma Gestalt mais ou menos fraca, uma Gestalt bem fraca, e assim por diante.
No contínuo de forças da Gestalt, o que denominaríamos de força de quase nula? Por exemplo, a Gestalt formada pelos perceptos de uma borracha na mesa e mais a lua, no momento em que é visível através da janela. Ainda que possua alguma força, praticamente o valor seria tão pequeno que seria melhor nulificá-la para efeitos práticos. Como disse Köhler numa nota na página 31 da redução do livro Gestalten físicas por Ellis, o grau dos limites da Gestalt nunca é abrupto (Köhler, 1920/1938a.)

Não apenas experiência, mas também ação
Num artigo de crítica a Benussi, Koffka alarga o que se pode entender por Gestalt. Koffka pensa em Gestalten não apenas na experiência, mas também nas ações dos indivíduos. Cantar, escrever, desenhar, andar são Gestalten tanto quanto a consciência de ouvir ou de olhar. "O ato motor é um processo-de-todo organizado; os muitos movimentos individuais podem ser compreendidos somente como partes do processo que os abraça ..."10 (Ash, 1995; Koffka, 1915/1938.)
Os correlatos fisiológicos da percepção e da ação, não são excitações individuais mas eventos unificados. São, como Wertheimer o acentuou, Gestalten.

Não apenas seres humanos, mas também outros animais
Em dezembro de 1913, Köhler consegue o posto de Diretor da estação de pesquisa da Fundação da Academia Prussiana, em Tenerife nas ilhas Canárias. A colônia alemã dos Camarões11 tinha um clima demasiado quente para os cientistas. De outro lado, os chimpanzés que iriam ser estudados não se aclimatavam na Alemanha. A Fundação então foi localizada numa ilha espanhola perto do Marrocos. Köhler aceitou o posto, principalmente para estudar a inteligência de chimpanzés. Os estudos estavam, de um certo modo, completos em junho de 1914. Pouco depois começou a guerra. Köhler foi chamado como reservista em julho do mesmo ano. Entretanto, por estar em idade militar, possuía dificuldade de atravessar uma área cheia de navios aliados. Permaneceu em Tenerife até 1920, na Espanha neutra. Apesar de doenças, nele e em sua família, aproveitou sua estada para pesquisar e escrever muito com relação aos animais e muito com relação às Gestalten físicas.
Thorndike havia publicado nos Estados Unidos, em 1898, um trabalho realizado principalmente com gatos e cães, no qual demonstrava a longa aprendizagem para abrir uma porta, atrás da qual se encontravam alimentos. A tradução teórica dessa aprendizagem era a união associativa entre impressões sensoriais e impulsos motores. A investigação de Thorndike representava o contrário do que estava sendo esperado por gestaltistas e por evolucionistas como Hobhouse e Yerkes.
O espírito do experimento de Thorndike foi repetido por Köhler. O objetivo da investigação era sempre a aquisição de um alimento. O alimento, durante pouco tempo, estava perto do sujeito experimental. A seguir, era colocado num ponto visível, mas que o sujeito não podia alcançar continuando o caminho antigo e reto. Um caminho novo, que começava com o sujeito afastando-se do alimento, era a solução. Como sujeitos, além de chimpanzés, utilizou galinhas, um cão e sua própria filha com três meses de idade. Duas formas de comportamento foram demonstradas (veja a Figura 6.) De um lado, a realização genuína, que foi o caminho eficaz utilizado pelo cão, pelos chimpanzés e pela criança. De outro, a imitação por acaso, que foi o caminho em ziguezague usado inicialmente pelas galinhas. Em poucos casos e após um tempo em ziguezague, algumas galinhas mudavam de forma de comportamento e corriam de acordo com a realização genuína.O

Isomorfismo Psiconeural
Como os acima citados sistemas físicos se ajustam ao sistema nervoso? Pelo que se sabe, o sistema nervoso é formado por uma série enorme de neurônios que se comunicam uns com os outros segregando substâncias químicas nas sinapses, que irão, por sua vez e nas próprias sinapses, excitar outros neurônios. De acordo com Köhler, essas substâncias químicas se juntarão formando um grande conjunto fora dos neurônios. Esse conjunto é o lugar de sistemas físicos elétricos tridimensionais. As excitações provocadas causariam processos estacionários ou quase-estacionários (Köhler, 1920/1938a, 1938b; Köhler & Wallach, 1944.)

Num verso do seu poema "Epyrrhema", Goethe havia dito: "O que está dentro, aquilo está fora."13 Köhler o coloca na abertura do capítulo sobre isomorfismo psiconeural. Köhler acredita no isomorfismo, isto quer dizer, que as Gestalten fenomenológicas da consciência teriam a mesma forma ou seguiriam a mesma matemática topológica que as estruturas físicas. Topológicas são relações do tipo "dentro" ou "fora", "entre", "em contato com", "à distância de". É importante que o isomorfismo psiconeural se estabelece apenas para levar em conta a parte do sistema nervoso que é capaz de apresentar uma face fenomenológica. Evidentemente, há uma grande parte para a qual não haveria dupla representação.
A hipótese é monista: as duas faces seriam maneiras de se olhar a mesma coisa. As duas faces não seriam apenas análogas, mas seriam paralelas, nas palavras do próprio Köhler, ainda que paralelo não seja de maneira nenhuma idêntico. Além disso, a hipótese do isomorfismo psiconeural é realista. O Universo é uma realidade só (Engelmann, 1978c; Koffka, 1935/1975; Köhler, 1920/1938a, 1938b, 1929/1947; Köhler & Wallach, 1944; Lewin, 1936.)"

im:Wikipedia/infopedia/Gestalt psychology and empirical contemporaneous science, Arno Engelmann

Samstag, 29. Januar 2011

Who killed Walter Benjamin

Who killed Walter Benjamin (parte 1).avi

seitens der Städte.. BERLIN: Walter Benjamin


Walter Benedix Schönflies Benjamin
(Berlim, 15 de julho de 1892 — Portbou, 27 de setembro de 1940)
foi um ensaísta, crítico literário, tradutor, filósofo e sociólogo judeu alemão.

http://www.youtube.com/watch?v=BK7TDacUcT0

Associado à Escola de Frankfurt e à Teoria Crítica, foi fortemente inspirado tanto por autores marxistas, como Georg Lukács e Bertolt Brecht, como pelo místico judaico Gerschom Scholem. Conhecedor profundo da língua e cultura francesas, traduziu para alemão importantes obras como Quadros Parisienses de Charles Baudelaire e Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust. O seu trabalho, combinando ideias aparentemente antagónicas do idealismo alemão, do materialismo dialético e do misticismo judaico, constitui um contributo original para a teoria estética. Entre as suas obras mais conhecidas, contam-se A Obra de Arte na Era da Sua Reprodutibilidade Técnica (1936), Teses Sobre o Conceito de História (1940) e a monumental e inacabada Paris, Capital do século XIX, enquanto A Tarefa do Tradutor constitui referência incontornável dos estudos literários.
Walter Benjamin nasceu no seio de uma família judaica. Filho de Emil Benjamin e de Paula Schönflies Benjamin, comerciantes de produtos franceses. Na adolescência Benjamin, perfilhando ideais socialistas, participou no Movimento da Juventude Livre Alemã, colaborando na revista do movimento. Nesta época nota-se uma nítida influência de Nietzsche em suas leituras.


Em 1915, conhece Gerschom Gerhard Scholem de quem se torna muito próximo, quer pelo gosto comum pela arte, quer pela religião judaica que estudavam.
Em 1919 defende tese de doutorado, A Crítica de Arte no Romantismo Alemão, que foi aprovada e recomendada para publicação.
Em 1925, Benjamin constatou que a porta da vida acadêmica estava fechada para sí, tendo a sua tese de livre-docência Origem do Drama Barroco Alemão sido rejeitada pelo Departamento de Estética da Universidade de Frankfurt.
Nos últimos anos da década de 1920 o filósofo judeu interessa-se pelo marxismo, e juntamente com o seu companheiro de então, Theodor Adorno, aproxima-se da filosofia de Georg Lukács. Por esta altura e nos anos seguintes publica resenhas e traduções que lhe trariam reconhecimento como crítico literário, entre elas as séries sobre Charles Baudelaire.


Refugiou-se na Itália, de 1934 a 1935. Neste momento cresciam as tensões entre Benjamin e o Instituto para Pesquisas Sociais, associado ao que ficou conhecida como Escola de Frankfurt, da qual Benjamin foi mais um inspirador do que um membro.
Em 1940, ano da sua morte, Benjamin escreve a sua última obra, considerada por alguns como o mais importante texto revolucionário desde Marx; por outros, como um retrocesso no pensamento benjaminiano: as Teses Sobre o Conceito de História.
A sua morte, desde sempre envolta em mistério, teria ocorrido durante a tentativa de fuga através dos Pirenéus, quando, em Portbou, temendo ser entregue à Gestapo, teria cometido o suicídio.

Benjamin tinha seu ensaio “A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade Técnica” na conta de primeira grande teoria materialista da arte. O ponto central desse estudo encontra-se na análise das causas e conseqüências da destruição da “aura” que envolve as obras de arte, enquanto objetos individualizados e únicos. Com o progresso das técnicas de reprodução, sobretudo do cinema, a aura, dissolvendo-se nas várias reproduções do original, destituiria a obra de arte de seu status de raridade. Para Benjamin, a partir do momento em que a obra fica excluída da atmosfera aristocrática e religiosa, que fazem dela uma coisa para poucos e um objeto de culto, a dissolução da aura atinge dimensões sociais. Essas dimensões seriam resultantes da estreita relação existente entre as transformações técnicas da sociedade e as modificações da percepção estética. A perda da aura e as conseqüências sociais resultantes desse fato são particularmente sensíveis no cinema, no qual a reprodução de uma obra de arte carrega consigo a possibilidade de uma radical mudança qualitativa na relação das massas com a arte. Embora o cinema, diz Walter Benjamin, exija o uso de toda a personalidade viva do homem, este priva-se de sua aura. Se, no teatro, a aura de um Macbeth, por exemplo, liga-se indissoluvelmente à aura do ator que o representa, tal como essa aura é sentida pelo público, fico, o mesmo não acontece no cinema, no qual a aura dos intérpretes desaparece com a substituição do público pelo aparelho. Na medida em que o ator se torna acessório da cena, não é raro que os próprios acessórios desempenhem o papel de atores. Benjamin considera ainda que a natureza vista pelos olhos difere da natureza vista pela câmara, e esta, ao substituir o espaço onde o homem age conscientemente por outro onde sua ação é inconsciente, possibilita a experiência do inconsciente visual, do mesmo modo que a prática psicanalítica possibilita a experiência do inconsciente instintivo. Exibindo, assim, a reciprocidade de ação entre a matéria e o homem, o cinema seria de grande valia para um pensamento materialista. Adaptado adequadamente ao proletariado que se prepararia para tomar o poder, o cinema tornar-se-ia, em conseqüência, portador de uma extraordinária esperança histórica. Em suma, a análise de Benjamin mostra que as técnicas de reprodução das obras de arte, provocando a queda da aura, promovem a liquidação do elemento tradicional da herança cultural; mas, por outro lado, esse processo contém um germe positivo, na medida em que possibilita um outro relacionamento das massas com a arte, dotando-as de um instrumento eficaz de renovação das estruturas sociais. Trata-se de uma postura otimista, que foi objeto de reflexão crítica por parte de Adorno.
Atualmente a obra de Benjamin exerce grande influência no editor e tradutor de suas obras em italiano, Giorgio Agamben, sobretudo acerca do conceito de Estado de exceção.

Sepulcro de Walter Benjamin


"Um autor que não ensina nada aos escritores não ensina nada a ninguém.
Assim, é decisivo que a produção tenha um carácter de modelo, capaz de, em primeiro lugar, levar outros produtores à produção e, em segundo lugar, pôr à sua disposição um aparelho melhorado. E esse aparelho é tanto melhor quanto mais consumidores levar à produção, numa palavra, quanto melhor for capaz de transformar os leitores ou espectadores em colaboradores. Já possuímos um modelo deste género, mas só lhe posso fazer aqui uma breve referência: trata-se do teatro épico de Brecht."
O autor como produtor de Walter Benjamin/Excerto de Walter Benjamin, “O autor como produtor”, in A modernidade.

Obras
A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica (1936).
Paris, Capital do século XIX (inacabado).
Teses Sobre o Conceito de História (1940).
A Modernidade e os Modernos, Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1975.
"Haxixe", São Paulo: Editora Brasiliense, 1984.
Origem do Drama Barroco Alemão, trad. e pref. Sérgio Paulo Rouanet, São Paulo: Brasiliense, 1984.
Reflexões: a criança, o brinquedo, a educação, 3ª ed., trad. Marcus Vinicius Mazzari, São Paulo: Summus Editorial, 1984.
Estéticas do Cinema, ed., apres. e notas Eduardo Geada, trad. Tereza Coelho, Lisboa: D. Quixote, 1985.
Obras Escolhidas, v. I, Magia e técnica, arte e política, trad. S.P. Rouanet, São Paulo: Brasiliense, 1985.
Obras Escolhidas, v. II, Rua de mão única, trad. de R.R. Torres F. e J.C.M. Barbosa, São Paulo: Brasiliense, 1987.
Obras Escolhidas, v. III, Chrales Baudelaire, um lírico no auge do capitalismo, trad. de J.C.M. Barbosa e H.A. Baptista, São Paulo: Brasiliense, 1989.
Documentos de Cultura, Documentos de Barbárie: escritos escolhidos, introd. Willi Bolle, trad. Celeste H. M. Ribeiro de Sousa, São Paulo: Cultrix, 1986.
Diário de Moscou, pref. Gerschom Scholem, ed. e notas Gary Smith, trad. Hildegard Herbold, São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
Histórias e Contos, trad. Telma Costa, Lisboa: Teorema, 1992.
Sobre Arte, Técnica, Linguagem e Política, pref. Theodor W. Adorno, Lisboa: Relógio d`Àgua, 1992.
Rua de Sentido Único e Infância em Berlim por Volta de 1900, pref. Susan Sontag, Lisboa: Relógio d`Água, 1992.
O Conceito de Crítica de Arte no Romantismo Alemão, trad. pref. e notas de Márcio Seligmann-Silva, São Paulo: Iluminuras/ EDUSP, 1993.
Correspondência: Walter Benjamin, Gerschom Scholem, rev. Plinio Martins Filho, São Paulo: Perspectiva, 1993.
Kafka, trad. e introd. Ernesto Sampaio, Lisboa, Hiena, 1994.
Os Sonetos de Walter Benjamin, trad. Vasco Graça Moura, Porto: Campo das Letras, 1999.
Leituras de Walter Benjamin, org. Márcio Seligmann-Silva, São Paulo: FAPESP, 1999.
Origem do Drama Trágico Alemão, ed., apres. e trad. João Barrento, Lisboa: Assírio & Alvim, 2004.
Imagens de Pensamento, trad. João Barrento, Lisboa: Assírio & Alvim, 2004.
Passagens, org. W. Bolle, São Paulo: IMESP, 2006.
Benjamin, Andrew, A Filosofia de Walter Benjamin, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores, 1997.

Ligações externas
AS MARAVILHAS DE WALTER BENJAMIN, por J.M. Coetzee
Textos de e sobre Walter Benjamin - Site ANTIVALOR
SELIGMANN-SILVA, M. De Flusser a Benjamin do pós-aurático às imagens técnicas in: FLUSSER STUDIES 08, 2009.
SELIGMANN-SILVA, M. Walter Benjamin: o Estado de Exceção entre o político e o estético in: Cadernos Benjaminianos, Volume 1 - Número 1 - Junho/2009.
im:wikipedia //youtube

Mittwoch, 26. Januar 2011

BERLIN: Thomas Metzinger

Thomas Metzinger


Thomas MetzingerThomas Metzinger
(born March 12, 1958) is a German philosopher. He currently holds the position of director of the theoretical philosophy group at the department of philosophy at the Johannes Gutenberg University of Mainz and is an Adjunct Fellow at the Frankfurt Institute for Advanced Studies. From 2008 to 2009 he is a Fellow at the Wissenschaftskolleg zu Berlin.

He has been active since the early 1990s in the promotion of consciousness studies as an academic endeavour. As a co-founder, he has been particularly active in the organization of the Association for the Scientific Study of Consciousness (ASSC), and sat on the board of directors of that organisation from 1994 to 2007. Metzinger is director of the MIND group and has been president of the German cognitive science society from 2005 to 2007. In English he has published two edited works, Conscious Experience (1995), and Neural correlates of consciousness: empirical and conceptual issues (2000). The latter book arose out of the second ASSC meeting, for which he acted as local organizer.

In 2003 Metzinger published the monograph Being No One. In this book he argues that no such things as selves exist in the world: nobody ever had or was a self. All that exists are phenomenal selves, as they appear in conscious experience. He argues that the phenomenal self, however, is not a thing but an ongoing process; it is the content of a "transparent Self-model theory of subjectivity". In 2009 Metzinger published a follow-up book to Being No One for a general audience: The Ego Tunnel (Basic Books, New York, ISBN 0-465-04567-7).
Metzinger is praised for his grasp of the fundamental issues of neurobiology, consciousness and the relationship of mind and body. However, his views about the self are the subject of considerable controversy and ongoing debates.
Metzinger's interests include:
Philosophy of mind (esp. philosophical aspects of empirical theories in the neuro- and cognitive sciences, artificial intelligence, and related areas of research).
Ethics (esp. conceptual connections between applied ethics, the philosophy of mind and anthropology)
In the new field of neuroethics Thomas Metzinger is engaged by supervising The Neuroethics Web Portal.
im: wikipedia

Freitag, 3. Dezember 2010

seitens der Städte.. BERLIN : Balthus

En 1921 se trasladó con su familia a Berlín
Balthus


(París, 1908 - Rossiniere, 2001) Seudónimo de Balthazar Klossowski de Rola, pintor francés de origen polaco. Pintor figurativo, se mantuvo siempre al margen de los movimientos de su tiempo, como un auténtico independiente, aunque su obra se relaciona con el surrealismo, algo que desmintió uno de los prebostes del movimiento, Antonin Artaud, y de lo que, a pesar de su amistad con Giacometti y con Miró, se defendió él mismo como si de un estigma se tratara.

De familia noble, la casa paterna era visitada por los maestros de la pintura Pierre Bonnard y Maurice Denis, y por el poeta Rainer Maria Rilke, amigo de la madre que en 1919 hizo publicar y prologó los dibujos hechos por el niño, entonces de once años, a su gato Mitsou. En 1921 se trasladó con su familia a Berlín y regresó a París en 1924, donde siguió clases de dibujo en la Grande Chaumière; enseña sus trabajos a Marquet, Bonnard y Denis, quienes le aconsejaron que hiciera copias de Poussin. En 1926 viaja a Italia y hace copias de los maestros del primer renacimiento; al año siguiente realiza las pinturas murales a la témpera para la iglesia protestante de Beatenberg.

A finales de los años veinte comienza a retratar a sus amigos y hace su servicio militar de quince meses en Marruecos. En 1933 pinta La calle (La rue), donde inicia un estilo caracterizado por los contornos muy marcados y los colores planos; se relaciona con el grupo surrealista y entabla amistad con Giacometti; en 1934 hace su primera exposición individual en la galería Pierre con cinco cuadros cuyo contenido erótico y su ambigüedad causan un cierto escándalo, sobre todo La lección de guitarra, El arreglo de Cathy y Alice.

En 1935 elaboró los decorados para la obra de Artaud, Les Cenci, y en 1936 pintó el retrato de André Derain. En 1938 realiza su primera exposición individual en Nueva York, en la galería Pierre Matisse. Son de estos años algunas de sus obras más conocidas, como el retrato de Joan Miró y su hija Dolores y Thérèse soñando. En los años cuarenta diseña los decorados de diversas producciones teatrales y sus mejores amigos son poetas (Malraux, Paul Eluard).

En los años cincuenta realiza paisajes, vistas desde la ventana de su castillo del siglo XIV en Nièvre, y en 1956 el Museo de Arte Moderno de Nueva York le dedica una exposición. En 1961 es nombrado director de la Academia Francesa en Roma, y se trasladó por ello a la Villa Medici; en 1962 visita Japón, donde conoció a su mujer, la cual posa para varios cuadros de finales de los sesenta (Figura japonesa con espejo negro, 1967, o la Habitación turca, de 1963). En 1977 se retiró a Rossiniere.

Montag, 25. Oktober 2010

seitens der Städte.. Berlin: Ferdinand Saussure


Ferdinand de Saussure
 (Genebra, 26 de novembro de 1857 - Morges, 22 de fevereiro de 1913) foi um linguista e filósofo suíço cujas elaborações teóricas propiciaram o desenvolvimento da linguística enquanto ciência e desencadearam o surgimento do estruturalismo. Além disso, o pensamento de Saussure estimulou muitos dos questionamentos que comparecem na linguística do século XX.
Filho de um eminente naturalista, foi logo introduzido aos estudos linguísticos por um filólogo e amigo da família, Adolphe Pictet. Saussure estudou Física e Química, mas continuou fazendo cursos de gramática grega e latina. Por fim, convenceu-se que sua carreira estava nos estudos da linguagem e ingressou na Sociedade Linguística de Paris. Estudou línguas europeias em Leipzig e aos vinte e um anos publicou uma dissertação sobre o primitivo sistema das vogais nas línguas indo-europeias, a qual foi muito bem aceita. Defendeu sua tese sobre o uso do caso genitivo em sânscrito, em Berlim, e depois retornou à Paris, onde passou a ensinar Sânscrito, Gótico e Alto Alemão e depois Filologia Indo-Europeia. Retornou a Genebra, onde lecionou sânscrito e linguística histórica em geral. Em 1906 foi encarregado de ensinar Linguística Geral, e com isso realizou conferências que apresentaram conceitos que mudaram completamente o modo de encarar a linguística.
Entendia a linguística como um ramo da ciência mais geral dos signos, que ele propôs fosse chamada de Semiologia. Graças aos seus estudos e ao trabalho de Leonard Bloomfield, a linguística adquire autonomia e seu objeto e método próprio passam a ser delineados. Seus conceitos serviram de base para o desenvolvimento do estruturalismo no século XX.

Abaixo seguem as famosas dicotomias enunciadas por Saussure:
Língua X Fala
Saussure também efetua, em sua teorização, uma separação entre língua e fala. Para ele, a língua é um sistema de valores que se opõem uns aos outros e que está depositado como produto social na mente de cada falante de uma comunidade, possui homogeneidade e por isto é o objeto da linguística propriamente dita. Diferente da fala que é um ato individual e está sujeito a fatores externos, muitos desses não linguísticos e, portanto, não passíveis de análise.
Sincronia X Diacronia
Ferdinand de Saussure enfatizou uma visão sincrônica, um estudo descritivo da linguística em contraste à visão diacrônica do estudo da linguística histórica, estudo da mudança dos signos no eixo das sucessões históricas, a forma como o estudo das línguas era tradicionalmente realizado no século XIX. Com tal visão sincrônica, Saussure procurou entender a estrutura da linguagem como um sistema em funcionamento em um dado ponto do tempo (recorte sincrônico).
Sintagma X Paradigma
O sintagma, definido por Saussure como “a combinação de formas mínimas numa unidade lingüística superior”, e surge a partir da linearidade do signo, ou seja, ele exclui a possibilidade de pronunciar dois elementos ao mesmo tempo, pois um termo só passa a ter valor a partir do momento em que ele se contrasta com outro elemento. Já o paradigma é ,como o próprio autor define, um "banco de reservas" da língua fazendo com que suas unidades se oponham pois uma exclui a outra.
Significante X Significado
O signo linguístico constitui-se numa combinação de significante e significado, como se fossem dois lados de uma moeda. O significante do signo linguístico é uma "imagem acústica" (cadeia de sons). Consiste no plano da forma. O significado é o conceito, reside no plano do conteúdo.
Contudo, indubitavelmente, a teoria do valor é um dos conceitos cardeais do pensamento de Saussure. Sumariamente, esta teoria postula que os signos linguísticos estão em relação entre si no sistema de língua. Entretanto, essa relação é diferencial e negativa, pois um signo só tem o seu valor na medida em que não é um outro signo qualquer: um signo é aquilo que os outros signos não são.
Paralelamente ao trabalho teórico mais tarde reunido na obra Cours de Linguistique Générale, Saussure realizou, entre 1906 e 1909, um outro estudo que é comumente chamado de Os anagramas de Saussure. Nesse trabalho paralelo, o mestre genebrino perscrutou um corpus (amostra) de poemas clássicos para tentar provar a existência de um mecanismo de composição poética baseado na análise fônica das palavras; mecanismo este formado pelo anagrama e pelo hipograma. O hipograma (palavra-tema) é o nome de um deus ou de um herói diluído foneticamente no poema. O anagrama, por sua vez, é o processo que propicia a diluição do hipograma nos versos.

Morreu prematuramente em 1913. Após sua morte, seus alunos buscaram o arquivo de notas do mestre no intuito de publicar um livro que apresentasse a doutrina exposta em seus cursos e que abria novos horizontes para a linguística. Contudo, as buscas foram frustradas e nenhuma nota foi encontrada. Assim, liderados por Charles Bally e Albert Sechehaye, resolveram compilar e comparar as notas dos alunos feitas durante as aulas. Esse trabalho culminou na obra Curso de Linguística Geral (Cours de Linguistique Générale), publicada em 1915, ainda hoje leitura obrigatória para todos os estudantes e pesquisadores de linguística.
in:wikipedia

Dienstag, 20. April 2010

seitens der Städte.. BERLIN: Max Weber

BERLIN 2008      Max Weber leccionou na Universidade de Berlim em 1893
Foto:G.Ludovice

Maximillian Carl Emil Weber
(Erfurt, 21 de Abril de 1864 — Munique, 14 de Junho de 1920) foi um intelectual alemão, jurista, economista e considerado um dos fundadores da Sociologia. Seu irmão foi o também famoso sociólogo e economista Alfred Weber. A esposa de Max Weber, Marianne Weber, era socióloga e historiadora do Direito.
Foi o primogênito de oito filhos de Max Weber e Helene Fallenstein. Seu pai, protestante, era uma figura autocrata. Sua mãe uma Calvinismo
calvinista moderada. A mãe de Helene tinha sido uma huguenote , francesa, cuja família fugira da perseguição na França. Ele foi, juntamente com Karl Marx, Vilfredo Pareto e Emile Durkheim, um dos modernos fundadores da Sociologia. É conhecido sobretudo pelo seu trabalho sobre a Sociologia da religião.


De importância extrema, Max Weber escreveu A ética protestante e o espírito do capitalismo. Este é um ensaio fundamental sobre as religiões e a afluência dos seus seguidores. Subjacente a Weber está a realidade econômica da Alemanha do princípio do século XX.

Significante, também, é o ensaio de Weber sobre a política como vocação. Weber postula ali a definição de estado que se tornou essencial no pensamento da sociedade ocidental: que o Estado é a entidade que possui o monopólio do uso legítimo da ação coercitiva. A política deverá ser entendida como qualquer actividade em que o estado tome parte, de que resulte uma distribuição relativa da força.

A política obtém assim a sua base no conceito de poder e deverá ser entendida como a produção do poder. Um político não deverá ser um homem da "verdadeira ética católica" (entendida por Weber como a ética do Sermão da Montanha - ou seja: oferece a outra face). Um defensor de tal ética deverá ser entendido como um santo (na opinião de Weber esta visão só será recompensadora para o santo e para mais ninguém). A esfera da política não é um mundo para santos. O político deverá esposar a ética dos fins últimos e a ética da responsabilidade, e deverá possuir a paixão pela sua actividade como a capacidade de se distanciar dos sujeitos da sua governação (os governados).

Quanto às relações entre a cultura protestante e o "espírito do capitalismo", pode-se dizer, de maneira esquemática, que estão relacionadas principalmente com a doutrina da predestinação e da comprovação — entendidas aqui, respectivamente, como a ideia de que Deus decretou o destino dos homens desde a criação e a ideia de que certos sinais da vida cotidiana podem indicar quais são os eleitos por Deus e quais os danados. Conquanto, para os católicos, há certos elementos atenuantes que permitem ao crente cometer certos deslizes, para os protestantes, sobretudo os calvinistas, a exigência de uma comprovação de que se é eleito impõe vastas restrições à liberdade do fiel, de modo a levar a uma total racionalização da vida. Essa racionalização, entendida como uma "ascese intramundana" — isto é, uma visão de mundo que propõe a iluminação através da santificação de cada ato particular do cotidiano —, abre um campo para o enaltecimento do trabalho, visto como a marca da santificação. É essa característica que permite a articulação entre a ética protestante, por um lado, e o espírito do capitalismo, por outro.

Weber também é conhecido pelo seu estudo da burocratização da sociedade. No seu trabalho, Weber delineia a famosa descrição da burocratização como uma mudança da organização baseada em valores e acção (a chamada autoridade tradicional) para uma organização orientada para os objectivos e acção (chamada legal-racional). O resultado, segundo Weber, é uma "noite polar de frio glacial" na qual a crescente burocratização da vida humana a coloca numa gaiola de metal de regras e de controle racional. Seus estudos sobre a burocracia da sociedade tiveram grande importância no estudo da Teoria da Burocracia, dentro do campo de estudo da administração de empresas.
Max Weber morreu de pneumonia em Munique, Alemanha, a 14 de Junho de 1920 com 56 anos.

A principal ideia de Max Weber era discordar da abordagem tradicional, mas suas objeções eram diferentes das de Durkheim.

A ética protestante e o espírito do capitalismo, 1. ed., 1904A obra de Weber, complexa e profunda, constitui um momento da compreensão dos fenômenos históricos e sociais e, ao mesmo tempo, da reflexão sobre o método das ciências histórico-sociais. Historiador, sociólogo, economista e político, Weber trata dos problemas metodológicos com a consciência das dificuldades que emergem do trabalho efetivo do historiador e do sociólogo, sobretudo com a competência do historiador, do sociólogo, e do economista. Crítico da "escola historicista" da economia (Roscher, Knies e Hildebrandt), Weber reivindica contra ela, a autonomia lógica e teórica da ciência, que não pode se submeter a entidades metafísicas como o "espírito do povo" que Savigny, nas pegadas de Hegel, concebia como criador do direito, dos sistemas econômicos, da linguagem e assim por diante. Para Weber, o "espírito do povo" é produto de inumeráveis variáveis culturais e não o fundamento real de todos os fenômenos culturais de um povo.

Por outro lado, o pensamento de Weber caracteriza-se pela crítica ao materialismo histórico, que dogmatiza e petrifica as relações entre as formas de produção e de trabalho (a chamada "estrutura") e as outras manifestações culturais da sociedade (a chamada "superestrutura"), quando na verdade se trata de uma relação que, a cada vez, deve ser esclarecida segundo a sua efetiva configuração. E, para Weber, isso significa que o cientista social deve estar pronto para o reconhecimento da influência que as formas culturais, como a religião, por exemplo, podem ter sobre a própria estrutura econômica.


Um dos conceitos chaves da obra e da teoria sociológica de Weber é a ação. A ação é um comportamento humano no qual os indivíduos se relacionam de maneira subjetiva e a ação social, característica por ser uma ação que possui um sentido visado e é determinado pelo comportamento alheio. A análise da teoria weberiana como ciência tem como ponto de partida a distinção entre quatro tipos de ação (que são sociais):

A ação racional com relação a um objetivo é determinada por expectativas no comportamento tanto de objetos do mundo exterior como de outros homens e utiliza essas expectativas como condições ou meios para alcance de fins próprios racionalmente avaliados e perseguidos. É uma ação concreta que tem um fim especifico, por exemplo: o engenheiro que constrói uma ponte.

A ação racional com relação a um valor é aquela definida pela crença consciente no valor - interpretável como ético, estético, religioso ou qualquer outra forma - absoluto de uma determinada conduta. O ator age racionalmente aceitando todos os riscos, não para obter um resultado exterior, mas para permanecer fiel a sua honra, qual seja, à sua crença consciente no valor, por exemplo, um capitão que afunda com o seu navio.

A ação afetiva é aquela ditada pelo estado de consciência ou humor do sujeito, é definida por uma reação emocional do ator em determinadas circunstâncias e não em relação a um objetivo ou a um sistema de valor, por exemplo, a mãe quando bate em seu filho por se comportar mal.

A ação tradicional é aquela ditada pelos hábitos, costumes, crenças transformadas numa segunda natureza, para agir conforme a tradição o ator não precisa conceber um objeto, ou um valor nem ser impelido por uma emoção, obedece a reflexos adquiridos pela prática.

Tanto a ação afetiva quanto a tradicional produzem relação entre pessoas (relações pessoais), são coletivas, comunitárias, nos dão noção de comunhão e conceito de comunidade.
Observe-se que na concepção de Durkheim, a comunidade é anterior a sociedade, ou melhor, a comunidade se transforma em sociedade. Já para Weber comunidade e sociedade coexistem. A comunidade existe no interior da sociedade, como por exemplo, a família (comunidade) que existe dentro da sociedade.
Ação social é um comportamento humano, ou seja, uma atitude interior ou exterior voltada para ação ou abstenção. Esse comportamento só é ação social quando o ator atribui a sua conduta um significado ou sentido próprio, e esse sentido se relaciona com o comportamento de outras pessoas.

Para Weber a Sociologia é uma ciência que procura compreender a ação social. Por isso, considerava o indivíduo e suas ações como ponto chave da investigação evidenciando o que para ele era o ponto de partida para a Sociologia, a compreensão e a percepção do sentido que a pessoa atribui à sua conduta.

O principal objetivo de Weber é compreender o sentido que cada pessoa dá a sua conduta e perceber assim a sua estrutura inteligível e não a análise das instituições sociais como dizia Durkheim. Aquele propõe que se deve compreender, interpretar e explicar respectivamente, o significado, a organização e o sentido e evidenciar irregularidade das condutas.

Com este pensamento, não possuía a ideia de negar a existência ou a importância dos fenômenos sociais, dando importância à necessidade de entender as intenções e motivações dos indivíduos que vivenciam essas situações sociais. Ou seja, a sua ideia é que no domínio dos fenômenos naturais só se podem aprender as regularidades observadas por meio de proposições de forma e natureza matemática. É preciso explicar os fenômenos por meio de proposições confirmadas pela experiência, para poder ter o sentimento e compreendê-las.
Weber também se preocupou muito com a criação de certos instrumentos metodológicos que possibilitassem ao cientista uma investigação dos fenômenos particulares sem que ele se perca na infinidade disforme dos seus aspectos concretos, sendo que o principal instrumento é o tipo ideal, o qual cumpriria duas funções principais: primeiro a de selecionar explicitamente a dimensão do objeto que virá a ser analisado e, posteriormente, apresentar essa dimensão de uma maneira pura, sem suas sutilezas concretas.

Para Weber, a ciência positiva e racional pertence ao processo histórico de racionalização, sendo composta por duas características que comandam o significado e a veracidade científica. Em que estas duas características são o não-acabamento essencial e a objetividade, em que esta, é definida pela validade da ciência para os que procuram este tipo de verdade, e pela não aceitação dos juízos de valor. Segundo ele o não-acabamento é fundamental, diferentemente de Durkheim que acredita que a Sociologia é edificada em um sistema completo de leis sociais.
Weber por sua vez defendia que para todas as disciplinas, tanto as ciências naturais como as ciências da cultura, o conhecimento é uma conquista que nunca chega ao fim. A ciência é o devir da ciência. Seria necessário que a humanidade perdesse a capacidade de criar para que a ciência do homem fosse definitiva.


A objetividade do conhecimento é possível, desde que se separe claramente o conhecimento empírico da ação prática. Segundo Weber essa é uma atitude que depende de uma decisão individual do pesquisador, ou seja, os cientistas devem estar dispostos a buscar essa objetividade.
Na concepção dos autores Weber e Durkheim, há uma separação entre ciência e ideologia. Para Weber também há uma separação entre política e ciência, pois a esfera da política é irracional, influenciada pela paixão e a esfera da ciência é racional, imparcial e neutra. O homem político apaixona-se, luta, tem um princípio de responsabilidade, de pensar as consequências dos atos. O político entende por direção do Estado, correlação de força, capacidade de impor sua vontade a demais pessoas e grupos políticos. É luta pelo poder dentro do Estado. Já o cientista deve ser neutro, amante da verdade e do conhecimento científicos, não deve emitir opiniões e sim pensar segundo os padrões científicos, deve fazer ciência por vocação. Se o cientista apaixonar-se pelo objeto de sua investigação não será nem imparcial nem objetivo. Para Durkheim política é a relação entre governantes e governados.
Entretanto, na concepção de Marx não se podem dissociar ciência e ideologia, pois para ele ideologia faz parte da ciência. Segundo ele ciência é ciência porque explica o objeto tal como ele é, porém o conhecimento não é neutro. Política para este também é luta, mas não de indivíduos como para Weber, é, sim, luta de classes.

A sociologia de Max Weber se inspira em uma filosofia existencialista que propõe uma dupla negação. Nega Durkheim quando afirma que nenhuma ciência poderá dizer ao homem como deve viver, ou ensinar às sociedades como se devem organizar. Mas também nega Marx quando diz que nenhuma ciência poderá indicar à humanidade qual é o seu futuro. A ciência weberiana se define como um esforço destinado a compreender e a explicar os valores aos quais os homens aderiram, e as obras que construíram. Ele considera a Sociologia como uma ciência da conduta humana, na medida em que essa conduta é social.

Weber fundamenta sua definição de valores na filosofia neokantiana, que propõe a distinção radical entre fatos e valores. Os valores não são do plano sensível nem do transcendente, são criados pelas desilusões humanas e se diferem dos atos pelos quais o indivíduo percebe o real e a verdade. Para Weber, há uma diferença fundamental entre ciência e valor: valor é o produto das intenções, diferentemente de Durkheim que acreditava encontrar na sociedade o objeto e o sujeito criador de valores. Weber o contesta dizendo que as sociedades são meios onde os valores são criados, mas ela não é concreta.

Se a sociedade nos impõe valores, isso não prova que ela seja melhor que as outras. Sobre o Estado, o conceito científico atribuído por Weber constitui sempre uma síntese realizada para determinados fins do conhecimento. Mas por outro lado obtemo-lo por abstração das sínteses e encontramos na mente dos homens históricos.
Apesar de tudo, o conteúdo concreto que a noção histórica de Estado adota poderá ser apreendido com clareza mediante uma orientação segundo os conceitos do tipo ideal. O Estado é um instrumento de dominação do homem pelo homem, para ele só o Estado pode fazer uso da força da violência, e essa violência é legítima, pois se apóia num conjunto de normas (constituição). O Estado para Durkheim é a instituição da disciplina moral que vai orientar a conduta do homem.

Religião também foi um tema que esteve presente nos trabalhos de Weber. "A ética protestante e o espírito do capitalismo" foi a sua grande obra sobre esse assunto. Nesse seu trabalho ele tinha a intenção de examinar as implicações das orientações religiosas na conduta econômica dos homens, procurando avaliar a contribuição da ética protestante, em especial o calvinismo, na promoção do moderno sistema econômico.

Weber concebia que o desenvolvimento do capitalismo devia-se em grande parte à acumulação de capital a partir da Idade Média. Mas os pioneiros desse capitalismo pertenciam a seitas puritanas e em função disso levavam a vida pessoal e familiar com bastante rigidez. As convicções religiosas desses puritanos os levavam a crer que o êxito econômico era como uma bênção de Deus. Aquele definia o capitalismo pela existência de empresas cujo objetivo é produzir o maior lucro possível, e cujo meio é a organização racional do trabalho e da produção. É a união do desejo do lucro e da disciplina racional que constitui historicamente o capitalismo.

Cronologia
21 de Abril de 1864 - Max Weber nasce em Erfurt. Os pais são o jurista e mais tarde deputado do parlamento imperial (Reichstag) pelo partido nacional-liberal, Max Weber e Helene (nascida na família Fallenstein)
1882-1886 - estudos de Direito, Economia Nacional, Filosofia e História
1889 - doutoramento em Direito
1892 - habilitação em direito canónico romano e direito comercial (em Berlim)
1893 - obteve uma posição temporária na Universidade de Berlim. Casamento com Marianne Schnitger (1870-1954), que será mais tarde activista pelos direitos da mulher e socióloga
1894 - assume a posição de professor de Economia na Universidade de Freiburg
1897 - professor de Economia Nacional na Universidade de Heidelberg
1898 - em virtude de uma crise familiar, Weber sofre um colapso nervoso e abandona o trabalho académico, sendo internado periodicamente até 1903
1904 - regressa à actividade profissional. Actividade redactorial no jornal "Archiv für Sozialwissenschaft und Sozialpolitik", que se tornou o jornal líder da ciência social alemã. Weber fez neste ano uma viagem aos Estados Unidos, onde deu aulas
1907 - recebe uma herança que o liberta de quaisquer preocupações financeiras
1909 - é co-fundador da sociedade Alemã de Sociologia
1914-1918 - Primeira guerra mundial, em 1914, Weber acolhe entusiasticamente o início da Guerra (um nacionalismo militarista muito comum na altura, partilhado entre outros por Thomas Mann). Inscreveu-se como voluntário no exército (Reichswehr). Em 1915 mudou de ideias, tornando-se um pacifista
1917 - nos Colóquios de Lauenstein apela à continuação da guerra, ao mesmo tempo defendendo o retorno ao parlamentarismo
1918 - co-fundador do partido democrático alemão (Deutsch-Demokratische Partei; o DDP)
1919 - convocado como conselheiro para a delegação alemã na conferência do Tratado de Versalhes. Foi também nomeado professor de economia nacional na Universidade de Munique
14 de Junho de 1920 - morre em Munique vítima de uma pneumonia.
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Sonntag, 18. April 2010

seitens der Städte.. Berlin: Vladmir Nabokov

BERLIN 2008 Foto:G.Ludovice
Nabokov at Berlin in 1936

Vladimir Nabokov (1899-1977) - pen name Vladimir Sirin
Russian-born American novelist, critic, and acknowledged lepidopterist. Nabokov wrote both in Russian and English. His best-known novel, LOLITA (1955), shocked many people but its humor and literary style were praised by critics. The first version of the story, VOLSHEBNIK (The Enchanter), was written in 1939 in Paris. The Enchanter centered on a middle-aged man, who falls in love with a 12-year-old girl and marries her sick, widowed mother to satisfy his erotic desires. He molests the girl in a Riviera hotel while she's asleep, she wakens and he runs into the traffic and dies.
"Between the age limits of nine and fourteen there occur maidens who, to certain bewitched travelers, twice or many times older than they, reveal their nature, which is not human, but nymphic (that is, demoniac); and these chosen creatures I propose designate as "nymphets." (from Lolita)

Nabokov at Vyra in 1907
Vladimir Nabokov was born in St. Petersburg into a wealthy, aristocratic family. His father, Vladimir Dimitrievich Nabokov, was a liberal politician, lawyer, and journalist. The household was Anglophile - Nabokov spoke Russian and English, and at the age of five he learned French. Nabokov received his education at the Tenishev, St. Petersburg's most innovative school. At 16 he inherited a large estate from his father's brother, but he did not have much time to enjoy his wealth. During the Russian Revolution his father was briefly arrested. The family emigrated to Berlin and Nabokov entered Trinity College, Cambridge, from where he graduated in 1923. Vladimir Dimitrievich was murdered in Berlin in 1922 by a Russian monarchist.

His parents - 1900, in Vyra

Nabokov lived in Berlin for 15 years and worked as a translator, tutor, and tennis coach. He won acceptance as the leading young writer in the Berlin Russian community. Most of his readers were Russian émigrés - in the Soviet Russia his books were banned or ignored. In his early works Nabokov dealt with the death, the flow of time and sense of loss. Already using complex metaphors, Nabokov themes became later more ambiguous puzzles - he was a remarkable chess player - that challenge the reader to involve in the game. ''Readers are not sheep," he once wrote to a publisher, "and not every pen (pun) tempts them." In LECTURES ON LITERATURE (1980) Nabokov wrote that to be a good reader one do not have to lean heavily on emotional identification, action, and the social-economic or historical angle, or belong to a book club. "The good reader is one who has imagination, memory, a dictionary, and some artistic sense - which sense I propose to develop in myself and in others whenever I have the chance."


In Zashchita Luzhina (1930, The Defense) Nabokov took the role of a grandmaster and played with the expectations of his readers. The protagonist, Aleksandr Luzhin, is a chess phenomenon, who becomes a character on a giant chessboard. Luzhin finds it increasingly difficult to make transition from the world of the game to everyday reality. After suffering a mental breakdown, he recuperates slowly with the help of a young woman. Luzhin starts to believe that a cunning opponent is trying to manipulate the moves he makes in his life. He decides to throw himself out of a window and notices that the courtyard below seems to look like a giant chessboard. Luzhin is right: there is an opponent and he is Nabokov himself, who makes the point that the story is an artistic creation.

VN in Berlin, 1922

As a writer Nabokov gained his first literary success with his translations of some of Heine's songs. Nabokov's first novel, MASHENKA (1926), was written in Russia. In 1924 Nabokov married Véra Evseevna Slonim, who came from a Jewish family; they had one son, Dmitri. Nabokov's early nine novels were published under the pen name Vladimir Sirin.

NV 1929

These works included The Gift (1937-38), a novel and an intellectual history of 19th-century Russia, and Invitation to a Beheading (1938), a political fantasy, in which the remaining days in the life the central character correspond to the length of his pencil. Also Nabokov himself wrote everything in longhand. "I cannot type," he confessed in an interview in 1962.
When Hitler released the killer of his father, Nabokov moved to Paris in 1937. There he met the Irish novelist James Joyce. With a loan he received from the composer Rachmaninov, Nabokov moved three years later with his wife and son to the United States - he crossed the ocean on the Champlain, where he had a first-class cabin.
Nabokov taught at Wellesley College and Cornell University, delivering highly acclaimed lectures on Flaubert, Joyce, Turgenev, Tolstoy, and others. He also continued his extensive researches in entomology, becoming a recognized authority on butterflies. He also held a modest but official position at the Museum of Comparative Zoology at Harvard University.

VN and Vera at Wellesley in 1944

The job lasted until 1948. As a lepidopterist he was self-taught, but his attitude to scientific work was serious, not dilettantish. Especially he was interested in Blues, the tribe Polyommatini, found all over the world. Later Nabokov estimated that between the years 1949 and 1959 he traveled more than 150,000 miles on butterfly trips. His years at the museum Nabokov described "the most delightful and thrilling in all my adult life." In his boyhood Nabokov had already made notes on butterflies and in 1920 The Entomologist had published his article 'A Few Notes on Crimean Lepidoptera'. "My pleasures are the most intense known to man: writing and butterfly hunting," Nabokov once said. Nabokov's first publication in English was an article titled 'A Few Notes on Crimean Lepidoptera'. Changing language was not easy - ''What agony it was, in the early 'forties, to switch from Russian to English,'' he wrote in a letter in 1954.

VN on his balcony in Montreux
Nabokov's first novels in English were THE REAL LIFE OF SEBASTIAN KNIGHT (1941) and BEND SINISTER (1947). The Atlantic and the New Yorker started to publish Nabokov's short stories in the early 1940s. In America, apart from collecting his shorter prose of the 1930s into one book, VESNA V FIAL'TE, Nabokov published only memoirs and verse in Russian. CONCLUSIVE EVIDENCE (1951) was an autobiography, which was later revived as SPEAK, MEMORY (1966), set mainly in pre-revolutionary Russia. When the Australian critic and writer Andrew Field planned to write a biography on Nabokov, the answer was: "I told everything about myself in Speak, Memory, and it was not a very pleasant portrait. I appear as a precious person in that book. All that chess and those butterflies. Not very interesting."

It took six years before Nabokov finished Lolita, a literary bomb. The English writer Graham Greene cited it among the best books of 1955. Edmund Wilson, Evelyn Waugh, and E.M. Forster did not share his view. With Lolita Nabokov gained a huge success, although it was banned in Paris in 1956-58 and not published in full in America and the U.K. until 1958.
Lolita is one of the most controversial novels of the 20th-century, in which the rhetoric of the protagonist both captivates and repels. The story deals with the desire of a middle-aged pedophile Humbert Humbert, the narrator, for a 12-year-old girl. "Lolita, light of my life, fire of my loins," he starts his story. Humbert is said to be a metaphor for the writer and his art, and for the old world - Humbert is an European expatriate - encountering the new, represented by an American teenage girl, in all its vulgarity. Humbert keeps a prison-diary of his lifelong fascination with pubescent "nymphets". The first is Annabel Leigh, who dies of typhus, but then he finds Dolores Haze, his Lolita, in a New England town. She reminds him of the little girl he loved as a boy. During the course of the story, Humbert loses her to Clare Quilty, a playwright and pornographic filmmaker. Humbert kills him and dies in a prison of a heart attack. Lolita dies in childbirth as delivering a stillborn daughter.
Stanley Kubrick's film version of the book was based on Nabokov's screenplay. "I knew that if I did not write the script somebody else would," Nabokov said, "and I also knew that at best the end product is such cases is less of a blend than a collision of interpretations."


Lolita allowed Nabokov to abandon teaching and devote himself entirely to writing. In 1957 Nabokov published PNIN, a story of a hapless Russian professor of literature on an American college campus. PALE FIRE (1962) was an ambitious mixture of literary forms, partly a one-thousand-line poem in heroic couplets by John Shade, partly a commentary on them by a mad exiled king, Kinbote. "I can do what only a true artist can do," describes the mad Kinbote himself, "pounce upon the forgotten butterfly or revelation, wean myself abruptly from the habit of things..."
From 1959 Nabokov lived in Switzerland, where his permanent home was at the Montreux Palace Hotel. He continued to collect butterflies, which after his death were stored at the Cantonal Museum of Zoology of Lausanne. Nabokov's later works include ADA (1969), a love story set on the planet of Antiterra, a mixture of Russia and America, TRANSPARENT THINGS (1972), and LOOK AT THE HARLEQUINS! (1975), in which Nabokov's own life coincides occasionally with the protagonist's, also a writer.

Montreux, 1973
The writer's son Dmitri has undertook the translation of several of Nabokov's books from these later years. Nabokov himself wanted to be valued more as an American writer than a Russian one. In the Soviet Union he perhaps enjoyed greater fame than in the West. Nabokov died in Lausanne on July 2, 1977. Among Nabokov's major critical works are his study of Nikolay Gogol (1944), and translation of Aleksandr Pushkin's masterpiece Eugene Onegin (1964), with commentary. The ten-year-long work was first brought out by the Bollingen Foundation in four volumes.
For further reading: The Annotated Lolita by A. Apper Jr. (1970); Nabokov's Garden by B.A. Mason (1974); Vladimir Nabokov by L.L. Lee (1976); Nabokov Translated by J. Grayson (1977); VN: The Life and Art of Vladimir Nabokov by A. Field (1986); Vladimir Nabokov, ed. by H. Bloom (1987); Vladimir Nabokov: The Russian Years by B. Boyd (1990); Vladimir Nabokov: The American Years by B. Boyd (1991); Vladimir Nabokov by T. Sharpe (1991); Small Alpine Form by C. Nicol and G. Barabtarlo (1993); The Magician's Doubts by Michael Wood (1994); The Garland Companion to Vladimir Nabokov, ed. by Vladimir E. Alexandrov (1995); Lolita: A Janus Text by Lance Olsen (1995); Pniniad by Galya Diment (1997); Nabokov's Pale Fire: The Magic of Artistic Discovery by Brian Boyd (2000); Nabokov's Blues: The Scientific Odyssey of a Literary Genius by Kurt Johnson et al (2001); Nabokov's World: Reading Nabokov by Jane Grayson (2002); Vladimir Nabokov by Jane Grayson (2003); Vladimir Nabokov: His Life and Works by Stanley P. Baldwin (2004) - SEE other writers who combine fantastical elements, fabulations, with realistic narrative: Italo Calvino, Günter Grass, Umberto Eco. See also: Magic Realism.
Selected works:
STIKHI, 1916
GROZD', 1922
GORNYI PUT', 1923
MASHENKA, 1926 - Mary (tr. V.N. and Michael Glenny)
KOROL-DAMA-VALET, 1928 - King, Queen, Knave (tr. V.N. and Dmirti Nabokov) - Kuningas, rouva, sotamies (suom. Juhani Jaskari)
SOGLYADATAY, 1930 - The Eye - Silmä
ZASHCHITA LUZINA, 1930 - The Defense (tr. by V.N. and Michael Scammell) - Luzinin puolustus (suom. Juhani Jaskari) - film 2000, dir. by Marleen Gorris, starring Emily Watson, Joh Turtutto, Geraldine James, screenplay by Vladimir Nabokov and Peter Berry
CAMeRA OBSCURA, 1933 - Camera Obscura (tr. W. Roy) / Laughter in the Dark (rev. and tr. by V.N.) - Naurua pimeässä (suom. Eila Pennanen ja JuhaniJaskari)
PODVIG', 1933 - Glory (tr. V.N. and Dmitri Nabokov)
OTCHAYANIYE, 1936 - Despair (tr. V.N.)
DAR, 1937-38 - The Gift (tr. V.N. and Michael Scammell) - Lahja: romaani (suom. Juhani Jaskari)
PRIGLASHENIYE NA KAZN, 1938 - Invitation to a Beheading (tr. by V.N. and Dmitri Nabokov)
SOGLYADATAJ, 1938 - The Eye (tr. V.N. and Dmitri Nabokov) - Silmä (suom. Juhani Jaskari)
THE REAL LIFE OF SEBASTIAN KNIGHT, 1941 - Sebastian Knightin todellinen elämä (suom. Eila Pennanen, Juhani Jaskari)
translation: THREE RUSSIAN POETS: SELECTION FROM PUSHKIN, LERMONTOV AND TYUTCHEV, 1944
NIKOLAI GOGOL, 1944 - Nikolai Gogol (suom. Eila Pennanen ja Juhani Jaskari)
BEND SINISTER, 1947
NINE STORIES, 1947
THE NEARTIC MEMBERS OF THE GENUS LYCAEIDES HÜBNER, 1949
CONCLUSIVE EVIDENCE / SPEAK, MEMORY, 1952 - Puhu, muisti (suom. Juhani Jaskari) / Nabokov Nabokovista (suom. Juhani Jaskari)
STIKHOTVORENIIA 1929-51, 1952
LOLITA, 1955 - Lolita (suom. Eila Pennanen ja Juhani Jaskari) - film 1962, dir. by Stanley Kubrick, starring James Mason, Peter Sellers, Sue Lyon, Shelley Winters. "I'd have given the Humbert role to Peter Sellers, with perhaps Rod Steiger playing the unspeakable Quilty. That way, the central machinery of the picture might have looked less like the motel adventures of a second-hand car salesman and a quick-lunch cashier. The sex in Lolita is no longer perverse; it is now merely sordid." (Robert Hatch in the Nation, June 23, 1962) - Also filmed in 1998, dir. by Adrian Lyne, starring Jeremy Irons, Melanie Griffith, Dominique Swain. Both version made Lolita appear older than in the novel but still ran into serious trouble. - "One could argue that this Humbert is no pedophile at all. He is attracted only to Lolita, and it is made quite clear that that is due more to her resemblance to the lost Annabel than to anything pertaining to her age. At no time, for example, does he pay the slightest attention to the many other little girls that scamper about the edges of the story. It is the malevolent Clare Quilty who, by contrast, is the genuine pedophile." (from Novels into Film by John C. Tibbetts and James M. Welsh, 1997)
im:wikipedia / John Hamilton